domingo, 12 de junho de 2005
Procurando os Violinos
Acho que já disse isso, mas adooooooro a Feira. Exorcizamos todos os demônios bem baratinho (claro que, algumas vezes, eles parecem materializar-se bem nas nossas frentes). Foi muito engraçado ver a inglesa Celestine encantar-se por um flamenguista feio que doía, ver o espanto dos determinados dançarinos ao depararem-se com minha mão enfaixada e terminar a noite numa barraca vendo dvds piratas do Grupo Revelação e do Zeca Pagodinho.
A Feira é uma ótima terapia. Parece a Floresta de Lotlhórien: o tempo passa em ritmo diferente por lá. Um compasso próprio. Um lugar perfeito para esquecer-se dos problemas e divertir-se enquanto tiver disposição. Uma terapia quase de graça.
Assim como Moraes. Hoje de manhã redescobri o CD acústico do Moraes Moreira. É maravilhoso fechar os olhos e procurar pelos violinos do arranjo. Pra dizer a verdade, foi como uma viagem no tempo. A Hivy estava apenas nascendo. Eu ainda trabalhava na Mabel (das rosquinhas de côco) e ainda morava com meus pais em Duque de Caxias. Não fazia a menor idéia de que minhas ambições como química estavam para serem definitivamente enterradas e começava a me transformar na burocrata que hoje lhes escreve.
Estou assistindo Brad na TV. Mesmo o filme sendo triste de doer, eu não consigo mudar de canal. O que será isso? Sei lá...
Obs.: Pra quem andou perguntando e não me achando, está tudo bem. A mão dói um pouco, mas acho que está “passando”, se é que posso falar assim. O antiinflamatório já acabou e na segunda eu troco a tala pelo gesso. Depois disso são só mais três semanas de imobilização, com acompanhamento semanal.
quinta-feira, 9 de junho de 2005
De novo
O porteiro acabou de despejar sua dose diária de intecida no vão do prédio. Isso já me irrita normalmente - porque o cheiro forte vem direto pro meu quarto - mas hoje tá me dando uma incontrolável de gritar. Além da dor de cabeça que já vai chegar por conta desse cheiro horroroso.
Como me irrita não poder estalar os dedos. Meu cabelo tá horrível. Essa foto está me irritando.
Rejeição é uma grande porcaria. Uma M mesmo; assim, maiúscula. Como eu queria não conhecê-la.
Minha mão esquerda
quarta-feira, 8 de junho de 2005
O tempo não para
No entanto, seria imperdoável deixar alguns fatos perderem-se no furacão do tempo e na solidão da minha (fraca) memória. Como os 80 anos do Tio Firmo. Na verdade ele é tio do meu pai. Meu padrinho de batismo. Calmo, inteligente, sorridente carinhoso e atencioso. Meu padrinho trabalhou por décadas na TVE. Tem histórias pra contar desde o tempo da rádio Tupi. Comemora em breve 50 anos de casamento com a Tia Yolanda (nem sei se isso é imaginação minha, mas pra mim, ela não perde pra minguém no Master). Comemoramos os 80 anos do meu padrinho com uma festa surpresa. Sua participação foi tão perfeita quanto à festa em si, preparada com excelência pelos seus filhos. Foi uma noite maravilhosa que me fez refletir desde então porque não me aproximo mais deles....
Outra coisa que não posso deixar passar é o aniversário da minha, da sua, da nossa D. Dalvinha! Hoje mesmo, 8 de junho. Ela mesma, minha mãe querida, a mais linda de todas, a mais mãe de todas! Minha mãezinha tem o maior coração que conheço e merece todas as homenagens. Não sei como ela consegue se fazer presente na vida de tantas pessoas e tão espontanea e sinceramente que faz com eu me sinta uma inútil egoísta, por não chegar nem perto da sua boa vontade e generosidade. O que mais posso falar dela? Que a amo muito e tenho muito orgulho de ser sua filha!
quinta-feira, 26 de maio de 2005
Saudades
Bom, passou meu aniversário, com a maravilhosa surpresa do aprecimento do Leandro com a Simone e o bom som do João Suplicy. Tenho menos horas de folga com o início das aulas do MBA. Preciso de muita disciplina (o que não é meu forte) para não faltar às aulas-treinos do Karate e não perder o ritmo, aliás já passei para a faixa amarela e periga até competir no Estadual (?!). Finalmente as rotinas de trabalho na Michelin engrenaram e estou com minhas horas cheias de trabalho.
