segunda-feira, 2 de março de 2009

Eu sou normal!!!

Estou copiando e colando estes testes que li no Cogumelo Louco que, por sua vez, leu aqui

1º Teste:

Foi descoberto que o nosso cérebro tem um Bug. Aqui vai um pequeno exercício de cálculo mental!

Este cálculo deve ser feito mentalmente e rapidamente, sem utilizar calculadora, nem papel e caneta, ok?

Seja honesto e faça os cálculos mentalmente.
Tens 1000, acrescenta-lhe 40. Acrescenta mais 1000. Acrescenta mais 30 e
Novamente 1000. Acrescenta 20.
Acrescenta 1000 e ainda 10. Qual é o total?

(resposta abaixo)

Teu resultado é 5000.
A resposta certa é 4100!

Se não acreditar, verifique com a calculadora. O que acontece e que a seqüência decimal confunde o nosso cérebro, que salta naturalmente para a mais alta decimal (centenas em vez de dezenas).

2º Teste:

Rápido e impressionante.
Conte quantas letras “F” tem no texto abaixo, sem usar o mouse:

FINISHED FILES ARE THE RE-
SULT OF YEARS OF SCIENTIF-
IC STUDY COMBINED WITH
THE EXPERIENCE OF YEARS

Contou?
Somente leia abaixo após ter contado os “F”. Ok?

Quantos? 3? Talvez 4?

Errado! São 6 (seis). Não é piada! Volte para cima e leia mais uma vez!

A explicação : O cérebro não consegue processar a palavra “OF”. Coisa do capeta, né?

Quem conta todos os 6 “F” na primeira vez é um “gênio”, 3 é normal, 4 é mais raro, 5 mais ainda e 6 quase ninguém.

3º Teste:

Sou diferente? Faça o teste.
Alguma vez já se perguntaram se somos mesmo diferentes ou se pensamos a mesma coisa?
Façam este exercício de reflexão e encontrem a resposta!

Siga as instruções e responda as perguntas uma de cada vez ‘mentalmente’ e o mais rápido possível, mas não siga adiante até ter respondido a anterior. E se surpreenda com a resposta!

Agora, responda uma de cada vez:

Quanto é:

15+6=

….21…

3+56=

….59…

89+2=

….91…

12+53=

….65…

75+26=

….101…

25+52=

….77…

63+32=

….95…

Sim, os cálculos mentais são difíceis. Mas agora vem o verdadeiro teste. Seja persistente e siga:

123+5=

….128…

AGORA RÁPIDO: PENSE EM UMA FERRAMENTA E UMA COR!

……

E siga adiante…

…….

Mais um pouco…

……..

Um pouco mais…

……..

Pensou em um martelo vermelho, não é verdade?

Se não, você é parte de 2% da população que é suficientemente diferente para pensar em outra coisa.
98% da população responde martelo vermelho quando resolve este exercício.


TdS: Não sei explicar o porquê da lógica do martelo vermelho. A teoria do autor do post lá no CL é de que "quando somos crianças adoramos pegar o martelo e encher de pregos em todos os cantos da casa e claro… nunca tivemos a P$%@ do martelo vermelho que sempre vimos em desenhos, acho que o martelo é uma das primeiras ferramentas que vimos e usamos na vida então é a ferramenta que vem logo na memória."

Resumindo: Sou meio gênio porque acertei as contas do primeiro e do terceiro teste sem dificuldade, mas sou normal porque não consegui pensar em nada além da p%$#@ do martelo vermlho mesmo sabendo que ia cair numa pegadinha desse tipo. Isso é bom ou ruim? Não sei! Cada um com suas próprias conclusões.

A Donzela está chegando!


E não se preocupem, fãs de todo o brasil. O meu, o seu, o nosso TdS vai mandar uma correspondente para fazer a cobertura do show e contar tudinho aqui depois! 

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

E a Furiosa arrepiou!


Tudo bem, tudo bem. Aqui no perfil ao lado diz que sou mangueirense. E sou! Adoro a verde-e-rosa de todo o meu coração. Mas acima de tudo sou carioca e amo o samba em si antes de qualquer coisa. E por isso não escondo que alimento um respeito sem fim por algumas outras agremiações como Império Serrano, Acadêmicos do Salgueiro, Estácio de Sá, União da Ilha e Portela. São escolas que têm por tradição, além da tradição em si obviamente, uma incontável lista de desfiles memoráveis e sambas que são cantados até hoje.

Há muito tempo os sambas-enredo se transformaram em uma sequência de palavras que são colocadas juntas para dizer desesperadamente tudo o que o enredo pede. O ritmo então nem se fala... Acelerado em excesso, parecendo mais marchas do que sambas. Mas 2009 mostrou que há luz no fim do túnel. Mesmo não sendo perfeitos, no carnaval deste ano reinaram impávidos dois sambas-enredo: Portela e Salgueiro.

Pelo terceiro ano consecutivo o samba da Portela é de autoria de Diogo Nogueira, Ciraninho e cia. Não sei se por influência do DNA dos Nogueiras, mas os últimos sambas portelenses têm tido uma cadência mais melodiosa e as letras voltaram a ter mais poesia como um bom samba deve ter. Quer um exemplo?

“São vinte e uma estrelas que brilham no meu olhar
Se eu for falar da Portela não vou terminar
Lá vem minha águia no céu da paixão!
O azul que faz pulsar meu coração!”
Assim, lamento imensamente as duas notas 9,8 mais injustas de 2009: para a bateria e para o casal de mestre-sala e porta-bandeira da Portela. Em cada um dois quesitos, três jurados concederam notas 10 e um deu apenas 9,8. Esses quatro décimos não levariam o campeonato para Madureira mas dariam um honroso vice-campeonato para os digníssimos seguidores da águia que fizeram um desfile muito mais apaixonante do que a então hegemônica Beija-Flor de Nilópolis.

Quanto ao Salgueiro... Ah! O Salgueiro! Foi o primeiro samba de 2009 que eu escutei e na hora eu vi que daria caldo:

“Vem no tambor da academia
Que a furiosa bateria vai te arrepiar
Repique, tamborim, surdo, caixa e pandeiro
Salve o mestre do Salgueiro!”
Um samba forte que dizia a que vinha e que exaltava aquele sem o qual o carnaval brasileiro simplesmente não existiria: o Tambor. Nada de enredos complicados cheios de palavras diferentes que dão a impressão de que o carnavalesco só quer se exibir vomitando sua cultura superior à nossa, réles mortais (por exemplo: “o mundo místico dos Caruanas nas águas do Patu-anu”, “Cana caiana, cada roxa, cana fita, cana preta, amarela, Pernambuco, quero vê descê o suco na pancada do ganzá”, ou “Catarina de Médicis na corte dos Tupinambôs e dos Tabajéres”). Simples assim: O Tambor. Genial! O samba pegou de prima, o carnavalesco elaborou e executou um desfile fantástico e a escola brilhou cantando e contagiando a todos durante cada um dos 82 minutos de desfile. Não tinha como ser diferente: Salgueiro – com a sua tijucana Furiosa – campeão do carnaval 2009!
 
Ah! E já ia esquecendo: Salve a Ilha do Governador!!!

Quanto riso! Oh, quanta alegria!

Sambista que sou, eu adoro carnaval. E estou feliz da vida com a retomada do carnaval de rua carioca. A palavra retomada reflete bem o que quero dizer porque me refiro a vários aspectos do clima que assola a cidade neste período. Gosto de ver gente na rua, a qualquer hora do dia ou da noite. Gosto de ver gente simpática na rua, ‘brincando’ o carnaval e ‘brincando’ umas com as outras, como amigos de infância. Gosto de gente fantasiada, seja esta improvisada na última hora ou cuidadosamente elaborada nas últimas semanas. Gosto da música no ar e da batucada em cada esquina. Gosto da variedade de opções em todo canto da cidade.

Mas não estou aqui para bancar a cega. Tem muito ‘senão’ nesta estória. Não gosto do crescente número de gente mal educada que precisa estar bêbada para se divertir (e ainda se orgulha de alardear que bebeu desde as 9 da manhã), que joga lixo no chão e que urina nas ruas. Não gosto de gente forçando beijo em uma tosca imitação ao costume banal típico de micaretas. Não gosto de ouvir funk atravessando a batida do samba enquanto ritmistas descansam. Não gosto do excesso de ambulantes atravancando a minha evolução. Detesto aquela espuma nojenta que insistem em vender no carnaval

Durante todo o carnaval, muito se falou que a prefeitura não ‘controlou’ o carnaval de rua. Na minha opinião nunca vai conseguir. Os grandes problemas são originados pela falta de educação dos pseudofoliões e a prefeitura não tem efetivo para re-educar gente mimada e sem noção. Um sujeito de 23 anos declarou ao O Globo (edição de ontem) ter tomado 32 latas de cerveja apenas durante a manha da segunda-feira de carnaval. Esse energúmeno vai se preocupar em procurar um banheiro químico? Claro que não. Ele precisava mesmo tomar 32 latas de cerveja em 4 horas para brincar uma manhã de carnaval? Claro que não (duvido que ele goste mais de cerveja do que eu)! Mas esse é o perfil de moças e rapazes que se multiplica a cada carnaval e que faz com que a cidade pareça um banheiro público de quinta categoria.

