sexta-feira, 21 de janeiro de 2005

Viva S. Sebastião!!!

Sem muito o que comentar, mas foi um feriadão.... Basicamente por colocar em prática coisas há muito pensadas e planejadas. Nada de objetividade. Nada de relatos. Só isso: sou louca sim, mas e daí? Feliz, estou muuuuuito feliz!

segunda-feira, 17 de janeiro de 2005

Essa família é muito unida! Laia-laiá....

O fim de semana começou com duas horas na companhia de Milton Guedes na sexta. Tudo de bom. O cara é gente boa pra caramba, super simpático, sorridente e tava fazendo um show acústico bastante à vontade. O ambiente caseiro do Partitura fez com que o show fosse praticamente uma espécie de jam-session. Sem falar que ele toca muito. Gaita sax, flauta, assobios e um repertório que bastante eclético rechearam esses 120 minutos de um entretenimento de qualidade. Muito legal essa sexta-feira. Espero que venham muitas outras assim em 2005.

Sábado foi dia da festa de 3 aninhos da gatíssima Maria Eduarda. Não consigo formar uma opinião bem definida sobre as modernas festas infantis. Tudo é muito burocrático. Muito arrumadinho, não? Acho que nem Caco Antibes poderia falar mal. Mas tem alguma coisa que me incomoda. Ao chegar uma recepcionista coloca seu nome no computador e recebe os presentes. Se você não fez um cartão, não tem problema algum: ela imprime um na hora em seu nome. Lá dentro acontece tudo junto ao mesmo tempo. Música (que vai dos clássicos infantis regravados à insuportável Pitty) recreação, jogos eletrônicos, brinquedos (piscina de bolas, pula-pula, castelo de ar), videokê (outro som), dardos e sabe-se lá mais o quê. Ok. Podem dizer que não tenho filhos e se os tivesse veria todo esse aparato de outra forma. Talvez. Mas acho estranho. Um monte de adolescentes e alguns adultos bêbados metidos a caras-legais-que-acham-que-animam-festas brincando nos jogos e as crianças – as maiorzinhas – olhando e esperando que alguém lhes dê a vez. As menorzinhas estão com os recreadores com atividades até legais, mas dispersas no meio de tanta opção de passa-tempo. A mesa do bolo (sem bolo) agora fica num palco e ninguém chega perto pra cantar o “Parabéns pra Você”. Cada um na sua mesa acompanhando o play-back da canção mais conhecida do mundo. Novamente entram em cena os recreadores que se colocam ao redor da mesa e, com pom-pons coloridos desviaram a atenção da aniversariante da música fazendo-a choramingar por um pom-pom cor de rosa. Não estou falando mal da festa. Foi divertido. Mas é estranho. Muito automático. Muito organizado. Sem entusiasmo, espontaneidade. Queria uma coxinha de galinha.

Domingo foi almoço de família comemorando o aniversário da Tia Dirce (irmã mais velha da minha mãe). 42º na Tijuca. Três filhas de Seu Beleza – meu avô - reunidas para a macarronada com carne assada e um feijão que me faz aguar até agora.



(Dinéa, Dirce e Dalvinha)

Além do excesso de comilança (gula mesmo, pura e aplicada, que me fez perder o sono até quase 2 da madrugada), o domingo marcou pela abertura dos arquivos fotográficos da Família Simas e agregados. Tudo começou bastante comportadinho com dois grossos álbuns de fotos bem antigas mesmo. Aquelas em pb com a borda cortadinha, sabem como é? Poses bem arranjadas e perfis combinados. Várias lembrancinhas de 1 aninho dos meus primos, a minha própria e a da minha irmã. Coisinhas mais fofas! Dalvinha “nos trinques”, louríssima! Fotos e mais fotos muito legais que geraram o seguinte comentário de Carol (filha caçula de meu primo número 3 – somos 7 e eu sou a número 5): “Pôxa, vocês são velhos mesmo, hein? Quanta foto em preto-e-branco!!!!” Por isso, em sua homenagem, Carol Almeida (Simas por parte de pai) em PB:



O problema da tarde em família foi quando se descobriu o acervo do Seu Oscar, o Papparazzi. Se eu tivesse que resgatar todas as fotos nas quais apareço horrorosa – seja brega ou feia mesmo – estaria falida. Algumas valiam muito dinheiro, mesmo (uma delas com um indescritível lencinho vermelho amarrado no pescoço). Tudo bem, década de 80 e muitas fotos foram mal-tiradas mesmo (hehehe). No fim, me perdôo, mas nunca mais remexo aqueles álbuns. Never! Jamais!

sexta-feira, 14 de janeiro de 2005

Colcha de retalhos

É. Estou muito sem tempo. O ritmo no escritório está bastante puxado neste início de ano. Pra mim, não existe aquela teoria de que o ano só começa depois do carnaval. O tal do "pique de fim do ano" ainda não se tocou que o calendário já é outro e persiste em me manter bastante ocupada. Enrolada, na realidade. Ainda bem que também estou bastante inspirada e isso compensa o stress. Bom, o que segue neste post mais parece uma colcha de retalhos. São partes de assuntos um tanto desconexos sobreviventes de outros tantos que eu gostaria de comentar mas já esqueci quais são.

