quinta-feira, 28 de maio de 2009

A ultima angústia que não passa

É isso
Fecho meus olhos e sinto seu cheiro e sinto seu gosto e ouço sua voz baixinha em meu ouvido
E quando eu os abro, não há ninguém além da lembrança da outra noite
E isso dói
É isso
Tem momentos que vejo um mundo inteiro nos seus olhos e no segundo seguinte uma neblina infinita
Porque você o esconde de mim e você se esconde de mim e some, instantaneamente, ainda que presente
E me olha mas não vê, fazendo-me transparente sem querer, eu sei, mas eu percebo o olhar distante
E como dói
É isso
Queria parar de chorar e ser feliz com o que temos e lhe ver como você me vê
Queria ter coragem
Aquela coragem quase insana necessária pra lhe falar o que sinto
Dividir o meu aperto e abrir o meu peito e expor minha jugular
Mas só de pensar em pegar seu rosto com minhas mãos e lhe obrigar me ver do jeito que quero...
E eu já lhe vejo abaixando o rosto e virando-se de costas e partindo e indo embora devagar e decididamente e não sei se posso lidar com isso
Porque isso dói
É isso
Hoje só me sinto uma idiota que percorre essas fatídigas quatro ruas pra se perder novamente
Que procura numa migalha a droga pra se enganar e que muda suas resoluções como lhe convém para conseguir conviver com essa dor
Ô inferno ingênuo esse que em seu emaranhado de rabiscos me enclausura mesmo sem saber!
E pior, do qual eu não consigo sequer saber se quero me libertar...
É isso

sexta-feira, 1 de maio de 2009

O meu mais triste 1º de maio

Não era a época da altíssima conectividade tal como vemos hoje. Meu 1º de maio de 1994 teve uma manhã normal, com reunião do Clube de Castores de São João de Meriti de 9 as 11 (único compromisso que me fazia perder a transmissão de uma corrida de Fórmula 1) e volta pra casa para o almoço de domingo com a família. Não tinha internet, celular, twitter, nada disso. Velhos tempos.

Assim, ao chegar em casa, meu pai me chamou com formalidade e me deu a notícia do acidente com Ayrton Senna. Seu tom era grave e sério como se estivesse se referindo a alguém da família. Eu olhava para ele e para a TV sem entender direito o que acontecia. Não podia ser verdade, não o Senna. E o choro que começou naquele instante só pararia dias depois – junto com o resto do país.

Não é novidade dizer que o Brasil parava para ver Ayrton Senna passar. O tricampeão tornou-se mais uma inspiração esportiva adotada pelo povo (e reforçado pela mídia) para resgatar em seus corações “o orgulho de ser brasileiro”. A “briga” eterna entre os fãs de Senna e Piquet rendia discussões quase tão acaloradas quanto aquelas que aconteciam entre torcedores de Flamengo e Vasco. São inúmeros os momentos inesquecíveis de Senna na memória do brasileiro. Não à toa ele virou o “o rei da rua”, “o rei da chuva”, “o ‘Rei’ de Mônaco”. Ele tinha o carisma que nenhum outro piloto conseguiu demonstrar desde então. O Brasil ensaiou adotar herdeiros deste carisma em outras categorias esportivas e quase conseguiu com Gustavo Kuerten. Digo quase porque no fundo não era a mesma coisa. Não que os novos ídolos não sejam merecedores, mas arrisco dizer que enquanto tivermos as corridas de Ayrton Senna tão vivas em nossa memória, nossos corações estarão subconscientemente fechados. Talvez daqui a mais uma ou duas gerações estejamos prontos para um novo ídolo.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

O Filme da Minha Vida

Uma dúvida passou a me atormentar desde o primeiro momento em que me dispus a participar da Blogagem Coletiva "O filme da minha vida" promovida pelo Blog Fio de Ariadne: qual é o filme da minha vida? Descobri simplesmente que eu não sei responder a essa pergunta. Tenho alguns muitos filmes que representam um tanto da minha vida, vocês podem ver isso caixinha aqui ao lado sb o título de Cine Paradiso. Mas qual deles eu poderia dizer que é O filme? Não sei. Resolvi então adotar um critério um tanto ilógico. Como vivemos na era do roteiro adaptado, resolvi escolher para este post o filme que, para mim, representa o maior desafio de adaptação de todos os tempos. Aquele que me permitirá dizer aos meus netos: "faço parte da geração que viu este Best-seller tornar-se um mega blockbuster sem decepcionar a maioria esmagadora dos fãs". Assim a escolha fica óbvia. Estou me referindo à trilogia de O Senhor dos Anéis.

