segunda-feira, 3 de outubro de 2005

Que segredos?

Quase acabando de ler o Dossiê Brasília: Os Segredos dos Presidentes. A leitura não mudou nenhuma opinião sobre os respectivos entrevistados. E não foi porque eu não estava com a “mente aberta”. Simplesmente porque nenhum me surpreendeu. Sarney, burocrático; Collor, evasivo e defensivo; Itamar, excêntrico; e Fernando Henrique, acadêmico. Lugar comum: “Ser presidente não é fácil. Fiz o melhor que pude, dentro das condições que eu tinha.” Todos consideram Getúlio o melhor presidente (entre outros, “se formos considerar as condições da época de cada um”, claro). Todos acham que ainda é cedo para publicar suas memórias (muitos envolvidos e/ou citados ainda estão vivos). Mesmo assim, acho que a leitura valeu a pena. Não é sempre que temos depoimentos de presidentes que ainda estão vivos pra dizer, se for o caso, “não foi bem isso que eu disse”.

Primeiras Impressões

Nada a ver

E Bike-Boy em sua primeira fala: “Já é!”. Credo!
E A coreografia da primeira luta da super tough Diana Bullock. Dá pra ensaiar mais, não?

Tudo a ver

E Animações: abertura à la Playmobil e o Flash Back da infância de Ben Silver que fugiu totalmente do padrão.
E Trilha sonora que conseguiu situar o Zé Ramalho no tempo e no espaço.
E Produção de arte, direção de arte, cenografia, figurino ou seja lá qual for o nome da equipe que não ficou devendo nadinha a nenhuma produção internacional.
E Billy the Kid e Jesse James querendo sossego vestidos de mulher!
E Zorro e Tonto saudosistas (adoro saudosistas, por que será?).
E A postura do Xerife e de John Wayne no duelo que estavam perfeitas.
E O
site da novela que é simplesmente divertidíssimo!
E Latorraca que vale a pena, sempre!
E Guilherme Fontes de estelionatário que... deixa pra lá.

Ou seja, muito no início acho que o saldo é bastante positivo. Vamos ver. Estereótipos a parte, precisamos nos divertir, não é mesmo?

quinta-feira, 29 de setembro de 2005

Acordar em cima da hora pro trabalho não só não é saudável, como também sai caro. Acho até que já falei isso aqui. Acabo tendo que pegar um táxi que, da Tijuca para a Barra, garfa o equivalente a dois almoços. Essa semana me dei conta de uma mania que eu mesma ainda não tinha percebido: quando estou para entrar no táxi, observo a cara do motorista e, pasmem, o pininho que tranca a porta. É isso mesmo, para me certificar de que ele não está, digamos, afiado... Eu sei que sou impressionável, mas isso foi demais até pra mim mesma!

A tal viagem de táxi prosseguiu ilustrada por uma busca frenética por outras manias que as pessoas (claro, ou vocês acham que só eu sou a doida?) possam ter adquirido por conta da influência da sétima arte. Para meu grande alívio, percebi que as minhas não são muitas. Sempre que assisto o Sexto Sentido, por exemplo, eu fico um tempo sem levantar da cama à noite. Fico com pânico de corredor! De bom, aprendi a apreciar passeios descalços na grama, graças à Júlia Roberts. Mas a pior de todas é repetir falas cinematográficas sistematicamente no meio das conversas. Nada demais, coisas do tipo: “Grandes poderes trazem grandes responsabilidades”, “Multiplique pelo infinito, leve às profundezas da eternidade e terá um vislumbre do que eu estou dizendo”, “Jamais subestime a Força!”, Você ganha comissão? Que mancada. Que man-ca-da...”, “Não, ele não seria assim tão óbvio...”, “Run Forest, run!!!”... Não me lembro agora de mais nenhuma. Depende da situação. Ah, e falar como Yoda também faço muito... errr. Deixa pra lá...

Fora isso, já vi amigo bêbado dançar com poste, bancar o Super-Homem, fingir que voa na proa do Titanic, criança repetir incansavelmente “vingardius leviosa” (se é que é assim que se escreve), gente que não pisa em linhas no chão e não duvido que em pouco tempo a galera esteja degustando ovo cru a torto e a direito. Mas dizem que a vida imita a arte, não é mesmo? Por que nos condenaríamos?

quarta-feira, 28 de setembro de 2005

Sentimento de culpa, frustração, impotência, indecisão, angústia, ansiedade, medo – muito medo, blá-blá-blá....
Alguém me dá um tapa?
Katrina, Ofélia, Rita... Se Alá está punindo os EUA, os mulçumanos deveriam repensar os planos de Deus para as mulheres.

sexta-feira, 9 de setembro de 2005

Tem algo errado comigo. Não paro de comer desde ontem... Duas barras de chocolate, inclusive.

*****

- Precisa de alguma coisa?
- Por que pergunta? Quando eu disse que sim você sumiu...

*****

Auto-Mimo:
Império dos Sentidos (achado numa banca por 10,99).

*****

ROMA na HBO. É sempre assim.

Como Assiiiiiim?!?!?

Onde: Superinteressante de Setembro (edição 217).
O que: “18 coisas que não fazem sentido”

Certo. Matéria interessante. Assuntos que assombram os cientistas sem solução há milênios. Para que a própria matéria tenha sentido é preciso virar a revista de cabeça para baixo. Aí me deparei com a quinta “coisa” que não faz sentido:

"POR QUE A MULHER TEM UM ÓRGÃO DESTINADO SÓ AO PRAZER?

Até os anos 70, acreditava-se que a fêmea humana era a única a ter clitóris e a atingir um clímax na relação sexual. Hoje, sabemos que as fêmeas de outros primatas também têm essas características. Mesmo assim, parte dos cientistas acha difícil encontrar o lugar do clitóris na evolução. Por que ele existe? Há quem defenda que o pequeno órgão surgiu como um incentivo para que as fêmeas procurassem sexo e aumentassem a prole. Alguns estudos mostram, porém, que apenas o ato sexual convencional não é a melhor forma de estimular o clitóris (as fêmeas de macacos bonobos, por exemplo, procuram outras fêmeas quando querem esse tipo de estímulo). O evolucionista Stephen Jay Gould abordou o assunto no livro Viva o Brontossauro, de 1987. Ele afirmou que o clitóris e o orgasmo feminino são acidentes da evolução, com a mesma importância para a sobrevivência da espécie que os mamilos masculinos: nenhuma."

"Acidentes da evolução"? Tô boba. Nunca parei para pensar nisso. Tipo assim... sei lá... Meninas! Alguém, socorro!

quinta-feira, 8 de setembro de 2005

Papo d'Elas

Não sei quem pegou de quem.... Só sei que virou co-que-lu-che!

Uma delas:
Bordo, costuro, tricoto, crocheteio, não pinto nem desenho, danço conforme a música, canto quando tenho vontade, não toco nada e nem toda arte me apaixona. Não fotografo e não entendo, nem teoria. Adoro ler, amo tecnologia mas sou fã do olho no olho. Louca por sabores e sensações - sou libra com muito escorpião. Tenho um senso de preservação chatíssimo, chega a doer. Gosto de animais e plantas, de gente também. Cabelos e peso dependem de fase, sempre sorrindo por fora, pouca gente me enxerga por dentro. Boa de garfo, faca e fogão. No bolso, nunca dinheiro, pouco conselho. Amo menos do que posso, não faço calos, mas se pisar no meu pé, fujo do tumulto. Gosto de chuva, de verão, de noite, de lugares que não conheci. Vivo no Rio, a vida também aborrece. Devo, não nego e to sempre pagando. Adoro colecionar gatos - inanimados -, se for de presente, melhor. Recebo mais do que dou. Cobro boa educação. Às vezes, mordo.

Eu:
já tricotei, ainda bordo e crocheteio, mas nunca aprendi a costurar. desenho mas não pinto. já dancei mais, hoje é conforme a música. queria saber cantar de verdade. já toquei flauta, piano e violão. hoje só toco o teclado (do pc). não entendo de arte, só pop. fotografo direitinho mas não me acerto com a tal da luz. leio menos do que devia. adoro tecnologia, mas prefiro a mesa do bar. sou fã de olho no olho e risadas próximas. louca por visuais, cheiros e bons sabores - sou taurina. às vezes me falta senso crítico, sou deslumbrada. gosto de animais mas não tenho coragem de ter o meu. gosto de plantas mas não sei cuidar. adoro gente, muita gente, pouca gente. cabelos finos e leves demais, parecem mais rebeldes do que são. o peso tem vontade própria. sorrio por dentro e por fora. olhos verdes e transparentes, fácil de ver por dentro. péssima de faca, boa de garfo e não tão boa de fogão. no bolso, muitos conselhos e pouco dinheiro. amo mais que posso. não gosto de calos nem de tumultos. gosto de chuva, mas só de verão. choro de medo de relâmpagos e de trovões. verão e inverno, lugares e lembranças. vivo no Rio, um Rio só meu. devo e pago o tempo todo. adoro florzinhas, se for presente, melhor. acho que recebo mais do que dou e, mesmo assim, dou muito. cobro também. e mordo sempre, mais do que deveria.

E você?

Tia Hustana já dizia...

O pensamento analítico pode estar um pouco enferrujado, mas os episódios decorrentes da passagem do Katrina foram tão chocantes que um breve exercício de filosofia e ciência política foi mais fácil do que eu esperava de mim mesma. Me perdoem se eu fizer algum confusão de autores só vou escrever o que passava na minha cabeça a cada notícia vinda do norte. De cara, vi O Príncipe. Ele sabe que o dinheiro do socorro está longe, no Oriente Médio, assim como a guarda nacional também. Nesse momento O Príncipe se lembra da lição que diz que, quando mal quando é inevitável, ele deve acontecer de uma vez só. Então dá um tempo. Deixa a tragédia chegar para depois aparecer com as doses homeopáticas do bem, como na cartilha, na forma de visitas políticas, na ajuda humanitária internacional, no canto dos artistas patriotas. Também vi o utópico Contrato Social de Rousseau ser rasgado, pisoteado e reduzido à versão de Locke e ao individualismo possessivo dos plenos cidadãos apenas – os afortunados.