Tudo isso me deixou bastante afastada do meu diário cibernético, mas hoje deu uma vontadezinha de quebrar essa onda. E eis-me aqui.
Coluna Social:
Maio foi agitadíssimo. Dois casamentos (Rosely & Gustavo e Adriana & Rafael) e meu próprio aniversário, comemorado no Clan Café com a presença ilustríssima de D. Dalvinha.
A propósito, meus agradecimentos públicos a todos que apareceram por lá, incluindo a Tathi Pires encabulada com seu modelo casamento. Adorei! E pra finalizar maio, amanhã tem festa surpresa que não posso dar detalhes porque periga do homenageado por algum motivo vir a descobrir... Fica pra próxima.
É isso, chove muito no Rio, ainda não assisti Star Wars III mas fui ver Casa de Areia, comprei o DVD do Leoni (afinal tenho que manter minha fama de saudosista) e fiquei amiga no Deluqui no Orkut (uau!). A vida que segue.
segunda-feira, 25 de abril de 2005
Habemus Empregos
População: 31.264
Renda Per Capita: R$ 315,3
Água encanada: 98,5%
Energia Elétrica: 100%
Coleta de Lixo: 96,8%
Estou me referindo à Santa Rita do Sapucaí, município de Minas Gerais onde funciona o Pólo de Eletroeletrônica do sul de Minas. Para começar a conversa, o pólo em questão é composto de 112 indústrias que faturam juntas US$ 150 milhões anualmente. Não estaria falando de Santa Rita não fosse a manchete no jornal Valor Econômico de hoje: "Santa Rita teme criar empregos".
A reportagem, um especial de página inteira, conta a controvérsia instalada na cidadezinha por conta da explosão de novos postos de trabalho. O aumento de produção dessas indústrias que estaria "roubando" trabalhadores que recebiam apenas um salário-mínimo (R$ 260,00) no comércio e agricultura local para atuarem em funções básicas industriais recebendo pisos salariais de R$ 357,00 além dos benefícios de praxe do mercado (transporte, plano de saúde, seguro de vida e tíquete-alimentação). Até agora já foram 2.700 empregos criados. Há uma previsão de mais 700 novos empregos até o fim do ano e uma projeção de mais 3.000 no médio prazo. Uma das empresas menciona o fato de estarem criando novas demandas na região. Garante, por exemplo, que se alguém quiser construir um condomínio de casas, a própria empresa tem interesse imediato em alugá-las para "importar" mão-de-obra especializada necessária aos seus negócios. Bom para a empresa, para o comércio local, para os cidadãos e para a cidade em si. Bom para todo mundo. Incluindo os reclamões.
Não tenho como pesquisar para afirmar com precisão, mas acredito mesmo que esse não é um caso isolado onde exista demanda por mão-de-obra em vários níveis. Agora me explica porque jovens e famílias inteiras continuam migrando para o Rio e para São Paulo, engordando as favelas e aceitando sub-empregos ou mesmo apelando para a informalidade?
Pode parecer meio utópico mas, para mim, este seria um perfeito campo de atuação para ONGs e afins. Atuar junto às tais indústrias e prefeituras, estimular a divulgação de tais vagas em escolas técnicas do Rio e de São Paulo, mostrar que existe opção de reais melhorias na qualidade de vida de famílias inteiras se elas optarem por sair das metrópoles. Bom, não sou cientista social, nem antropóloga, nem economista. Posso estar falando uma tremenda besteira, sei lá. Mas será realemente assim tão complicado começar a fazer alguma coisa?
domingo, 24 de abril de 2005
Fragmentos
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O que é isso? Acho que o mundo está mesmo perdido. Quando penso que já vi toda espécie de esquisitices norte-americanas, eles me surpreendem mais uma vez. E olha que nem sou de ter crises de anti-americanismo...