Faço parte dos milhares de fãs dos contos de J.R.R. Tolkien. Li O Hobbit e na seqüência os três livros da trilogia literária, A Sociedade do Anel, As Duas Torres e O Retorno do Rei além de O Silmarillion, Contos Inacabados e As Aventuras de Tom Bombadil. Tornei-me consumidora de tudo o que se referia à Terra Média: livros, jogos, ilustrações, RPGs PBMs, etc. Assim, ao tomar conhecimento dos planos de Peter Jackson de levar a trilogia para o cinema, eu passei a acompanhar toda e qualquer notícia da produção e fiquei com um elefante, ou melhor, um olifante atrás das orelhas. O que iriam fazer com todo o mundo mágico que existia dentro da minha cabeça? Com todas as paisagens descritas no detalhe por Tolkien e que eu tinha tão claramente gravadas em minha memória literária. Pois Jackson conseguiu o que 99% dos fãs acharam que ele não conseguiria: ser fiel a Tolkien. É claro que três enormes volumes não poderiam ser levados impunemente às telonas, mas as escolhas dos cortes feitas por Jackson em nenhum momento comprometeram o cerne da estória.

Esqueça tempo e espaço tal qual o conhecemos e você se verá na Terceira Era, acompanhando o conflito contra o mal numa terra fantástica e única, chamada Terra-Média, onde um jovem hobbit recebe de presente de seu tio o Um Anel. Tal presente se transforma numa inesperada aventura para destruir o Um Anel e, consequentemente, assegurar a destruição de Sauron, a personificação do mal na Terra Média, senhor de Mordor e criador dos Anéis de Poder. Juntam-se a Frodo Bolseiro (Elijah Wood) oito companheiros, representantes dos vários povos da Terra Média, os humanos, hobbits, elfos, anões e um poderoso mago, que iriam auxiliá-lo na árdua tarefa e acompanhá-lo por uma jornada de perigo, medo, adversidades e encontros com criaturas bizarras e fantásticas. A "Sociedade do Anel" logo se fragiliza e se quebra, restando a Frodo continuar sua jornada acompanhado apenas por seu amigo fiel, Samwise Gamgee (Sean Astin), e pelo traiçoeiro Gollum (Andy Serkis), um dos antigos possuidores do "Um Anel". Ao mesmo tempo, o mago Gandalf (Ian Mckellen) e o humano Aragorn (Viggo Mortensen), herdeiro exilado do trono de Gondor, lutam para reconstruir a aliança entre os Povos Livres da Terra Média em uma guerra, a Guerra do Anel, contra Sauron.

Absorvi os filmes com a mesma voracidade com a qual havia devorado os livros anos antes. Fui para fila do cinema 3, 4 horas antes do início de cada um dos filmes. Me deslumbrei com a transformação da Nova Zelandia em Terra Média. Fiquei irritada com a erotização da Arwen e a mínima aparição de Galadriel. Mas fiquei fascinada como as diversas raças e povos foram cuidadosamente construídas, ganhando vida aos nossos olhos, desde os hobbits, anões e elfos até os orcs, nazgûl, olifantes, ents e, principalmente por que não, o asqueiroso e pegajoso Gollum.
.
É isso! Deixo os clássicos queridos para cinéfilos e cinéfilas mais versados e mais entendidos do que eu e fico com a trilogia que virou uma espécie de identidade. Alguns amigos comentam entre si: "quer saber de 'O Senhor...', fala com a Claudinha". Acho que foi a escolha mais acertada. E finalizo esta homenagem citando Gandalf e uma verdade que vale para o filme ou para vida real: "All we have to decide is what to do with the time that is given to us."

quarta-feira, 1 de abril de 2009

20 coisas que (quase) ninguém sabe sobre mim

  1. Falo sozinha o tempo todo.
  2. Tenho alergia a penicilina e a amendoim.
  3. Não gosto do meu nariz nem dos meus joelhos.
  4. Possuo um amor platônico.
  5. Me odeio quando perco a hora.
  6. Já ganhei um festival de música como letrista.
  7. Não sou fã de rosas vermelhas.
  8. Fiz figuração na novela A Gata Comeu.
  9. Demoro demais para perdoar.
  10. Me arrependo de não ter feito a pós em jornalismo que um professor sugeriu.
  11. Sou muito, muito, muito mais tímida do que aparento. 
  12. Não entendo nada de literatura brasileira (e me envergonho muito disso).
  13. Adoro jogar pocker.
  14. Nunca gosto de fotos minhas.
  15. Tenho um ótimo senso de direção.
  16. Muito dificilmente mudo minha primeira impressão de alguém.
  17. Sei fazer panquecas e virá-las no ar.
  18. Quando adolescente, queria ser engenheira química especializada em energia nuclear.
  19. Ainda choro quando vejo E.T.
  20. Adoro a penumbra mas tenho medo do escuro (e dos monstros do armário).

quarta-feira, 25 de março de 2009

O tamanho do "1 trilhão de dólares?