Sábado foi dia de Show do Oswaldo no Claro Hall e me dei conta de duas coisas. A primeira é que é um saco ir a um show sozinha. Não ter com quem comentar as músicas, as piadinhas, as lembranças que as músicas despertam é chato mesmo. Tá, até dá pra conversar no dia seguinte, contar pra mãe, etc. Mas não é a mesma coisa. Perde-se muito do que aconteceu ali na hora. E a segunda é que, se eu não fosse mais uma vez por não ter companhia, teria sido muito pior. A trupe toda no palco: Zé Alexandre, Sergio Chiavazolli, Eduardo Costa, Lui Coimbra. Público cantando junto. Poxa, valeu muito a pena, mesmo estando desacompanhada. Como pode? Coisas de Claudinha...

A semana desde então – excetuando-se o ritmo acelerado já citado e uma gripe (ou seria virose?) que me sugou as forças um bocado – prosseguiu sem grandes novidades. Não consigo terminar o livro que estou lendo (REIMAM, Joey. “Idéias”). Acho que o texto está muito repetitivo e isso piora cada vez que tento retomar a leitura e, conseqüentemente, preciso voltar uma ou duas páginas pra me situar. Mas vou terminá-lo ainda em janeiro. Questão de honra e, como muito bem diz João Gurgel: “a morte antes da desonra!”.

Na TV teve a estréia do BBB5, mais sem graça que os anteriores. Eu até tinha pensado em tentar assistir com um pouco mais de boa vontade dessa vez, mas não consigo. É mais forte que eu e acabo mudando de canal. Estreiou também “Hoje é dia Maria”. Aliás adorei “...Maria”. Mesmo com o sotaque exagerado super criticado. Achei tudo muito bonito, uma produção caprichada mesmo. Primorosa (essa é a palavra e que não sai da minha cabeça desde um dos churrascos de fim de ano aqui na empresa)! E as músicas, então? Tudo muito legal mesmo. A impressão que eu tive era que eu estava lendo a TV. Um livrinho de história em audio e video. Gostei muito. Pena que não consegui assistir ontem e hoje minha agenda também não vai permitir: show do Milton Guedes no Partitura. Imperdível! Depois conto como foi.


Antes de terminar, é só comigo ou mais alguém se assusta com o “carinha” que fica bisbilhotando os caixas eletrônicos do HSBC? Aquele cartaz me irrita profundamente porque eu sempre acho que tem mesmo alguém de soslaio atrás de mim ... Ninguém merece!

segunda-feira, 3 de janeiro de 2005

Que venha 2005!

Fim do fim de ano! Nossa, como se confraterniza nesta empresa. Vários churrascos e várias "primorosas" garrafas de cerveja depois, a rotina e os horários voltam mais ou menos ao normal. Depois do natal concentrei-me nas tarefas de fim de ano no trabalho e nos preparativos para o reveillon. Havia decidido passar a virada do ano em Santos (junto com alguns daqueles amigos-mais-que-queridos que mencionei em um post passado) e pus o pé na estrada, ou melhor, na ponte-aérea. Vai entender. Fugi do tráfego irritante rumo à Região dos Lagos e acabei caindo no engarrafamento homérico rumo à Baixada Santista. Fazer o quê? Bom, no fim das contas, nem foi tão ruim: pouco mais de duas horas de estrada.

Foi um super feriado. Reencontrei muita gente querida e conheci pessoas maravilhosas das quais eu só havia ouvido falar. Foram muitas horas atualizando os assuntos, me divertindo bastante e ouvindo intermináveis comentários sobre o bicampeonato do Santos. A virada foi na beira da praia, em excelente companhia, devo dizer! Resumindo, foi um feriado bem agitado e acabei impedida de fazer a tradicional retrospectiva do ano.


Pra ser bem sincera, não sei mesmo se quero fazer retrospectiva. Basicamente, 2004 foi um ano de decisões importantes. Grandes reviravoltas. Mas que poderia ter passado sem os problemas causados por alguns tropeços e erros que só agora sei que poderiam ter sido evitados. Muitas mudanças e, taurina que sou, muita resistência também. Mas acho que a palavra de ordem para a minha vida em 2004 foi reencontro. Pode parecer piegas, mas devo ao Orkut os melhores momentos do ano. Tudo o que ele fez foi me reaproximar de pessoas que eu nem ousava mais sonhar reencontrar, fosse apenas reestabelecendo o contato ou mesmo proporcionando encontros de verdade, com abraços demorados e tudo. E tem sido maravilhoso. Mais que isso até. Uma verdadeira retomada de inspiração.

Planos para 2005? Não sei, sempre tive medo de fazê-los pra mim mesma e não cumpri-los ficando com minha consciência de juiz. Escrever, não sei se é uma boa idéia! Bom, mas vamos lá... começou, ta começado:

1) Ser menos preguiçosa e aproveitar melhor cada dia.
2) Voltar a estudar.
3) Ser menos implicante.
4) Cuidar de mim. Não vou fazer dieta (me alimento até muito bem) mas preciso me movimentar... E isso vai ser um problema! Ô!
5) Gastar menos (ou gastar melhor, se é que é possível).
6) Tomar mais cuidado para retornar todos os e-mails e telefonemas que recebo.
7) Ficar perto de quem me faz bem.
8) Ficar perto de quem precisar de mim.
9) Não perder o contato com aqueles que reencontrei em 2004.
10) Voltar a tocar um instrumento (isso depende diretamente do item 5).
11) Voltar a ir mais ao cinema. 2004 foi um desastre nesse sentido.
12) Ser feliz todos os dias. Um dia de cada vez, como tudo na vida.

