quinta-feira, 28 de maio de 2009
A ultima angústia que não passa
sexta-feira, 1 de maio de 2009
O meu mais triste 1º de maio
Assim, ao chegar em casa, meu pai me chamou com formalidade e me deu a notícia do acidente com Ayrton Senna. Seu tom era grave e sério como se estivesse se referindo a alguém da família. Eu olhava para ele e para a TV sem entender direito o que acontecia. Não podia ser verdade, não o Senna. E o choro que começou naquele instante só pararia dias depois – junto com o resto do país.
Não é novidade dizer que o Brasil parava para ver Ayrton Senna passar. O tricampeão tornou-se mais uma inspiração esportiva adotada pelo povo (e reforçado pela mídia) para resgatar em seus corações “o orgulho de ser brasileiro”. A “briga” eterna entre os fãs de Senna e Piquet rendia discussões quase tão acaloradas quanto aquelas que aconteciam entre torcedores de Flamengo e Vasco. São inúmeros os momentos inesquecíveis de Senna na memória do brasileiro. Não à toa ele virou o “o rei da rua”, “o rei da chuva”, “o ‘Rei’ de Mônaco”. Ele tinha o carisma que nenhum outro piloto conseguiu demonstrar desde então. O Brasil ensaiou adotar herdeiros deste carisma em outras categorias esportivas e quase conseguiu com Gustavo Kuerten. Digo quase porque no fundo não era a mesma coisa. Não que os novos ídolos não sejam merecedores, mas arrisco dizer que enquanto tivermos as corridas de Ayrton Senna tão vivas em nossa memória, nossos corações estarão subconscientemente fechados. Talvez daqui a mais uma ou duas gerações estejamos prontos para um novo ídolo.
quarta-feira, 29 de abril de 2009
O Filme da Minha Vida
quarta-feira, 15 de abril de 2009
quarta-feira, 1 de abril de 2009
20 coisas que (quase) ninguém sabe sobre mim

- Falo sozinha o tempo todo.
- Tenho alergia a penicilina e a amendoim.
- Não gosto do meu nariz nem dos meus joelhos.
- Possuo um amor platônico.
- Me odeio quando perco a hora.
- Já ganhei um festival de música como letrista.
- Não sou fã de rosas vermelhas.
- Fiz figuração na novela A Gata Comeu.
- Demoro demais para perdoar.
- Me arrependo de não ter feito a pós em jornalismo que um professor sugeriu.
- Sou muito, muito, muito mais tímida do que aparento.
- Não entendo nada de literatura brasileira (e me envergonho muito disso).
- Adoro jogar pocker.
- Nunca gosto de fotos minhas.
- Tenho um ótimo senso de direção.
- Muito dificilmente mudo minha primeira impressão de alguém.
- Sei fazer panquecas e virá-las no ar.
- Quando adolescente, queria ser engenheira química especializada em energia nuclear.
- Ainda choro quando vejo E.T.
- Adoro a penumbra mas tenho medo do escuro (e dos monstros do armário).
quarta-feira, 25 de março de 2009
O tamanho do "1 trilhão de dólares?
O que isso significa?
Atualmente, esta é a maior nota em circulação nos E.U.A. Muitas pessoas já viram uma delas, poucos possuem uma no bolso, e é garantia de fazer amigos onde quer que vá.
Enquanto que a merreca de $ 1 milhão parece bem inexpressiva, $ 100 milhões de dólares é um pouco mais respeitável. Ele se encaixa perfeitamente em um palete de madeira padrão, veja:
Senhoras e senhores... Eu lhes apresento o tamanho de $ 1 trilhão de dólares ...
Portanto, da próxima vez que você ouvir alguém falar por aí sobre "trilhões de dólares", é disso que eles estão falando. Este é o tamanho da conversa!!!
terça-feira, 10 de março de 2009
Os Manés e eu
- O hotel (Baía Norte Othon Classic) não era grande coisa mas deu pro gasto já que a intensão era só dormir por lá.
- Assegurei às minhas amigas que não havia problema algum em alugar um carro porque a cidade era totalmente sinalizada. Ao comprovar minha afirmação, Tati disse: "Nossa! Estou impressionada: como é bem sinalizada! Quem fez isso foi uma mulher, né?"
- Noite de sexta na Lagoa da Conceição é "fight" total como eu nunca vi na vida. No início eu pensei "nossa! como o povo é saidinho!!!", mas em pouco tempo me senti em uma enorme canteiro de obras. Rapazes atrevidos, esses manezinhos! Imagina se eu estivesse magrinha...
