segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Touchdown!!!!!

Mesmo quem não leu o perfil, ali ao lado, deve ter reparado que, como vira e mexe eu comento alguma coisa sobre football, é porque devo gostar da tal bola oval sendo jogada com as mãos pelos norte-americanos. Pois é. E hoje foi dia de nada mais, nada menos que o Super Bowl XLIII! Arizona Cardinals contra Pittsburgh Steelers em Tampa Bay City, na Flórida. Meu primeiro Super Bowl ao vivo foi o de número 41, há dois anos, quando torci ardentemente para o Chicago Bears que perdeu para o Indianápolis Colts de Peyton Manning e Cia. Hoje enxergo melhor as jogadas e curto muito mais o jogo. E que jogo, senhoras e senhores! O Metalúrgicos de Pittsburgh eram os claros favoritos, não só pela campanha durante a temporada de 2008 mas também pela tradição do clube que jogou sua sétima final buscando o hexacampeonato.

No primeiro quarto do jogo parecia que tal favoritismo estava confirmado. Mas o que vale pro futebol daqui, também vale pro football de lá: jogo se ganha dentro das quatro linhas e o segundo quarto foi dominado pelos valentes Cardeais. A segundos do fim do segundo quarto do jogo veio uma das jogadas mais sensacionais que eu já assisti: o Cardinals estava a uma jarda do touchdown e sofreu interceptação do digníssimo James Harisson que retornou 100 jardas (pouco mais de 90 m) para marcar para o Steelers. O cara - grande pra caramba e que não é atacante - roubou a bola a menos de 30 cm da própria end zone e correu o campo inteiro para pontuar. Segundo a ESPN, o maior retorno de interceptação para touchdown de toda a história do Superbowl. Fim do primeiro tempo: Steelers 17 x 7 Cardinals.

O show do intervalo é praticamente incomentável, se é que existe essa palavra. Com 24 minutos de duração (o intervalo de um jogo da temporada regular dura apenas 12 minutos), assistimos a um impecável show de organização. Podemos falar o que quisermos dos americanos, mas eles entendem de entretenimento. O palco é montado e desmontado durante o intervalo e o show do artista dura em média 12 minutos. Já passaram por ali Elton John, Paul McCartney, Rolling Sotnes, Prince e outros monstros sagrados da música mundial. Esse ano foi a vez de "The Boss" Bruce Springsteen e sua E Street Band. Foram 4 musiquinhas, incluindo Working in a Dream e fechando com Glory Days perfeitamente sincronizados com fogos de articício de arrepiar.

Antes do jogo eu achava que ia dormir no intervalo, perto de 23:30... Ledo engano.

Sobre o segundo tempo eu não vou conseguir escrever a altura. Foram duas viradas de jogo, a menos de 3 minutos do final da partida. O Cardinals virou para 23 x 20, com recepção e corrida de Larry Fitzgerald - novo recordista de TDs na pós temporada - e o Steelers marcou o touchdown do título menos de 2 minutos depois, com uma jogada fantástica do "Big" Ben Roethlisberger para um preciso Santorio Holmes (eleito o MVP da partida), e fechando em 27 x 23 seu 6o. título em um Super Bowl. O que me impressiona é como um jogo pode ser tão emocionante considerando a frieza com que os quarterbacks têm que jogar até o último segundo. Muitos passes certeiros e recepções perfeitas. Show de jogo, torcida, transmissão, tudo. O triste é ter que esperar até setembro para a nova temporada...

PS: Sobre os comerciais mais caros do mundo, aos quais eu me referi antes, eles já estão disponíveis no site da NFL, aqui.

Updates às 23:00 :
- Discurso do quarterback Kurt Warner do Cardinals sobre a derrota: "Estou orgulhoso do nosso time. Talvez seja por isso que não me sinto tão mal pela derrota. Esses caras superaram as expectativas de todos e foi muito divertido jogar ao lado deles. Tiro meu chapéu para os Steelers. Eles fizeram jogadas sensacionais... Eles venceram. Não fomos nós que perdemos." Quando eu crescer quero ser superior assim que nem ele!
- Galeria de fotos, cortesia da Globo.com, aqui.
- Já asssiti aos comerciais. Meus preferidos são os da Pepsi (alguns), Doritos (quase todos), Pedigree, Monster.com, Audi (com o Jason Statham), Careerbuild.com, Cars.com e o da Sobe com os jogadores. Tenho que reconhecer que o da - errr - Bridgestone, com o casal Sr. e Sra. Batata, também é muito bom. Ah! E também tem o trailer de "Monters vs Aliens" que é hilário e tem 1:30min (lembrem-se: 30s = USD 3 MI). Vocês acham que são muitos os preferidos? No site na verdade são quase 80 comerciais com os filmes deste e do SB XLII. Mas pra mim deu empate na escolha do number 1: esse e esse. Que irônico...