Não está em ordem de prioridades e tenho certeza de que muita coisa ainda está de fora. Mas já é um avanço e tanto listá-las assim, publicamente. Vamos ver como eu me saio.

Finalizando, inspirada que estou, que desejo a todos um 2005 com todas as oportunidades do mundo assim como a mente aberta para enxergar cada uma delas e a força para perseguí-las e conquistá-las. Que consigamos realizar nossos sonhos, viver nossos amores, curtir nossas famílias e tocar nossas vidas com muita alegria, bom-humor e pessoas queridas à nossa volta. Super beijo!

sábado, 25 de dezembro de 2004

Feliz Natal

Só passei por aqui para deixar meu beijo e abraço a cada um de vocês. Que esse feriado seja muito, mas muito especial e deixe em nossas vidas um pouquinho da paz que merecemos. E ainda, que ele traga aos nossos corações toda força e poder necessários para que consigamos transformar nossos desejos em realidade.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2004

Tudo em Simas mesmo: pra família toda!

Acho que eu ainda estou sobre os efeitos do domingo. O dia hoje também foi memorável. Dia normal de trabalho, com toda a sua inerente complicação, mas os extras do dia foram bastante emocionantes. A primeira coisa foi interar-me de todos os pontos de vista possíveis sobre a festa de sexta. Claro que uma festa não é uma grande festa se não existirem os comentários sobre ela. Descobertas bem interessantes que não valem (ou não podem) serem publicadas, mas mesmo assim, tiveram seu papel.

Chegando perto da hora do almoço, Srta. Crisca entra na sala quase histérica: “A comida hoje é horrível!!!! Vamos almoçar fora!” Concentrada que estava em algumas tarefas, simplesmente acreditei nela e a turma do cafofo resolveu dar-se de presente um almoço no disputado Restaurante Siri do Galeão. Duas horinhas ótimas de folga saboreando um caprichado Risoto de Frutos do Mar que agradou bastante até mesmo quem não é assim tão fá de frutos do mar – eu!

Na volta telefonei pra minha mãe. Dalvinha sequer me esperou dizer o que eu queria (afinal fui em quem ligou) e me deu a notícia do ano: Vivi - Viviane Simas, minha irmã - tirou nota suficiente no ENEM para cursar Psicologia na Estácio com bolsa integral através do PROUNI do MEC! Eu nem acreditei... Sabem quando a notícia é tão boa que a gente tem medo de que esteja faltando um detalhe? Eu ainda perguntei, “Mãezinha, tem certeza? A bolsa é mesmo de 100%?” E não é que é mesmo! Olhei no site e ta lá o nome dela. Desculpem-me vocês mas estou feliz demais pra escrever certinho.... Ta quase falado eu sei, mas acho que não vou conseguir fazer de outra forma!

PARABÉNS, VI!!!!!! Estou muito feliz e orgulhosa, por você e de você!

domingo, 19 de dezembro de 2004

Não foi um domingo qualquer

Gosto de domingos. É sério, gosto muito de domingos. E hoje foi um domingo bem legal. Manhã calminha com café decente - coisa que não me permito há muito, mas muito, tempo. Como não achei nada interessante pra ver na TV, resolvi matar as saudades de meu neguinho: DVD no Djavan no aparelho, posição estratégica no sofá e valeu-me boas duas horas de bastante paz de espírito. Djavan tem esse poder sobre mim. Com uma bússola, ele acerta minhas direções. Me deixa disposta, feliz, mente aberta, com vontade de curtir um máximo de coisas legais que eu puder ao mesmo tempo. Principalmente depois de ouvir "Boa Noite". É a melhor canção do DVD por tudo. Principalmente neste domingo. Funcionou como um presságio - ou algo parecido:
"Fiquei mudo ao lhe conhecer...
O que vi foi demais, vazou
por toda selva do meu ser,
nada ficou intacto.
Na fronteira de um oásis,
meu coração em paz, se abalou:
É surpresa demais que trazes
'Inda bem que eu sou FLAMENGO!!!
Mesmo quando ele não vai bem,
algo me diz em rubro-negro
que o sofrimento leva além:
Não existe amor sem medo
Boa noite!"
É isso: depois de todo o sofrimento deste campeonato, 6 x 2 foi um bom descarrego. MENGOOOOOOOOO!

Bom, antes que eu seja chamada de egoísta, lá vai:
SANTOOOOOOOOOOOOOSSSSSSSSSSSS!!!!!!!!!!!! Em homenagem aos meus mais que queridos amigos da Baixada Santista que, a essa altura dos acontecimentos, já devem estar totalmente sem voz. Sem dúvida eles são as estrelas do dia. Muitos e muitos beijos pra vocês!