Isso tudo embaça e muito o brilho do carnaval de rua. Eu ainda acho que vale a pena montar sua agendinha e curtir os blocos Rio afora. Esse ano eu presenciei o crescimento da quantidade de famílias inteiras que pulavam juntas. Muitas, muitas crianças. O que eu mais quero é poder continuar a colocar meu bloco na rua com todo orgulho. Mas algumas atitudes precisam partir da própria população. Pra começar listo duas regras que eu mesma sigo em dias de folia:
- bebo menos por vários motivos: por segurança, para precisar ir ao banheiro o menos possível e para não ter sono no meio da tarde e perder a folia da noite.
- não compro bebida de ambulantes que forçam passagem no meio do bloco. Escolho sempre aquele que se posiciona na margem e ali fica sem incomodar ninguém.

Torço que o debate tão demandado sobre esse tema seja levado a sério pela sociedade e pela prefeitura e que soluções aplicáveis sejam encontradas. Pela perenização do bom carnaval de rua para os cariocas de bem.

PS: (1) Vale a pena conferir a ótima análise da Cora aqui. (2) A foto é da fotogaleria do jornal O Dia, publicada em 21/02/09 na sua versão online.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

A Índia é logo ali...

E não é que depois de 500 anos, o Ocidente descobriu finalmente o caminho para as Índias, ou melhor, para a Índia? Via satélite ora! Lembro-me quando, há aproximadamente 10 anos, um professor na faculdade fez questão de destacar que a maior indústria cinematográfica do mundo não era a norte-americana, mas a indiana. Ele ressaltou que seria difícil o mundo se tocar disso porque a maioria dos filmes seria um tanto ‘caricato’, refletindo muito intensamente a cultura local. Assim, as estórias, as comédias ou mesmo os conflitos ali retratados não fariam muito sentido para os estrangeiros e o sucesso de Bollywood estaria fadado aos limites fronteiriços da terra de Gandhi.

Não foi muito depois disso que o estilo indiano de ser começou vazar para o Ocidente. Lembro do sucesso que fizeram o filme Um Casamento à Indiana de 2001 e a comédia Driblando o Destino de 2002, que revelou a linda Parminder Nagra para viver a Dr. Neela de E.R. E isso porque eu nunca pesquisei muito o assunto e só assisti esses dois porque zapeava despretensiosamente.

No Brasil a onda agora é separar parentes, amigos e colegas de trabalho entre brâmanes e dalits. O brasileiro virou especialista em cultura indiana desde o início da novela Caminho de Índias. E a Portela usou o Taj Mahal para ilustrar sua exaltação ao amor durante o seu carnaval. Salve a globalização!

Na premiação do Oscar não foi diferente. Mesmo sem a influência de Glória Perez, Quem quer ser um milionário arrebatou sete estatuetas e a Índia ainda levou um oitavo prêmio com Smile Pinki. Parece que até o Primeiro-Ministro se manifestou a respeito! Eu ainda não assisti tal fenômeno cinematográfico, mas deve ter seu valor e o farei em breve.

O restante da noite de entrega dos prêmios da Academia não foi tão surpreendente. Pelo que eu havia lido antes da premiação, ganharam os favoritos na maioria das categorias. Pessoalmente prefiro Anne Hathaway à Kate Winslet, mas acho que a Academia a fará ralar um pouco mais antes de lhe dar um Oscar. Mas na minha humilde opinião, o grande injustiçado da noite foi a animação Wall-E por não ter levado os prêmios de mixagem e edição de som. Criar TODA a ambientação sonora para um filme quase sem diálogos foi um trabalho simplesmente irretocável e me deixou de queixo caído.

No mais, mil vivas a Hugh Jackman – o homem que deu um ar de contemporaneidade e sofisticação à cerimônia do Oscar brilhando tanto quanto o orgulho do povo indiano e quase ofuscando os demais superstars. É bom ver que temos um artista mais que completo por trás de um personagem tão sombrio quanto o bom e velho Wolverine.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Twestival Rio de Janeiro


Chegou a hora!
Amanhã é dia de TWESTIVAL no mundo inteiro e no Rio também!

Data: 12/02 (quinta-feira) 
Horário: das 19h às 23h 
Local: Anexo Rio Bar Carioca - Rua do Ouvidor, 77 - Centro 
Pacote especial para o Twestival Rio:
Rodízio de pizza com refrigerante e água por R$ 25
Chopp duplo por R$ 2,90 
A casa doará R$ 3 por pessoa que comparecer ao evento
Som do DJ Leonardo Paiva e seu Rádio Modices

Não preciso mais de você

No último dia 05, o O Globo publicou em sua versão eletrônica uma entrevista com o psicólogo Flávio Gikovate por ocasião da publicação do seu livro “Uma nova visão do amor”. Resumindo o já resumido, o psicólogo afirma que “só será feliz no amor aquele que se libertar do seu ideal romântico” e que “o amor se funda da aproximação de duas individualidades e não na sua fusão”. 

O que eu costumo dizer em conversas com amigos é que nossa geração é uma geração de mimados. Ou as coisas são do jeito que queremos ou simplesmente não são. Lidamos assim com muitas coisas, incluindo o casamento. Se não temos as deliciosas aventuras das comédias românticas que vemos na TV, partimos para outra. Diversas vezes já ouvi pessoas que tenho na mais alta conta falando de algum defeito do amado como algo que virá a mudar em breve. “Aos poucos eu vou conversando com ela e um dia a gente muda isso” foi o que ouvi uma vez. Esse namoro, propriamente dito, não durou mais do que três meses. Somos uma geração de separados e, como somos OS descolados, chegamos ao ponto patético e deprimente de celebrar a separação (se não acredita, veja aqui). 

Não que eu concorde com o senhor Flávio Gikovate em tudo, até porque não li o livro, mas a questão da aproximação das individualidades ficou martelando na minha cabeça. Ele contradiz a máxima dos opostos que se atraem e afirma que um relacionamento tem mais chances de dar certo se maiores forem as afinidades de caráter, gostos, interesses e projetos de vida. Isso faz um pouco de sentido porque na prática, fatalmente chegará um dia em que um não renunciará mais seus interesses em favor do outro – somos uma geração de mimados, como eu falei há pouco. O que nos atraía, no final nos irrita e aborrece. Então nada melhor do que estar com alguém que curta as mesmas coisas, que pense parecido. 

Partindo das afinidades, o “querer estar junto” vem fácil. Não é só o arrepio da espinha que passa com uma semana de joguinhos de conquista que não são mais mistério para ninguém. É a vontade da companhia divertida, do pensamento encadeado, de novos pontos de vista para um velho assunto. Acaba o era do “eu preciso de você” ou “eu não existo sem você” e inicia-se a dinastia do “estou com você porque gosto e porque quero, não porque preciso”. Perceberam o quanto isso é libertário? É o fim da fatídica metade. Não se procura mais por alguém que nos complete, mas alguém que nos complemente. Assim, posso encher o peito e alardear que não sou mais uma 1/2 laranja, como dizia Fábio Jr., e melhor: eu não mereço nada menos do que simplesmente um amor que seja bom pra mim, à la Roberto Frejat.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Touchdown!!!!!

Mesmo quem não leu o perfil, ali ao lado, deve ter reparado que, como vira e mexe eu comento alguma coisa sobre football, é porque devo gostar da tal bola oval sendo jogada com as mãos pelos norte-americanos. Pois é. E hoje foi dia de nada mais, nada menos que o Super Bowl XLIII! Arizona Cardinals contra Pittsburgh Steelers em Tampa Bay City, na Flórida. Meu primeiro Super Bowl ao vivo foi o de número 41, há dois anos, quando torci ardentemente para o Chicago Bears que perdeu para o Indianápolis Colts de Peyton Manning e Cia. Hoje enxergo melhor as jogadas e curto muito mais o jogo. E que jogo, senhoras e senhores! O Metalúrgicos de Pittsburgh eram os claros favoritos, não só pela campanha durante a temporada de 2008 mas também pela tradição do clube que jogou sua sétima final buscando o hexacampeonato.

No primeiro quarto do jogo parecia que tal favoritismo estava confirmado. Mas o que vale pro futebol daqui, também vale pro football de lá: jogo se ganha dentro das quatro linhas e o segundo quarto foi dominado pelos valentes Cardeais. A segundos do fim do segundo quarto do jogo veio uma das jogadas mais sensacionais que eu já assisti: o Cardinals estava a uma jarda do touchdown e sofreu interceptação do digníssimo James Harisson que retornou 100 jardas (pouco mais de 90 m) para marcar para o Steelers. O cara - grande pra caramba e que não é atacante - roubou a bola a menos de 30 cm da própria end zone e correu o campo inteiro para pontuar. Segundo a ESPN, o maior retorno de interceptação para touchdown de toda a história do Superbowl. Fim do primeiro tempo: Steelers 17 x 7 Cardinals.