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Orkut (e GMail) em português! Papai e mamãe devidamente adicionados!
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Superman já tem rosto novo! E que rosto!
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Assisti “Quem vai ficar com Mary?” com a minha sobrinha de 11 anos. Tive que pular estrategicamente a parte do “gel de cabelo” para não ter que dar explicações. Fora isso, foi bem divertido.
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Um casal gay será indenizado em SP por conta de um constrangimento. Maneiro! Por falar nisso, boa sorte ao Papa Bento XVI. Que ele não capriche tanto no conservadorismo. Que a Igreja seja a luz que os fiéis desejam e esperam. Não mais a inquisidora.
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Maneiríssimo esse post, a parte que fala da "capacidade de síntese de determinados vocábulos do idioma alemão".
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Noite preguiçosa. Até para clicar e mesmo trocar de canal.
sexta-feira, 22 de abril de 2005
Posso falar do Michael também?
Começando pelo caso Michael Jackson. O cara recusa-se a crescer desde os 10 anos de idade. Parece um mutante esbranquiçado e já se falou inclusive que ele tem uma espécie de bolha anti-bacteriana em casa (tipo aquela onde o excêntrico Volpone Latorraca passava as noites). Mesmo que não tenha havido nenhum escândalo sexual antes para ligar o sinal de alerta, você deixaria seu filho passar uma tarde na casa de uma figura dessas? Tudo bem, o cara é um astro, mas deixaria mesmo assim? E depois de ter estourado o primeiro escândalo, ou seja, deixou de ser uma mera questão de excentricidade para ser pedofilia, mas você, pai ou mãe, continua achando que não tem problema algum? Que foi intriga da mídia? Tá bom, vou direto ao ponto. Os pais que permitiram as estadias de seus filhos em Neverland são tão culpados quanto o popstar. São co-responsáveis porque permitiram que o evitável acontecesse pensando em faturar um futuro tranqüilo com os presentes que Michael Jackson habituou-se a distribuir nessas situações. Agora a vida (e a sexualidade) desses meninos está nua e cruelmente exposta. Existirá um rótulo em suas testas para sempre fazendo com que as pessoas lhes olhem e digam: "tadinho, ele foi bolinado pelo monstro pedófilo do Michael Jackson..." Muitos pais aceitaram mais que "presentinhos": fartas quantias de dinheiro para não denunciarem o astro. Dá até medo de dizer exatamente o que estou pensando. Michael já está sendo julgado e tenho certeza de que dificilmente ele sairá deste episódio sem uma seqüela incômoda e incurável. Agora, os pais de todas aquelas crianças deveriam ser julgados também. E com o mesmo rigor.
A outra situação que me chocou foi a declaração infeliz da mãe de um dos universitários da PUC-Campinas acusados de estupro. Ela disse que o filho não tem culpa porque foi provocado pela estudante que estaria bêbada. Por mais que essa mãe esteja profundamente abalada, não dá para deixar isso passar. Em várias passagens das nossas vidas vemos pais dizendo que os filhos não erram. E acredito mesmo que apoiar alguém que amamos num momento extremamente difícil como uma prisão não é crime algum, mas daí a querer passar por cima dos limites da humanidade é uma estupidez. Aprendi que a liberdade de uma pessoa termina quando começa a de outra. Isso é viver em sociedade. Agora, o que aprendeu esse rapaz que pode abusar sexualmente e espancar uma garota só porque ela o provocou? E mais, o que é provocar? Dançar, beber, sorrir, olhar, seduzir? Mesmo que ela tenha tirado a roupa na frente da universidade inteira, isso lhes dá o direito de fazer o que fizeram? Essa mãe educou um homem ou criou um bicho, que não consegue controlar seus instintos e precisa satisfazer suas necessidades a qualquer preço?