Assisti ao jogo entre Botafogo e Atlético Paranaense no shopping, onde fui almoçar. Aliás, matei minha fome de comida japonesa - muito bem matada, por sinal! Pra ser mais exata, na hora dos jogos eu estava no salão, fazendo as unhas. Típico, não? Bom, mas foi assim, ué. Os jogos acabaram quase ao mesmo tempo que a manicure e decidi terminar o domingo no cinema. Fui assistir "Dança Comigo?" e amei! É sabido que sou muito pouco exigente com relação à filmes. E sendo assim, "facim facim", uma razoável comédia romântica dificilmente será considerada ruim por esta crítica nada crítica. Pra aqueles que preferirem considerar que meu senso crítico é questionável, faço a seguinte pergunta: alguém conhece algum filme com a Susan Sarandon que seja ruim? Eu juro que não me lembro de nenhum. Algumas lágrimas discretas e eis-me aqui, concluindo o domingo numa lan-house onde um rapaz berra com o computador porque a sacerdotisa o está curando sem sua permissão. Vai entender....

Obs. 1: A formatação do post fica pra depois... Não consigo acertar cores nem grifar os nomes como de costume neste computador público e não faço a menor idéia do porquê. - DONE!

Obs. 2: A manhã djavaneada me fez lembrar de um dia bem legal, quando a Julinha (nem sei se ela se lembra disso) conseguiu colocar meu nome como assistente da produção do Multishow na lista da porta do lançamento do Songbook (2 volumes) do Djavan. Ai, ai... Beijão inter-oceânico pra você, Julia!

sábado, 18 de dezembro de 2004

E a festa rolou

A semana foi bastante corrida sem tempo pra pensar no que escrever decentemente. O que rolou de bom estes dias: a festa do jornal, ué! Canecão, 1900 pessoas. Roda de samba no início, discurso dos diretores, banda Sigilo e bateria da União da Ilha. Me acabei. É que eu não me acerto com as fotos aqui no blog e não estou afim de pagar por um flog sem imitações e, sendo assim, não dá mostrá-los as fotos da festança, mas acreditem em mim: foi muito bom. No fim das contas, me enchi de bom humor para enfrentar o que viria pela frente: mais uma sexta-feira de aventura ao chegar em casa na madrigada. Como estava com uma bolsinha linda, mas sem espaço pra nada, resolvi tirar do chaveiro apenas a chave da fechadura principal - uma questão de praticidade. Fui trabalhar pela manhã e iria direto pro Canecão após a reunião mensal que já seria na sede do jornal à tarde. Nada demais não fosse o fato da minha querida faxineira (querida mesmo) ter ido cumprir suas obrigações quinzenais para com a lesada que vos escreve. Finitas suas tarefas o que ela fez? Trancou a porta. Trancou mesmo, as duas fechaduras! E assim, uma da madrugada me encontro de pé no corredor, ainda ensopada de suor, pés doídos de tanto samba sobre um salto 10 e trancada do lado de fora de meu refúgio mais desejado. Por que mesmo eu não tinha trazido as duas chaves em vez de uma penas? Praticidade, ora! Resultado, refugiei-me no apartamento de Crisca Querida que não conseguiu parar de rir de mim por não sei quantos minutos. Somente às 13 horas de sábado consegui entrar em casa e terminar a aventura... São muitas emoções!




Voltando um pouco, na quinta-feira foi a cerimônia de colação de grau da turma "Cadê a Bomba do Saddam Hussein?", da qual faz parte justamente minha querida Crisca. Descobri por lá que ela é querida mesmo, não só por mim, mas por muita gente! Encontrei pessoas maravilhosas entre alunos, ex-alunos e professores. Foi uma noite bastante agradável - apesar do interminável, porém previsível discurso do Arlindo (quem mandou convidá-lo para Patrono?) Descobri ainda que Chico Dudu e Guilherme - membros do melhor SepcPol ever! - foram aprovados para o Mestrado de Ciências Políticas da UERJ. É isso rapazes: estou muito feliz e orgulhosa por vocês! Sempre mostrando que são bons em tudo o que fazem.

terça-feira, 14 de dezembro de 2004

Chocada mesmo!

Tinha até outras coisas pra escrever e compartilhar como de costume, mas assistir à reportagem-denúncia da queima – literal – de arquivos do governo na Base Aérea de Salvador acabou com grande parte da minha inspiração. Parece que o século XXI recusa-se a chegar ao Brasil. Enquanto diplomatas brasileiros se gastam e se desgastam na interminável batalha por uma cadeira no Conselho de Segurança, enquanto Pinochet é condenado no Chile, enquanto a sociedade modestamente discute a abertura dos arquivos da ditadura, marcamos passo ao nos deparar com essa cena louca. Os documentos queimados por si só já chocam. Mas o que me deixou verdadeiramente abalada foram os registros de 1989 e 1994. Um vereador que falava bem de Cuba e uma sindicalista, ambos fichados, suspeitos, dignos de observação - em suspeição. Outro dia falei de segurança. “É seguro manter um blog?” perguntei. Estou começando a duvidar. Quem garante que nós, ingênuos blogueiros, já não estamos fichados por espalhar devaneios aos quatro ventos? Não sou muito de dar ouvidos ou mesmo tolerar as mais diversas teorias conspiratórias que transcendem as mídias e se multiplicam pela web, mas confesso que estou assustada. Se os citados documentos forem falsos, perdemos a confiança (?!) na mídia; se forem verdadeiros, perdemos a confiança na democracia. Tem saída?

sexta-feira, 10 de dezembro de 2004

Segurança?