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Sabotaram minhas ferias

(fé.ri:as)
sfpl.
1 Dias consecutivos para descanso de trabalhadores e de estudantes, após um período anual ou semestral de atividade (férias regulares; férias de meio de ano).
[F.: Pl. de féria.]

Aí vem o governo e aumenta para 60% os produtos importados sujeitos à Licenciamento Prévio Não Automático. Putz. Se já não bastasse a chuva e o pouco dinheiro. Explicando: quem quiser importar algum produto dentre os listados, precisará pedir autorização prévia ao governo federal que irá analisar caso a caso. Não é exagero. É assim mesmo. Existem especialistas para isso, mas euzinha não acho que esse é o melhor jeito de lidar com a crise. Barrar importações para requilibrar a balança deficitária por causa da crise? Nem os exportadores engolem essa. Quem vai conseguir manter o nível de produção com um prazo que vai se extender sem avanço agregador de valor por mais de 60 dias? Como se preservarão os empregos que restaram assim? Para quem não teve paciência de ler nos jornais, os setores afetados são a indústria de moagem (trigo), plásticos, borrachas, ferro e aço, obras de ferro fundido, cobre e alumínio, bens de capital, máquinas e aparelhos elétricos, têxteis, material de transporte (autopeças), automóveis e tratores, aparelhos ópticos e instrumentos cirúrgicos. Ou seja, se repararam nos negritos, estou frita.

É essa a liderança que o Brasil está tentando impor junto aos organismos internacionais? Dizendo que os países ricos têm excesso de protecionismo durante os discursos inflamados de nossos diplomatas e implantando a prática da mais banal barreira do comércio internacional? Só falta dizerem que não cabe nenhuma retaliação e que os exportadores (aqueles que conseguirem manter suas fábricas funcionando) não têm com o que se preocupar pois vão continuar exportando normalmente. Duvido... Que papelão! Grande burrada!

Com a palavra, meu Patrono.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

A Crise e a Criatividade

Acabei de ler no Bluebus que a Columbia não anunciará seu blockbuster do próximo verão no intervalo do Super Bowl (1 de fevereiro, direto de Tampa Bay, com transmissão ao vivo na ESPN) como de costume. Em vez disso, o trailer de 2012 estimula a busca do termo no Google. Assim mesmo: "2012". Ou seja, em vez de desembolsar alguns milhões no intervalo mais caro do mundo (no ano passado, 30 segundos valiam USD 2,7 milhões) o estúdio investe na curiosidade humana e dribla o mercado sem precisar pedir um tostão verde aos investidores ou futuros credores falidos, quer dizer, bancos. Gostei. Lamento um pouco porque os comerciais do Super Bowl são um show a parte e se a moda pega... Bom, mas torço imensamente para que a multinacional na qual trabalho também tenha essa criatividade e jogo de cintura para driblar a marolinha.

  

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Picasa e eu

Na Revista Digital d'O Globo de hoje, Cora Rónai escreve tudo o que eu não consegui escrever sobre o Picasa 3. É o editor de fotos do Google que eu uso desde que fiquei órfã do Kodak EasyShare há uns dois anos. Na verdade primeiro eu conheci o Álbum da Web. Estava sem alarde algum lá na página inicial do Google e achei muito mais simples para minha utilização do que o Flickr. De lá pra cá nunca mais anexei mais do que 3 fotos em um email. Só compartilho álbuns. Baixei o aplicativo pouco tempo depois e passei a usar para pequenos acertos, como corte e acerto de contraste. Nada muito elaborado mas mudou minha vida. Até então eu não fazia nenhum tratamento nas imagens. Eu nunca tive muita paciência para as variadas versões do Photoshop e a simplicidade do Picasa caiu como uma luva.