Mas o que mais me impressionou foi ver a figura do Leviatã bem ali, em Nova Orleans. Igualzinho ao desenho do livro, com espada e tudo. Imponente e inútil. As imagens dos saques, dos roubos, da
mídia preconceituosa, dos corpos espalhados nos abrigos, me trouxeram à mente a pior imagem de todas: homo homini lupus - o homem, lobo do próprio homem. E Hobbes, cuja frieza e objetividade tanto me chocaram no primeiro ano da faculdade, voltou a me chocar agora. Não há povo civilizado que resista ao desprezo das autoridades, ao medo da morte e à fome. Nem no “primeiro” mundo.

segunda-feira, 5 de setembro de 2005

Fim de semana agitado como há muito eu não conhecia... Exceto pela sexta (mais por conta da falta de energia – luz – do que por vontade própria), todo o restante foi a mil por hora: churrasco da Pri lá em cima, em Petrô, Festa Ploc 80, almoço de família, jogo da seleção ao lado do papai e festinha básica de aniversário do Tio Oscar. Cansei de novo, só de lembrar!

Hoje, na volta, com as devidas atualizações, me dei conta que o Ferno já ta indo (ou já foi) pra terra dos hermanos; Mariozinho já ta indo semana que vem pra Alemanha e até o Alexandre (vizinho tijucano que eu nem cheguei a conhecer) foi pra Sampa! Caramba... Daqui a pouco sou só eu para apagar as luzes!

Só uma notinha rápida sobre a Festa Ploc 80 no Circo. Os shows foram nota 10! Muito legais mesmo, mas estava muito cheio. Segundo um segurança, foram vendidos 4.000 ingressos. Até no espaço aberto era difícil andar ou mesmo só ficar parada. Imaginem sob a lona... Não dava pra dançar nem curtir os shows sem alguém forçando a passagem (e pior, tomando o lugar do seu pé no chão na maior cara-de-pau). Uma pena... O grande destaque – para a minha grande surpresa, devo confessar – foi o Show do Luciano Nassyn, o “menininho” do Trem da Alegria, com direitinho a algumas dezenas de espadinhas empunhadas dos Thundercats quando ele começou a canção. Irretocável!

quarta-feira, 31 de agosto de 2005

Eu também...

... me rendi à história do S. Francisco e seus dois filhos, que na verdade eram bem mais que dois. Pra mim, quem tem história pra contar tem mais é que contar mesmo. E eles têm. Se têm. Não gosto de sertanejo pop, mas adoro música brasileira e o som de violão. O filme resgata o sertanejo raiz, as modinhas de viola. Exalta a família, o trabalho e a perseverança no sonho. Graças ao dinheiro da Globo Filmes, tecnicamente então é muito bom. Paguei mico, confesso. Saí do cinema inchada de tanto chorar (o que não é definitivamente novidade pra ninguém). Saí até com vontade de comprar o CD com a trilha do filme, mas - calma! - me contive à tempo. Recomendo mesmo, sem o menor pudor: preconceitos à parte, vejam o filme. Apaixonem-se, como eu, pelo S. Francisco. Vale a pena!

Aniversário!

Tudo em Simas há 1 ano no ar! Ele testemunhou e participou ativamente de minha nova condição, digamos, errr, familiar. Também presenciou a angústia pela troca de emprego. Acompanhou toda a minha carreira de lutadora de karatê. Viu minha empolgação com o MBA se esvair. Fotografou mais um sobrinho que nasceu e amigos que casaram. Serviu de vitrine para um monte de baboseiras. Acho que gostei dele. Bom companheiro. Só lamento mesmo não estar tão inspirada quanto no início. Gostava mais do jeito que escrevia lá atrás. Não sei oque está acontecendo comigo, mas espero que não dure muito (para o bem do próprio Blog, inclusive). Obrigada aos meus leitores (sejam quantos forem os 7, hehehe...) pelo carinho!...

quinta-feira, 18 de agosto de 2005

Pizza!

Pedi uma pizza para o jantar (vontade de comer besteira, sabe como é?). Só que ela chegou bem durante o JN. Isso mesmo. O pior é que foi bem na hora da cobertura do depoimento do Delúbio. Quase uma indigestão pré anunciada. Mastigava e tentava me encontrar em meio à confusão ao emaranhado investigativo. Duas CPIs, os mesmos investigados, os mesmos assuntos, as mesmas malas, o mesmo Valério, a mesma vergonha nacional. Me lembrei que não fiquei sabendo se saiu a tal "agenda mínima". Um deputado acusava o ex-tesoureiro de falar pouco para confundir e não se comprometer. Acho que as duas comissões combinaram de fazer o mesmo comigo: confundir e não resolver. "Quem sabe ela não muda de canal e esqueço o assunto?", devem estar pensando. Não consigo enteder como é possível que com o material já recolhido e apreendido, não exista uma fonte documental sequer que dê uma pista sobre os responsáveis de fato e a origem de tantos milhões que circularam e circulam por Brasília. Agora o jornal fala da reforma política. Menos tempo de campanha. Sem brindes, sem artistas e sem especificar punição para quem fizer caixa 2. Fim da pizza. Mas tá ruim de descer...

Business Bingo

Piadinha corporativa no Post de 17/08 do Rodrigo. Adorei!

Viva o Beto!

Meu amigo Beto Gaspari é verbete no Dicionário Cravo Albin da MPB! Adorei!!!

Paisagem Carioca (?!)


Foto de celular, tarde de sábado, Lagoa Rodrigo de Freitas. Fim de semana quase perfeito... Posted by Picasa

Nada em Simas

Como dizia algum sábio colega de trabalho (não me lembro mais exatamente quem foi uma vez que caiu, digamos, em "domínio público" e lugar comum" nos corredores do PG da Infoglobo) e em homenagem ao Tock's e suas intermináveis Leis de Murphy: nada está tão ruim que não possa piorar.

***

Dido me acalma. Papo brabo White Flag, mas a melodia é tão gostosa. Como é também o Nosso Xote (tal de Bicho do Pé). O tal moreno me lembra alguém, mas não posso falar senão a irmã dele me bate. Falando nisso, Feira de S. Cristóvão na sexta!!! Yeeees!

***
Tá começando Sexy Time no Mulitshow. Alguém gosta disso? De verdade? E pensar que há 6 ou 7 anos essas importações eram comigo. Agora são problema de Dedéia (que vai estar na Feira! hehe!)...

***
Dormir até o último minuto é ótimo, mas às vezes sai caro. Literalmente.

***
É. Sei que tá um saco. Mas hoje é terapia. "Nada pessoal" uma pinóia! Hoje tá mais pra Vomitódromo, como diz a Reb. Mas no sentido pejorativo mesmo. Acho que nem ela contava contava com tanta asneira numa noite só. Argh pra mim!

sexta-feira, 12 de agosto de 2005

Feliz dia dos Pais

Uma notinha expressa para desejar um domingo radiante para todos os pais desse Brazilzão tão órfão. Um beijo enorme e carinhoso para o meu pai (o melhor de todos) minha grande inspiração (acho que já disse isso aqui antes) e referência.

Ah! Em tempo: Serginho, boa sorte na Meia!

Constatação

Estou muito velha para a Nova. É duro, reconhecer, mas é a minha mais nova realidade. Fiquei muito tempo sem ler a Nova. Na verdade, muito tempo sem ler revistas de uma forma geral. Fiquei decepcionada. Matérias curtas e superficiais. Textos imaturos e repetitivos. Fotos mal produzidas. Não sei se a revista está se descuidando editorialmente ou se a revista sempre foi assim e sou eu que estou ficando mais velha e mais chata (ranzinza mesmo). Uma das notinhas dizia assim: “Se você adora Walter Salles, não perca o novo filme desse premiado (e lindo!) diretor...”. É sério isso! Publicado assim mesmo, dessa forma: “e lindo!”. Nas quase 150 páginas da publicação, apenas duas matérias (três páginas no total) conseguiram não me decepcionar: um artigo da Ana Paula Padrão falando da sua saída da Globo e uma reportagem sobre uma pesquisa que conclui que a idade ideal para a mulher moderna ter seu primeiro é 34 anos (felizmente um assunto que muito me interessa). Hora de passar a ler Marie Claire?

terça-feira, 9 de agosto de 2005

quinta-feira, 4 de agosto de 2005

quarta-feira, 3 de agosto de 2005

E lá se vai mais um dia.....

Merda! Perdi a hora!
Droga de carro desregulado....
PQP! Esqueci a câmera....
Dá pra parar mais pro meio da pista?
Odeio vans quando não estou dentro de uma delas.
Non, ma chère, je ne l'ai pas reçu. La dernière n'était pas correct.
Ainda não acredito que esqueci a câmera...
E aí, o tal contêiner "avariado" de ontem? Posso esquecer esse assunto?

O pior é que eu também esqueci do aniversário dela.
J'ai besoin de la copie du BL et de ton devis aussi.
Putz, passou de novo a hora do shiatsu.
Preciso de um armador que faça Barcelona x Sepetiba.
Cara! Eu te mandei esse laudo antes de sair de licença....
Sério, gostei da salada, mas achei cara.
Tinha que comprar um presente, mas tudo aqui é tão caro.
Como assim, admissão temporária?
Mãe, me liga de volta se faltar alguma coisa? Promete?
Did you already contact our freight forwarder? This cargo is really urgent to the whole project.
Sei, então não dá pra aplicar esse adiantamento de forma fracionada?
Ninguém te deu meu recado?
Eu sei que é muito pra reduzir, só se a gente separar os lotes....
Tô no telefone, posso te ligar de volta em 5 minutos?