O que é segurança? “Me expliquem como se eu fosse uma criancinha de seis anos...”
Trava nas portas? Carro blindado? Guarda-costas? Polícia? Forças armadas?
Camisinha? Abstinência?
Família? Amigos?
Emprego? Estabilidade?
Tudo isso? Nada disso?
É seguro ficar em casa? Ler um romance? Cozinhar? Manter um blog?
Quero saber o quanto é seguro ser sincero, ser honesto, compartilhar.
Ficar sozinho é seguro? Relacionar-se? Trair? Romper? Esquecer?
Decidir é seguro? E decidir-se? Dormir? Pensar? Imaginar? Sonhar? E desejar?
Confirmar, só por segurança, é seguro? Ensaiar, pra dar segurança, é seguro? Esclarecer? Concordar? Discordar?
Quem é totalmente seguro? Quem está totalmente seguro? É necessário ser ou estar seguro? Para que ser ou estar seguro? Para quem? Por quem? Quando? Por quê?
Existe o amar com segurança? Existe o viver com segurança? Existe o tal porto seguro? Se existe, está aberto a todos?

Você está seguro disso?

quinta-feira, 9 de dezembro de 2004

Ontem e hoje

Prometo não ficar colocando letras de música o tempo todo, mas esta foi a última música que escutei ontem e a primeira ao acordar hoje pela manhã.... Sinal de quê?

Desenho de Giz
(João Bosco e Abel Silva)

Quem quer viver do amor
Mas não quer de suas marcas
Qualquer cicatriz
ilusão do amor não é risco na areia, desenho de giz
Eu sei o que vocês vão dizer
que a questão é querer, desejar, decidir
Aí diz o meu coração:
Que prazer tem bater se ela não vai ouvir?
Aí minha boca me diz:
Que prazer tem sorrir se ela não me sorri também?
Quem pode querer ser feliz se não for por um grande amor?

Eu sei o que vocês vão dizer
A questão é querer, desejar, decidir
Aí diz o meu coração:
que prazer tem bater se ela não vai ouvir?
Cantar? Mas me diga pra quê
E o que vou sonhar só querendo escapar à dor?
Quem pode querer ser feliz se não for por um amor?

terça-feira, 7 de dezembro de 2004

Maravilhas do Findi: Mr. Big e o Clube de Castores

Zapeando durante os comerciais da saga/siga de Maria do Carmo & Cia, encontrei o episódio de Sex & the City no qual Mr. Big se despede de Nova York. Ele é fantástico, lindo, charmoso, simpático e ainda atura todas as nóias da Carry (e tenho toda autoridade do mundo para falar de nóias!). Maravilhoso, não? Tudo bem, tietagem explícita de manhã cedo por um personagem de um dos seriados mais pops de todos os tempos não é bem o meu estilo, mas não resisti. No episódio de ontem ele colocou Moon River (em vinil) pra tonta da Carry escutar. Era a música preferida dos pais dele, e a pateta da Carry só soube dizer: “uau, que piegas!” Dá pra torcer por uma protagonista dessas? E ele ainda deixou uma passagem para ela... Babei....

Babei também quando voltei para ver o finzinho da novela e a cena era do Barão de Bonsucesso que habilmente conseguia fazer com que sua amada – D. Laura – se submetesse aos exames que irão diagnosticar, em breve, que ela está sofrendo do fatídico Mal de Alzheimer. Uma cena simples mas que deu um banho de romantismo e sensibilidade em todo o núcleo principal da estória, repleto dos clichês folhetinescos. Fim da novela e mais uma rodada no controle remoto. Estava passando Meia-Noite no Jardim do Bem e do Mal, Mas já estava pra lá do meio... Uma pena porque eu a-do-ro esse filme! Fui dormir.

Bom, chega de tv. Fazendo o update sobre o fim de semana, saiu quase tudo como o planejado. De inesperado, (é claro que eu tenho que me atrapalhar, não?) foi o fato de eu ter esquecido em casa o resumo do livro Le Colonel Chabert que eu deveria apresentar no curso de francês. Sem problemas, só tive que tentar gaguejar o menos possível. Claro que não funcionou bem assim (nunca gaguejei tanto na vida) e acho que deu pra enganar... Mas deu um nervosim!

Da Aliança Francesa, em Botafogo, para o Saara, no centro da Cidade. Esqueci completamente que já estamos em ritmo de compras de Natal. O lugar estava que era só cabeça para qualquer lado que eu olhava. Só consegui encontrar parte do kit de presentinhos que quero montar para o meu querido Inimigo Oculto. Não dava pra procurar mais, afinal ainda havia muito que fazer e eu ainda tinha a opção da Feira de S. Cristóvão no domingo (hoje vai ser a entrega dos presentes e amanhã já posso contar quem é meu querido Inimigo Oculto e o que ele ganhou, ok?).