Agora foi lançado o Picasa 3 cheio de novidades. Maiores detalhes e melhores comentários vocês podem encontrar no internETC da Cora. Vou me dedicar aqui a dois pontos que eu achei simplesmente fantásticos. O primeiro é o visualizador de imagens que dá de mil no similar que vem no Windows. Sem exagero. Além de sua transparência ser um charme a parte, ele faz com que todas as fotos pareçam leves. Muito legal. O outro ponto que eu quero destacar é a ferramenta de Tags de nomes dos álbuns da web.

Deixem-me até mudar de parágrafo. Estou completamente deslumbrada. Para mim, cores e formas na visão de dentro para fora do PC seriam apenas um punhado de pixels. Bom, meus amigos sabem que eu tiro é foto. Colocar tags em tantas fotos parecia um trabalho impossível que eu nunca faria. Até que bichinho começou a fazer o reconhecimento de imagens por similaridade. Eu marco uma foto e a ferramenta simplemente varre todas as outras procurando rostos parecidos e sugerindo a marcação. Muita gente vai dizer que isso não é novidade (já que existem OCR e variações há séculos), principalmente para uma pessoa antenada como eu (?!?!). Outros vão dizer inclusive que o Google vende ferramentas assim para uso da NASA, do Pentágono ou mesmo da ABIN. Tudo bem, pode até ser, mas euzinha, usando em minha casa? Deu até arrepio. Hoje tenho mais de 90% das minhas fotos marcadas. Posso compartilhar as fotos individualmente, por álbum ou por pessoa. Ou seja, posso marcar todas as 372 fotos da Silvete e compartilhar com ela somente estas fotos, independente do álbum em que estejam. Fascinante!

Obs.: Dona Cora prometeu mais comentários na semana que vem. Aguardando ansiosamente! =)

O Curioso Caso de Benjamim Button

O novo filme de Brad Pitt estreia (errei ao tirar o acento?) nos cinemas em 16 de janeiro. O Curioso Caso de Benjamim Button é um drama baseado no conto homônimo de 1922 do norte americano F. Scott Fitzgerald, que narra a história de um homem que nasce com 80 anos e na medida que os anos vão passando, começa a rejuvenescer. Benjamin conhece o amor aos 50 anos de idade quando se apaixona por uma mulher mais jovem, interpretada por Cate Blanchett. O conflito é óbvio: ela envelhece normalmente enquanto nosso herói fica mais jovem a cada minuto. Sobre o filme, por enquanto só temos as dicas dadas por algumas críticas, que a propósito, foram implacáveis com o diretor David Fincher. Entretanto, o fascínio exercido pela singular narrativa original está presente em todas as resenhas que li sobre o conto original. Isso para mim já é o bastante para fazer valer os 9, 12 ou 15 reais da entrada do cinema. Comentários pessoais sobre o filme e o conto, após isso.
 
Curiosamente, em dezembro de 1977, Chico Anysio apresentou no Fantástico a crônica "Nascer velho e morrer criança", de Marcos César. A nossa memória é estranha porque, inexplicavelmente, eu tenho essa crônica viva na memória apesar de ter apenas quatro anos na época. Não me lembro se assisti em alguma reprise, mas tenho certeza de que é uma lembrança muito antiga. Quando vi o trailer de “O Curioso...”, na mesma hora me lembrei do quadro e fiquei curiosa pra saber se foi coincidência ou adaptação... Não achei nenhuma outra referência na web além dos vídeos disponíveis no site do programa então vou continuar a viver com a dúvida. Vejam o trailer do filme e o vídeo do Fantástico.





quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Retrospectiva importada do Inagaki

Ela é tão boa que não dá nem para copiar só um trechinho. Aqui.

PS: Meus votos já tinham sido postados antes, mas aproveito para saldar a chegada de 2009 relembrando a última tirinha de Calvin e Haroldo:



E que venha 2009! Let's go exploring!

Navegar é preciso; Economizar energia também


"Bom dia. Meu nome é Cláudia e eu sou Googledependente."

Nunca escondi de ninguém que para mim, um dia, o Google ainda vai dominar o mundo. Além da ferramenta de busca e do orkut, eu ainda uso o iGoogle, o picasa, o blogger, o talk, o youtube, o earth, o docs e o maps. Ainda não tenho o G1, mas isso é questão de tempo. Se um dia a Google acabar com seus produtos ou serviços, além de vários inconvenientes, é capaz de provocar a perda da minha identidade ou mesmo uma crise de generalisada de personalidade. Errr, bom, navegando no Gizmodo, deparei-me com um usuário que fazia a divulgação do http://www.googlenight.com/ http://www.eco4planet.com/pt/ e obviamente fui verificar do que se tratava. A única coisa que não ficou muito clara para mim se é um layout alternativo do próprio Google. Mas vá lá. A idéia é que a tela preta, além de um visual mais simples e rápido, faz com que o monitor gaste 20% menos energia para exibí-la do que a tradicional tela branca.