Toda essa conversa de "pacote de estímulos" e "salvamentos financeiros", Fala-se em 1 bilhão de dólares... 100 bilhões de dólares... 800 bilhões de dólares... 1 TRILHÃO de dólares...
O que isso significa?

Bem, vamos começar com uma nota de $100 dólares.
Atualmente, esta é a maior nota em circulação nos E.U.A. Muitas pessoas já viram uma delas, poucos possuem uma no bolso, e é garantia de fazer amigos onde quer que vá.

Um pacote de cem notas de $ 100 dólares é inferior a 1 / 2 polegada de espessura e contém $ 10.000 dólares. Encaixa facilmente no seu bolso e é mais do que suficiente para uma semana ou duas de diversão da pior (ou melhor) espécie.

Acredite ou não, esta pequena pilha abaixo é de US $ 1 milhão de dólares (100 pacotes de $ 10.000). Você poderia colocar esta quantia em um saco de papel de supermercado e passear por aí com ele facilmente.


Enquanto que a merreca de $ 1 milhão parece bem inexpressiva, $ 100 milhões de dólares é um pouco mais respeitável. Ele se encaixa perfeitamente em um palete de madeira padrão, veja:


e $ 1 bilhão de dólares... Agora parece que estamos chegando a algum lugar,10 paletes.


Em seguida, vamos olhar para um trilhão de dólares. Este número é o que temos ouvido nos últimos meses, nas notícias do mercado financeiro e sobre a crise mundial. O que é um trilhão de dólares? Trata-se de um milhar de milhões. É o número 1 seguido por 12 zeros. Está pronto para isto? É bastante surpreendente.

Senhoras e senhores... Eu lhes apresento o tamanho de $ 1 trilhão de dólares ...




(repare que os paletes são pilhas duplas)

Portanto, da próxima vez que você ouvir alguém falar por aí sobre "trilhões de dólares", é disso que eles estão falando. Este é o tamanho da conversa!!!

Recebido por e-mail.
PS: Alguém me arruma um saquinho de papel?

terça-feira, 10 de março de 2009

Os Manés e eu

Sexta-feira, 6 de março, 16:10, embaracava rumo à Ilha. Já conheço Florianópolis de outros carnavais, ou melhor, outras oportunidades, porque no carnaval mesmo eu nunca estive por lá. Mas já que apareceu a oportunidade, e viajar a lazer nunca é demais, lá fui eu. E deixo aqui alguns momentos memoráveis destes 3 dias e 3 noites um tanto inusitados.
  1. O hotel (Baía Norte Othon Classic) não era grande coisa mas deu pro gasto já que a intensão era só dormir por lá.
  2. Assegurei às minhas amigas que não havia problema algum em alugar um carro porque a cidade era totalmente sinalizada. Ao comprovar minha afirmação, Tati disse: "Nossa! Estou impressionada: como é bem sinalizada! Quem fez isso foi uma mulher, né?"
  3. Noite de sexta na Lagoa da Conceição é "fight" total como eu nunca vi na vida. No início eu pensei "nossa! como o povo é saidinho!!!", mas em pouco tempo me senti em uma enorme canteiro de obras. Rapazes atrevidos, esses manezinhos! Imagina se eu estivesse magrinha...
  4. Hermanos por todo lado!!! Cadê a crise? Na Argentina não tem crise?
  5. O sábado não era de sol, mas o tempo estava firme e fomos em direção às praias do norte da Ilha. Visitamos Daniela, Jurerê, Ponta das Canas, Canasvieiras, Lagoinha, Praia Brava, Ingleses e Santinho. Minha preferida, apesar das bandeiras vermelhas espalhadas, foi Santinho. Fiquei decepcionada com Jurerê: uma faixa de areia mínima, paisagem sem grandes destaques e sem o buxixo que eu imaginava haver 7 dias por semana, 24 horas no lugar.
  6. Como o domingo amanheceu chuvoso, colocamos o pé na estrada rumo ao Balneário Camboriú. Parada apenas para conhecer Bombinhas e seu cantinho no fim da praia que é o preferido dos mergulhadores. Fan-tás-ti-co!!!
  7. Chegamos ao Balneário perto das 14h e voltamos para almoçar no Recanto da Sereia, em Itapema. Uma anchova maravilhosa que custou R$ 22,00 já incluídos a bebida, a sobremesa e o serviço.
  8. Fim de tarde, voltamos para Camboriú e demos uma volta no Bondindinho (é assim mesmo que se escreve) para conhecer a cidade e, mais uma vez, nos vimos em uma filial de Buenos Aires. Pegamos o carro para comprar lembrancinhas no Centro e começou a chover. A chuva apertou e, quando estávamos no caminho de volta para a casa onde nos hospedaríamos, percebemos que a água subia muito rápido. Nunca dirigi com tanta água. Muito, muito medo. Carros na contra mão, motos cortando tudo e todos. ônibus que paravam do nada e, consequentemente, nosso carro afogado. Embicamos o carro numa calçada mais alta e esperamos. A chuva forte durou menos de 1 hora e demorou pouco mais de 2 horas para que toda a água das ruas escoasse. Graças ao bom humor dos funcionários de uma lanchonete esse tempo não foi de 100% mal-humor.
  9. Na manhã de segunda fomos conhecer o Píer e o Teleférico da cidade, o que defitnitivamente valeu a visita ao Balneário. Pena que a chuva não nos abandonou completamente e prejudicou um pouco o passeio que é formidável e que eu pretendo fazer novamente (à despeito de meu medo de altura).
  10. Na estação final do teleférico havia uma loja de camisetas com várias paródias de slogans famosos: o famoso "m" dourado que dizia - "mulheres - amo muito todas elas", ou um bonequinho redondinho com um copo na mão dizendo "vivo bêbado", ou uma camiseta azul vermelha e branca com a inscrição "tommy cerveja" e por aí vai... Como eu queria ter dinheiro. Todo mundo ia ganhar camiseta!
  11. Perdi o vôo das 17:20 e voltei só às 19:30 com direito a episódio toscamente dublado de The Big Bang Theory, a turbulência e a sobrevôo de mais de 30 minutos aguardando autorização para pouso no Tom Jobim.
  12. Ao ligar o pc em casa e dar uma lida de leve no O Globo foi que eu fiquei sabendo que a tal chuva forte em Camboriú era, simplesmente, um tornado.
That's all folks! Pra quem queria um fim de semana diferente, acho que não posso reclamar. =)