Corri pra Tijuca. Almoço e salão (santa vaidade, Batman!) e após “enruivecer”, coloquei-me a caminho da Ilha do Governador, pro Encontro de Natal do DCC-01. Mais uma vez encontrei amigos mais que queridos e valiosos. Fui pra cozinha (pra variar, afinal o CC RJ Ilha do Governador sempre foi uma segunda casa pra mim) e, terminado o jantar, fui dormir na casa da Ana Paula e do Lúcio (com os quais também não falava há quase dez anos). Papo vai, papo vem, fomos dormir pra lá de 3 horas da manhã! Mas como valeu a pena. É muito bom poder reencontrar pessoas queridas, vê-las tão bem e saber que ainda temos muito assunto em comum. Acabei me rendendo ao gostinho de quero mais e voltei pro segundo dia do Encontro. Já mencionei que estava me sentindo em casa, mas no encerramento fui “adotada” de vez: saí do Encontro devidamente empossada como CC Honorária do CC RJ-Ilha do Governador. Foi realmente um grande presente de Natal e me sinto muito honrada por isso. E vamos trabalhar!

Terminei o domingo em casa após passar na Feira de S. Cristóvão e terminar meu Kit (e como adoro aquele lugar!) assistindo Harry Potter e a Pedra Filosofal e pronta, agora, pras emoções da semana....

sexta-feira, 3 de dezembro de 2004

Ipanema, 2 de dezembro de 2004

Ontem foi dia de festa. Como sabem bem os mais próximos, não sou chegada a noitadas durante a semana, primeiro, por ter encaretado demais nos últimos anos e, segundo, por estar me sentindo uma velha sem forças (inclusive já falei disso bem lá atrás...). Bom, o fato é que fui convidada para uma festa de aniversário e resolvi aventurar-me na noite de quinta-feira em Ipanema. A disposição apareceu (eram quase 21:30 quando entramos, Silvete e eu, no metrô – só com muita disposição mesmo) e, definitivamente, valeu muito a pena. Foi uma festa e tanto. O espaço era perfeito, com comidinhas e bebidas fartas e música boa pra dançar. Adorei exorcizar a fadiga das duas últimas semanas dançando ininterruptamente. Me fez bem. De verdade mesmo, fez mais bem pro corpo do que pra alma porque no fundo, bem lá no fundo, fiquei com a sensação de que estava faltando alguma coisa. E não me arrisco a expressar qualquer coisa a respeito dessa sensação de falta de forma a não torná-la verdade. O que isso quer dizer, não sei. Não vou me preocupar com isso agora.

O fim de semana vai ser agitado. Aula de francês pela manhã, Saara e Feira de São Cristóvão à tarde (para comprar os presentinhos de meu querido Inimigo Oculto) e Encontro de Natal do Clube de Castores à noitinha, na Ilha. Muita coisa pra fazer e pouco tempo pra pensar em sensações inultilmente insistentes (não consegui tirar isso da minha cabeça o dia inteiro).

Outra coisa que não me saiu da cabeça:
"Se por acaso morrer do coração, é sinal que amei demais,
Mas, enquanto estou viva e cheia de graça, talvez ainda faça um monte de gente feliz." (Rita e Roberto)

Contraditório, não?....

quinta-feira, 2 de dezembro de 2004

Clube da esquina

Ontem consegui chegar em casa a tempo de assistir ao finalzinho do Conversa Afinada com o Lô Borges. Cada vez que o vejo mais me impressiona a sua simplicidade, seja no seu jeito de falar ou nas suas composições. Há alguns meses eu estava sugerindo músicas pro meu amigo Mombaça Coisa Preta Mais Querida incluir em seu repertório (pretenciosa, não?). Não lembro de quem foi a idéia, mas dentre muitas viagens loucas que fizemos, surgiu Sonho Real. Acho que esta música estava escondida em cantinho obscuro de minha mente porém, à sua simples menção, várias imagens pularam à minha frente me fazendo revivê-las desde então: pessoas, momentos, lugares, sensações, cheiros e outras músicas. E essa canção representa exatamente a simplicidade a que me refiro. Sentimentos do mundo, expressados de uma forma genialmente simples que não pede erudição alguma para entendê-la. Apenas as próprias experiências de quem a escuta.

SONHO REAL

(Lô Borges/Ronaldo Bastos)

A primeira vista
A paixão não tem defesa
Tem de ser um grande artista
Pra querer se segurar
Faz tremer a perna
Faz a bela virar fera
Quando alguém que a gente espera
Quer se chegar

Só de pensar
Já me faz mais feliz
Nem bem o amor começa
Eu já quero bis
Chega e instala a beleza
No mesmo momento. . .

Ilusão tão boa
Quanto o astral de uma pessoa
Chega junto, roça a pele
E já quer se enroscar
Lê seu pensamento
Paralisa seu momento
Ao se encostar

Felicidade pode estar pelo sim
Às vezes do teu lado
Tem alguém afins
Chega e instala a beleza
No mesmo momento. . .

Vem andar comigo
Numa beira de estrada
Desse lado ensolarado
Que eu achei pra caminhar
Vem meu anjo torto
Abusar do meu conforto
Ser meu bem em cada porto
Que eu ancorar

Felicidade pode estar pelo sim
Às vezes do teu lado
Tem alguém afins
Chega e instala a beleza
Momento de sonho real...


Precisa falar mais? Fiquei tentada a destacar meus versos preferidos, mas deixa pra lá.....

segunda-feira, 29 de novembro de 2004

Aproveitando o intervalo forçado

Meu computador não está colaborando... Enquanto o rapaz do suporte tenta trazer meu dia de volta à normalidade, aproveito para deixar algumas linhas no meu querido diário através do computador vago de meu colega de férias. O desânimo está tomando conta de mim. São tantas coisas pra fazer em tão pouco tempo (sempre me lembro do Willy Wonca....) que parece que não adianta nem começar nenhuma das tantas tarefas acumuladas. Estou literalmente apagando incêndios. Na última semana (e me parece que nessa também) eu não consegui realizar nada do que estava planejado. O pior é que eu não posso extender meu horário de trabalho por conta do transporte da empresa (e não me aventuro a atravessar a Linha Vermelha sozinha). Vamos ver se o nhoque do almoço me anima.