O "sistema Google Pesquisas Personalizadas" está lá e funciona tal qual o original. O plus a mais é a intenção de demontrar que pequenas ações diárias podem gerar economia de energia, resultando em menores gastos e outros benefícios. Até o fato em si de visualizar a tela preta faria com que o usuário se lembrasse de economizar energia constantemente em seu cotidiano. Como o próprio site explica, "economizar energia é uma forma de ajudar o planeta uma vez que para geração de eletrícidade incorre-se no alagamento de grandes áreas (hidrelétricas), poluição do ar com queima de combustíveis (termoelétricas), produção de lixo atômico (usinas nucleares), dentre outros problemas ambientais". Ainda segundo site, uma versão preta do Google economizaria em torno de 750 Megawatt (estimando a sua utilização mundial), energia suficiente para atender 600 mil domicílios.

No jornal O Globo de hoje, o colunista Anselmo Gois noticia que o Ministro Carlos Minc do Meio Ambiente estuda a redução de 3 metros na altura do reservatório de água da Usina de Balbina, no Amazonas. Tal medida reduziria a capacidade de geração de energia em parcos 8 MW de energia elétrica e devolveria 575 Km² de área fértil para agricultura ou reflorestamento. Apesar de ser considerada por muitos o maior desastre ambiental da história do Brasil, a usina de Balbina produz apenas 250 MW.

Ou seja, em tempos tais que nenhuma decisão tem consequências isoladas, a sugestão de começar a economizar energia na telinha do nosso PC não é assim nenhum delírio escabroso, não é mesmo?

Cotidiano - Resoluções de Ano Novo

Qual a dessas é a sua resolução preferida? Eu voto no Dunga! =)

domingo, 28 de dezembro de 2008

Message Personnel



Au bout du téléphone
Il y a votre voix
Et il y a des mots
Que je ne dirai pas
Tous ces mots qui fonts peur
Quand ils ne font pas rire
Qui sont dans trop de films
De chansons et de livres
Je voudrais vous les dire et je voudrais les vivre
Je ne le ferai pas,
Je veux, je ne peux pas
Je suis seule à crever, et je sais où vous êtes
J'arrive, attendez-moi, nous allons nous connaître
Préparez votre temps, pour vous j'ai toute le mien
Je voudrais arriver, je reste, je me déteste.
Je n'arriverai pas,
Je veux, je ne peux pas
Je devrais vous parler
Je devrais arriver
Ou je devrais dormier
J'ai peur que tu sois sourd
J'ai peur que tu sois lâche
J'ai peur d'être indiscrète
Je ne peux pas vous dire
Que je t'aime peut-être

Mais si tu crois un jour que tu m'aimes
Ne crois pas que tes souvenirs me gênent
Et cours, cours jusqu'à perdre haleine
Viens me retrouver
Si tu crois un jour que tu m'aimes
Et si ce jour-là tu as de la peine
A trouver où tous ces chemins te mènent
Viens me retrouver
Si le dégoût de la vie vient en toi
Si la paresse de la vie
S'installe en toi
Pense à moi, pense à moi

Mais si tu crois un jour que tu m'aimes,
Ne le considère pas comme un problème
Et cours, cours jusqu'à perdre haleine
Viens me retrouver
Si tu crois un jour que tu m'aimes
N'attends pas un jour, pas une semaine
Car tu ne ais pas où la vie t'emmène
Viens me retrouver
Si le dégoût de la vie vient en toi
Si la paresse de la vie
S'installe en toi
Pense à moi, pense à moi.


(Françoise Hardy / Michel Berger)

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Feliz Natal e um Maravilhoso 2009

Que em 2009 nós sejamos capazes de abandonar sentimentos mesquinhos que contaminam nossos dias.

Que tenhamos tranqüilidade e discernimento para fazer o que é justo e correto para nós e nossos semelhantes.

Que conheçamos a satisfação plena de sentir-se útil.