Nos idos de 73...




Enquanto Dalvinha estava em trabalho de parto na Maternidade Menino Jesus, as rádios tocavam e repetiam incessantemente o hit "You Are the Sunshine of My Life" com Stevie Wonder. Não sei como sobrevivi até hoje sem essa informação! Mas até que é divertido, já que eu não fazia a menor idéia do que encontraria ao tentar responder essa pergunta... E, na boa, acho que estou no lucro.

Peguei a dica no twitter @estupendo  que achou no Não Salvo. Se você quiser descobrir o que provavelmente sua mãe ouviu no elevador da maternidade quando lá chegava pra lhe dar a luz, selecione abaixo o mês de aniversário, em seguida o dia e poderá verificar seu hit na listagem pelo ano do seu nascimento. Deixe nos comentários o resultado para que eu saiba se tenho mais ou menos sorte do que vocês!

Janeiro - Fevereiro - Março - Abril - Maio - Junho - Julho - Agosto - Setembro - Outubro - Novembro - Dezembro

PS: Não sei se existe um site similar que nos indique a equivalente canção brasileira, se alguém souber é só complementar via comentários! =) 

Yes, I can!

Disseram que eu voltei obamarizada...


Faça o seu também aqui.

quarta-feira, 4 de março de 2009

O Quarto

meus ombros doem e minhas mãos não param
quero estalar o pescoço e esticar a coluna
cansaço e calor
mesmo sem pressa, tudo passa rápido
e quando eu berro por agilidade, as horas se arrastam
é tudo tão confuso, tão difuso que no emaranhado 
de palavras soltas o pensamento se esquiva e foge
rumo a um lugar onde nunca estivera
e ali eu fico
repousada e inerte e tranquila
em casa

Bibliotecando

A Biblioteca Popular Municipal Alvaro Moreira, no bairro da Penha (subúrbio da Leopoldina no Rio) passa a disponibilizar internet gratuita e digitação de textos para jovens e adultos por seis horas em dias de semana e 3 horas aos sábados. 

Ainda sobre livros, as duas bibliotecas do Metrô Rio (Central e Copacabana-S.Campos) ultrapassaram o patamar de 6.000 sócios que foram responsáveis por mais de 48.000 empréstimos desde 2006. No total, são 9 bibliotecas do metrô espalhadas pelo Brasil totalizando mais de 43.000 sócios.