O show do intervalo é praticamente incomentável, se é que existe essa palavra. Com 24 minutos de duração (o intervalo de um jogo da temporada regular dura apenas 12 minutos), assistimos a um impecável show de organização. Podemos falar o que quisermos dos americanos, mas eles entendem de entretenimento. O palco é montado e desmontado durante o intervalo e o show do artista dura em média 12 minutos. Já passaram por ali Elton John, Paul McCartney, Rolling Sotnes, Prince e outros monstros sagrados da música mundial. Esse ano foi a vez de "The Boss" Bruce Springsteen e sua E Street Band. Foram 4 musiquinhas, incluindo Working in a Dream e fechando com Glory Days perfeitamente sincronizados com fogos de articício de arrepiar.

Antes do jogo eu achava que ia dormir no intervalo, perto de 23:30... Ledo engano.

Sobre o segundo tempo eu não vou conseguir escrever a altura. Foram duas viradas de jogo, a menos de 3 minutos do final da partida. O Cardinals virou para 23 x 20, com recepção e corrida de Larry Fitzgerald - novo recordista de TDs na pós temporada - e o Steelers marcou o touchdown do título menos de 2 minutos depois, com uma jogada fantástica do "Big" Ben Roethlisberger para um preciso Santorio Holmes (eleito o MVP da partida), e fechando em 27 x 23 seu 6o. título em um Super Bowl. O que me impressiona é como um jogo pode ser tão emocionante considerando a frieza com que os quarterbacks têm que jogar até o último segundo. Muitos passes certeiros e recepções perfeitas. Show de jogo, torcida, transmissão, tudo. O triste é ter que esperar até setembro para a nova temporada...

PS: Sobre os comerciais mais caros do mundo, aos quais eu me referi antes, eles já estão disponíveis no site da NFL, aqui.

Updates às 23:00 :
- Discurso do quarterback Kurt Warner do Cardinals sobre a derrota: "Estou orgulhoso do nosso time. Talvez seja por isso que não me sinto tão mal pela derrota. Esses caras superaram as expectativas de todos e foi muito divertido jogar ao lado deles. Tiro meu chapéu para os Steelers. Eles fizeram jogadas sensacionais... Eles venceram. Não fomos nós que perdemos." Quando eu crescer quero ser superior assim que nem ele!
- Galeria de fotos, cortesia da Globo.com, aqui.
- Já asssiti aos comerciais. Meus preferidos são os da Pepsi (alguns), Doritos (quase todos), Pedigree, Monster.com, Audi (com o Jason Statham), Careerbuild.com, Cars.com e o da Sobe com os jogadores. Tenho que reconhecer que o da - errr - Bridgestone, com o casal Sr. e Sra. Batata, também é muito bom. Ah! E também tem o trailer de "Monters vs Aliens" que é hilário e tem 1:30min (lembrem-se: 30s = USD 3 MI). Vocês acham que são muitos os preferidos? No site na verdade são quase 80 comerciais com os filmes deste e do SB XLII. Mas pra mim deu empate na escolha do number 1: esse e esse. Que irônico...

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Sabotaram minhas ferias

(fé.ri:as)
sfpl.
1 Dias consecutivos para descanso de trabalhadores e de estudantes, após um período anual ou semestral de atividade (férias regulares; férias de meio de ano).
[F.: Pl. de féria.]

Aí vem o governo e aumenta para 60% os produtos importados sujeitos à Licenciamento Prévio Não Automático. Putz. Se já não bastasse a chuva e o pouco dinheiro. Explicando: quem quiser importar algum produto dentre os listados, precisará pedir autorização prévia ao governo federal que irá analisar caso a caso. Não é exagero. É assim mesmo. Existem especialistas para isso, mas euzinha não acho que esse é o melhor jeito de lidar com a crise. Barrar importações para requilibrar a balança deficitária por causa da crise? Nem os exportadores engolem essa. Quem vai conseguir manter o nível de produção com um prazo que vai se extender sem avanço agregador de valor por mais de 60 dias? Como se preservarão os empregos que restaram assim? Para quem não teve paciência de ler nos jornais, os setores afetados são a indústria de moagem (trigo), plásticos, borrachas, ferro e aço, obras de ferro fundido, cobre e alumínio, bens de capital, máquinas e aparelhos elétricos, têxteis, material de transporte (autopeças), automóveis e tratores, aparelhos ópticos e instrumentos cirúrgicos. Ou seja, se repararam nos negritos, estou frita.

É essa a liderança que o Brasil está tentando impor junto aos organismos internacionais? Dizendo que os países ricos têm excesso de protecionismo durante os discursos inflamados de nossos diplomatas e implantando a prática da mais banal barreira do comércio internacional? Só falta dizerem que não cabe nenhuma retaliação e que os exportadores (aqueles que conseguirem manter suas fábricas funcionando) não têm com o que se preocupar pois vão continuar exportando normalmente. Duvido... Que papelão! Grande burrada!

Com a palavra, meu Patrono.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

A Crise e a Criatividade

Acabei de ler no Bluebus que a Columbia não anunciará seu blockbuster do próximo verão no intervalo do Super Bowl (1 de fevereiro, direto de Tampa Bay, com transmissão ao vivo na ESPN) como de costume. Em vez disso, o trailer de 2012 estimula a busca do termo no Google. Assim mesmo: "2012". Ou seja, em vez de desembolsar alguns milhões no intervalo mais caro do mundo (no ano passado, 30 segundos valiam USD 2,7 milhões) o estúdio investe na curiosidade humana e dribla o mercado sem precisar pedir um tostão verde aos investidores ou futuros credores falidos, quer dizer, bancos. Gostei. Lamento um pouco porque os comerciais do Super Bowl são um show a parte e se a moda pega... Bom, mas torço imensamente para que a multinacional na qual trabalho também tenha essa criatividade e jogo de cintura para driblar a marolinha.

  

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Picasa e eu

Na Revista Digital d'O Globo de hoje, Cora Rónai escreve tudo o que eu não consegui escrever sobre o Picasa 3. É o editor de fotos do Google que eu uso desde que fiquei órfã do Kodak EasyShare há uns dois anos. Na verdade primeiro eu conheci o Álbum da Web. Estava sem alarde algum lá na página inicial do Google e achei muito mais simples para minha utilização do que o Flickr. De lá pra cá nunca mais anexei mais do que 3 fotos em um email. Só compartilho álbuns. Baixei o aplicativo pouco tempo depois e passei a usar para pequenos acertos, como corte e acerto de contraste. Nada muito elaborado mas mudou minha vida. Até então eu não fazia nenhum tratamento nas imagens. Eu nunca tive muita paciência para as variadas versões do Photoshop e a simplicidade do Picasa caiu como uma luva.

Agora foi lançado o Picasa 3 cheio de novidades. Maiores detalhes e melhores comentários vocês podem encontrar no internETC da Cora. Vou me dedicar aqui a dois pontos que eu achei simplesmente fantásticos. O primeiro é o visualizador de imagens que dá de mil no similar que vem no Windows. Sem exagero. Além de sua transparência ser um charme a parte, ele faz com que todas as fotos pareçam leves. Muito legal. O outro ponto que eu quero destacar é a ferramenta de Tags de nomes dos álbuns da web.

Deixem-me até mudar de parágrafo. Estou completamente deslumbrada. Para mim, cores e formas na visão de dentro para fora do PC seriam apenas um punhado de pixels. Bom, meus amigos sabem que eu tiro é foto. Colocar tags em tantas fotos parecia um trabalho impossível que eu nunca faria. Até que bichinho começou a fazer o reconhecimento de imagens por similaridade. Eu marco uma foto e a ferramenta simplemente varre todas as outras procurando rostos parecidos e sugerindo a marcação. Muita gente vai dizer que isso não é novidade (já que existem OCR e variações há séculos), principalmente para uma pessoa antenada como eu (?!?!). Outros vão dizer inclusive que o Google vende ferramentas assim para uso da NASA, do Pentágono ou mesmo da ABIN. Tudo bem, pode até ser, mas euzinha, usando em minha casa? Deu até arrepio. Hoje tenho mais de 90% das minhas fotos marcadas. Posso compartilhar as fotos individualmente, por álbum ou por pessoa. Ou seja, posso marcar todas as 372 fotos da Silvete e compartilhar com ela somente estas fotos, independente do álbum em que estejam. Fascinante!

Obs.: Dona Cora prometeu mais comentários na semana que vem. Aguardando ansiosamente! =)

O Curioso Caso de Benjamim Button

O novo filme de Brad Pitt estreia (errei ao tirar o acento?) nos cinemas em 16 de janeiro. O Curioso Caso de Benjamim Button é um drama baseado no conto homônimo de 1922 do norte americano F. Scott Fitzgerald, que narra a história de um homem que nasce com 80 anos e na medida que os anos vão passando, começa a rejuvenescer. Benjamin conhece o amor aos 50 anos de idade quando se apaixona por uma mulher mais jovem, interpretada por Cate Blanchett. O conflito é óbvio: ela envelhece normalmente enquanto nosso herói fica mais jovem a cada minuto. Sobre o filme, por enquanto só temos as dicas dadas por algumas críticas, que a propósito, foram implacáveis com o diretor David Fincher. Entretanto, o fascínio exercido pela singular narrativa original está presente em todas as resenhas que li sobre o conto original. Isso para mim já é o bastante para fazer valer os 9, 12 ou 15 reais da entrada do cinema. Comentários pessoais sobre o filme e o conto, após isso.
 