Que possamos ver sorrisos abertos à nossa volta, como se fôssemos todos crianças.

Que sejamos capazes de irradiar luz e paz àqueles que nos cercam e nos amam.

Que enfrentemos as necessidades de mudança e que elas não sejam apenas mais uma lista na virada do ano.

Que sigamos sonhando.

Que sejamos todos muitos felizes!

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Amenidades no cafezinho....

NM: “E aí Querida ! Conseguiu o DJ?”
LG: “Sim, fechei com aquele que me indicaram, o Crivela.”
NM: “Crivela?! Não seria Trivela?”
LG: “Ai que mico, Amiga! Imagina a cena: a festa rolando e o DJ coloca pra tocar ‘Ergue-ei, as mã-ãos...’ ! ”
NM: “Mas Anjo, quem canta essa música não é o Pe. Marcelo?”

Hein?!?!?!

Obs.: Publicado com a devida autorização de LG que obviamente pediu para que não revelássemos sua identidade.

sábado, 6 de dezembro de 2008

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Agora não

Tô sem paciência, sem saco, sem dinheiro
Sem benevolência, sem tato, sem ponteiro
Tô sem pressa, sem calma e sem salto
Sem travessa, sem palmas e sem asfalto
Tô sem torpor, sem brilho e sem porte
Sem cobertor, sem trilho e sem norte
Tô assim, ximfrim, sem sim nem querubim
Quem sabe, mais tarde, a vontade volte pra mim?





Imagem original aqui

Ajuda à SC

Transcrito d'O Globo de hoje:
Defesa Civil alerta para falsos e-mails:
A Defesa Civil alerta a população que deseja colaborar para tomarem cuidado com falsas mensagens de ajuda, enviadas por e-mail, divulgando números de contas bancárias para depósitos de doações em dinheiro.
De acordo com os técnicos da Defesa Civil, o órgão não envia mensagens eletrônicas com pedidos de auxílio aos desabrigados. As contas oficiais para depósito de ajuda são divulgadas pelo site da Defesa Civil em
www.defesacivil.sc.gov.br .

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Novos Erros


Todos cometemos erros. Teoricamente, de todos os erros, ficam as lições. E nem sempre o errar de novo é sinal de burrice. Acredito no tentar de novo de forma diferente. No mistério do saber tentar de forma diferente. Pode não dar certo e resultar no mesmo erro. Mas o que quero é exaltar o prazer da tentativa. Da nova busca. Dizem (eu sei: vem aí mais um clichê) que a felicidade não está no fim do caminho, mas na apreciação do percurso. Então que seja o erro ou o acerto o fim do caminho, mas por que não se entregar à aventura de um novo percurso? E quantos erros fomos nós que cometemos? Todos cometemos erros. Erramos com as pessoas e elas também erram conosco. E se erram, pode ser proposital ou não. Tudo bem, você vai dizer que eu sou uma otimista que dificilmente acharia que foi premeditado. Mas o fato é que nem sempre o é. E sendo ou não, por que tocar nossa vida em função dos erros dos outros? Porque dói? Bom motivo. Não tenho argumento para a dor. Principalmente para dor de coração. Como dói doído. Turva os olhos e arde a mente. Dói com raiva e angústia e melancolia e desespero e descontrole. Eu sei. Tudo porque alguém errou. E deve ter errado feio. E agora? Trabalho, trabalho, trabalho. Será que passou? Não sei. Será que vai passar em breve? Não sei. Só sei que eu adoraria tentar acertar e, se tiver que errar novamente - ou mesmo se errarem comigo - que sejam outros erros. Novos erros. Não os desejo, não sou louca, tão pouco mártir. Mas posso dizer que estou preparada para eles.

Inspirada por este trecho do Eduardo Lamas:

"Por medo, muitas vezes voltei à segurança antes do tempo. Por deslumbramento, por vezes fiquei tempo demais no ar e quase me esborrachei lá embaixo. Agora, como fruto desses erros, como sobrevivi, mais escaldado estou para enfrentar a água fria. Não, não sou mais o gato assustado de outrora, o medo cessou. Quem sabe quando estiver no fim da linha ele não retorne? Porém, também não me enganarei tão facilmente. Cometerei, sim, erros; porém novos. Novos erros, eis o que aguardo."

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Inveja Branca

Se é que existe essa m....
Fato: queria escrever assim.
Dica da Ida. Valeu Bonita!

domingo, 23 de novembro de 2008

Sai Encosto!