Procurando bem a gente também acha notícias interessantes nas páginas dos jornais. Para os partidários e defensores da inclusão digital e da educação que adoram alardear um discurso pseudossocial sem sair do ar-condicionado do seu quarto equipado com o melhor PC e banda larga disponíveis, esses são casos reais que espero ver divulgados e difundidos Brasil afora.

"O que você faria se só te restasse um dia?"


Vídeo com a movimentação do 2009 DD45 visto da Austrália

Levei um susto gigante quando vi no cantinho da primeira do O Globo, quase no rodapé: "Asteróide passa de raspão pela Terra." Normalmente começo lendo o jornal pelos esportes mas hoje fui direto para a tal reportagem entender essas seis palavrinhas tão fora de contexto. Não é que foi isso mesmo que aconteceu? O asteróide 2009 DD45 "tangenciou" o planeta na manhã da última segunda-feira passando a uma distância de 72.000 Km da superfície da Terra. Essa distância equivale ao dobro da altura dos satélites de comunicação da órbita terrestre e à um quinto da distância entre a Lua e a Terra. Com tamanho estimado entre 21 e 47 metros de comprimento, o 2009 DD45 seria similar àquele do Evento de Tunguska em 1908 na Sibéria, com efeito similar à 1000 bombas de Hiroshima, devastando uma área de 80 milhões de árvores e que, se tivesse caído 5 horas depois, teria destruído simplesmente a capital São Petersburgo. Juro por Deus que me arrepiei.

Imagino assim, o susto que não devem ter levado os astrônomos que identificaram o evento e monitoraram a rota do asteróide. Passei a imaginar também quanto tempo teríamos para uma operação de evacuação consderando que, se mal sabemos lidar com as águas março inundam o Rio, como atuaríamos frente a um problema desta natureza. Também me peguei refletindo em qual seria a minha prioridade. E não consegui pensar em mais nada além de procurar a companhia de meus pais. 

Mais notícias aqui, aqui e aqui. 

segunda-feira, 2 de março de 2009

Eu sou normal!!!

Estou copiando e colando estes testes que li no Cogumelo Louco que, por sua vez, leu aqui. 

1º Teste:

Foi descoberto que o nosso cérebro tem um Bug. Aqui vai um pequeno exercício de cálculo mental!

Este cálculo deve ser feito mentalmente e rapidamente, sem utilizar calculadora, nem papel e caneta, ok?

Seja honesto e faça os cálculos mentalmente.
Tens 1000, acrescenta-lhe 40. Acrescenta mais 1000. Acrescenta mais 30 e
Novamente 1000. Acrescenta 20.
Acrescenta 1000 e ainda 10. Qual é o total?

(resposta abaixo)

Teu resultado é 5000.
A resposta certa é 4100!

Se não acreditar, verifique com a calculadora. O que acontece e que a seqüência decimal confunde o nosso cérebro, que salta naturalmente para a mais alta decimal (centenas em vez de dezenas).

2º Teste:

Rápido e impressionante.
Conte quantas letras “F” tem no texto abaixo, sem usar o mouse:

FINISHED FILES ARE THE RE-
SULT OF YEARS OF SCIENTIF-
IC STUDY COMBINED WITH
THE EXPERIENCE OF YEARS

Contou?
Somente leia abaixo após ter contado os “F”. Ok?

Quantos? 3? Talvez 4?

Errado! São 6 (seis). Não é piada! Volte para cima e leia mais uma vez!

A explicação : O cérebro não consegue processar a palavra “OF”. Coisa do capeta, né?

Quem conta todos os 6 “F” na primeira vez é um “gênio”, 3 é normal, 4 é mais raro, 5 mais ainda e 6 quase ninguém.

3º Teste:

Sou diferente? Faça o teste.
Alguma vez já se perguntaram se somos mesmo diferentes ou se pensamos a mesma coisa?
Façam este exercício de reflexão e encontrem a resposta!

Siga as instruções e responda as perguntas uma de cada vez ‘mentalmente’ e o mais rápido possível, mas não siga adiante até ter respondido a anterior. E se surpreenda com a resposta!

Agora, responda uma de cada vez:

Quanto é:

15+6=

….21…

3+56=

….59…

89+2=

….91…

12+53=

….65…

75+26=

….101…

25+52=

….77…

63+32=

….95…

Sim, os cálculos mentais são difíceis. Mas agora vem o verdadeiro teste. Seja persistente e siga:

123+5=

….128…

AGORA RÁPIDO: PENSE EM UMA FERRAMENTA E UMA COR!

……

E siga adiante…

…….

Mais um pouco…

……..

Um pouco mais…

……..

Pensou em um martelo vermelho, não é verdade?