O que estamos ensinando aos nossos filhos? Que o dinheiro compra o nosso silêncio quando nos convém e paga tanto a terapia quanto o advogado? É assim que vai ser? Quantos escândalos teremos que ver ainda para repensarmos os valores que aplicamos dentro de nossas casas, na teoria e na prática? Não é minha intenção ser a dona da verdade, mas me entristece muito perceber que não conseguimos aprender com os erros dos outros e evoluir como sociedade. Uma pena. Resta-me agradecer a Deus pelos pais que tenho, que na sua simplicidade fizeram (e ainda o fazem até hoje) o que estava ao seu alcance para nos ensinar sobre o respeito aos outros e a diferença entre o certo e o errado, nos dando a liberdade de escolher e nos ensinando a responsabilidade conseqüente de cada escolha. Espero de coração, que eu consiga um dia ser como eles.
quinta-feira, 21 de abril de 2005
Insone (e chata)
Teimoso e irritante como nata, com gosto de nada
Queima e arde por dentro e no espaço ainda mais vazio em volta
Aumenta e aperta os nós que amarram a angústia ao peito
O calor afugenta o sono que faz esquecer
Atrasa as horas pela meia luz reticente, envolvente
Som de hélices, gotas na janela e o pensamento se desprende como pena
Pra longe, outros ares, outras areias
Onde o sonho que independe do sono permanece intangível
quarta-feira, 6 de abril de 2005
Contagem Regressiva
domingo, 3 de abril de 2005
Adeus, ou à Deus, João de Deus
"Se ficasse no Vaticano, como a Cúria gostaria que fizesse, então ficaria sentado em Roma escrevendo encíclicas, que seriam lidas apenas por um punhado de pessoas." (sobre as viagens, 1982)
"O homem é muitas vezes tratado como mero instrumento de produção, como uma matéria-prima que deve custar o mínimo possível. Em situações como essa, o trabalhador não é respeitado como um autêntico colaborador do Criador." (na Coréia do Sul, 1984)
Entendem do que estou falando? Fico triste com sua morte, como quem perde o tio velhinho ou o avô. Triste pela falta que ele vai fazer. Triste pela dúvida que fica sobre o que será a Igreja pós João Paulo II. Ao mesmo tempo acho que ele fez o que tinha que fazer em seu tempo. Missão cumprida. Espero que seu legado seja respeitado, levado à sério, posto em prática e que permita a evolução da Igreja pelo bem de 1 bilhão de fiéis que acreditam na doutrina católica.
Uma curiosidade: a mídia brasileira vem destacando a “papabilidade” do Cardeal brasileiro Claudio Hummes. Achei essa barra um tanto forçada, mas não é que verdade? De todos os sites de notícias que consultei para verificar essa questão, ele só não foi mencionado no Guardian. Todos os outros, na Europa, nos EUA e na América Latina, falam do brasileiro como um nome viável entre uma dúzia de outros papáveis. Particularmente, e considerando o ritmo evolutivo da igreja, acredito que ainda é cedo para vermos um Papa latino-americano. É esperar pra ver.
Acabou de começar o Fla-Flu. Foi de arrepiar o Maraca cantando “A benção, João de Deus”.
sexta-feira, 1 de abril de 2005
Até amanhã
terça-feira, 29 de março de 2005
Manhã de Luz, Festa do Sol....
terça-feira, 22 de março de 2005
A Campeã
Bom, mudando completamente de assunto, devo contar-lhes que um dos compromissos da lista de ano novo saiu da promessa para a prática: no quesito exercícios físicos, saiu o grande campeão. Desde o finzinho de fevereiro estou lutando karate! Isso mesmo senhoras e senhores, ka-ra-te! Eu queria mesmo fazer alguma coisa, mas não de malhação, não gosto de ginástica, não de spinning, ergométrica nem esteira. O que eu ia fazer? Sei lá! A primeira opção foi tênis ou squash. Nada de espelhos, bem ativo, bem aeróbico e bem caro também – o que vai de encontro a outro ponto da mesma lista divulgada no ano novo. Até que Crisca, que também resolveu movimentar-se, sugeriu uma luta. Moramos relativamente perto, logo poderíamos até fazer as aulas juntas. No início não me empolguei muito, mas depois fui relaxando e vendo onde essa idéia doida ia parar. Minha única condição é que fosse algo bem dinâmico, muito movimento, muitos chutes e socos. Alguns dias pesquisando academias, lutas, preços e horários e resolvemos fazer uma aula só para experimentar. Adoramos! Muito legal mesmo. Daqui a pouco estarei super em forma, feliz comigo mesma e prontinha para qualquer desafio, inclusive alguns ambiciosos e loucos desafios para o ano que vem... Bom, sinceramente? Devia ter começado antes...