Ele me contou que mudaram quase todos em Sepetiba.
Não sei ao certo, mas acho que, se algo tivesse dado errado, já teriam me ligado.
É eu sei, mas não sei de ninguém que possa me emprestar uma câmera agora.
Merci de me la re-envoyer, mais il faut la corriger à nouveau.
Não, 'inda não vi O Globo hoje.
Depois me devolve porque eu preciso guardar uma cópia.
Amanhã você vai estar no porto?
Ai, Cláudia! Presta atenção! Faltam as drogas das exonerações.
A propósito, hoje não volto com você.

Não, 'inda não voltei a lutar.
Tudo bem, dá pra deixar pra amanhã.
Mas ainda não indicaram o engenheiro desde sexta?
É sério? Quarenta minutos só até a Ayrton Senna?
Vigário Geral, pista escura e embaixo do viaduto da favela: perfeito pr'uma blitz à noite!

Ai, meu Deus! Que coisinha mais pequena! Como você é lindo...
Chora não, bebê... o colo do vovô tava mais gostoso, né?
Titia vai embora porque mora longe, mas eu volto no sábado... o dia inteiro...

terça-feira, 2 de agosto de 2005

E voltei a respirar normalmente

Pronto! Uma ansiedade a menos. Fiquei sem fôlego. O ritmo dos últimos capítulos (foram sete capítulos em dois dias) é terrivelmente viciante. Eu só pensava "dá pra ler mais um pouco", "mais uma página", "mais um parágrafo", "agora não!... droga, já cheguei na Tijuca"...

Bom, os acontecimentos deste sexto episódio são definivamente de fazer cair o queixo. E de emocionar bastante também (pelo menos a mim, poxa...). Li em um blog (juro que não me lembro mais em qual) que é neste momento da saga que o bem e o mal ficam claramente definidos o que, na hora da leitura e face aos acontecimentos indubitavelmente marcantes, parece bem óbvio. Mas agora, com mais calma, acho que ainda há espaço para reviravoltas na estória e o sétimo livro deve ter quase 1.000 páginas para dar conta de todos os segredos a serem revelados antes das conclusões necessárias ao último volume.

É, podem falar que sou deslumbrada... Sou mesmo, ué! Fazer o quê?

"Harry looked at him, startled; the idea that anything as normal as a wedding could still exist seemed incredible and yet wonderful."

Alguém... Please!!!

Pausa no expediente porque o assunto é urgente!

Primeiro tenho que contar uma estorinha. Enquanto lia o primeiro volume de O Senhor dos Anéis - A Sociedade do Anel, pelos idos de 1999, não me lembro bem, deparei-me no meio da noite com o fatídico capítulo no qual Gandalf enfrenta o Balrog e cai precipício abaixo. Acordei o João quase histérica, incrédula com o que lia: Gandalf deixando a estória ainda nas minas, na primeira metade do primeiro livro. Eu não conseguia parar de falar, sem entender porque em tantas conversas sobre o livro e sobre a aventura, o João simplesmente nunca tinha mencionado coisa parecida. Estava desolada e ele apenas ria ao meu lado tentando voltar a dormir...

Voltando ao presente. Tive que ir ao escritório de nosso despachante aduaneiro e no caminho, é óbvio, fui lendo o 26º dos trinta capítulos do Half-Bllod Prince. Fui e voltei e já na Avenida das Américas estava no fim do 27º. E agora estou exatamente com a mesma sensação descrita no outro parágrafo. Igualzinha! Ok, J.K.Rowling já havia amplamente anunciado que Harry sofreria mais uma perda nesse episódio, mas precisava tanto? Estou igualmente desolada... Pior, porque agora eu não tenho nenhuma esperança de que a personagem vá reaparecer mais à frente, como aconteceu com Gandalf/Mithrandir. E pior ainda, NÃO TENHO COM QUEM FALAR NEM COMENTAR NEM ME CONSOLAR porque ninguém que eu conheça já leu ou está lendo a versão inglesa da estória... Liguei pro João para contar minha angústia mesmo de dentro do carro, mas não foi a mesma coisa afinal, uma vez que ele apenas viu os filmes, ele não tem a menor idéia do que ou de quem eu falando! Socorro!... E ainda tenho que me reconcentrar no trabalho... Ai, ai...

segunda-feira, 1 de agosto de 2005

Tudo Em Simas!!!!! Nasceu....

Cassiano Simas do Couto Silva nasceu hoje aproximadamente às 10:40 com 50 cm, 3,550 kg e os lindos olhos azuis da mãe.... Ai que ansiedade! Vontade de apertar!!!!
Bem-vindo o mais novo anjinho da família! Jás nasce amado e querido (e paparicado) pela tia mais coruja que eu já vi: eu!

domingo, 31 de julho de 2005

Não resisti....

Acabou de acabar o quarto especial do Chico na Bandeirantes....

Joana francesa
(Chico Buarque)

Tu ris, tu mens trop
Tu pleures, tu meurs trop
Tu as le tropique
Dans le sang et sur la peau
Geme de loucura e de torpor
Já é madrugada
Acorda, acorda, acorda

Mata-me de rir
Fala-me de amor
Songes et mensonges
Sei de longe e sei de cor
Geme de prazer e de pavor
Já é madrugada
Acorda, acorda, acorda, acorda, acorda, acorda

Vem molhar meu colo
Vou te consolar
Vem, mulato mole
Dançar dans mes bras
Vem, moleque me dizer
Onde é que está
Ton soleil, ta braise

Quem me enfeitiçou
O mar, marée, bateau
Tu as le parfum
De la cachaça e de suor
Geme de preguiça e de calor
Já é madrugada
Acorda, acorda, acorda, acorda, acorda, acorda
D'accord, d'accord, d'accord, d'accord

1973 Para o filme Joana Francesa de Cacá Diegues:
"Cacá Diegues lhe encomendou uma canção para Jeanne Moreau, que faz uma dona de bordel. Quando Jeanne chegou de Paris, Chico foi lhe mostrar a música - morrendo de vergonha, conta, e se lembrando o tempo todo dela em Les amants, de Louis Malle, filme que assombrou os adolescentes de sua geração. A atriz adorou essa canção onde fundem palavras em português e francês e gravou-a no seu LP."
Por Humberto Werneck em Chico Buarque Letra e Música, Cia da Letras, 1989


Ai, ai.... "vou colecionar mais um soneto, outro retrato em branco e preto, a maltratar meu coração."

Contagem Regressiva


050702 Festa Junina 036
Originally uploaded by Claudia Simas.
Já tinha postado essa foto uma vez, mas o blogger me sabotou. Essa é a Vivi, com o Cassiano que chega amanhã. Vai sero bebê mais lindo de 2005. Não está linda minha irmãzinha?

sábado, 30 de julho de 2005

La Musa Soy Yo!

É isso aí! Chega de rodeios, chega de segredos! Não vou mais precisar esperar que ninguém escreva uma música chamada "Cláudia". Já tenho minha própria música e é o maior sucesso: Todas elas juntas num só ser de Lenine e Caslos Rennó. Pronto, pronto, já acordei!!! Sem delírios, mas alguém me explica como eles conseguiram listar todas as musas dessa forma tão esplêndida? Ok, eu sou suspeita porque também sou esplendidamente fâ do Lenine. Aquela voz macia, como diria a Julinha na época de Rua Alice, "suave, como se estivesse com algodão na garganta". Acho que a música tava precisando da injeção de poesia pura e musicalidade simples que Lenine traz do nordeste. E que venham mais...

Eu fui!


Nacional BdP
Originally uploaded by Claudia Simas.

E foi ótimo. Foi maravilhoso! Como previa foi um fim de semana de muitos reencontros e muitas emoções. Além dos membros da Confraria, reencontrei ainda: Alessandro e Jackie, Sandro, Fabiana, Queila, Carol, Chicão, Gustavo, João Marcos e Miriam, Lucio e Renata Xisto, Joaquim, Daniel, Luciano, Melzinho, Lucrezia, Maristela e Durval. Todos muito da antiga...
O coração bateu mais forte com esses aqui, Sérgio (figurinha frequente aqui no Tudo em Simas), Lúcio, Adriana e Ritinha. Nossa, não tenho nem palavras!

Tem também os não tão da antiga assim: Klenia de Inhumas; Tatinha, Marcio, Luiz e Teté de Barra do Piraí; Leandro, Nathalia e Luciane do meu Clube (CC RJ - Ilha do Governador). Registro muito especial para o meu Presidente, Pedro Henrique, premiado Castor Revelação da Associação Nacional de Clubes de Castores. Muitos parabéns para ele!

Agora fica uma nova saudade, menos amargurada, sem dúvidas ou medos do passado... Amei cada momento!

PS: Será que vem o CC RJ-Tijuca?

Contato!

Não tinha nenhuma condição de postar no domingo ou na segunda depois que cheguei de Barra. Estava exausta. Tampouco na segunda-feira quando dormi muito cedo ainda por conta da viagem. Pra piorar um pouco, fiquei sem telefones alguns dias (em tempo, sem piadinhas sobre a conta de telefone, hein? Nada a ver!). Acabei ficando meio bicho do mato e o pensamento se esvaiu sem conseguir pensar em nada legal pra escrever esses dias... Agora mesmo, estou sem email (o pobox.com.br não está funcionando) e o msn cisma em recusar meu login dizendo que já tentei muitas vezes com a senha errada. É brincadeira?

quinta-feira, 21 de julho de 2005

Nós Construímos!