Se não, você é parte de 2% da população que é suficientemente diferente para pensar em outra coisa.
98% da população responde martelo vermelho quando resolve este exercício.


TdS: Não sei explicar o porquê da lógica do martelo vermelho. A teoria do autor do post lá no CL é de que "quando somos crianças adoramos pegar o martelo e encher de pregos em todos os cantos da casa e claro… nunca tivemos a P$%@ do martelo vermelho que sempre vimos em desenhos, acho que o martelo é uma das primeiras ferramentas que vimos e usamos na vida então é a ferramenta que vem logo na memória."

Resumindo: Sou meio gênio porque acertei as contas do primeiro e do terceiro teste sem dificuldade, mas sou normal porque não consegui pensar em nada além da p%$#@ do martelo vermlho mesmo sabendo que ia cair numa pegadinha desse tipo. Isso é bom ou ruim? Não sei! Cada um com suas próprias conclusões.

A Donzela está chegando!


E não se preocupem, fãs de todo o brasil. O meu, o seu, o nosso TdS vai mandar uma correspondente para fazer a cobertura do show e contar tudinho aqui depois! 

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

E a Furiosa arrepiou!


Tudo bem, tudo bem. Aqui no perfil ao lado diz que sou mangueirense. E sou! Adoro a verde-e-rosa de todo o meu coração. Mas acima de tudo sou carioca e amo o samba em si antes de qualquer coisa. E por isso não escondo que alimento um respeito sem fim por algumas outras agremiações como Império Serrano, Acadêmicos do Salgueiro, Estácio de Sá, União da Ilha e Portela. São escolas que têm por tradição, além da tradição em si obviamente, uma incontável lista de desfiles memoráveis e sambas que são cantados até hoje.

Há muito tempo os sambas-enredo se transformaram em uma sequência de palavras que são colocadas juntas para dizer desesperadamente tudo o que o enredo pede. O ritmo então nem se fala... Acelerado em excesso, parecendo mais marchas do que sambas. Mas 2009 mostrou que há luz no fim do túnel. Mesmo não sendo perfeitos, no carnaval deste ano reinaram impávidos dois sambas-enredo: Portela e Salgueiro.

Pelo terceiro ano consecutivo o samba da Portela é de autoria de Diogo Nogueira, Ciraninho e cia. Não sei se por influência do DNA dos Nogueiras, mas os últimos sambas portelenses têm tido uma cadência mais melodiosa e as letras voltaram a ter mais poesia como um bom samba deve ter. Quer um exemplo?

“São vinte e uma estrelas que brilham no meu olhar
Se eu for falar da Portela não vou terminar
Lá vem minha águia no céu da paixão!
O azul que faz pulsar meu coração!”
Assim, lamento imensamente as duas notas 9,8 mais injustas de 2009: para a bateria e para o casal de mestre-sala e porta-bandeira da Portela. Em cada um dois quesitos, três jurados concederam notas 10 e um deu apenas 9,8. Esses quatro décimos não levariam o campeonato para Madureira mas dariam um honroso vice-campeonato para os digníssimos seguidores da águia que fizeram um desfile muito mais apaixonante do que a então hegemônica Beija-Flor de Nilópolis.

Quanto ao Salgueiro... Ah! O Salgueiro! Foi o primeiro samba de 2009 que eu escutei e na hora eu vi que daria caldo:

“Vem no tambor da academia
Que a furiosa bateria vai te arrepiar
Repique, tamborim, surdo, caixa e pandeiro
Salve o mestre do Salgueiro!”
Um samba forte que dizia a que vinha e que exaltava aquele sem o qual o carnaval brasileiro simplesmente não existiria: o Tambor. Nada de enredos complicados cheios de palavras diferentes que dão a impressão de que o carnavalesco só quer se exibir vomitando sua cultura superior à nossa, réles mortais (por exemplo: “o mundo místico dos Caruanas nas águas do Patu-anu”, “Cana caiana, cada roxa, cana fita, cana preta, amarela, Pernambuco, quero vê descê o suco na pancada do ganzá”, ou “Catarina de Médicis na corte dos Tupinambôs e dos Tabajéres”). Simples assim: O Tambor. Genial! O samba pegou de prima, o carnavalesco elaborou e executou um desfile fantástico e a escola brilhou cantando e contagiando a todos durante cada um dos 82 minutos de desfile. Não tinha como ser diferente: Salgueiro – com a sua tijucana Furiosa – campeão do carnaval 2009!
 
Ah! E já ia esquecendo: Salve a Ilha do Governador!!!

Quanto riso! Oh, quanta alegria!