domingo, 20 de março de 2005
Nada será como antes
Pra começar estou muito feliz. Ansiosa também, é verdade. Sexta-feira, dia 18, foi meu último dia no jornal. Segunda feira começo no departamento de logística da Michelin. Uma decisão extremamente difícil de tomar – me roubou muitas horas de sono – não pelos números e prospecções, mas pelas pessoas. Até o último momento toda a equipe de Suprimentos do jornal me segurou forte. Tenho plena consciência de que será muito difícil encontrar uma equipe com tal grau de amizade. Não dá para descrever.
A vida faz essas coisas com a gente. Nos obrigar a tomar decisões quando achamos que nada necessariamente precisa ser decidido. Usei muito da minha intuição para decidir. E deixar a Infoglobo não foi nada fácil. É difícil até para explicar. Não estou fazendo drama. Sei que sou uma privilegiada porque tive escolha num assunto que mais de cem mil brasileiros não podem sequer sonhar escolher. Mas foi uma sensação muito ruim ter que retirar pessoas tão queridas do meu cotidiano.
Deixo minha homenagem a essas pessoas. Sou fã de cada um deles. Um time excepcional, pela ética, pelo respeito, pelo alto astral e pela união e amizade que cresce a cada dia entre todos. Não apenas uma equipe nota 10, mas uma família. Sei que elas não sairão jamais do meu coração porque fazem parte do que sou hoje. Um beijo especial para minha galera do Cafofo. Muito obrigada por tudo!
sábado, 12 de fevereiro de 2005
Vazio criativo
Aliás o carnaval foi bem assim, digamos, reflexivo. Fui com amigos pra Maricá ou melhor, Barra de Maricá. Carnaval mesmo, só no domingo à tarde e segunda à noite. Tinha até um cara fantasiado de Bob-Esponja. Tava hilário. O restante do tempo foi de muito sono, pregiça e praia. Mas sem pânico: continuo a mesma branquela de sempre, só que agora com a aparência menos pálida. Afinal tenho uma reputação a zelar! Quem as pessoas sacaneariam se eu deixasse meu corpitcho mais bronzeado?
O must deste carnaval foram as histórias do Gato de Armazém sobre sua estadia de 9 anos numa padaria em NY e o estilo Dalborg (não faço idéia de como se escreve o nome do cara, mas me parece ter sido um apresentador relativamente famoso(?), precursor dos programas trash tipo Ratinho) de falar, "quer dizer, é brincadeira?!"
Essa semana devo iniciar minha maratona "And the Oscar goes to" assistindo como de costume aos grandes indicados da Academia. Caso alguém queira companhia é só avisar. Devo partir para uma cobertura solo mesmo, como tem sido minhas últimas idas às salas de cinema, mas aqueles que quiserem me acompanhar serão sempre bem-vindos. Lembrando-se, claro, não vale ficar falando mal do filme o tempo todo... Mente aberta, amigos, mente aberta!
sexta-feira, 21 de janeiro de 2005
Viva S. Sebastião!!!
segunda-feira, 17 de janeiro de 2005
Essa família é muito unida! Laia-laiá....