- Hermanos por todo lado!!! Cadê a crise? Na Argentina não tem crise?
- O sábado não era de sol, mas o tempo estava firme e fomos em direção às praias do norte da Ilha. Visitamos Daniela, Jurerê, Ponta das Canas, Canasvieiras, Lagoinha, Praia Brava, Ingleses e Santinho. Minha preferida, apesar das bandeiras vermelhas espalhadas, foi Santinho. Fiquei decepcionada com Jurerê: uma faixa de areia mínima, paisagem sem grandes destaques e sem o buxixo que eu imaginava haver 7 dias por semana, 24 horas no lugar.
- Como o domingo amanheceu chuvoso, colocamos o pé na estrada rumo ao Balneário Camboriú. Parada apenas para conhecer Bombinhas e seu cantinho no fim da praia que é o preferido dos mergulhadores. Fan-tás-ti-co!!!
- Chegamos ao Balneário perto das 14h e voltamos para almoçar no Recanto da Sereia, em Itapema. Uma anchova maravilhosa que custou R$ 22,00 já incluídos a bebida, a sobremesa e o serviço.
- Fim de tarde, voltamos para Camboriú e demos uma volta no Bondindinho (é assim mesmo que se escreve) para conhecer a cidade e, mais uma vez, nos vimos em uma filial de Buenos Aires. Pegamos o carro para comprar lembrancinhas no Centro e começou a chover. A chuva apertou e, quando estávamos no caminho de volta para a casa onde nos hospedaríamos, percebemos que a água subia muito rápido. Nunca dirigi com tanta água. Muito, muito medo. Carros na contra mão, motos cortando tudo e todos. ônibus que paravam do nada e, consequentemente, nosso carro afogado. Embicamos o carro numa calçada mais alta e esperamos. A chuva forte durou menos de 1 hora e demorou pouco mais de 2 horas para que toda a água das ruas escoasse. Graças ao bom humor dos funcionários de uma lanchonete esse tempo não foi de 100% mal-humor.
- Na manhã de segunda fomos conhecer o Píer e o Teleférico da cidade, o que defitnitivamente valeu a visita ao Balneário. Pena que a chuva não nos abandonou completamente e prejudicou um pouco o passeio que é formidável e que eu pretendo fazer novamente (à despeito de meu medo de altura).
- Na estação final do teleférico havia uma loja de camisetas com várias paródias de slogans famosos: o famoso "m" dourado que dizia - "mulheres - amo muito todas elas", ou um bonequinho redondinho com um copo na mão dizendo "vivo bêbado", ou uma camiseta azul vermelha e branca com a inscrição "tommy cerveja" e por aí vai... Como eu queria ter dinheiro. Todo mundo ia ganhar camiseta!
- Perdi o vôo das 17:20 e voltei só às 19:30 com direito a episódio toscamente dublado de The Big Bang Theory, a turbulência e a sobrevôo de mais de 30 minutos aguardando autorização para pouso no Tom Jobim.
- Ao ligar o pc em casa e dar uma lida de leve no O Globo foi que eu fiquei sabendo que a tal chuva forte em Camboriú era, simplesmente, um tornado.
Nos idos de 73...
quarta-feira, 4 de março de 2009
O Quarto
Bibliotecando
"O que você faria se só te restasse um dia?"
segunda-feira, 2 de março de 2009
Eu sou normal!!!
1º Teste:
Foi descoberto que o nosso cérebro tem um Bug. Aqui vai um pequeno exercício de cálculo mental!
Este cálculo deve ser feito mentalmente e rapidamente, sem utilizar calculadora, nem papel e caneta, ok?
Seja honesto e faça os cálculos mentalmente.
Tens 1000, acrescenta-lhe 40. Acrescenta mais 1000. Acrescenta mais 30 e
Novamente 1000. Acrescenta 20.
Acrescenta 1000 e ainda 10. Qual é o total?
(resposta abaixo)
Teu resultado é 5000.
A resposta certa é 4100!
Se não acreditar, verifique com a calculadora. O que acontece e que a seqüência decimal confunde o nosso cérebro, que salta naturalmente para a mais alta decimal (centenas em vez de dezenas).
2º Teste:
Rápido e impressionante.
Conte quantas letras “F” tem no texto abaixo, sem usar o mouse:
FINISHED FILES ARE THE RE-
SULT OF YEARS OF SCIENTIF-
IC STUDY COMBINED WITH
THE EXPERIENCE OF YEARS
Contou?
Somente leia abaixo após ter contado os “F”. Ok?
Quantos? 3? Talvez 4?