Sambista que sou, eu adoro carnaval. E estou feliz da vida com a retomada do carnaval de rua carioca. A palavra retomada reflete bem o que quero dizer porque me refiro a vários aspectos do clima que assola a cidade neste período. Gosto de ver gente na rua, a qualquer hora do dia ou da noite. Gosto de ver gente simpática na rua, ‘brincando’ o carnaval e ‘brincando’ umas com as outras, como amigos de infância. Gosto de gente fantasiada, seja esta improvisada na última hora ou cuidadosamente elaborada nas últimas semanas. Gosto da música no ar e da batucada em cada esquina. Gosto da variedade de opções em todo canto da cidade.

Mas não estou aqui para bancar a cega. Tem muito ‘senão’ nesta estória. Não gosto do crescente número de gente mal educada que precisa estar bêbada para se divertir (e ainda se orgulha de alardear que bebeu desde as 9 da manhã), que joga lixo no chão e que urina nas ruas. Não gosto de gente forçando beijo em uma tosca imitação ao costume banal típico de micaretas. Não gosto de ouvir funk atravessando a batida do samba enquanto ritmistas descansam. Não gosto do excesso de ambulantes atravancando a minha evolução. Detesto aquela espuma nojenta que insistem em vender no carnaval

Durante todo o carnaval, muito se falou que a prefeitura não ‘controlou’ o carnaval de rua. Na minha opinião nunca vai conseguir. Os grandes problemas são originados pela falta de educação dos pseudofoliões e a prefeitura não tem efetivo para re-educar gente mimada e sem noção. Um sujeito de 23 anos declarou ao O Globo (edição de ontem) ter tomado 32 latas de cerveja apenas durante a manha da segunda-feira de carnaval. Esse energúmeno vai se preocupar em procurar um banheiro químico? Claro que não. Ele precisava mesmo tomar 32 latas de cerveja em 4 horas para brincar uma manhã de carnaval? Claro que não (duvido que ele goste mais de cerveja do que eu)! Mas esse é o perfil de moças e rapazes que se multiplica a cada carnaval e que faz com que a cidade pareça um banheiro público de quinta categoria.

Isso tudo embaça e muito o brilho do carnaval de rua. Eu ainda acho que vale a pena montar sua agendinha e curtir os blocos Rio afora. Esse ano eu presenciei o crescimento da quantidade de famílias inteiras que pulavam juntas. Muitas, muitas crianças. O que eu mais quero é poder continuar a colocar meu bloco na rua com todo orgulho. Mas algumas atitudes precisam partir da própria população. Pra começar listo duas regras que eu mesma sigo em dias de folia:
- bebo menos por vários motivos: por segurança, para precisar ir ao banheiro o menos possível e para não ter sono no meio da tarde e perder a folia da noite.
- não compro bebida de ambulantes que forçam passagem no meio do bloco. Escolho sempre aquele que se posiciona na margem e ali fica sem incomodar ninguém.

Torço que o debate tão demandado sobre esse tema seja levado a sério pela sociedade e pela prefeitura e que soluções aplicáveis sejam encontradas. Pela perenização do bom carnaval de rua para os cariocas de bem.

PS: (1) Vale a pena conferir a ótima análise da Cora aqui. (2) A foto é da fotogaleria do jornal O Dia, publicada em 21/02/09 na sua versão online.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

A Índia é logo ali...

E não é que depois de 500 anos, o Ocidente descobriu finalmente o caminho para as Índias, ou melhor, para a Índia? Via satélite ora! Lembro-me quando, há aproximadamente 10 anos, um professor na faculdade fez questão de destacar que a maior indústria cinematográfica do mundo não era a norte-americana, mas a indiana. Ele ressaltou que seria difícil o mundo se tocar disso porque a maioria dos filmes seria um tanto ‘caricato’, refletindo muito intensamente a cultura local. Assim, as estórias, as comédias ou mesmo os conflitos ali retratados não fariam muito sentido para os estrangeiros e o sucesso de Bollywood estaria fadado aos limites fronteiriços da terra de Gandhi.

Não foi muito depois disso que o estilo indiano de ser começou vazar para o Ocidente. Lembro do sucesso que fizeram o filme Um Casamento à Indiana de 2001 e a comédia Driblando o Destino de 2002, que revelou a linda Parminder Nagra para viver a Dr. Neela de E.R. E isso porque eu nunca pesquisei muito o assunto e só assisti esses dois porque zapeava despretensiosamente.

No Brasil a onda agora é separar parentes, amigos e colegas de trabalho entre brâmanes e dalits. O brasileiro virou especialista em cultura indiana desde o início da novela Caminho de Índias. E a Portela usou o Taj Mahal para ilustrar sua exaltação ao amor durante o seu carnaval. Salve a globalização!