O fim de semana foi bem legal. Fomos (Sandrinha, Cláudia, eu e Silvete) ao Clã Café no Cosme Velho. Eu adoro aquele lugar e, no sábado, foi o programa perfeito. Depois demos uma passadinha na Lagoa pra ver a nova Árvore aliás, maravilhosa como sempre.

Obs.: desisti da foto..... toda hora fica indisponível.... :o(

terça-feira, 23 de novembro de 2004

Não é a mamãe!

Simples: porque hoje é dia do meu pai! Meu e de Vivi, claro! Paizinho hoje faz cinqüenta e.... Bom melhor melhor deixar pra lá! De uns tempos pra cá ele tem ficado tão vaidoso que é melhor não falar em idade. Eu sempre fui fascinada e apaixonada pelo meu pai. Me lembro que eu esperava por ele sentada no muro de nossa casa em São João. Não era difícil reconhecê-lo, eu conhecia muito bem o seu jeito de andar e vestir-se. Hoje, não consigo me lembrar de vê-lo chegar em casa mau-humorado. Estava sempre com um sorriso caloroso no rosto (e alguma gulodice nos bolsos para as pimpolhas insaciáveis). E foi sempre um pai presente, carinhoso e amigo. Junto com Dalvinha, Seu Otávio sempre foi meu melhor exemplo de vida e minha principal fonte de inspiração. Espero não decepcioná-los.

Pai:
Que o seu dia seja excelente.
Que você nunca se esqueça dos seus sonhos e que eu possa estar por perto para te ajudar a realizá-los.
E que você seja sempre esta pessoa incrível e este pai maravilhoso que tem sido nesses tantos anos.
Te amo muito!



Só pra registrar, meu caro amigo Wlad (o meu, o seu, o nosso Véio Zuza) está oficialmente de férias. Isto significa que esta tecnoburocrata que vos escreve está oficialmente encrencada. Por três semanas, é bem provável que os senhores e senhoras freqüentadores deste humilde espaço não encontrem aqui nada com algum sentido lógico. Peço ainda, encarecidamente, que, caso sintam falta de mim, que dêem uma olhada por entre as pilhas de papéis que se multiplicarão pelo nosso simpático cafofo. Bom, dá pra perceber que não posso me estender...... Fui!

sexta-feira, 19 de novembro de 2004

Qui nem Jiló

Falei de saudade ontem. Algo me impele a falar de saudade novamente. Perdoem-me. Estou sendo repetitiva confessa. Mas isso se deve ao fato dessa palavra estar se repetindo intensamente em meu cotidiano esses últimos dias. Eu estou mesmo com uma sensação de saudade indefinida e infinita de algo. Já sou saudosista de natureza. Minhas músicas, filmes e afins preferidos, são todos bastante antigos. Velhos mesmo eu diria. Ainda por cima, tenho falado muito com pessoas que não vejo há muito tempo. E a saudade aumenta. Sinto cheiro que me remetem ao passado. Ouço músicas me fazem recordar a adolescência e de coisas que eu nem lembrava que existiram algum dia. Muito estranho. Será que estou fadada a viver do passado? Estou presa a ontem? Será que quando dizemos que a vida dá voltas, nos referimos ao fato da vida acontecer em ciclos e não exatamente de reviravoltas doidas e inesperadas? Algum analista na platéia? Se for para diagnosticar que essa atitude é típica de quem quer evitar olhar pro futuro, que continue quieto! Não é fuga. É apenas uma sensação de bem estar. De conforto. Sei lá..... Não sei se é bom ou ruim. Mas vou ficar quietinha, quietinha, quietinha.... Cantando Gonzagão (das antigas, como já disse....):

"Se a gente lembra só por lembrar
O amor que a gente um dia perdeu
Saudade inté que assim é bom
Pro cabra se convencer
Que é feliz sem saber
Pois não sofreu

Porém se a gente vive a sonhar
Com alguém que se deseja rever
Saudade, entonce aí, é ruim
Eu tiro isso por mim,
Que vivo doido a sofrer

Ai quem me dera voltar
Pros braços do meu xodó
Saudade assim faz roer
E amarga que nem jiló
Mas ninguém pode dizer
Que me viu triste a chorar
Saudade, o meu remédio é cantar"
(Luiz Gonzaga / Humberto Teixeira)

Pausa na quietude pra lamentar a saída do Lessa do BNDES. Não gostei nem um pouco. O governo está cada vez mais estranho. Muito estranho aliás. Eu acreditava que a esquerda no poder não iria fazer nada realmente de esquerda, mas assim já está demais, não? Que o FHC priorizasse o econômico em detrimento do social, era previsível, ainda que não aceitável. Agora, que o Lula faça isso também, e não é só um pouquinho, é muito estranho. Bom cada vez mais, menos eu me surpreendo. E a sensação de impotência só aumenta.