Curiosamente, em dezembro de 1977, Chico Anysio apresentou no Fantástico a crônica "Nascer velho e morrer criança", de Marcos César. A nossa memória é estranha porque, inexplicavelmente, eu tenho essa crônica viva na memória apesar de ter apenas quatro anos na época. Não me lembro se assisti em alguma reprise, mas tenho certeza de que é uma lembrança muito antiga. Quando vi o trailer de “O Curioso...”, na mesma hora me lembrei do quadro e fiquei curiosa pra saber se foi coincidência ou adaptação... Não achei nenhuma outra referência na web além dos vídeos disponíveis no site do programa então vou continuar a viver com a dúvida. Vejam o trailer do filme e o vídeo do Fantástico.





quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Retrospectiva importada do Inagaki

Ela é tão boa que não dá nem para copiar só um trechinho. Aqui.

PS: Meus votos já tinham sido postados antes, mas aproveito para saldar a chegada de 2009 relembrando a última tirinha de Calvin e Haroldo:



E que venha 2009! Let's go exploring!

Navegar é preciso; Economizar energia também


"Bom dia. Meu nome é Cláudia e eu sou Googledependente."

Nunca escondi de ninguém que para mim, um dia, o Google ainda vai dominar o mundo. Além da ferramenta de busca e do orkut, eu ainda uso o iGoogle, o picasa, o blogger, o talk, o youtube, o earth, o docs e o maps. Ainda não tenho o G1, mas isso é questão de tempo. Se um dia a Google acabar com seus produtos ou serviços, além de vários inconvenientes, é capaz de provocar a perda da minha identidade ou mesmo uma crise de generalisada de personalidade. Errr, bom, navegando no Gizmodo, deparei-me com um usuário que fazia a divulgação do http://www.googlenight.com/ http://www.eco4planet.com/pt/ e obviamente fui verificar do que se tratava. A única coisa que não ficou muito clara para mim se é um layout alternativo do próprio Google. Mas vá lá. A idéia é que a tela preta, além de um visual mais simples e rápido, faz com que o monitor gaste 20% menos energia para exibí-la do que a tradicional tela branca.

O "sistema Google Pesquisas Personalizadas" está lá e funciona tal qual o original. O plus a mais é a intenção de demontrar que pequenas ações diárias podem gerar economia de energia, resultando em menores gastos e outros benefícios. Até o fato em si de visualizar a tela preta faria com que o usuário se lembrasse de economizar energia constantemente em seu cotidiano. Como o próprio site explica, "economizar energia é uma forma de ajudar o planeta uma vez que para geração de eletrícidade incorre-se no alagamento de grandes áreas (hidrelétricas), poluição do ar com queima de combustíveis (termoelétricas), produção de lixo atômico (usinas nucleares), dentre outros problemas ambientais". Ainda segundo site, uma versão preta do Google economizaria em torno de 750 Megawatt (estimando a sua utilização mundial), energia suficiente para atender 600 mil domicílios.

No jornal O Globo de hoje, o colunista Anselmo Gois noticia que o Ministro Carlos Minc do Meio Ambiente estuda a redução de 3 metros na altura do reservatório de água da Usina de Balbina, no Amazonas. Tal medida reduziria a capacidade de geração de energia em parcos 8 MW de energia elétrica e devolveria 575 Km² de área fértil para agricultura ou reflorestamento. Apesar de ser considerada por muitos o maior desastre ambiental da história do Brasil, a usina de Balbina produz apenas 250 MW.

Ou seja, em tempos tais que nenhuma decisão tem consequências isoladas, a sugestão de começar a economizar energia na telinha do nosso PC não é assim nenhum delírio escabroso, não é mesmo?

Cotidiano - Resoluções de Ano Novo

Qual a dessas é a sua resolução preferida? Eu voto no Dunga! =)

domingo, 28 de dezembro de 2008

Message Personnel



Au bout du téléphone
Il y a votre voix
Et il y a des mots
Que je ne dirai pas
Tous ces mots qui fonts peur
Quand ils ne font pas rire
Qui sont dans trop de films
De chansons et de livres
Je voudrais vous les dire et je voudrais les vivre
Je ne le ferai pas,
Je veux, je ne peux pas
Je suis seule à crever, et je sais où vous êtes
J'arrive, attendez-moi, nous allons nous connaître
Préparez votre temps, pour vous j'ai toute le mien
Je voudrais arriver, je reste, je me déteste.
Je n'arriverai pas,
Je veux, je ne peux pas
Je devrais vous parler
Je devrais arriver
Ou je devrais dormier
J'ai peur que tu sois sourd
J'ai peur que tu sois lâche
J'ai peur d'être indiscrète
Je ne peux pas vous dire
Que je t'aime peut-être

Mais si tu crois un jour que tu m'aimes
Ne crois pas que tes souvenirs me gênent
Et cours, cours jusqu'à perdre haleine
Viens me retrouver
Si tu crois un jour que tu m'aimes
Et si ce jour-là tu as de la peine
A trouver où tous ces chemins te mènent
Viens me retrouver
Si le dégoût de la vie vient en toi
Si la paresse de la vie
S'installe en toi
Pense à moi, pense à moi

Mais si tu crois un jour que tu m'aimes,
Ne le considère pas comme un problème
Et cours, cours jusqu'à perdre haleine
Viens me retrouver
Si tu crois un jour que tu m'aimes
N'attends pas un jour, pas une semaine
Car tu ne ais pas où la vie t'emmène
Viens me retrouver
Si le dégoût de la vie vient en toi
Si la paresse de la vie
S'installe en toi
Pense à moi, pense à moi.


(Françoise Hardy / Michel Berger)

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Feliz Natal e um Maravilhoso 2009

Que em 2009 nós sejamos capazes de abandonar sentimentos mesquinhos que contaminam nossos dias.

Que tenhamos tranqüilidade e discernimento para fazer o que é justo e correto para nós e nossos semelhantes.

Que conheçamos a satisfação plena de sentir-se útil.

Que possamos ver sorrisos abertos à nossa volta, como se fôssemos todos crianças.

Que sejamos capazes de irradiar luz e paz àqueles que nos cercam e nos amam.

Que enfrentemos as necessidades de mudança e que elas não sejam apenas mais uma lista na virada do ano.

Que sigamos sonhando.

Que sejamos todos muitos felizes!

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Amenidades no cafezinho....

NM: “E aí Querida ! Conseguiu o DJ?”
LG: “Sim, fechei com aquele que me indicaram, o Crivela.”
NM: “Crivela?! Não seria Trivela?”
LG: “Ai que mico, Amiga! Imagina a cena: a festa rolando e o DJ coloca pra tocar ‘Ergue-ei, as mã-ãos...’ ! ”
NM: “Mas Anjo, quem canta essa música não é o Pe. Marcelo?”

Hein?!?!?!

Obs.: Publicado com a devida autorização de LG que obviamente pediu para que não revelássemos sua identidade.

sábado, 6 de dezembro de 2008

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Agora não

Tô sem paciência, sem saco, sem dinheiro
Sem benevolência, sem tato, sem ponteiro
Tô sem pressa, sem calma e sem salto
Sem travessa, sem palmas e sem asfalto
Tô sem torpor, sem brilho e sem porte
Sem cobertor, sem trilho e sem norte
Tô assim, ximfrim, sem sim nem querubim
Quem sabe, mais tarde, a vontade volte pra mim?





Imagem original aqui

Ajuda à SC

Transcrito d'O Globo de hoje:
Defesa Civil alerta para falsos e-mails:
A Defesa Civil alerta a população que deseja colaborar para tomarem cuidado com falsas mensagens de ajuda, enviadas por e-mail, divulgando números de contas bancárias para depósitos de doações em dinheiro.
De acordo com os técnicos da Defesa Civil, o órgão não envia mensagens eletrônicas com pedidos de auxílio aos desabrigados. As contas oficiais para depósito de ajuda são divulgadas pelo site da Defesa Civil em
www.defesacivil.sc.gov.br .