Em tempos de apatia social como o que estamos vivendo ultimamente, acredito que o melhor remédio é falar de coisas boas, nesse caso, falar de gente que faz. Assim, nada melhor do que falar do Clube de Castores.

Em 1963 (muito antes de "voluntariado" tornar-se palavra corriqueira), o professor José Gilberto Ribeiro Ratto, percebendo a disposição de seus alunos e a necessidade de engajamento social juvenil junto à comunidade, estimulou a adesão de seus alunos no Colégio Stafford, em São Paulo, ao que ele denominou CAmpanhas STaffordianas ORganizadas. Começou despretensiosamente, com atividades humanitárias simples em um hospital perto o colégio. O sucesso da empreitada social e o interesse dos alunos em repetir o evento fez o professor decidir-se pelo estímulo à continuidade. O grupo foi apadrinhado pelo Lions Clube São Paulo – Jardim Paulista, do qual o Prof. Ratto fazia parte e, no ano seguinte, em convenção nacional, os Lions Clubes brasileiros oficializaram o movimento juvenil organizado que nós conhecemos como Clube de Castores.

Desde então, crianças e jovens brasileiros de 12 a 27 anos passaram a dedicar parte de seu tempo livre trabalhando em benefício da comunidade, atuando desinteressadamente em suas próprias vizinhanças. As campanhas acontecem muitas vezes em asilos, orfanatos, comunidades carentes, hospitais e escolas públicas. Trabalham também em campanhas pela cidadania e pela pátria, assim como contra o tabagismo, drogas, violência e evasão escolar. Jovens Castores participaram, por exemplo, de várias edições da Feira da Providência no Rio de Janeiro e, no ano passado, foram os encarregados pela administração do bazar beneficente de fim de ano promovido pelo programa Mais Você, da apresentadora Ana Maria Braga. Por traz de cada uma destas atividades, encontramos o desenvolvimento pleno de habilidades como planejamento, organização, liderança, negociação e muito bom senso. Além de tudo isso, e pra ficar melhor ainda, a convivência constante estimula a formação de laços de amizade que, ouso dizer, duram para sempre, à despeito da distância.

O brasileiro é um povo solidário? Sem dúvida! Mas na prática, em tempos em que o tempo é cada vez mais raro, é mais fácil dar dinheiro para alguma instituição que se disponha a fazer filantropia e dormir com a consciência tranqüila de que fizemos nossa parte. Quando a maioria esmagadora dos adolescentes está envolvida por suas próprias rotinas entre shoppings, games e internet, os sócios do Clube de Castores mantêm viva a solidariedade ativa. Aquela solidariedade que é preciso ter muita vontade, dando seu tempo e seu suor para fazer acontecer. É a solidariedade em sua forma mais simples – pura e aplicada – que só aqueles que têm coragem suficiente para abrir mão de algum interesse pessoal podem praticar.


Por que tudo isso hoje? Porque começou ontem a 34ª Convenção Nacional de Clubes de Castores. Ela acontece até domingo na cidade de Barra do Piraí, Rio de Janeiro, reunindo os sócios de todo o Brasil. Amanhã à noite estarei por lá. Tirando o chapéu para a garotada que mantém vivo e atuante o Movimento Castorístico no Brasil e matando as saudades de amigos muito, muito queridos. Sem dúvida, vai ser um fim de semana inesquecível.

Aos Castores, minha singela homenagem:


E vamos à luta
(Gonzaguinha)

Eu acredito é na rapaziada
que segue em frente e segura o rojão
Eu ponho fé é na fé da moçada
que não foge da fera e enfrenta o leão
Eu vou à luta com essa juventude
que não corre da raia a troco de nada
Eu vou no bloco dessa mocidade
que não ’tá na saudade e constrói
a manhã desejada

Aquele que sabe que é negro
o coro da gente
e segura a batida da vida
o ano inteiro
Aquele que sabe do sufoco de um jogo tão duro
e apesar dos pesares
ainda se orgulhade ser brasileiro

Aquele que sai da batalha
entra no botequim
pede uma “cerva” gelada
e agita na mesa logo
uma batucada
Aquele que manda o pagode
e sacode a poeira suada da luta
e faz a brincadeira
pois o resto é besteira
E nós estamos pelaí...
Em tempo: O imóvel onde funcionou o Colégio Stafford chegou a pertencer à família de Santos Dumont e pertence hoje à Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo, cedido à Fundação Patrimônio Histórico da Energia de São Paulo e abriga o Museu da Força e Luz. Detalhes aqui.

quarta-feira, 20 de julho de 2005

Quer saber por quê?

Porque viajamos juntos, seja para São Pedro d'Aldeia, para Petrópolis, Floripa ou mesmo Barra do Piraí. Porque é fácil ter sempre um chopp depois de um dia chato. Porque somos filósofos de mesa de bar. Porque comemos no japonês. Porque pulávamos corda e elástico no recreio. Porque qualquer motivo nos levava a inventar festas à fantasia. Porque tocávamos violão por qualquer motivo, em qualquer canto, em qualquer lugar. Porque gostamos de Banco Imobiliário e War. Porque ríamos da filosofia do colega mala na Aliança. Porque dividíamos o chão da sala forrado com cobertores na adolescência. Porque jogávamos queimado na rua quando faltava luz, com nossas mães sentadas em cadeiras de praia na calçada. Porque "ComInspiramos" nas praças de Duque de Caxias, com muito Drumond, Vinícius e Cecília. Porque jogamos vôlei na grama. Porque vimos o pôr do sol do pátio do Museu de Arte Contemporânea. Porque brincamos de mímica no ano novo e quando desse vontade. Porque abraçamos a praça de Barra Mansa e, literalmente, enfrentávamos os Leões. Porque fundamos uma Confraria, adoramos o Arco do Teles e nos divertimos vendo quem entra no Dito e Feito. Porque nunca enjoamos de pizza. Porque fomos dançarinos no primário, atletas no ginásio e metidos à cientista no curso técnico. Porque fomos diplomatas em conferência da ONU. Porque tocamos juntos em um grupo de MPB. Porque vivemos intensamente os anos 80 e as festas PLOC não nos seduzem tanto assim. Porque já vimos o desfile das escolas lá na Sapucaí. Porque não agüentávamos mais churrascos na faculdade, mas marcávamos outros mesmo assim. Porque inventamos entrar para a Comissão de Formatura e nunca mais fomos os mesmos. Porque viramos a noite escrevendo monografias com palpites mútuos. Porque rimos à toa no escritório e nossas reuniões podiam ter como tema a “análise” cuidadosa de uma torta de morango e chantily. Porque viramos a noite na Lapa ou na Mariozinn. Porque sempre aparecem quando eu menos espero. Porque sempre aparecem quando eu mais preciso. Porque não precisamos pedir segredo. Porque adotam meus pais. Porque me fazem rir. Porque me fazem chorar. Porque nos reencontramos. Porque simplesmente existem e fazem da minha vida um eterno aprendizado.

Muito obrigada!


PS: Pri, obrigada pela inspiração...

segunda-feira, 18 de julho de 2005

Santa Pottermania, Batman!!!

Tenho que reconhecer que estou começando a enlouquecer. É a única explicação. Não dá pra descrever a angústia que me assomou ao me dar conta de que quase nove milhões de pessoas já estariam lendo o sexto livro da saga do bruxinho e eu teria que esperar até dezembro para ler a edição em português. Tudo piorou ao ler o depoimento de Daniela Name nO Globo. Assim, num arroubo de impulsividade, encaminhei-me à Saraiva mais próxima, com passos nervosos e o coração a mil tentando não pensar na possibilidade de não encontrar nenhum exemplarzinho do livro sobrevivente ao fim de semana. A sensação de alívio que senti ao deparar-me com a capa amarela e azul na vitrine é praticamente indescritível. Mesmo assim a ansiedade ainda não passou. E só vai passar depois que eu tiver certeza de que o vocabulário muito peculiar do mundo Potteriano não será um feitiço de água fria na minha empolgação!

Com licença, meus caros. Tenho um livro para devorar!

quarta-feira, 13 de julho de 2005

terça-feira, 12 de julho de 2005

Sem drama, mas....

"O pior estágio a que pode chegar um ser humano é a ingratidão"
Autor desconhecido

Pra relaxar

Ok! Ok! Podem me chamar de estressada. “Papo brabo”, como dizia meu antigo chefe. Então lá vai: putfile (vários videozinhos online).

Meus preferidos: (não necessariamente nessa ordem)

Valeu Menina Tathi pela dica!

segunda-feira, 11 de julho de 2005

Nossa AIDS Nacional

O Brasil é mesmo um país de moda. A da vez é apanhar parlamentar ou algum de seus assessores carregando malas de dinheiro. Aí eu me pergunto: será que só agora as câmeras de TV descobriram esse espetáculo ou nossos queridos representantes enlouqueceram de vez, achando que é melhor esconder logo a sua bufunfa antes que a coisa encrespe de vez? Imagino os rostos canastrões, catando apavorados suas mini-fortunas de dentro dos colchões, enfiando-as nas cuecas e correndo para “algum lugar seguro fora dos holofotes”. A angústia é tanta que só mesmo rindo. Chega a ser patético. E ainda por cima, ter que reconhecer que a explicação menos absurda veio da Igreja Universal: dízimo.

