segunda-feira, 13 de fevereiro de 2006

Nessas duas semanas

Teve festa para compensar aquele Reveillon que não virou o ano (aqui para os desatualizados). Festa 0800 para todos que compraram ingressos para a festa embargada do dia 31/12 (devidamente ressarcidos, devo mencionar). Comida e bebida à vontade. Regado mesmo. Sem miséria. Os poucos ingressos vendidos (para acompanhantes dos convidados originais) seriam destinados a uma instituição filantrópica. Teve show de quase 3 horas da Celebrare. O chato foi ter que cantar "Parabéns pra Você" pro Romário que, aparentemente, estava por lá também. Mas valeu muito a pena desvirar ostra e sair um pouquinho. Pela comida, pela bebida, pela música e, é claro, pela companhia. Meninas Super-Poderosas, avante!

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Teve Lapa. Conseqüentemente, teve papo furado, samba e cerveja. Teve conversa séria também, de apertar o coração, mas de reafirmar amor e amizade. Teve até briguinha e esporro (merecido, mas doído) que passou mais ou menos rapidinho. Teve faxina básica (bem de leve, claro) em seguida e alguns ajuste nos fatídicos álbuns de fotos, que só não foram devolvidos porque consegui um scanner (lembram que eu queria um scanner?). Assim, alguns registros Tudo em Simas virarão arquivos “.jpg” muito em breve. Nem adianta: coisa de família, ok? Nem adianta sugerir criação do flog do clã. Serão enviadas apenas para os membros da família e permanecerão guardadas a sete senhas, ok?

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Teve quiz viciante (não me lembro mais de qual blog eu tirei a dica, sorry, sorry...) que me ocupou por algumas longas horas até eu chegar a “gênio” e “clap!clap! clap!” [Claudinha feliz!!!]. Teve computador tomando banho acidental de água com sabão e amaciante [Claudinha triste, muuuuito triste!!!]. Ai que nervoso. Não tem grana pra outro... Aquele eu já comprei usado... Mas ele até que ainda está sobrevivendo, mas vira e mexe entra em coma. Ainda não sabemos seu estado real. O diagnóstico ainda não foi oficialmente declarado. Notícias em breve. Mas que ficou limpinho, ah sim, ficou!

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Teve aniversário de Amiga paulista (?! – quem é de Ribeirão Pires é paulista?) que mora no Rio há anos e não perdeu o sotaque. Com toda a chuva do mundo, que cismou de cair entre o sair da estação Carioca (ou "Carioca Station" – afinal o Metrô do Rio agora fala inglês!) e o chegar à Graça Aranha. Foi necessária uma árdua negociação com um daqueles mágicos que se exibem no centro da cidade fazendo aparecer, em segundos, dezenas de guarda-chuvas a R$ 5,00 cada. Detalhe: “garantia só até a próxima esquina” - palavras do vendedor. Mas chegamos quase não tão molhados quanto esperávamos para ver a Amiga Querida que eu não encontrava desde julho. Linda e divertida como sempre! Te adoro, Dri!

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Teve trabalho também. Duas semanas intensas no Bibmundinho. Teve mudança efetiva do Diretor e muito trabalho, claro. Ai, que angústia. Muita coisa para fazer de forma meio aleatória, meio doida, meio não sei o que fazer. Estou com um sério problema de prioridades , quero dizer, estabelecer prioridades (acho que já falei isso aqui). Estou chegando naquele ponto em que tudo é urgente pra todo mundo e eu sou uma só. Um levantamento assim, um relatório assado, uma planilha aqui, uma consulta ali, uma reunião acolá. E processos de importação, claro! Teve expediente até 22:00 na terça e 23:30 na quarta. Deve ter que ter ainda subida de serra básica para acompanhar fiscal e tudo o mais. Mas teve um lance legal: Mecânica de Batom. Quando recebi o e-mail (interno, mas de um ilustre e desconhecido colega de trabalho) com o assunto “Mecânica de Batom”, achei que era uma piada que havia sido mandada para a Cláudia errada. Quase apaguei o e-mail de cara. Só que não era piada, errr, era um convite para a turma piloto sobre a aplicação de um cursinho (ou palestra, ou seria seminário?) de Mecânica Básica para Mulheres, promovido pelo Detran-RJ e o grupo que trabalha e realiza atividades relativas à Qualidade de Vida lá na empresa. Bom, que “potência = força x velocidade” e o que é um motor 4 tempos eu já sabia dos idos tempos do curso técnico (a descrição detalhada de seu funcionamento foi questão de prova de uma matéria que eu não me lembro o nome, operações-qualquer-coisa). De resto, é óbvio, váááárias novidades (?!) sobre mecânica de automóveis. Os instrutores faziam analogias simples e de repente muitos mistérios se desvendaram. Descobri que além do triângulo, macaco e estepe, é bom levar sempre no carro: um ovo (pro radiador), um cadarço (para o caso de uma das correias auxiliares arrebentarem), uma vela (para correias ressecadas) e água destilada (água da torneira do quintal não serve). Comecei a me perguntar por que as pessoas falavam tão mal do MacGyver só porque ele sabia fazer uma bomba com chiclete de bola e consertava aviões com biscoitos cream-cracker, capim e uma tesourinha de unha. Ok, falando sério agora. Foi muito legal, prático e objetivo. Dicas de atitudes simples, cuidados bobos e manutenção básica, todas super úteis numa linguagem que deveria ser obrigatória nos tais Manuais do Proprietário. Ah, e o mais importante: vários argumentos anti-mecânicos-enrolões. Legal mesmo. Só me frustrei ao descobrir que não existe a tão famosa rebimboca da parafuseta... Achei que ela seria a solução de todos os meus problemas...