Errado! São 6 (seis). Não é piada! Volte para cima e leia mais uma vez!
A explicação : O cérebro não consegue processar a palavra “OF”. Coisa do capeta, né?
Quem conta todos os 6 “F” na primeira vez é um “gênio”, 3 é normal, 4 é mais raro, 5 mais ainda e 6 quase ninguém.
3º Teste:
Sou diferente? Faça o teste.
Alguma vez já se perguntaram se somos mesmo diferentes ou se pensamos a mesma coisa?
Façam este exercício de reflexão e encontrem a resposta!
Siga as instruções e responda as perguntas uma de cada vez ‘mentalmente’ e o mais rápido possível, mas não siga adiante até ter respondido a anterior. E se surpreenda com a resposta!
Agora, responda uma de cada vez:
Quanto é:
15+6=
….21…
3+56=
….59…
89+2=
….91…
12+53=
….65…
75+26=
….101…
25+52=
….77…
63+32=
….95…
Sim, os cálculos mentais são difíceis. Mas agora vem o verdadeiro teste. Seja persistente e siga:
123+5=
….128…
AGORA RÁPIDO: PENSE EM UMA FERRAMENTA E UMA COR!
……
E siga adiante…
…….
Mais um pouco…
……..
Um pouco mais…
……..
Pensou em um martelo vermelho, não é verdade?
Se não, você é parte de 2% da população que é suficientemente diferente para pensar em outra coisa.
98% da população responde martelo vermelho quando resolve este exercício.
TdS: Não sei explicar o porquê da lógica do martelo vermelho. A teoria do autor do post lá no CL é de que "quando somos crianças adoramos pegar o martelo e encher de pregos em todos os cantos da casa e claro… nunca tivemos a P$%@ do martelo vermelho que sempre vimos em desenhos, acho que o martelo é uma das primeiras ferramentas que vimos e usamos na vida então é a ferramenta que vem logo na memória."
Resumindo: Sou meio gênio porque acertei as contas do primeiro e do terceiro teste sem dificuldade, mas sou normal porque não consegui pensar em nada além da p%$#@ do martelo vermlho mesmo sabendo que ia cair numa pegadinha desse tipo. Isso é bom ou ruim? Não sei! Cada um com suas próprias conclusões.
A Donzela está chegando!
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
E a Furiosa arrepiou!

Há muito tempo os sambas-enredo se transformaram em uma sequência de palavras que são colocadas juntas para dizer desesperadamente tudo o que o enredo pede. O ritmo então nem se fala... Acelerado em excesso, parecendo mais marchas do que sambas. Mas 2009 mostrou que há luz no fim do túnel. Mesmo não sendo perfeitos, no carnaval deste ano reinaram impávidos dois sambas-enredo: Portela e Salgueiro.
Pelo terceiro ano consecutivo o samba da Portela é de autoria de Diogo Nogueira, Ciraninho e cia. Não sei se por influência do DNA dos Nogueiras, mas os últimos sambas portelenses têm tido uma cadência mais melodiosa e as letras voltaram a ter mais poesia como um bom samba deve ter. Quer um exemplo?
“São vinte e uma estrelas que brilham no meu olhar
Se eu for falar da Portela não vou terminar
Lá vem minha águia no céu da paixão!
O azul que faz pulsar meu coração!”
Quanto ao Salgueiro... Ah! O Salgueiro! Foi o primeiro samba de 2009 que eu escutei e na hora eu vi que daria caldo:
“Vem no tambor da academia
Que a furiosa bateria vai te arrepiar
Repique, tamborim, surdo, caixa e pandeiro
Salve o mestre do Salgueiro!”
Quanto riso! Oh, quanta alegria!