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Novos Erros


Todos cometemos erros. Teoricamente, de todos os erros, ficam as lições. E nem sempre o errar de novo é sinal de burrice. Acredito no tentar de novo de forma diferente. No mistério do saber tentar de forma diferente. Pode não dar certo e resultar no mesmo erro. Mas o que quero é exaltar o prazer da tentativa. Da nova busca. Dizem (eu sei: vem aí mais um clichê) que a felicidade não está no fim do caminho, mas na apreciação do percurso. Então que seja o erro ou o acerto o fim do caminho, mas por que não se entregar à aventura de um novo percurso? E quantos erros fomos nós que cometemos? Todos cometemos erros. Erramos com as pessoas e elas também erram conosco. E se erram, pode ser proposital ou não. Tudo bem, você vai dizer que eu sou uma otimista que dificilmente acharia que foi premeditado. Mas o fato é que nem sempre o é. E sendo ou não, por que tocar nossa vida em função dos erros dos outros? Porque dói? Bom motivo. Não tenho argumento para a dor. Principalmente para dor de coração. Como dói doído. Turva os olhos e arde a mente. Dói com raiva e angústia e melancolia e desespero e descontrole. Eu sei. Tudo porque alguém errou. E deve ter errado feio. E agora? Trabalho, trabalho, trabalho. Será que passou? Não sei. Será que vai passar em breve? Não sei. Só sei que eu adoraria tentar acertar e, se tiver que errar novamente - ou mesmo se errarem comigo - que sejam outros erros. Novos erros. Não os desejo, não sou louca, tão pouco mártir. Mas posso dizer que estou preparada para eles.

Inspirada por este trecho do Eduardo Lamas:

"Por medo, muitas vezes voltei à segurança antes do tempo. Por deslumbramento, por vezes fiquei tempo demais no ar e quase me esborrachei lá embaixo. Agora, como fruto desses erros, como sobrevivi, mais escaldado estou para enfrentar a água fria. Não, não sou mais o gato assustado de outrora, o medo cessou. Quem sabe quando estiver no fim da linha ele não retorne? Porém, também não me enganarei tão facilmente. Cometerei, sim, erros; porém novos. Novos erros, eis o que aguardo."

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Inveja Branca

Se é que existe essa m....
Fato: queria escrever assim.
Dica da Ida. Valeu Bonita!

domingo, 23 de novembro de 2008

Sai Encosto!

Quando reeditei o template do TdS em junho deste ano, minha intenção era realmente reabitar o espaço. Avivá-lo e trazer de volta ao cyberespaço os comentários e pensamentos desta mente avoada (santo antagonismo, Batman!). Pois é. Mas a inspiração que é boa não veio. Deixei vídeos, imagens e algumas muitas frases soltas que fui tentada a compartilhar, mas nada de muito complexo. Esta semana, lendo o Le Monde Diplomatique de novembro – coisa que não faço há tempos – eu tive a grata surpresa de encontrar um artigo que remete à minha inércia literária. Nos dois sentidos: ler e escrever.

Renata Miloni escreve em “Quando a literatura se despede de suas histórias” que meu caso não é isolado. Primeiro porque é mais fácil ver que ler. Segundo porque a ficção no audiovisual tende a ter mais atrativos do que no papel frio. Terceiro, os autores e críticos literários insistem em pensar que literatura não é para qualquer um enquanto os roteiristas (também chamados por Renata de autores) escrevem suas histórias para qualquer um. Um outro fator citado por Renata e do qual eu discordo um bocado é o fato de que na TV ficamos com o gostinho de quero mais característico dos seriados, argumento que ela embasa citando a série Harry Potter. Discordo porque não lemos um livro em uma hora, que é o tempo bruto de um episódio na TV. Fica sim o gostinho de querer saber logo o que vai acontecer. Mas o que me impressionou nesse artigo foi a afirmação de que o escritor brasileiro se apega ao sofrimento para escrever. Pior, apega-se à apenas uma forma de sofrimento, ignorando nuances e uma variedade de temas para fazer de sua obra um “samba de uma nota só”.

Voltando ao meu cotidiano, não tenho lido nada. No jornal, apenas esportes e a coluna do Ancelmo. O último livro que li foi “Travessuras da Menina Má” de Mario Vargas Llosa. Apesar de ter gostado muito do livro, demorei séculos para terminá-lo. Que vergonha! Quando fico em casa, me prostro em frente à TV e lá fico absorvendo uma infinidade de filmes e seriados, em sua grande maioria repetidos. Não estou com paciência para novidades. Navego um pouco, mas logo perco a paciência. Assim absorvo o pouco tempo que tenho para ler. Mais alienada, impossível.

Escrever então, nem se fala. Antigamente – e basta visitar os arquivos do blog para comprovar – era fácil falar e escrever sobre a maioria dos assuntos. Mas como já repeti zilhões de vezes, escrever para mim é um exercício. E meus neurônios estão atrofiados. Tenho estado bastante desestimulada – pelos motivos errados, eu sei. Só que tal motivo me serve de "desculpa esfarrapada" e não consigo resolver este imbróglio aqui, na minha cabecinha e, assim, essa "desculpa esfarrapada" continua servindo de verdade. Quanto ao apego ao sofrimento, definitivamente não serve para mim. Preciso de tranqüilidade e bom humor para escrever sobre coisas variadas, algumas até sofridas, mas de preferência coisas leves. Uma ligeira mudança em minha vida provocou uma brisa de ar fresco e acho que não devo deixá-la – a brisa – passar (o que quer que aconteça com relação a esta novidade não está no meu controle, mas me deu um “quê” de inspiração e decidi não desperdiçar). Estou aqui hoje, para espantar este desestímulo, esse fantasma em forma de “desculpa esfarrapada” na marra. Sai, encosto! E vamos ver no que dá. Assim, depois de um suspiro profundo e confortador, posso dizer-lhes “até breve”.


Imagem original aqui.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Bem-vindo à minha vida


Por uma deliciosa parceria!
PS: Nunca mais verei Pulp Fiction do mesmo jeito...

Imagem original daqui.

domingo, 9 de novembro de 2008

O que tenho feito...

Arquivado fotos
Bancado a boba
Caminhado regularmente
Dormido pouco
Evitado carboidratos
Fotografado tudo
Gerado expectativas
Hibernado bastante
Ido ao cinema
Jogado sinuca
Liberado espaço
Mudado opiniões
Nutrido paixões
Observado demais
Pintado o cabelo
Quitado dívidas
Relido livros
Sambado menos
Trabalhado muito
Utopicamente persistido
Vivido extremos
Xeretado um bocado
Zombado dos imbecis

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Madureira

Em meio ao turbilhão de eventos postáveis dos últimos tempos, nada me despertou mais inspiração para reativar o TdS do que uma palavra: Madureira. Coração do subúrbio carioca, o famoso bairro carioca sempre esteve presente em minha vida. Nascida e criada em São João de Meriti, era fácil - e posso dizer até obrigatório, freqüentar Madureira. Hoje existe o Shopping Grande Rio lá na terrinha, mas nos idos de 80 e qualquer coisa, só tínhamos o Madureira Shopping Rio. Cinema? Tudo bem que havia o Art (argh) e o Santa Rosa (hmm), mas nenhum se comparava com "O" São Luiz lá em Madureira. Sem falar que, fora da Av. Rio Branco, na minha cabecinha oca, só em Madureira havia McDonalds! Era um espetáculo!

Minha infãncia e muito menos minha adolescência não teriam sido as mesmas sem passar por Madureira. "Passar" mesmo, literalmente. O bairro sempre foi baldeação praticamente obrigatória para mais da metade dos endereços que eu precisa ir, principalmente de família. O pensamento era mais ou menos esse: na dúvida, vai para Madureira porque de lá com certeza você chega onde quiser. Compras de Natal? Madureira! Dia das Crianças? Madureira? Balangandãs de carnaval? Madureira, claro! Mas carnaval é quase um anagrama de Madureira. O bairro respira Samba e transpira carnaval.

Bom, o fato é que existe muita gente mais capaz de falar bonito de Madureira do que eu. E foi isso que me trouxe aqui hoje. Ou melhor, foi ele: Arlindo Cruz. Direto do Lapa 40° para o TdS, via Grammy Latino (é isso mesmo, ele concorre ao GL com essa música), com vocês:

O Meu Lugar
(Arlindo Cruz e Mauro Diniz )

O meu lugar
É caminho de Ogum e Iansã
Lá tem samba até de manhã
Uma ginga em cada andar
O meu lugar
É cercado de luta e suor
Esperança num mundo melhor
E cerveja pra comemorar

O meu lugar
Tem seus mitos e Seres de Luz
É bem perto de Osvaldo Cruz,
Cascadura, Vaz Lobo e Irajá
O meu lugar
É sorriso é paz e prazer
O seu nome é doce dizer
Madureira, lá lá laiá, Madureira, lá lá laiá

Ah que lugar
A saudade me faz relembrar
Os amores que eu tive por lá
É difícil esquecer
Doce lugar
Que é eterno no meu coração
E aos poetas trás inspiração
Pra cantar e escrever

Ai meu lugar
Quem não viu Tia Eulália dançar
Vó Maria o terreiro benzer
E ainda tem jogo à luz do luar
Ai que lugar
Tem mil coisas pra gente dizer
O difícil é saber terminar
Madureira, lá lá laiá, Madureira, lá lá laiá, Madureira

Em cada esquina um pagode num bar
Em Madureira
Império e Portela também são de lá
Em Madureira
E no Mercadão você pode comprar
Por uma pechincha você vai levar
Um dengo, um sonho pra quem quer sonhar
Em Madureira
E quem se habilita até pode chegar
Tem jogo de lona, caipira e bilhar
Buraco, sueca pro tempo passar
Em Madureira
E uma fezinha até posso fazer
No grupo dezena centena e milhar
Pelos 7 lados eu vou te cercar
Em Madureira
E lalalaiala laia la la ia...
Em Madureira

PS: Se falar de Madureira remete à samba, falar de samba remete à Luiz Carlos da Vila, mais uma estrela que passou em nossas vidas irradiando poesia e sem receber o reflexo de volta... E, por você Da Vila, O Show Tem Que Continuar!