Sábado foi dia da festa de 3 aninhos da gatíssima Maria Eduarda. Não consigo formar uma opinião bem definida sobre as modernas festas infantis. Tudo é muito burocrático. Muito arrumadinho, não? Acho que nem Caco Antibes poderia falar mal. Mas tem alguma coisa que me incomoda. Ao chegar uma recepcionista coloca seu nome no computador e recebe os presentes. Se você não fez um cartão, não tem problema algum: ela imprime um na hora em seu nome. Lá dentro acontece tudo junto ao mesmo tempo. Música (que vai dos clássicos infantis regravados à insuportável Pitty) recreação, jogos eletrônicos, brinquedos (piscina de bolas, pula-pula, castelo de ar), videokê (outro som), dardos e sabe-se lá mais o quê. Ok. Podem dizer que não tenho filhos e se os tivesse veria todo esse aparato de outra forma. Talvez. Mas acho estranho. Um monte de adolescentes e alguns adultos bêbados metidos a caras-legais-que-acham-que-animam-festas brincando nos jogos e as crianças – as maiorzinhas – olhando e esperando que alguém lhes dê a vez. As menorzinhas estão com os recreadores com atividades até legais, mas dispersas no meio de tanta opção de passa-tempo. A mesa do bolo (sem bolo) agora fica num palco e ninguém chega perto pra cantar o “Parabéns pra Você”. Cada um na sua mesa acompanhando o play-back da canção mais conhecida do mundo. Novamente entram em cena os recreadores que se colocam ao redor da mesa e, com pom-pons coloridos desviaram a atenção da aniversariante da música fazendo-a choramingar por um pom-pom cor de rosa. Não estou falando mal da festa. Foi divertido. Mas é estranho. Muito automático. Muito organizado. Sem entusiasmo, espontaneidade. Queria uma coxinha de galinha.
Domingo foi almoço de família comemorando o aniversário da Tia Dirce (irmã mais velha da minha mãe). 42º na Tijuca. Três filhas de Seu Beleza – meu avô - reunidas para a macarronada com carne assada e um feijão que me faz aguar até agora.
(Dinéa, Dirce e Dalvinha)
Além do excesso de comilança (gula mesmo, pura e aplicada, que me fez perder o sono até quase 2 da madrugada), o domingo marcou pela abertura dos arquivos fotográficos da Família Simas e agregados. Tudo começou bastante comportadinho com dois grossos álbuns de fotos bem antigas mesmo. Aquelas em pb com a borda cortadinha, sabem como é? Poses bem arranjadas e perfis combinados. Várias lembrancinhas de 1 aninho dos meus primos, a minha própria e a da minha irmã. Coisinhas mais fofas! Dalvinha “nos trinques”, louríssima! Fotos e mais fotos muito legais que geraram o seguinte comentário de Carol (filha caçula de meu primo número 3 – somos 7 e eu sou a número 5): “Pôxa, vocês são velhos mesmo, hein? Quanta foto em preto-e-branco!!!!” Por isso, em sua homenagem, Carol Almeida (Simas por parte de pai) em PB:
O problema da tarde em família foi quando se descobriu o acervo do Seu Oscar, o Papparazzi. Se eu tivesse que resgatar todas as fotos nas quais apareço horrorosa – seja brega ou feia mesmo – estaria falida. Algumas valiam muito dinheiro, mesmo (uma delas com um indescritível lencinho vermelho amarrado no pescoço). Tudo bem, década de 80 e muitas fotos foram mal-tiradas mesmo (hehehe). No fim, me perdôo, mas nunca mais remexo aqueles álbuns. Never! Jamais!
sexta-feira, 14 de janeiro de 2005
Colcha de retalhos
Sábado foi dia de Show do Oswaldo no Claro Hall e me dei conta de duas coisas. A primeira é que é um saco ir a um show sozinha. Não ter com quem comentar as músicas, as piadinhas, as lembranças que as músicas despertam é chato mesmo. Tá, até dá pra conversar no dia seguinte, contar pra mãe, etc. Mas não é a mesma coisa. Perde-se muito do que aconteceu ali na hora. E a segunda é que, se eu não fosse mais uma vez por não ter companhia, teria sido muito pior. A trupe toda no palco: Zé Alexandre, Sergio Chiavazolli, Eduardo Costa, Lui Coimbra. Público cantando junto. Poxa, valeu muito a pena, mesmo estando desacompanhada. Como pode? Coisas de Claudinha...
A semana desde então – excetuando-se o ritmo acelerado já citado e uma gripe (ou seria virose?) que me sugou as forças um bocado – prosseguiu sem grandes novidades. Não consigo terminar o livro que estou lendo (REIMAM, Joey. “Idéias”). Acho que o texto está muito repetitivo e isso piora cada vez que tento retomar a leitura e, conseqüentemente, preciso voltar uma ou duas páginas pra me situar. Mas vou terminá-lo ainda em janeiro. Questão de honra e, como muito bem diz João Gurgel: “a morte antes da desonra!”.