Sambista que sou, eu adoro carnaval. E estou feliz da vida com a retomada do carnaval de rua carioca. A palavra retomada reflete bem o que quero dizer porque me refiro a vários aspectos do clima que assola a cidade neste período. Gosto de ver gente na rua, a qualquer hora do dia ou da noite. Gosto de ver gente simpática na rua, ‘brincando’ o carnaval e ‘brincando’ umas com as outras, como amigos de infância. Gosto de gente fantasiada, seja esta improvisada na última hora ou cuidadosamente elaborada nas últimas semanas. Gosto da música no ar e da batucada em cada esquina. Gosto da variedade de opções em todo canto da cidade.Mas não estou aqui para bancar a cega. Tem muito ‘senão’ nesta estória. Não gosto do crescente número de gente mal educada que precisa estar bêbada para se divertir (e ainda se orgulha de alardear que bebeu desde as 9 da manhã), que joga lixo no chão e que urina nas ruas. Não gosto de gente forçando beijo em uma tosca imitação ao costume banal típico de micaretas. Não gosto de ouvir funk atravessando a batida do samba enquanto ritmistas descansam. Não gosto do excesso de ambulantes atravancando a minha evolução. Detesto aquela espuma nojenta que insistem em vender no carnaval
Durante todo o carnaval, muito se falou que a prefeitura não ‘controlou’ o carnaval de rua. Na minha opinião nunca vai conseguir. Os grandes problemas são originados pela falta de educação dos pseudofoliões e a prefeitura não tem efetivo para re-educar gente mimada e sem noção. Um sujeito de 23 anos declarou ao O Globo (edição de ontem) ter tomado 32 latas de cerveja apenas durante a manha da segunda-feira de carnaval. Esse energúmeno vai se preocupar em procurar um banheiro químico? Claro que não. Ele precisava mesmo tomar 32 latas de cerveja em 4 horas para brincar uma manhã de carnaval? Claro que não (duvido que ele goste mais de cerveja do que eu)! Mas esse é o perfil de moças e rapazes que se multiplica a cada carnaval e que faz com que a cidade pareça um banheiro público de quinta categoria.
Isso tudo embaça e muito o brilho do carnaval de rua. Eu ainda acho que vale a pena montar sua agendinha e curtir os blocos Rio afora. Esse ano eu presenciei o crescimento da quantidade de famílias inteiras que pulavam juntas. Muitas, muitas crianças. O que eu mais quero é poder continuar a colocar meu bloco na rua com todo orgulho. Mas algumas atitudes precisam partir da própria população. Pra começar listo duas regras que eu mesma sigo em dias de folia:
- bebo menos por vários motivos: por segurança, para precisar ir ao banheiro o menos possível e para não ter sono no meio da tarde e perder a folia da noite.
- não compro bebida de ambulantes que forçam passagem no meio do bloco. Escolho sempre aquele que se posiciona na margem e ali fica sem incomodar ninguém.
Torço que o debate tão demandado sobre esse tema seja levado a sério pela sociedade e pela prefeitura e que soluções aplicáveis sejam encontradas. Pela perenização do bom carnaval de rua para os cariocas de bem.
PS: (1) Vale a pena conferir a ótima análise da Cora aqui. (2) A foto é da fotogaleria do jornal O Dia, publicada em 21/02/09 na sua versão online.
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
A Índia é logo ali...
Não foi muito depois disso que o estilo indiano de ser começou vazar para o Ocidente. Lembro do sucesso que fizeram o filme Um Casamento à Indiana de 2001 e a comédia Driblando o Destino de 2002, que revelou a linda Parminder Nagra para viver a Dr. Neela de E.R. E isso porque eu nunca pesquisei muito o assunto e só assisti esses dois porque zapeava despretensiosamente.
No Brasil a onda agora é separar parentes, amigos e colegas de trabalho entre brâmanes e dalits. O brasileiro virou especialista em cultura indiana desde o início da novela Caminho de Índias. E a Portela usou o Taj Mahal para ilustrar sua exaltação ao amor durante o seu carnaval. Salve a globalização!
Na premiação do Oscar não foi diferente. Mesmo sem a influência de Glória Perez, Quem quer ser um milionário arrebatou sete estatuetas e a Índia ainda levou um oitavo prêmio com Smile Pinki. Parece que até o Primeiro-Ministro se manifestou a respeito! Eu ainda não assisti tal fenômeno cinematográfico, mas deve ter seu valor e o farei em breve.
O restante da noite de entrega dos prêmios da Academia não foi tão surpreendente. Pelo que eu havia lido antes da premiação, ganharam os favoritos na maioria das categorias. Pessoalmente prefiro Anne Hathaway à Kate Winslet, mas acho que a Academia a fará ralar um pouco mais antes de lhe dar um Oscar. Mas na minha humilde opinião, o grande injustiçado da noite foi a animação Wall-E por não ter levado os prêmios de mixagem e edição de som. Criar TODA a ambientação sonora para um filme quase sem diálogos foi um trabalho simplesmente irretocável e me deixou de queixo caído.
No mais, mil vivas a Hugh Jackman – o homem que deu um ar de contemporaneidade e sofisticação à cerimônia do Oscar brilhando tanto quanto o orgulho do povo indiano e quase ofuscando os demais superstars. É bom ver que temos um artista mais que completo por trás de um personagem tão sombrio quanto o bom e velho Wolverine.