Na premiação do Oscar não foi diferente. Mesmo sem a influência de Glória Perez, Quem quer ser um milionário arrebatou sete estatuetas e a Índia ainda levou um oitavo prêmio com Smile Pinki. Parece que até o Primeiro-Ministro se manifestou a respeito! Eu ainda não assisti tal fenômeno cinematográfico, mas deve ter seu valor e o farei em breve.

O restante da noite de entrega dos prêmios da Academia não foi tão surpreendente. Pelo que eu havia lido antes da premiação, ganharam os favoritos na maioria das categorias. Pessoalmente prefiro Anne Hathaway à Kate Winslet, mas acho que a Academia a fará ralar um pouco mais antes de lhe dar um Oscar. Mas na minha humilde opinião, o grande injustiçado da noite foi a animação Wall-E por não ter levado os prêmios de mixagem e edição de som. Criar TODA a ambientação sonora para um filme quase sem diálogos foi um trabalho simplesmente irretocável e me deixou de queixo caído.

No mais, mil vivas a Hugh Jackman – o homem que deu um ar de contemporaneidade e sofisticação à cerimônia do Oscar brilhando tanto quanto o orgulho do povo indiano e quase ofuscando os demais superstars. É bom ver que temos um artista mais que completo por trás de um personagem tão sombrio quanto o bom e velho Wolverine.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Twestival Rio de Janeiro


Chegou a hora!
Amanhã é dia de TWESTIVAL no mundo inteiro e no Rio também!

Data: 12/02 (quinta-feira) 
Horário: das 19h às 23h 
Local: Anexo Rio Bar Carioca - Rua do Ouvidor, 77 - Centro 
Pacote especial para o Twestival Rio:
Rodízio de pizza com refrigerante e água por R$ 25
Chopp duplo por R$ 2,90 
A casa doará R$ 3 por pessoa que comparecer ao evento
Som do DJ Leonardo Paiva e seu Rádio Modices

Não preciso mais de você

No último dia 05, o O Globo publicou em sua versão eletrônica uma entrevista com o psicólogo Flávio Gikovate por ocasião da publicação do seu livro “Uma nova visão do amor”. Resumindo o já resumido, o psicólogo afirma que “só será feliz no amor aquele que se libertar do seu ideal romântico” e que “o amor se funda da aproximação de duas individualidades e não na sua fusão”. 

O que eu costumo dizer em conversas com amigos é que nossa geração é uma geração de mimados. Ou as coisas são do jeito que queremos ou simplesmente não são. Lidamos assim com muitas coisas, incluindo o casamento. Se não temos as deliciosas aventuras das comédias românticas que vemos na TV, partimos para outra. Diversas vezes já ouvi pessoas que tenho na mais alta conta falando de algum defeito do amado como algo que virá a mudar em breve. “Aos poucos eu vou conversando com ela e um dia a gente muda isso” foi o que ouvi uma vez. Esse namoro, propriamente dito, não durou mais do que três meses. Somos uma geração de separados e, como somos OS descolados, chegamos ao ponto patético e deprimente de celebrar a separação (se não acredita, veja aqui). 

Não que eu concorde com o senhor Flávio Gikovate em tudo, até porque não li o livro, mas a questão da aproximação das individualidades ficou martelando na minha cabeça. Ele contradiz a máxima dos opostos que se atraem e afirma que um relacionamento tem mais chances de dar certo se maiores forem as afinidades de caráter, gostos, interesses e projetos de vida. Isso faz um pouco de sentido porque na prática, fatalmente chegará um dia em que um não renunciará mais seus interesses em favor do outro – somos uma geração de mimados, como eu falei há pouco. O que nos atraía, no final nos irrita e aborrece. Então nada melhor do que estar com alguém que curta as mesmas coisas, que pense parecido. 

Partindo das afinidades, o “querer estar junto” vem fácil. Não é só o arrepio da espinha que passa com uma semana de joguinhos de conquista que não são mais mistério para ninguém. É a vontade da companhia divertida, do pensamento encadeado, de novos pontos de vista para um velho assunto. Acaba o era do “eu preciso de você” ou “eu não existo sem você” e inicia-se a dinastia do “estou com você porque gosto e porque quero, não porque preciso”. Perceberam o quanto isso é libertário? É o fim da fatídica metade. Não se procura mais por alguém que nos complete, mas alguém que nos complemente. Assim, posso encher o peito e alardear que não sou mais uma 1/2 laranja, como dizia Fábio Jr., e melhor: eu não mereço nada menos do que simplesmente um amor que seja bom pra mim, à la Roberto Frejat.