Na TV teve a estréia do BBB5, mais sem graça que os anteriores. Eu até tinha pensado em tentar assistir com um pouco mais de boa vontade dessa vez, mas não consigo. É mais forte que eu e acabo mudando de canal. Estreiou também “Hoje é dia Maria”. Aliás adorei “...Maria”. Mesmo com o sotaque exagerado super criticado. Achei tudo muito bonito, uma produção caprichada mesmo. Primorosa (essa é a palavra e que não sai da minha cabeça desde um dos churrascos de fim de ano aqui na empresa)! E as músicas, então? Tudo muito legal mesmo. A impressão que eu tive era que eu estava lendo a TV. Um livrinho de história em audio e video. Gostei muito. Pena que não consegui assistir ontem e hoje minha agenda também não vai permitir: show do Milton Guedes no Partitura. Imperdível! Depois conto como foi.
Antes de terminar, é só comigo ou mais alguém se assusta com o “carinha” que fica bisbilhotando os caixas eletrônicos do HSBC? Aquele cartaz me irrita profundamente porque eu sempre acho que tem mesmo alguém de soslaio atrás de mim ... Ninguém merece!
segunda-feira, 3 de janeiro de 2005
Que venha 2005!
Foi um super feriado. Reencontrei muita gente querida e conheci pessoas maravilhosas das quais eu só havia ouvido falar. Foram muitas horas atualizando os assuntos, me divertindo bastante e ouvindo intermináveis comentários sobre o bicampeonato do Santos. A virada foi na beira da praia, em excelente companhia, devo dizer! Resumindo, foi um feriado bem agitado e acabei impedida de fazer a tradicional retrospectiva do ano.
Pra ser bem sincera, não sei mesmo se quero fazer retrospectiva. Basicamente, 2004 foi um ano de decisões importantes. Grandes reviravoltas. Mas que poderia ter passado sem os problemas causados por alguns tropeços e erros que só agora sei que poderiam ter sido evitados. Muitas mudanças e, taurina que sou, muita resistência também. Mas acho que a palavra de ordem para a minha vida em 2004 foi reencontro. Pode parecer piegas, mas devo ao Orkut os melhores momentos do ano. Tudo o que ele fez foi me reaproximar de pessoas que eu nem ousava mais sonhar reencontrar, fosse apenas reestabelecendo o contato ou mesmo proporcionando encontros de verdade, com abraços demorados e tudo. E tem sido maravilhoso. Mais que isso até. Uma verdadeira retomada de inspiração.
Planos para 2005? Não sei, sempre tive medo de fazê-los pra mim mesma e não cumpri-los ficando com minha consciência de juiz. Escrever, não sei se é uma boa idéia! Bom, mas vamos lá... começou, ta começado:
1) Ser menos preguiçosa e aproveitar melhor cada dia.
2) Voltar a estudar.
3) Ser menos implicante.
4) Cuidar de mim. Não vou fazer dieta (me alimento até muito bem) mas preciso me movimentar... E isso vai ser um problema! Ô!
5) Gastar menos (ou gastar melhor, se é que é possível).
6) Tomar mais cuidado para retornar todos os e-mails e telefonemas que recebo.
7) Ficar perto de quem me faz bem.
8) Ficar perto de quem precisar de mim.
9) Não perder o contato com aqueles que reencontrei em 2004.
10) Voltar a tocar um instrumento (isso depende diretamente do item 5).
11) Voltar a ir mais ao cinema. 2004 foi um desastre nesse sentido.
12) Ser feliz todos os dias. Um dia de cada vez, como tudo na vida.
Não está em ordem de prioridades e tenho certeza de que muita coisa ainda está de fora. Mas já é um avanço e tanto listá-las assim, publicamente. Vamos ver como eu me saio.
Finalizando, inspirada que estou, que desejo a todos um 2005 com todas as oportunidades do mundo assim como a mente aberta para enxergar cada uma delas e a força para perseguí-las e conquistá-las. Que consigamos realizar nossos sonhos, viver nossos amores, curtir nossas famílias e tocar nossas vidas com muita alegria, bom-humor e pessoas queridas à nossa volta. Super beijo!