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Coral Michelin

Por influência dos meus pais, passava a infância trocando discos na vitrolinha vermelha e cantando toda a discoteca da casa. Muitas vezes, as músicas sequer eram do meu tempo. Mas minha lembrança disso é de que era extremamente divertido. Desta época eu já podia perceber um certo encantamento e agora já crescida (pelo é o que diz meu RG) posso dizer que a música me remete a uma sensação muito boa, de energia, alegria, harmonia e paz.

Algumas letras me emocionam (mas isso não é novidade para ninguém) e muitas vozes me tocam muito lá no fundo. Mas é a união de vozes e os sons que desta união se formam, que muitas vezes fazem meu coração bater mais forte. Dessa união de vozes, surge um novo sentido para uma velha canção conhecida. E isso é simplesmente fantástico.

Agora a novidade: ser coralista. E desde agosto do ano passado, passei a não só sentir tudo de bom que a música transmite, mas principalmente, a vivenciá-las intensamente. E assim descobrir que - além de tudo o que eu achava que já sabia em relação à música - ela também rejuvenesce ao me fazer reviver (com muito mais técnica, é claro) a cantoria da infância a cada ensaio e a cada apresentação.

Descobri nesse primeiro ano que:
Ser coralista é ser mais alegre, de bem com a vida, não só porque rimos e nos divertimos muito nos ensaios, mas conhecemos pessoas que outra forma seriam apenas um rosto no turbilhão de nosso dia-a-dia;
Ser coralista é um exercício de humildade, quando abrimos mão de aparecer (ou se fazer ouvir) individualmente pela unidade de um todo;
Ser coralista é ser uma pessoa realizada porque percebo no olhar das pessoas a alegria e emoção que tentamos transmitir.
Ser coralista é saber que naquele momento o amor pelo fazemos extrapola o tangível e contagia o ambiente. Isso é único, é sublime, é quase divino.


Tenho muito orgulho de ser coralista nesse grupo maravilhoso e agradeço a cada um de vocês a oportunidade impar que me está sendo concedida. Que esse seja o primeiro de muitos anos de muita energia, alegria, harmonia e paz, ou seja de muita música para todos nós.

sábado, 12 de julho de 2008

Sobrevivi

Yeahhh!
Sobrevivi à minha primeira exposição no Blog de Fotografias dO Globo.
Nem fui espinafrada pelo Marcelo Carnaval!
Crédito compartilhado com a Hivy, claro! Detalhes aqui.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

"Não aceito desculpas de secretário, de governador"

"Eu não quero viver nessa cidade com medo. (...) Eu não tenho que sair da minha cidade. Eu amo a minha cidade. Eu cresci aqui. O Rio de Janeiro é lindo. Quem tem que ser estirpado daqui não somos nós, pessoas de bem." (Paulo Roberto Barbosa Soares - 10/07/08)

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Os cariocas, a Libertadores e o Brasileirão

Eu gosto de futebol. Adoro futebol. Vou ao maracanã sempre que posso. Assisto aos jogos ou mesmo alguns trechos de jogos porque podem ser interessantes ou mesmo decisivos. Foi assim com alguns jogos da Liga dos Campeões, as semis e a final da Eurocopa, por exemplo. E foi assim também com as finais da Copa Libertadores.

O que não dá para entender é por que todo brasileiro estaria obrigado a torcer pelo Fluminense? Digo de coração: não torci, nem contra nem a favor. Assisti ao jogo. Só isso. Mas acho que cada um é livre para escolher para quem torcer. Meu argumento é muito simples: eu não me sinto representada pelo Fluminense. No início do torneio eu torcia por todos os times brasileiros. Queria que todos avançassem na tabela para que a Conmebol pirasse e tivesse que tirar alguma outra regra doida para sabotar a trajetória brilhante dos brasileiros. Fomos ficando pelo caminho e no fim, o comportamento do Fluminense não me cativou. Devo ser condenada por isso? E mais: os flamenguistas são culpados pela derrota tricolor? Faça-me o favor. Não ficassem jogadores e comissão técnica falando mais do Flamengo do que de suas próprias preocupações. Agora ficam bancando os pseudo-patriotas-traídos resmungando da torcida contra. Se não aguentam a pressão, joguem Playstation!

Falando sério, o que eu queria mesmo é que o futebol carioca mostrasse sua força. Não quero torcer por um Flamengo engrandecido pelo fracasso dos outros times num campeonato meia-boca como o Carioca. Quero brilhar entre estrelas de primeira. Por isso que torço de coração para que o Dinamite tenha uma gestão magnífica no Vasco (porque o cara merece respeito de quem gosta de futebol e para que ganhar do Vasco continue não tendo preço). Quero que o Bebeto consiga mostrar quem é o Glorioso que eu sempre respeitei (e que graças ao Montenegro, hoje eu nem reconheço). Quero que Fluminense deixe a lanterna e dê orgulho ao meu pai (porque ele merece, uai). Quero olhar para o futebol carioca e não sentir constrangimento algum em perder para um desses times. Porque isso é futebol: ganhar e perder. “O vento que sopra aqui é o mesmo que venta lá” já diz a canção. Quero torcer para que o Flamengo seja sempre o melhor entre grandes campeões. Isso não significa que vou torcer por eles em cada um de seus jogos – que isso fique muito claro! – mas que torço sim para que mostremos ao mundo porque o Rio é a terra do samba e do futebol, ora bolas!

Na verdade, eu quero mais! Quero ver futebol de verdade, futebol arte, futebol sério, sem bicos pro alto, sem excesso de toques laterais nem jogadores mandando torcedores se calarem. Quero jogadores comprometidos com seus times dentro de campo, deixando a falação para as equipes de reportagem. Estou legal de jogadores-celebridades que fazem tudo por um flash e um microfone e que querem ganhar jogo no grito.

Se algum dia esse utópico cenário se tornar realidade, talvez tenhamos uma torcida menos agressiva e mais tolerante às diferenças. Se os jogadores não demonstram respeito entre si, como cobrar isso dos torcedores? Estamos no limite entre a piada e a ofensa e isso é deprimente.

Enquanto isso, só me resta curtir o melhor início de temporada do Brasileirão dos pontos corridos. Avante Mengão! Pé no chão que esse Brasileiro é nosso!

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Carta para a bela Bela

Rio de Janeiro, 28 de Junho de 2008.

Querida Amiga!

Estou com tanta saudade de você! Hoje me deu um apertinho no peito, sabe como é? Passa um pouquinho da meia noite. Eu estava com a Carlinha e com o Fernando lembrando de quando te enchemos para que você procurasse pra gente uma camiseta do Gentileza em uma lojinha no fim de uma galeria que ficaria no fim de uma ruazinha lá em Niterói. E não foi a primeira vez que falei de você hoje. Eu estava histérica pois eu não conseguia achar seu telefone e queria muito ouvir sua voz.

Estou pra te ligar desde que recebemos os cartões. Isso! Recebemos os cartões! Eu amei, quase chorei... Todos adoraram, Belinha! E foi um rebuliço porque, por mais discreta que eu tentasse ser, é óbvio que eu não consegui. "A Bela nos mandou cartões!!!!!", eu gritava baixinho e entregava mais um... E eu fiquei muito, muito feliz com o meu. E faço idéia de quantos lugares maravilhosos, além de pubs e bares fabulosos você já não conheceu. E teve show da Joss que eu não fui porque era muito caro e eu fiquei muito frustrada. E eu queria te ligar pra falar tudo isso e não conseguia porque não achava o raio do número do telefone. E eu estava inconformada.

Aí fui ler seu blog. Consigo te ver a cada post, xingando o framenguista (só te perdôo por falar assim porque estou com muuuuuitas saudades) e a joaninha, arregalhando os olhos miúdos a cada novo castelo, rindo sozinha pra dirigir pela primeira vez um "carro do avesso", te imagino deslumbrada no show do Pete ou empolgada arrumando incansavelmente o quartinho renovado (que, à propósito ficou lindo!). Pensei em comentar os posts, mas era tanta coisa pra falar que o spaces provavelmente me barraria pelo excesso de caracteres. Por isso comecei essa carta....

No mais tudo quase igual. Além de uma separação, um bebê chegando agora, outro bebê que chega no ano que vem, o coral que vai fazer outra apresentação, um estagiário que vai virar empresário, uma ex-estagiária que vai mudar de emprego e um relacionamento totalmente inesperado, acho que está tudo na mais monótona normalidade.