Pior do que a crise política, crise econômica, crise da segurança pública, crise da educação, crise da saúde e sabe-se lá mais quantas outras, é crise da credibilidade, a crise da banalização. A crise que é conseqüência da falta de fé em nosso país, da perda da esperança de que um dia vamos ser um país decente, justo para todos, de que um dia vamos ser respeitados como povo, como eleitores, como seres humanos antes de qualquer outra coisa. Estamos tão acostumados com nossas tragédias cotidianas que não nos assustamos mais com tiroteios, não nos chocamos mais com políticos corruptos e greves em escolas, hospitais ou outros serviços públicos já fazem parte do nosso calendário anual. É como se estivéssemos adoecendo aos poucos, como se estivéssemos com AIDS, a doença impediedosa, que desaparece com as nossas defesas. Sobrevivemos graças à sedativos. Nossa morfina é a banalização, nossa anestesia é o nosso próprio bom humor, em grandes doses, que satiriza qualquer situação e anestesia essa angústia cortante que cresce a cada noticiário. Até quando? Até acharmos a vacina, espero.

quinta-feira, 7 de julho de 2005

Londres e o Referendo

Complicado. Muito complicado. Por mais que eu me esforce eu não consigo aceitar a lógica terrorista. Não consigo pensar no terrorismo como uma ferramenta de defesa de uma causa, algo com teor ideológico e por este legitimado. No meu pensamento de pequeno horizonte, nenhuma ideologia merece o sacrifício de pessoas que não tiveram a chance de defender-se. O que as pessoas fazem para serem condenadas à morte dessa forma? No máximo podem ser acusadas de alienação, condenadas por seguirem a vida enquanto Bush continua no poder. Mesmo assim tenho minhas dúvidas.

Acho muito triste perceber que estamos todos, seja no Rio ou em Londres, Barcelona ou Nova York, à mercê da vontade de pessoas que não têm o menor respeito à vida como princípio de tudo, como nosso bem mais valioso. Traficantes e terroristas, que têm seu senso de justiça baseado e simplificado ao “olho por olho, dente por dente”.

E hoje foi aprovado o referendo para que os brasileiros decidam sobre o comércio de armas. Sou a favor do desarmamento. Mas esse referendo me deixou confusa, indecisa. Bandidos não compram armas no comércio regularizado. Não precisam dele. Mas precisam de mais um produto para controlar num mercado negro eminente. Um novo tráfico. Acho que o Congresso optou por tirar do Governo (em todas as esferas) a responsabilidade de buscar soluções para a segurança pública transferindo para a sociedade a decisão sobre o comércio de armas. Sei lá. Não sei se faz sentido o que estou escrevendo. Estou realmente confusa.

Termino minhas confusas inconclusões deixando um beijão pra Julia, em Londres, sabendo que ela está bem e esperando que seu pesadelo tenha sido menos aterrorizante do que imagino.

quinta-feira, 30 de junho de 2005

Liberdade, Liberdade!

É eu sei.... Tive tempo de sobra pra me manifestar mas estranhamente nada me ocorria para escrever. Sem assuntos, sem novidades. Infelizmente (para mim pelo menos), não sou como muitos notáveis bloggeiros que conseguem sempre deixar uma notinha qualquer, sobre qualquer coisa... Eu adoraria imensamente ter um pouco dessa criatividade. Essas férias forçadas de duas semanas só não foram mais improdutivas por conta do meu guarda-roupa que está finalmente perto do que se chama de organizado. Hoje pela manhã o médico retirou meu gesso. Ainda não recebi alta mas, nossa, já não agüentava mais! Basicamente, estou livre para digitar apenas (deve ajudar no início da recuperarção dos movimentos dos dedos) mas estou proibida de todo o resto, principalmente apertos de mão. Estou bastante aliviada que tudo tenha dado certo. Agora tenho que conviver por alguns dias com uma dor estranha na mão e no pulso. Uma dor completamente nova para mim, pelo menos. A pele está grossa (não é frescura, é literal). Os dedos incham com freqüência e não consigo dobrá-los. É justamente aí que está a tal dor, muscular, quase elétrica, como se a cada tentativa de flexioná-los um pouco eu recebesse várius pequenos choques elétricos. Sem contar que estou sem força nenhuma na mão - o que percebi ao tentar puxar uma coberta sobre as pernas à tarde - ou no dedo indicador - o que estou percebendo agora ao digitar essas linhas. É estranho ter uma parte do seu corpo que não obedece os comandos do cérebro. Sinceramente, estou mais que aliviada, estou muito feliz de que tudo tenha saído como planejado. É incômodo, mas é passageiro. Daqui a pouco começa a fisioterapia e tudo se conserta. Na segunda eu já volto ao batente e à alguma normalidade.

(Esperando dar meia-noite para ver o fim de temporada de Gilmore Girls...)


PS1: Reli O Cálice de Fogo e A Ordem da Fênix. Conseqüentemente acho que não vou aguentear esperar até dezembro pela tradução de vou acabar lendo O Princípe Bastardo daqui a duas semanas no original em inglês.

PS2: Tá passando Willow na FOX!!!!!!!!!

terça-feira, 21 de junho de 2005

Segunda Parte (post escrito no domingo, 19/06/2005)

Sobrevivi a minha primeira intervenção cirúrgica! Gente, coisa muito doida... Chegamos no hospital quase duas horas antes da cirurgia. Uma enfermeira veio para uma conversa preliminar. Checou batimentos, pressão, pegou exames, radiografias e me informou que eu deveria estar pronta com trinta minutos de antecedência, só com o camisolão do hospital. Caramba, eu só ia operar uma mão... Precisava mesmo ficar sem roupa?! Parecia coisa de programa de humor, lembrou minha mãe. Rimos um bocado. Descobri que estava exageradamente nervosa quando a maca chegou pra me levar ao centro cirúrgico. Comecei a chorar e só devo ter parado porque fui sedada. A anestesia foi local, mas o sedativo me fez ver o centro cirúrgico girar algumas vezes antes de apagar por completo. Acordei um minuto depois (eu tinha a clara certeza de que tinha só piscado os olhos) com muito frio e já sendo conduzida de volta ao quarto. Demorei a me situar no tempo e no espaço. Acordei algumas vezes – almocei, inclusive, sem sentir nem um pedacinho sequer do braço inteiro e adormeci com medo de machucar o braço enquanto dormia – mas só despertei mesmo perto das 18 horas. Minha mãe contou que o médico esteve lá e disse que tinha corrido tudo bem. A anestesia estava finalmente perdendo o efeito, o braço começava a formigar e a mão a doer. Estranho, mas parece que sinto um pedaço de ferro dentro da mão. Não sei se sou sugestionável demais, mas que sinto, sinto. Bom, é isso, passou... Não chego a Luke Skywalker (afinal são só dois pequeninos parafusos que não serão mais retirados) e já estou até me acostumando. Revisão na quinta. A ansiedade mesmo só passa quando retirar o gesso definitivamente e tiver certeza de que nenhum movimento ficou prejudicado. Sem contar a falta que estou sentindo das aulas....

Mais uma vez um super obrigada pela torcida, pela força e pelo apoio de todos (inclusive o anônimo). Dois beijos especiais: pro Sérgio (ele sabe porquê) e pro Ricardo e Batata que prontamente atenderam ao pedido de Dalvinha e foram nos buscar na Barra.

Primeira Parte (escrevi este post na sexta-feira, 17/06/2005)

Deixei passar muita coisa nessa vida, mas ela foi generosa, generosíssima comigo ao recolocar no meu caminho pessoas tão especiais que eu deixei “escapar” no passado. Os rapazes da Confraria – Adir, Berré, Ricardo e o recém confrariado Alexandre Bulhões – saíram aqui de casa há uns vinte minutos (já são quase meia-noite e meia). Claudinha – a única com a qual mantive a amizade sempre presente foi mais cedo porque tinha aula. Foi uma noite divertidíssima que me renovou as energias para enfrentar a cirurgia de amanhã. Esse episódio me ensinou a não deixar que pessoas assim se afastem por displicência. Não posso correr o risco de afastar-me de novo de pessoas que tanto gosto e não ter a sorte de reencontra-los lá na frente. É... tô meio molengona mesmo (se é que existe essa palavra), mas é que eu já ia me deitar e quando liguei o rádio começou a tocar “That’s what Friends are for”. Pensei em cada um seguindo seu caminho, da Tijuca para São Gonçalo, Nova Iguaçu, Ilha do Governador. Caramba! “Não esquenta, Claudinha! Estamos contigo sempre!” Foi o que disseram. E eu acredito! Você está se sentindo sozinho? Eu não!!!!


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Dalvinha e a Confraria

quinta-feira, 16 de junho de 2005

Notinhas de Boa Noite

Bom, como fiz prova oral de Marketing semana passada, fiquei de folga em casa enquanto o restante da turma encara a prova hoje. Na verdade meu estado de espírito não estava me deixando muito disposta a ver o Jornal Nacional e acompanhar a evolução dos 459 escândalos da vez (ninguém tem pena da gente! Poderiam ter feito um planejamento melhor para escalonar a revelação de todas essas "verdades"...) e pensar coisas sérias. Pensei em deixar a TV ligada e dedicar-me a reler O Cálice de Fogo (ocupar a mente sem fazer força, com o argumento que já tem livro e filme novos quase prontos) e eis que, graças à lembrança do Emerson, consegui assistir no dia certinho um episódio inédito inteirinho de Gilmore Girls! Nem me lembro mais quando foi a última vez que isso foi possível... Nossa, como eles falam, não? Adoro esta série, mas sempre me impressionou o fato de praticamente todos os personagens possuírem um invejável raciocínio rápido. Claro que eu invejo! Particularmente, eu estou mais para um antigo personagem do Viva o Gordo (aquele que só se lembrava de respostas boas no dia seguinte) do que propriamente para uma Gilmore Girl. E assim a noite passou bem rapidinho.

Recomendo uma visita à Casa das Mil Portas. dica do Alexandre. "Do microcosmo do micro eu conto meu microconto" (Markus Entelmann). Viciei...