Já que é sexta-feira, permitam-me expressar meu total descontentamento com os ASPONES. O programa é legal, mas precisava ressuscitar o Oswaldo Montenegro na mídia só pra dramatizar a chatice do personagem? Santa implicância, Batman!

“Que não seja preciso mais do que uma simples alegria para me fazer aquietar o espírito.
E que o teu silêncio me fale cada vez mais.

Porque metade de mim é abrigo, mas a outra metade é cansaço.

Que a arte nos aponte uma resposta, mesmo que ela não saiba.
E que ninguém a tente complicar porque é preciso simplicidade para fazê-la florescer.”
(Oswaldo Montenegro)

quinta-feira, 18 de novembro de 2004

Pensamentos multifacetados

Tá nO Globo: Brasileiros batem marca de 14 horas mensais de navegação na Internet. Segundo a reportagem, somos superados apenas pelos japoneses que ficam 15 horas e meia na internet. Se pararmos para fazer as contas, são 30 minutos por dia. Eu ainda não concluí se isso é muito ou é pouco. Quem tem banda larga fica mais tempo na rede, pouca coisa, e tende a freqüentar mais sites de comércio eletrônico e finanças do que os demais usuários, ainda segundo o estudo no qual se baseia a reportagem. O que mais me chamou a atenção no entanto, foi uma notinha despretensiosa no final: “sites de conteúdo audiovisual de portais como Terra, Globo e UOL estão bem posicionados, com mais de 80% dos visitantes em banda larga”. Se estes acessos são espontâneos, é sinal de que o território livre da internet acabou por se “corporativar”, ou seja, as pessoas continuam absorvendo apenas as informações que vêm dos grandes conglomerados de mídia, ignorando outras fontes de informação, outras formas de passar uma mesma informação. Lamentável, porque desta forma não há questionamento ou contestação. Não há formação de pensamento crítico. Animemo-nos! Existe uma outra hipótese: lembremos que estes “sites de conteúdo audiovisual” são também, nada mais, nada menos que os mais populares provedores de acesso de baixo custo do mercado. Sendo assim, tais acessos não são espontâneos e, não necessariamente, as pessoas absorvem automaticamente o conteúdo por eles disponibilizado. O alto número de acessos deve-se, principalmente, à obrigatoriedade à que os assinantes se submetem de iniciar a navegação por uma destas páginas, afinal tá configurado assim, né? Ufa, nem tudo está perdido!

Ainda sobre internet, fica aqui uma indicação: o site Quatrocantos.com mantém uma lista de artigos sobre verdades, meias verdades, lendas, mitos e pulhas na internet, sejam elas divulgadas na própria web ou aquelas que adoram entulhar nossas caixas de e-mail (aquelas dúzias de e-mails sobre substâncias perigosas, autores famosos de textos duvidosos e os últimos e superpoderosos vírus que nem a Microsoft conseguiu evitar). O Quatrocantos.com não faz exatamente investigações. Apenas mantém suas portas abertas à lógica. Vale a pena.

E hoje me deu uma saudade infinita de alguma coisa.... Conseqüentemente lembrei de Vinícius.

Ausência
Eu deixarei que morra em mim o desejo de amar os teus olhos que são doces
Porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres eternamente exausto.
No entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida
E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a tua voz.
Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado.
Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados
Para que eu possa levar uma gota de orvalho nesta terra amaldiçoada
Que ficou sobre a minha carne como nódoa do passado.
Eu deixarei... tu irás e encostarás a tua face em outra face.
Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada.
Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu,
Porque eu fui o grande íntimo da noite.
Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa.
Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço.
E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado.
Eu ficarei só como os veleiros nos pontos silenciosos.
Mas eu te possuirei como ninguém porque poderei partir.
E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas.
Serão a tua voz presente, a tua voz ausente, a tua voz serenizada.

(Vinícius de Moraes)

Atualizações

Sábado, dia 13 de novembro (eu sei que já passou, mas não deu pra escrever antes...) foi dedicado ao McDia Feliz. E as garotas superpoderosas foram devidamente acompanhadas de dois galãs de novela (não me perguntem os nomes). Fora a tietagem, o dia foi bastante produtivo e divertido. Aprendi a fazer cachorrinhos de bolas (aquelas compriiiiidas que enrola daqui e estica dali, ficam do jeito que queremos - ou queríamos, errrr....)




Acabei de ler o Código Da Vinci na sexta-feira à noite. Foram cinco dias de aventuras por Paris e Londres. O livro é realmente magnetizante. Um romance muito bom. E o melhor é que teremos Tom Hanks na telona na pele de Robert Langdon! Ou seja, como me conheço bem, nova contagem regressiva até o lançamento. Santa ansiedade, Batman!

Pela primeira vez em 3 décadas fiquei com vergonha de ser flamenguista. Pelo time e pela torcida... Não sei o que é pior...

quinta-feira, 11 de novembro de 2004

Minha varanda comercial!



Esta é a vista oferecida de graça a quem visita as instalações do Parque Gráfico da Infoglobo em lindos dias de primavera. Podem falar: é ou não é uma benção? A câmera não é lá grande coisa mas, com um pouquinho de boa vontade (e bons óculos, claro), dá pra reparar que nossa "varanda" vai até a Serra de Terê, com direito ao Dedo de Deus e tudo!
Morram de inveja!!!!!!