É isso... Muito bom saber que você está aproveitando cada minuto dessa experiência. Muito bom saber que esse novo mundão que invade o seu coração ainda deixa um pedacinho pra gente que ficou aqui um pouquinho pra trás, mas que não te tira da cabeça...

Um beijo enorme, Comprida!!!!
Claudinha


quinta-feira, 26 de junho de 2008

Nada que não tenha visto antes

Trecho de J'en connais (Carla Bruni)

J'en connais même tellement qu'ça me prend trop de temps,
Et ma pauvre maman se dit en soupirant,
"Qu'ai-je fait pour cela ?
Est-ce de ma faute à moi,
Si ma fille est comme ça ?"

J'en connais dans chaque port,
Dans chaque sud, dans chaque nord,
J'en connais sans efforts,
J'en connais qui vont dire,
Que je suis bonne à maudire,
Et moi ça me fait sourire...

E então, além de rir, só posso dizer: "Aê! fala serio!!!!"

domingo, 15 de junho de 2008

O Menestrel

Depois de 3 anos voltei a um show do Oswaldo. Casa lotada. Quem nunca foi ou não gosta dele pode se perguntar como isso pode acontecer, uma cara que pouco aparece, com fama de chato e que insiste em escrever contos de fadas hippies em pleno século 21, lotando uma das das maiores casas de show do país. Mas acontece, e não é surpresa nenhuma para os seus fãs que esgotam os ingressos na primeira semana de vendas.

Dessa vez não vou dizer que foi perfeito. Por um simples detalhe: não gostei do som. Não parecia 100% ajustado. Parecia grave demais, mas não entendo do assunto. Li que no show de BH os fãs perceberam muitos problemas técnicos e não sei se existe alguma relação. Mas pessoalmente eu sempre apreciei o trabalho do Oswaldo pelo capricho e pela atenção aos mínimos detalhes de suas produções e por isso fiquei tão incomodada.

Mas de positivo, em contra-partida, tem todo o resto. O clima, a platéia, o set-list, o cenário mais simples do mundo, o improviso de uma música composta no palco e a surpresa da chegada do Milton Guedes com seu sax, flauta e assobio no meio de Lua e Flor.

Eu não havia pesquisado nada sobre o DVD Intimidade, justamente o que estava sendo lançado neste show. E isso me gerou pessoalmente uma grande e emocionante surpresa: Lume de Estrelas. Sempre que alguém me pergunta se tenho alguma música favorita eu me arrepio pois não consigo dizer uma apenas. Por Brilho, Ao Nosso Filho Morena, Se puder Sem Medo, Estrelas, Sem Mandamentos, sei lá. Cada uma tem um momento. Mas Lume de Estrelas me toca lá no fundo, sabe? Demorei até para reconhecer a música. Estava totalmente habituada a tê-la apenas para mim. Quando muito ouvia o Beto cantar. Cheguei mesmo a pensar que era daquelas criações renegadas pelo seu criador. Mas não é! Quando percebi o que ele ia cantar, meu coração disparou. Gente, pára! Eu sei que é clichê e é piegas, mas foi isso aconteceu caramba! Me deixem curtir o momento que ainda está fresquinho na minha cabeça. E, como diria Gump (o Forrester): "e é tudo o que eu tenho a dizer sobre isso."

Humor: em estado de graça até o ano que vem!

Para os não-iniciados:



Lume de Estrelas

(Oswaldo Montenegro/Mongol)


Toda vez que eu volto, tô partindo

E no sentido exato é por saudade

Ah, coração! taí a festa e nós

Por aí vai nossa colorida idade


Diga depressa com quantas paixões

Faz-se a canoa do amor que a gente quer

E quando eu não voltar acenda o mesmo lume

De estrelas que eu deixei no teu olhar





terça-feira, 3 de junho de 2008

Vento de Maio

Maio acabou de acabar. Principal evento: minha chegada aos 35 anos. Nunca encuquei muito com o fato de chegar aos 30. Tenho curtido muito essa fase balzaquiana e é normal me ouvirem dizer que não troco meus 30 pelos 20 nem em sonho. Tudo bem que muita coisa que eu gostaria de ter feito eu ainda não realizei, mas no geral estou bastante satisfeita.

Atendendo a pedidos, ou melhor, ao pedido da Bela, seguem os detalhes do 14/05:
  • Comemorei da zero hora até a meia-noite, literalmente!
  • O dia estava simplesmente LIN-DO!
  • Eu parecia uma criança em dia de festa.
  • Tudo dava certo (não deveria ser sempre assim?).
  • Tive muitas pequenas surpresas legais, a esmagadora maioria relativa a palavras carinhosas que eu definitivamente não esperava.
  • O almoço foi com o pessoal do trabalho, mas tinha um gostinho inconfundível de festa!
  • Eu não consegui trabalhar direito.... errrr
  • A noite foi deliciosamente maravilhosa, graças à presença de um grupo super querido de amigos e à acolhida do Rio Rock & Blues Club - Lapa, ao som de Alê, Marcelo, Daniel e Walter.
  • Fui devidamente apelidada de "Gazela Saltitante" (pensando bem, podia ser pior já que poderiam ter cantado: "ela está descontrolada!" pois caberia certinho).

Concluindo: foi um dia maravilhosamente especial!

Não é preciso muito para me fazer feliz!

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Text-To-Speech

Recebi hoje por email e vamos compartilhar: você escreve e... o avatar fala!!! É show de bola!

Na verdade é o demo de um site que vende uma ferramenta para criação de avatares falantes a serem incluídos em peças corporativas, mas... who cares! O avatar pode ser masculino ou feminino e são várias opções de vozes para cada idioma. Alguns têm até mesmo sotaque diferenciado como o francês da França e o canadense. E já ia esquecendo: os olhos do avatar seguem o mouse... Sinistro!

Eu já ri muito colocando a senhorita arrumadinha com cara de âncora da CNN para falar alguns palavrões básicos, mas o mais divertido mesmo é indicar um idioma qualquer e escrever em português: a gringa (ou o gringo) vai falar com português com sotaque! Muito bom!

aqui.

domingo, 1 de junho de 2008

Tudo Novo de Novo

Enfim o novo template!

Não é bem o que eu queria mas acho que é exatamente o que eu precisava. Simples e moderninho sem ser mulherzinha. Tenho muita coisa pra escrever. Estou com muita vontade mesmo de encher novamente este espaço com minhas baboseiras e mesmo minhas paranóias.

Agradeço ao Ock pela paciência (acabou não sendo nenhum daqueles lay-outs exaustivamente selecionados, né Amigo? rs) !

Vamos ao trabalho! Não hoje porque tá frio e eu vou ver filminho no sofá...

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Tem sempre uma primeira vez

Estou com muita raiva. Nunca pensei que fosse me sentir assim com relação a alguém que amei tanto. Paciência.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

É assim que vai ser?

Deu no Bluebus: 33% dos homens acham que não tem problema em terminar por email. Acho que a era digital está, definitivamente, começando a sequelar as relações humanas.

É tanta tecnologia de comunicação que deixaria até Chacrinha embasbacado. O curioso é que sobra mensagem, mas falta intimidade. Falta aquela mensagem pessoal, o contato, o sentimento por trás da mensagem. Aquele que não é “encaminhável”.

De acordo com a pesquisa em questão, até que rola uma mensagem pessoal, mas não se trata de um mensagem de apoio ou de carinho, mas uma paulada na cabeça. Já que não é preciso olhar no olho, cresce o número de covardes simpatizantes da prática de terminar um relacionamento com uma mensagem. De certa forma a TV meio que profetizou isso quando mostrou a Carrie de Sex and the City recebendo um toco através de um famigerado e despretencioso Post-It (não me lembro o nome do canalha e muito menos a temporada; quem sabe um dia eu atualizo aqui...). Mas o fato é que banalizou-se a impessoalidade. Estamos, cada vez mais, usando nossos poderes para o mal. Onde vamos parar? Espero que não seja isolados em cubículos cercados de cabos e telas por todos os lados. Oops, acho que já somos assim...

Feliz 2008!

O universo blogueiro nunca esteve tanto em discussão. E eu fico pensando se realmente devo me incluir nessa elite da contra cultura que luta pela liberdade de expressão ou simplesmente pela utopia da informação totalmente compartilhada.

Não escrevo decentemente há muito tempo. Assunto não faltou. Passou Natal e até o ano mudou. O carnaval já passou e a Mangueira não decepcionou (afinal, eu pelo menos não esperava nada diferente do pseudo-desfile da verde-e-rosa). E por aí vai.

Na minha vida também as coisas não necessariamente seguiram o caminho que eu esperava. No fim das contas, nada mudou. Mesmo bat-emprego, mesmo bat-endereço, mesma bat-mesmice. Até aí tudo bem. Só que tudo isso sem a tal da inspiração. Aí é fogo.

O lado bom? Passei a admirar ainda mais escritores. Colunistas então, nem se fala! É talento mesmo. Escrever todo dia, com ou sem assunto, com ou sem inspiração. Impressionante.