Bom, amanhã será um dia corrido na empresa, uma vez que será o último antes da lincença médica. À noite devo receber a visita da Confraria, já que furei com eles hoje. Minha cirurgia está marcada para as 11 horas deste sábado. Como ficarei internada até o dia seguinte, somente no domingo devo dar notícias. Mas devo, ou melhor, preciso agradecer a força que muita gente tem me dado nesse momento "manteiga derretida", "vítima" ou "pernas bambas" (como quiserem) no qual me encontro. Agradecer de coração mesmo os telefonemas, e-mails, comments, scraps, msgs no cel (quem olha pensa até que sou celebridade mas foram realmente muitos) e etc. Sou mesmo uma pessoa de sorte por ter tanta gente querida por perto (ou mesmo longe mas, definitivamente, perto de coração). Não posso me dar ao direito de ficar pra baixo. De qualquer forma, nem eu mesma me agüento e, ainda bem, que está pra acabar essa fase. Até domingo!

Cora

Sempre procuro ver o lado positivo das coisas. No entanto tenho tido um pouco de dificuldade nesses últimos dias. Maneta que estou, tudo fica mais difícil na verdade. O legal é que tem sempre alguém por perto me lembrando dessas coisas positivas, mesmo que eu não as conheça pessoalmente.

Explico. Parei como de costume para ler a coluna de Cora Ronai nO Globo de hoje. No meio de tanta sujeira despejada em Brasília, o depoimento do Dep. Roberto Jefferson teve uma coisa boa: a citação do conteúdo de um blog. Citação feita de forma que legitima nosso meio como mais uma fonte de informação. Assim mesmo, soando meio banal, sem explicar o que é ou deixa de ser um blog.

Cora ainda me deu sem saber mais um pequeno presente. Temos a mesma opinião sobre os pais das crianças que freqüentavam Neverland. Essa coincidência me animou um pouquinho, até porque aquele post não rendeu um comentariozinho sequer...

Mudando, vou ter que operar minha mão. Fiquei nervosa. Demais. Mas não tem jeito. Quero a minha mãe!

domingo, 12 de junho de 2005

Procurando os Violinos

Ainda não decidi se é deprimente ou reconfortante ficar em casa num sábado à noite. Mas ontem foi perfeito. Fui encontrar meus amigos da confraria. Dois furaram, mas Claudinha e Ricardo acabaram salvando minha noite. Fomos para a Feira de S.Cristóvão – onde conheci Suzana e Bruno, divertidíssimos – e só saímos de lá perto das 2 da manhã. Tinha a prima da Suzana, que fez com que posássemos 13 vezes pra foto e não conseguiu uma fotinha sequer. Sem comentários.

Acho que já disse isso, mas adooooooro a Feira. Exorcizamos todos os demônios bem baratinho (claro que, algumas vezes, eles parecem materializar-se bem nas nossas frentes). Foi muito engraçado ver a inglesa Celestine encantar-se por um flamenguista feio que doía, ver o espanto dos determinados dançarinos ao depararem-se com minha mão enfaixada e terminar a noite numa barraca vendo dvds piratas do Grupo Revelação e do Zeca Pagodinho.

A Feira é uma ótima terapia. Parece a Floresta de Lotlhórien: o tempo passa em ritmo diferente por lá. Um compasso próprio. Um lugar perfeito para esquecer-se dos problemas e divertir-se enquanto tiver disposição. Uma terapia quase de graça.

Assim como Moraes. Hoje de manhã redescobri o CD acústico do Moraes Moreira. É maravilhoso fechar os olhos e procurar pelos violinos do arranjo. Pra dizer a verdade, foi como uma viagem no tempo. A Hivy estava apenas nascendo. Eu ainda trabalhava na Mabel (das rosquinhas de côco) e ainda morava com meus pais em Duque de Caxias. Não fazia a menor idéia de que minhas ambições como química estavam para serem definitivamente enterradas e começava a me transformar na burocrata que hoje lhes escreve.

Estou assistindo Brad na TV. Mesmo o filme sendo triste de doer, eu não consigo mudar de canal. O que será isso? Sei lá...


Obs.: Pra quem andou perguntando e não me achando, está tudo bem. A mão dói um pouco, mas acho que está “passando”, se é que posso falar assim. O antiinflamatório já acabou e na segunda eu troco a tala pelo gesso. Depois disso são só mais três semanas de imobilização, com acompanhamento semanal.

quinta-feira, 9 de junho de 2005

De novo

Mais uma vez insone. A imobilização está, definitivamente, me irritando. O Jô também. Neste estado de espírito, o que me lembro de seu último livro agora é que ele inteiro é ruim, uma droga. Talvez depois do sono eu reflita e até conclua que não foi tão ruim assim. Por hora é melhor deixar pra lá.

O porteiro acabou de despejar sua dose diária de intecida no vão do prédio. Isso já me irrita normalmente - porque o cheiro forte vem direto pro meu quarto - mas hoje tá me dando uma incontrolável de gritar. Além da dor de cabeça que já vai chegar por conta desse cheiro horroroso.

Como me irrita não poder estalar os dedos. Meu cabelo tá horrível. Essa foto está me irritando.

Rejeição é uma grande porcaria. Uma M mesmo; assim, maiúscula. Como eu queria não conhecê-la.

Minha mão esquerda

Durou pouco minha carreira de karateca. Após 3 meses de treino cometi um erro básico e fraturei a mão direita. Estou há dois dias com a mão imobilizada e a dor já não assusta tanto. O pior é que dessa vez me parecia ser algo um pouco mais definitivo. Não me parecia ser "fogo de palha", como costuma dizer minha mãe. Fora o incômodo da imobilização em si, a dor e o período de experiência que ainda não acabou na empresa, essa fratura está sendo um banho de água suja e gelada nos meus planos. Há muito não me via tão disciplinada. Sem falar no preparo físico. E estou realmente preocupada se vou poder continuar praticando o karate no final. Afinal foi uma fratura. Prefiro nem pensar nisso agora. Como dizem alguns amigos que insistem em ser otimistas, pelo menos agora tenho um bom motivo para desenvolver mais as habilidades da minha mão esquerda. É, pode ser.

quarta-feira, 8 de junho de 2005

O tempo não para

Às vezes acho que estou no mundo de carona. Ele é quem gira e sou eu quem fica tonta. Deixei as nóias de lado e ocupei meu tempo. Em meio a trabalhos e provas no MBA, treinos de karate e muito trabalho, são poucas – quase raras – as oportunidades de escrever sobre várias coisas que parecem me atropelar. Deixei passar meus comentários sobre os comentários do presidente da Argentina, a Bienal do livro, a estréia de Star Wars, a gravidez da minha irmã, meus progressos no domínio do Francês, minha carência no domínio do ACCESS, o DVD do Leoni, a onda recente anti-Anos 80, mais provas de que o mundo é pequeno, os prêmios do Lenine e sei lá mais o quê. Não devia ser nada importante no fim das contas.

No entanto, seria imperdoável deixar alguns fatos perderem-se no furacão do tempo e na solidão da minha (fraca) memória. Como os 80 anos do Tio Firmo. Na verdade ele é tio do meu pai. Meu padrinho de batismo. Calmo, inteligente, sorridente carinhoso e atencioso. Meu padrinho trabalhou por décadas na TVE. Tem histórias pra contar desde o tempo da rádio Tupi. Comemora em breve 50 anos de casamento com a Tia Yolanda (nem sei se isso é imaginação minha, mas pra mim, ela não perde pra minguém no Master). Comemoramos os 80 anos do meu padrinho com uma festa surpresa. Sua participação foi tão perfeita quanto à festa em si, preparada com excelência pelos seus filhos. Foi uma noite maravilhosa que me fez refletir desde então porque não me aproximo mais deles....

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Outra coisa que não posso deixar passar é o aniversário da minha, da sua, da nossa D. Dalvinha! Hoje mesmo, 8 de junho. Ela mesma, minha mãe querida, a mais linda de todas, a mais mãe de todas! Minha mãezinha tem o maior coração que conheço e merece todas as homenagens. Não sei como ela consegue se fazer presente na vida de tantas pessoas e tão espontanea e sinceramente que faz com eu me sinta uma inútil egoísta, por não chegar nem perto da sua boa vontade e generosidade. O que mais posso falar dela? Que a amo muito e tenho muito orgulho de ser sua filha!


quinta-feira, 26 de maio de 2005

Saudades

É sim! Muitas saudades de escrever, mas agora tá tudo meio complicado. O tempo voltou a rarear e mesmo que as idéias venham à cabeça, na hora que dá uma folguinha eu nunca lembro o que queria dizer... Acho que estou ficando velha! E fiquei mesmo.

Bom, passou meu aniversário, com a maravilhosa surpresa do aprecimento do Leandro com a Simone e o bom som do João Suplicy. Tenho menos horas de folga com o início das aulas do MBA. Preciso de muita disciplina (o que não é meu forte) para não faltar às aulas-treinos do Karate e não perder o ritmo, aliás já passei para a faixa amarela e periga até competir no Estadual (?!). Finalmente as rotinas de trabalho na Michelin engrenaram e estou com minhas horas cheias de trabalho.

Tudo isso me deixou bastante afastada do meu diário cibernético, mas hoje deu uma vontadezinha de quebrar essa onda. E eis-me aqui.

Coluna Social:
Maio foi agitadíssimo. Dois casamentos (Rosely & Gustavo e Adriana & Rafael) e meu próprio aniversário, comemorado no Clan Café com a presença ilustríssima de D. Dalvinha.

Niver

A propósito, meus agradecimentos públicos a todos que apareceram por lá, incluindo a Tathi Pires encabulada com seu modelo casamento. Adorei! E pra finalizar maio, amanhã tem festa surpresa que não posso dar detalhes porque periga do homenageado por algum motivo vir a descobrir... Fica pra próxima.