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Teve visita pra ver o sobrinho fofo cada vez mais fofo, a sobrinha linda cada vez mais mocinha, o sobrinho querido que me cobrou mais uma vez a alça do fichário que eu esqueci de trocar. Papai e mamãe também, que eu tava cheia de saudades. Teve Em Busca da Terra do Nunca (de novo!!). Teve forro da cortina (finalmente) no lugar. Teve Botafogo x América, o que me custou alguns cantinhos de unha arrancados depois do terceiro gol do Bota, mas valeu pela torcida maravilhosa do Sangue e pela tranqüilidade do Maracanã, o bom e velho Maraca lotado, onde famílias inteiras foram assistir à final do campeonato. Teve cinema e gargalhadas com Tony Ramos e Glória Pires. Previsível, pode ser, mas divertido à beça! Só que eu sou suspeita demais pra falar. Ri de me acabar... Doeu a barriga.
E teve mais uma despedida.
E o início de mais uma contagem regressiva...

domingo, 12 de fevereiro de 2006

Visita à blogcelebridade

Bebi demais e não paguei o IPTU do Daniel Scobar lá no Noblat. Mesmo que um pouco atrasado, (o artigo é de 20/12/2005) ainda vale a leitura... Eu gostei.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2006

Ainda dá tempo

Faltam dez minutos pra terminar o aniversário dele, mas não dá pra deixar passar. Não sei bem o que dizer, mas não queria deixar o dia passar em branco aqui no cantinho virtual..... Posso pedir licença e pegar emprestado uns versos?

Amor pra recomeçar
[Frejat/Mauricio Barros/Mauro Sta. Cecília]


Eu te desejo não parar tão cedo

pois toda idade tem prazer e medo
e com os que erram feio e bastante
que você consiga ser tolerante

Quando você ficar triste
que seja por um dia e não o ano inteiro
e que você descubra que rir é bom
mas que rir de tudo é desespero

Desejo que você tenha a quem amar
e quando estiver bem cansado
ainda exista amor pra recomeçar,
pra recomeçar

Eu te desejo muitos amigos
mas que em um você possa confiar
e que tenha até inimigos
pra você não deixar de duvidar

Desejo que você ganhe dinheiro
pois é preciso viver também
e que você diga a ele pelo menos uma vez
quem é mesmo o dono de quem

Desejo que você tenha a quem amar
e quando estiver bem cansado
ainda exista amor pra recomeçar,
pra recomeçar...


Tudo de bom, meu querido! Você é maravilhoso e muito especial! Agradeço demais a Deus por tê-lo em minha vida! Felicidade, pra mim, é uma seqüência de momentos felizes, é isso que te desejo simplesmente, momentos felizes seguidos! Conta comigo!

sexta-feira, 27 de janeiro de 2006

Chove lá fora e aqui...