Quando reeditei o template do TdS em junho deste ano, minha intenção era realmente reabitar o espaço. Avivá-lo e trazer de volta ao cyberespaço os comentários e pensamentos desta mente avoada (santo antagonismo, Batman!). Pois é. Mas a inspiração que é boa não veio. Deixei vídeos, imagens e algumas muitas frases soltas que fui tentada a compartilhar, mas nada de muito complexo. Esta semana, lendo o Le Monde Diplomatique de novembro – coisa que não faço há tempos – eu tive a grata surpresa de encontrar um artigo que remete à minha inércia literária. Nos dois sentidos: ler e escrever.

Renata Miloni escreve em “Quando a literatura se despede de suas histórias” que meu caso não é isolado. Primeiro porque é mais fácil ver que ler. Segundo porque a ficção no audiovisual tende a ter mais atrativos do que no papel frio. Terceiro, os autores e críticos literários insistem em pensar que literatura não é para qualquer um enquanto os roteiristas (também chamados por Renata de autores) escrevem suas histórias para qualquer um. Um outro fator citado por Renata e do qual eu discordo um bocado é o fato de que na TV ficamos com o gostinho de quero mais característico dos seriados, argumento que ela embasa citando a série Harry Potter. Discordo porque não lemos um livro em uma hora, que é o tempo bruto de um episódio na TV. Fica sim o gostinho de querer saber logo o que vai acontecer. Mas o que me impressionou nesse artigo foi a afirmação de que o escritor brasileiro se apega ao sofrimento para escrever. Pior, apega-se à apenas uma forma de sofrimento, ignorando nuances e uma variedade de temas para fazer de sua obra um “samba de uma nota só”.

Voltando ao meu cotidiano, não tenho lido nada. No jornal, apenas esportes e a coluna do Ancelmo. O último livro que li foi “Travessuras da Menina Má” de Mario Vargas Llosa. Apesar de ter gostado muito do livro, demorei séculos para terminá-lo. Que vergonha! Quando fico em casa, me prostro em frente à TV e lá fico absorvendo uma infinidade de filmes e seriados, em sua grande maioria repetidos. Não estou com paciência para novidades. Navego um pouco, mas logo perco a paciência. Assim absorvo o pouco tempo que tenho para ler. Mais alienada, impossível.

Escrever então, nem se fala. Antigamente – e basta visitar os arquivos do blog para comprovar – era fácil falar e escrever sobre a maioria dos assuntos. Mas como já repeti zilhões de vezes, escrever para mim é um exercício. E meus neurônios estão atrofiados. Tenho estado bastante desestimulada – pelos motivos errados, eu sei. Só que tal motivo me serve de "desculpa esfarrapada" e não consigo resolver este imbróglio aqui, na minha cabecinha e, assim, essa "desculpa esfarrapada" continua servindo de verdade. Quanto ao apego ao sofrimento, definitivamente não serve para mim. Preciso de tranqüilidade e bom humor para escrever sobre coisas variadas, algumas até sofridas, mas de preferência coisas leves. Uma ligeira mudança em minha vida provocou uma brisa de ar fresco e acho que não devo deixá-la – a brisa – passar (o que quer que aconteça com relação a esta novidade não está no meu controle, mas me deu um “quê” de inspiração e decidi não desperdiçar). Estou aqui hoje, para espantar este desestímulo, esse fantasma em forma de “desculpa esfarrapada” na marra. Sai, encosto! E vamos ver no que dá. Assim, depois de um suspiro profundo e confortador, posso dizer-lhes “até breve”.


Imagem original aqui.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Bem-vindo à minha vida


Por uma deliciosa parceria!
PS: Nunca mais verei Pulp Fiction do mesmo jeito...

Imagem original daqui.

domingo, 9 de novembro de 2008

O que tenho feito...

Arquivado fotos
Bancado a boba
Caminhado regularmente
Dormido pouco
Evitado carboidratos
Fotografado tudo
Gerado expectativas
Hibernado bastante
Ido ao cinema
Jogado sinuca
Liberado espaço
Mudado opiniões
Nutrido paixões
Observado demais
Pintado o cabelo
Quitado dívidas
Relido livros
Sambado menos
Trabalhado muito
Utopicamente persistido
Vivido extremos
Xeretado um bocado
Zombado dos imbecis