É isso, chove muito no Rio, ainda não assisti Star Wars III mas fui ver Casa de Areia, comprei o DVD do Leoni (afinal tenho que manter minha fama de saudosista) e fiquei amiga no Deluqui no Orkut (uau!). A vida que segue.

segunda-feira, 25 de abril de 2005

Habemus Empregos

Área: 351,8 m²
População: 31.264
Renda Per Capita: R$ 315,3
Água encanada: 98,5%
Energia Elétrica: 100%
Coleta de Lixo: 96,8%

Estou me referindo à Santa Rita do Sapucaí, município de Minas Gerais onde funciona o Pólo de Eletroeletrônica do sul de Minas. Para começar a conversa, o pólo em questão é composto de 112 indústrias que faturam juntas US$ 150 milhões anualmente. Não estaria falando de Santa Rita não fosse a manchete no jornal Valor Econômico de hoje: "Santa Rita teme criar empregos".

A reportagem, um especial de página inteira, conta a controvérsia instalada na cidadezinha por conta da explosão de novos postos de trabalho. O aumento de produção dessas indústrias que estaria "roubando" trabalhadores que recebiam apenas um salário-mínimo (R$ 260,00) no comércio e agricultura local para atuarem em funções básicas industriais recebendo pisos salariais de R$ 357,00 além dos benefícios de praxe do mercado (transporte, plano de saúde, seguro de vida e tíquete-alimentação). Até agora já foram 2.700 empregos criados. Há uma previsão de mais 700 novos empregos até o fim do ano e uma projeção de mais 3.000 no médio prazo. Uma das empresas menciona o fato de estarem criando novas demandas na região. Garante, por exemplo, que se alguém quiser construir um condomínio de casas, a própria empresa tem interesse imediato em alugá-las para "importar" mão-de-obra especializada necessária aos seus negócios. Bom para a empresa, para o comércio local, para os cidadãos e para a cidade em si. Bom para todo mundo. Incluindo os reclamões.

Não tenho como pesquisar para afirmar com precisão, mas acredito mesmo que esse não é um caso isolado onde exista demanda por mão-de-obra em vários níveis. Agora me explica porque jovens e famílias inteiras continuam migrando para o Rio e para São Paulo, engordando as favelas e aceitando sub-empregos ou mesmo apelando para a informalidade?

Pode parecer meio utópico mas, para mim, este seria um perfeito campo de atuação para ONGs e afins. Atuar junto às tais indústrias e prefeituras, estimular a divulgação de tais vagas em escolas técnicas do Rio e de São Paulo, mostrar que existe opção de reais melhorias na qualidade de vida de famílias inteiras se elas optarem por sair das metrópoles. Bom, não sou cientista social, nem antropóloga, nem economista. Posso estar falando uma tremenda besteira, sei lá. Mas será realemente assim tão complicado começar a fazer alguma coisa?

domingo, 24 de abril de 2005

Fragmentos

Ainda não superei a não entrada na Festa Ploc de ontem.... Mas valeu a noitada na Lapa. A boa e velha Lapa.

* * *

O que é isso? Acho que o mundo está mesmo perdido. Quando penso que já vi toda espécie de esquisitices norte-americanas, eles me surpreendem mais uma vez. E olha que nem sou de ter crises de anti-americanismo...

* * *

Orkut (e GMail) em português!
Papai e mamãe
devidamente adicionados!

* * *

Superman já tem rosto novo! E que rosto!
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* * *

Assisti “Quem vai ficar com Mary?” com a minha sobrinha de 11 anos. Tive que pular estrategicamente a parte do “gel de cabelo” para não ter que dar explicações. Fora isso, foi bem divertido.

* * *

Um casal gay será indenizado em SP por conta de um constrangimento. Maneiro! Por falar nisso, boa sorte ao Papa Bento XVI. Que ele não capriche tanto no conservadorismo. Que a Igreja seja a luz que os fiéis desejam e esperam. Não mais a inquisidora.

* * *

Maneiríssimo esse post, a parte que fala da "capacidade de síntese de determinados vocábulos do idioma alemão".

* * *

Noite preguiçosa. Até para clicar e mesmo trocar de canal.

sexta-feira, 22 de abril de 2005

Posso falar do Michael também?

Dois casos recentes e massivamente divulgados na mídia estão me fazendo refletir sobre a paternidade. Não o papel do pai, como a palavra ligeiramente machista faz parecer, mas dos pais. É claro que vou me referir a situações extremas, mas se não pudermos tentar aprender com o erro dos outros, como é que fica?

Começando pelo caso Michael Jackson. O cara recusa-se a crescer desde os 10 anos de idade. Parece um mutante esbranquiçado e já se falou inclusive que ele tem uma espécie de bolha anti-bacteriana em casa (tipo aquela onde o excêntrico Volpone Latorraca passava as noites). Mesmo que não tenha havido nenhum escândalo sexual antes para ligar o sinal de alerta, você deixaria seu filho passar uma tarde na casa de uma figura dessas? Tudo bem, o cara é um astro, mas deixaria mesmo assim? E depois de ter estourado o primeiro escândalo, ou seja, deixou de ser uma mera questão de excentricidade para ser pedofilia, mas você, pai ou mãe, continua achando que não tem problema algum? Que foi intriga da mídia? Tá bom, vou direto ao ponto. Os pais que permitiram as estadias de seus filhos em Neverland são tão culpados quanto o popstar. São co-responsáveis porque permitiram que o evitável acontecesse pensando em faturar um futuro tranqüilo com os presentes que Michael Jackson habituou-se a distribuir nessas situações. Agora a vida (e a sexualidade) desses meninos está nua e cruelmente exposta. Existirá um rótulo em suas testas para sempre fazendo com que as pessoas lhes olhem e digam: "tadinho, ele foi bolinado pelo monstro pedófilo do Michael Jackson..." Muitos pais aceitaram mais que "presentinhos": fartas quantias de dinheiro para não denunciarem o astro. Dá até medo de dizer exatamente o que estou pensando. Michael já está sendo julgado e tenho certeza de que dificilmente ele sairá deste episódio sem uma seqüela incômoda e incurável. Agora, os pais de todas aquelas crianças deveriam ser julgados também. E com o mesmo rigor.

A outra situação que me chocou foi a declaração infeliz da mãe de um dos universitários da PUC-Campinas acusados de estupro. Ela disse que o filho não tem culpa porque foi provocado pela estudante que estaria bêbada. Por mais que essa mãe esteja profundamente abalada, não dá para deixar isso passar. Em várias passagens das nossas vidas vemos pais dizendo que os filhos não erram. E acredito mesmo que apoiar alguém que amamos num momento extremamente difícil como uma prisão não é crime algum, mas daí a querer passar por cima dos limites da humanidade é uma estupidez. Aprendi que a liberdade de uma pessoa termina quando começa a de outra. Isso é viver em sociedade. Agora, o que aprendeu esse rapaz que pode abusar sexualmente e espancar uma garota só porque ela o provocou? E mais, o que é provocar? Dançar, beber, sorrir, olhar, seduzir? Mesmo que ela tenha tirado a roupa na frente da universidade inteira, isso lhes dá o direito de fazer o que fizeram? Essa mãe educou um homem ou criou um bicho, que não consegue controlar seus instintos e precisa satisfazer suas necessidades a qualquer preço?

O que estamos ensinando aos nossos filhos? Que o dinheiro compra o nosso silêncio quando nos convém e paga tanto a terapia quanto o advogado? É assim que vai ser? Quantos escândalos teremos que ver ainda para repensarmos os valores que aplicamos dentro de nossas casas, na teoria e na prática? Não é minha intenção ser a dona da verdade, mas me entristece muito perceber que não conseguimos aprender com os erros dos outros e evoluir como sociedade. Uma pena. Resta-me agradecer a Deus pelos pais que tenho, que na sua simplicidade fizeram (e ainda o fazem até hoje) o que estava ao seu alcance para nos ensinar sobre o respeito aos outros e a diferença entre o certo e o errado, nos dando a liberdade de escolher e nos ensinando a responsabilidade conseqüente de cada escolha. Espero de coração, que eu consiga um dia ser como eles.

quinta-feira, 21 de abril de 2005

Insone (e chata)

O calor é sufocante e piora quando a noite avança
Teimoso e irritante como nata, com gosto de nada
Queima e arde por dentro e no espaço ainda mais vazio em volta
Aumenta e aperta os nós que amarram a angústia ao peito

O calor afugenta o sono que faz esquecer
Atrasa as horas pela meia luz reticente, envolvente
Som de hélices, gotas na janela e o pensamento se desprende como pena
Pra longe, outros ares, outras areias

Onde o sonho que independe do sono permanece intangível

quarta-feira, 6 de abril de 2005

Contagem Regressiva

Ultimamente mantido o hábito de "cultivar" contagens regressivas. Reconheço que assim estou expressando minha total falta de controle sobre a ansiedade que me assola normalmente mas, fazer o quê? Desta vez, entre outras coisas que estão por acontecer (permitam-me explicar, muitas vezes contagens regressivas diferentes se sobrepõem) está a espera incansável pelo Episódio III: A Vingança dos Sith. Será quase um presente de aniversário! Tudo bem que eu - e meio mundo - já saiba o começo e o fim do episódio mas falta saber o como, os detalhes e, por que não, os efeitos especiais empregados! Ainda mais com "participação especial" de Sir Alec Guinness... Queria ir na estréia, mas mesmo estando praticamente dentro do Cinemark, acredito que vai ser um tanto difícil, basicamente por questões logísticas. Caso algum tijucano se ofereça pra me dar uma carona pra casa depois do cinema, esta blogueira ficaria imensa e sinceramente agradecida! Depois tem Batman e o Os 4 Fantásticos! E Os Incríveis no DVD. Tá chegando a hora e que a força esteja com vocês!

domingo, 3 de abril de 2005

Adeus, ou à Deus, João de Deus

Não dá pra negar que o catolicismo influenciou bastante minha educação. Foram dez anos no Colégio Santa Maria, escola católica gerida por freiras franciscanas o que me levou à freqüentar e participar ativamente das atividades paroquianas por praticamente toda a minha adolescência. Depois me distanciei. À medida que evoluía meu conhececimento de história mundial, passei a encarar o catolicismo de forma diferente e meu próprio pensamento crítico me fez questionar ritos e posicionamentos católicos na prática frente à realidade moderna. Mas isso não foi o suficiente para me fazer deixar de ser católica. Tenho que reconhecer que isso se deve em grande parte ao carisma pessoal de Karol Wojtyla. Não que ele seja “pra frentex”, mas seu conservadorismo nunca me surpreendeu. Eu esperava isso de um Papa. O que sempre me fascinou foi sua simplicidade aliada à sua erudição. O Papa peregrino, o Papa do Terceiro Mundo, o Papa do diálogo entre as religiões.