E por isso é que volto ao meu espaço querido. Como já escrevi e reescrevi várias vezes por aqui, escrever precisa de exercício. E vou voltar a me exercitar na marra mesmo. Posso perder algum dos meus 7,5 fãs, mas é risco que tenho que correr. Vai rolar uma ou outra baboseira, ok? Mas é por uma boa causa: a minha! =)

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Então é (quase) Natal!

E começa a temporada de comerciais fofos e tocantes. Nada contra, até gosto. Então lá vai o sempre esperado filme natalino da Coca-Cola. É a "corrente do bem" versão natalina, ou melhor, "passe o espiríto natalino adiante" !

HO HO HO!!!


quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Quem sabe um dia?

Isso muito me interessa: entre 128 países, o Brasil é apenas é o 74º no ranking de igualdade entre sexos do Fórum Econômico Mundial. A medição é feita por pontos e o Brasil totalizou 0,6637 ponto. Quanto mais perto do número 1, menores são as diferenças entre homens e mulheres em quatro áreas: participação econômica e oportunidade (salários, inclusive), realização educacional; poder político e saúde e sobrevivência, área que analisa e compara a expectativa de vida relativa entre os dois gêneros. Detalhes do ranking aqui.

Lembro-me sempre das entrevistas de emprego: “Casada? Sem filhos? Sei...” Como se eu só estivesse esperando conseguir um plano de saúde para parir logo em seguida. Depois vem aquele papo de que mulher é instável emocionalmente, chora à toa e se compadece de qualquer “draminha”, o que lhe incapacitaria de assumir possíveis chefias. Ou mesmo o fato de ser mãe a torna uma pessoa indisponível para viagens (que sinceramente nem sei se são tão necessárias assim considerando o alto nível de conectividade das telecomunicações). Depois de muitos anos, pela primeira vez trabalho numa empresa onde o marido pode ser dependente da mulher nos benefícios da funcionária. Mesmo assim, no meu departamento não há nenhuma mulher em cargo de chefia.

Agora o congresso caminha para a aprovação da licença maternidade de seis meses. É óbvio que acho que quanto mais tempo os pais (veja bem, eu disse “OS PAIS”) puderem ficar com seu bebê recém-nascido, mais chances de estabelecer-se ali uma família mais saudável e feliz. Entretanto vai ser um parto (perdão pelo trocadilho) para uma mulher conseguir emprego. Tomara que eu esteja errada. Outra coisa que me angustia é igualdade que se faz na marra. A empresa percebe que tem poucas mulheres gerentes e acaba adotando o gênero como critério de desempate. A competência ficou para trás. Totalmente injusto.

Soluções, não sei quais são. Quem sabe um dia o ser humano - anterior à existência de gênero ou raça - possa ser totalmente respeitado em suas diferenças. Tudo o que quero é poder trabalhar e ser feliz no que faço, sem ter que matar dois leões por dia: um pela profissão em si e outro para provar que sou tão boa ou até melhor do que qualquer homem em meu lugar.

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Desesperança

Diziam os especialistas que o Brasil não tinha uma legislação de trânsito eficiente. Tratava-se de um emaranhado de regras divididas entre o Código de Trânsito então vigente, as Leis das Contravenções Penais e o próprio Código Penal. No esquema do “deixa que eu deixo” entre tais legislações, várias lacunas se criaram e o caos e a impunidade tomavam conta do trânsito brasileiro.

Nasceu o novo Código Nacional de Trânsito, através da lei 9.503, de 23 de setembro de 1997. Completo, moderno e eficiente, ele regularia o sistema nacional de trânsito, ditaria normas gerais de circulação e conduta, trataria de pedestres e condutores de veículos não motorizados, da educação para o trânsito, da sinalização, dos veículos, seu registro e licenciamento, da habilitação para a condução de veículos automotores, iria dispor sobre as infrações, penalidades, medidas administrativas e processo administrativo, além de inovar, criando então crimes especificamente de trânsito.

O grande destaque foi o fato de que esse novo Código elencou condutas que antes não eram consideradas crimes, senão meras contravenções penais, além de ter agravado as penas de crimes que eram previstos apenas no Código Penal. A esperança, lembro-me bem, era ter neste Código um instrumento de prevenção e principalmente de educação para frear o crescente número de tragédias provocadas por acidentes de trânsito.

Não conheço as estastísticas mas, passados dez anos, não é arriscado afirmar que o Código é motivo de piada. A rigidez mostrou-se uma grande falácia. Ninguém tem medo de perder a carteira por conta de 20 pontos perdidos. De que adianta uma lei perfeita se ela não é aplicada ou mesmo respeitada? O pior é que tudo se reflete na perda de vidas e na destruição de famílias. Por pura irresponsabilidade generalizada: daquele que não respeita à lei e daqueles que não zelam por sua aplicabilidade. Triste. Muito triste.

terça-feira, 18 de setembro de 2007

PersonalDNA

Segundo o site PersonalDNA (dica da Nicole) me descobri como uma líder benevolente. Ainda não digeri se isso é bom ou ruim, mas... Para conhecer os detalhes sobre o meu mapa (sim, essa de tirinha de cores aí em cima é o mapa!) é só passar o mouse sobre cada uma das cores. Eu adoraria saber o resultado de quem mais fizer estes testes! =)

Panis et Circensis

Este é o nome da obra tropicalista que, durante o período da ditadura militar brasileira, fez analogia à política de César que tinha o objetivo de satisfazer o povo dando-lhe comida e diversão (pão e circo) para limitar assim o poder de crítica e contestação do povo frente às questões políticas, sociais e econômicas que eram convenientes ao então Imperador.

Por que eu me lembrei disso? Porque cheguei à conclusão de estamos realmente ferrados. Considerando que a tática secular do “pão e circo” tenha funcionado, explica-se assim a apatia de nossa sociedade. Só que do tal "pão e circo" também não temos visto lá grande coisa. Do “pão”, acho que não preciso nem falar. É “chover no molhado”, “ensinar missa ao vigário” e tantas outras expressões populares. É carga tributária, inflação dissimulada, desvio de verbas, corrupção generalizada, é tanta coisa que só sobram as migalhas do pão dormido. Mas estamos acostumados a isso, não é mesmo? Damos um jetinho aqui, aperta dali e seguimos em frente.

Mas aí eu me pergunto, e o “circo”? Cadê a parcela de diversão? Seria o Esporte? Lamento informar, mas tá difícil. Alguém me explica o que é a federação carioca de futebol (em letras minúsculas mesmo porque tal instituição definitivamente não existe, logo não demanda nomenclatura diferenciada)? Até quando o futebol carioca vai ser essa vergonha? Não sobra um time ileso a mal resultados e escândalos. Cartolas intragáveis e asqueirosos. Infelizmente esse privilégio não é só do Rio de Janeiro. Cutuca-se um pouquinho e vamos encontrar fácil um rabo preso sendo revelado em qualquer canto do país. A bola da vez na sinuca dos escândalos é o Corínthians. O ventilador cheio de caquinha (para não falar outra coisa) está soprando para cima de todo mundo que algum dia pisou no Parque São Jorge. Mas pera lá! E no mundo? Ora, o futebol italiano teve seu inferno astral em 2006, salvo apenas pelo sucesso da azurra da copa do mundo. Sem falar na tristeza de ver jogadores do mundo todo morrendo na TV, caindo em campo, e ter que engolir que os clubes não sabiam que eles tinham alguma disfunção. Ou seja, falar de futebol ultimamente tem sido repetir escândalos e resultados xinfrins. Tristeza...

E não acaba por aí. A coisa podre está se alastrando também por esportes milionários de verdade, aqueles ditos de “alta desempenho e perfomance”. Caiu na “boca de matilde” o caso de espionagem da McLaren e a subseqüente decisão da FIA sobre o assunto. Eu mesma, que me graduei especialista no tema, posso afirmar categoricamente que ainda ficou caroço embaixo desse angu. E o New England’s Patriots? Não está sabendo? Pois é, até no futebol americano (que tem a NFL cuja fama é de ser a liga mais rigorosa do planeta) rolou barraco. E não estou me referindo ao jogador que promovia brigas de cachorros (esse é o Michael Vick do Atlanta Falcons) mas do time de Tom Brady (o namorado bonitão da Gisele B.) que também envolveu-se com espionagem (o time, não o Tom), por filmar os códigos da defesa de um de seus adversários, no caso, o New York Jets. O Técnico teria usado esse know-how duvidosamente adquirido, no prórpio confronto direto contra os Jets e, comprovado isso, a coisa ficou feia. Barato não saiu. Mas a grande questão é que o Patriots, assim como a McLaren, são consideradas as equipes f*donas da temporada e não teriam porque fazerem isso. Mas do que nós entendemos, não é mesmo?

Futebol, Football ou Fórmula 1, a questão é que ficou tudo milionário demais pra ser circo somente. Dizem que “a gente não quer só comida, a gente quer comida, diversão e arte” mas está dificilíssimo conseguir qualquer uma delas. Do pão, mal temos migalhas e do circo, só vejo os palhaços. E eles, mais do que nunca, me dão medo.