"Se ficasse no Vaticano, como a Cúria gostaria que fizesse, então ficaria sentado em Roma escrevendo encíclicas, que seriam lidas apenas por um punhado de pessoas." (sobre as viagens, 1982)


"O homem é muitas vezes tratado como mero instrumento de produção, como uma matéria-prima que deve custar o mínimo possível. Em situações como essa, o trabalhador não é respeitado como um autêntico colaborador do Criador." (na Coréia do Sul, 1984)

Entendem do que estou falando? Fico triste com sua morte, como quem perde o tio velhinho ou o avô. Triste pela falta que ele vai fazer. Triste pela dúvida que fica sobre o que será a Igreja pós João Paulo II. Ao mesmo tempo acho que ele fez o que tinha que fazer em seu tempo. Missão cumprida. Espero que seu legado seja respeitado, levado à sério, posto em prática e que permita a evolução da Igreja pelo bem de 1 bilhão de fiéis que acreditam na doutrina católica.

Uma curiosidade: a mídia brasileira vem destacando a “papabilidade” do Cardeal brasileiro Claudio Hummes. Achei essa barra um tanto forçada, mas não é que verdade? De todos os sites de notícias que consultei para verificar essa questão, ele só não foi mencionado no Guardian. Todos os outros, na Europa, nos EUA e na América Latina, falam do brasileiro como um nome viável entre uma dúzia de outros papáveis. Particularmente, e considerando o ritmo evolutivo da igreja, acredito que ainda é cedo para vermos um Papa latino-americano. É esperar pra ver.


Acabou de começar o Fla-Flu. Foi de arrepiar o Maraca cantando “A benção, João de Deus”.

sexta-feira, 1 de abril de 2005

Até amanhã

Sexta à noite. Nada, nada inspirada. Não faço idéia do porquê. Acho que é a queda na atividade literária. Como disse antes, escrever é um exercício. Um assunto chama outro e tudo fica muito mais fácil. Como tenho escrito pouco... Sexta à noite. João Paulo II às portas do céu. Bridget Jones no TNT. Acabo de me dar conta de que um 1o. de abril passou inteirinho e eu não contei uma mentirinha sequer! Nossa, que deprimente. Estou morrendo de sono. Vou dormir. Boa noite.

terça-feira, 29 de março de 2005

Manhã de Luz, Festa do Sol....

Hoje eu queria ser artista. Poeta, compositora, música, artista plástica, qualquer coisa. Foi um desperdício sair de casa e não criar nada para refletir o dia lindo que fez no Rio hoje. Cheguei à conclusão de que grande parte da inspiração do Chico (o Buarque) deve sair de suas abençoadas caminhadas pelo Leblon de manhã cedo (isso sem considerar as bonitas mulheres que lhe dão mole e ele eventualmente beija, mas não vou tocar nesse assunto, pois vocês irão dizer que estou com ciúmes). Voltando, não tem como não se inspirar. Passar pelo Alto e descer na Barra, por mais que eu não ache a Barra assim tão grande coisa, foi realmente um início de dia primoroso. E estou deslumbrada, sim. Há muito tempo, dez anos talvez, não sei o que é trabalhar em um lugar com janelas no lugar de grossas paredes ou divisórias. Adoro janelas. Adoro ver o sol ou a chuva ou a lua. E o dia inteiro ficou com aquele céu azul que nos faz ter vontade de sair correndo e aproveitar o dia. Carpe Diem. Como se fosse fácil. Entretanto, se considerarmos o que queremos e o que podemos fazer para aproveitar o dia, acho que minha performance está até bastante alta. Meu humor tem estado ótimo, a produtividade elevadíssima, atividade física em dia e a confiança no sucesso de cada dia mais em alta ainda. Quer melhor? Só falta uma coisinha, mas isso já é outra história...

terça-feira, 22 de março de 2005

A Campeã

Ainda não posso passar grandes impressões sobre o emprego novo. Acho que ainda tenho que abrir muito minha cabeça pra acelerar a adaptação e acabar com a fase das comparações.

Bom, mudando completamente de assunto, devo contar-lhes que um dos compromissos da lista de ano novo saiu da promessa para a prática: no quesito exercícios físicos, saiu o grande campeão. Desde o finzinho de fevereiro estou lutando karate! Isso mesmo senhoras e senhores, ka-ra-te! Eu queria mesmo fazer alguma coisa, mas não de malhação, não gosto de ginástica, não de spinning, ergométrica nem esteira. O que eu ia fazer? Sei lá! A primeira opção foi tênis ou squash. Nada de espelhos, bem ativo, bem aeróbico e bem caro também – o que vai de encontro a outro ponto da mesma lista divulgada no ano novo. Até que Crisca, que também resolveu movimentar-se, sugeriu uma luta. Moramos relativamente perto, logo poderíamos até fazer as aulas juntas. No início não me empolguei muito, mas depois fui relaxando e vendo onde essa idéia doida ia parar. Minha única condição é que fosse algo bem dinâmico, muito movimento, muitos chutes e socos. Alguns dias pesquisando academias, lutas, preços e horários e resolvemos fazer uma aula só para experimentar. Adoramos! Muito legal mesmo. Daqui a pouco estarei super em forma, feliz comigo mesma e prontinha para qualquer desafio, inclusive alguns ambiciosos e loucos desafios para o ano que vem... Bom, sinceramente? Devia ter começado antes...

domingo, 20 de março de 2005

Nada será como antes

Quase dois meses sem aparecer por aqui. Como acredito que escrever é um exercício, preciso confessar que estou bastante enferrujada. Tenho muitas coisas pra contar, compartilhar e comentar. Claro que não vai dar para fazer todas essas atualizações em um só post. Então, para reaquecer, vou lhes contar tudo, mas por partes, ok?

Pra começar estou muito feliz. Ansiosa também, é verdade. Sexta-feira, dia 18, foi meu último dia no jornal. Segunda feira começo no departamento de logística da Michelin. Uma decisão extremamente difícil de tomar – me roubou muitas horas de sono – não pelos números e prospecções, mas pelas pessoas. Até o último momento toda a equipe de Suprimentos do jornal me segurou forte. Tenho plena consciência de que será muito difícil encontrar uma equipe com tal grau de amizade. Não dá para descrever.

A vida faz essas coisas com a gente. Nos obrigar a tomar decisões quando achamos que nada necessariamente precisa ser decidido. Usei muito da minha intuição para decidir. E deixar a Infoglobo não foi nada fácil. É difícil até para explicar. Não estou fazendo drama. Sei que sou uma privilegiada porque tive escolha num assunto que mais de cem mil brasileiros não podem sequer sonhar escolher. Mas foi uma sensação muito ruim ter que retirar pessoas tão queridas do meu cotidiano.


Deixo minha homenagem a essas pessoas. Sou fã de cada um deles. Um time excepcional, pela ética, pelo respeito, pelo alto astral e pela união e amizade que cresce a cada dia entre todos. Não apenas uma equipe nota 10, mas uma família. Sei que elas não sairão jamais do meu coração porque fazem parte do que sou hoje. Um beijo especial para minha galera do Cafofo. Muito obrigada por tudo!

sábado, 12 de fevereiro de 2005

Vazio criativo

É Fernando, tenho estado meio ausente mesmo. Na verdade não tenho muito o que falar o que contar. Assim acredito que é melhor calar do que ficar relatando noites consecutivas em frente à TV. Digamos que estou na tal ressaca de início de ano e que, talvez, agora depois do carnaval, minhas células cinzentas voltem a funcionar melhor.

Aliás o carnaval foi bem assim, digamos, reflexivo. Fui com amigos pra Maricá ou melhor, Barra de Maricá. Carnaval mesmo, só no domingo à tarde e segunda à noite. Tinha até um cara fantasiado de Bob-Esponja. Tava hilário. O restante do tempo foi de muito sono, pregiça e praia. Mas sem pânico: continuo a mesma branquela de sempre, só que agora com a aparência menos pálida. Afinal tenho uma reputação a zelar! Quem as pessoas sacaneariam se eu deixasse meu corpitcho mais bronzeado?

O must deste carnaval foram as histórias do Gato de Armazém sobre sua estadia de 9 anos numa padaria em NY e o estilo Dalborg (não faço idéia de como se escreve o nome do cara, mas me parece ter sido um apresentador relativamente famoso(?), precursor dos programas trash tipo Ratinho) de falar, "quer dizer, é brincadeira?!"

Essa semana devo iniciar minha maratona "And the Oscar goes to" assistindo como de costume aos grandes indicados da Academia. Caso alguém queira companhia é só avisar. Devo partir para uma cobertura solo mesmo, como tem sido minhas últimas idas às salas de cinema, mas aqueles que quiserem me acompanhar serão sempre bem-vindos. Lembrando-se, claro, não vale ficar falando mal do filme o tempo todo... Mente aberta, amigos, mente aberta!