Tá o maior calor. Poderia ser pior. Muito pior. Poderia ser como terça, quando faltou luz entre seis e meia e oito da noite e quase esmilingüi (existe essa palavra?) de tanto suar. Voltando pra hoje, vi a novela enquanto ligava para meia dúzia de pessoas que se declararam nada animadas para sair por conta da chuva. Não posso culpá-las, né? Vai que a Av. Maracanã enche pra variar? Agora a NET saiu do ar. Passei para dar uma olhada nos emails e deixar registro no TeS por dois motivos básicos: o primeiro é que não quero perder o login (afinal, todos sabemos como o Blogger é ciumento e possessivo: “sumiu? então não volta mais!”); e segundo porque sei que a galerinha passa por aqui para saber notícias. Pois é... Tô por aqui, vagueando dentro da própria cabeça nunca antes tão oca buscando assuntos interessantes para comentar, mas nada mudou: coisa alguma me apetece. [Nossa, como tá calor!] Como ia dizendo, estou por aqui. Acho que é uma boa idéia pegar o violão que ganhei no Natal e tentar resgatar um pouco da mobilidade dos meus dedinhos. Não me lembro de música alguma de cabeça, mas achei umas revistinhas velhas e tem sempre a internet e seus sites de músicas cifradas, não é mesmo?

Ah! Ia esquecendo de contar... No dia do tal apagão eu aproveitei para terminar de arrumar as fotos da minha família (aquelas que trouxe da casa dos meus pais, cheguei a comentar? acho que não, não me lembro). Anyway... Bobagem. Só 749 fotos. Só cheguei a esse número porque descobri que os dois álbuns para 300 fotos cada que comprei foram insuficientes. Mas foi um bom passatempo. Eu só queria saber de quem foi a idéia de parar de imprimir datas nas fotos... Lamentável! Inacreditável! Alguém já tentou organizar fotos velhas imaginando em que ano tal coisa aconteceu? Garanto: missão quse impossível.

“Michelle aqui parece mais nova, então esse natal foi antes desse.” “Mas essa blusa eu ganhei nos meus 15 anos, então isso aqui foi depois depois de 88...” “Essas são do aniversário de 82 anos da Vó Chica. Legal! Bom, se eu soubesse em que ano ela nasceu essa informação seria realmente útil...” “Nossa, eu nem lembrava dessa viagem!!! Ou eu estou ficando velha e perdendo a memória, ou então foi uma 'pííííí' de viagem mesmo.”

Caramba, acho que só eu mesma pra encarar essas maluquices. Mas estava tudo tão misturado naquela gaveta enorme, com tantas imagens e outras tantas lembranças deliciosas e inesperadas, que eu acabei decidindo trazê-las para arrumar. No fim, mais de meia-noite, ainda me lembro de ter pensado assim: “Como eu queria uma scanner, muita gente ia gostar de ver essas...” Agora me diz, sou retardada mesmo né? Bom, terminei a missão muito feliz mas, errrrr, com um pequeno detalhe a ser destacado. Depois de ter arrumado o segundo álbum de 300 fotos todinho, descobri que coloquei as benditas de trás para a frente no dito cujo. Ou seja, quem olha a linda capa imitação de couro do álbum e o abre esperando ver Hivy e Lucas ainda bebês, se depara com os dois já galalaus e, ainda por cima, de cabeça-prá-baixo (ou de ponta-cabeça, pro pessoal de Sampa). AAAAAHHHHHHH!!! Resmunguei (tava cansada demais para esbravejar ou xingar) “Cabeçudinha...” e fui dormir.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2006

Cromoterapia

Se eu pudesse fazer um desejo agora ele seria: que meus dias fossem, ao menos, tão coloridos quanto foram os três dias deste último fim de semana (prolongado para os cariocas – e alguns visitantes). Colorido, sim, por que cor sempre me lembra alegria, diversidade, surpresa, movimento. E assim foi meu feriadão: colorido.
Colorido por cores fortes.
Colorido pelos
sorrisos iluminados (sim, no plural, eram vários).
Colorido pelo brilho dourado e constante do sol.
Colorido pelo brilho prateado de um
pequeno presente.
Colorido pelas paisagens.
Colorido pelos vários verdes dos cenários mais diversos e sempre carioquíssimos.
Colorido pela diversidade do Nordeste que fica do Rio.
Colorido pelas bochechinhas rosas do sobrinho fofo mais fofo do mundo.
Colorido pela idéia da imagem inspirada no final feliz.
Colorido pelas 175 fotos tiradas (e foi nesta hora, quando organizava as fotos no pc, que me dei conta do colorido do fim de semana).
Até minha geladeira (tradicionalmente branca – por fora e por dentro) estava coloridérrima!
Pena que faltaram as cores da Estação Primeira, ou mesmo da Vila (ingresso mais em conta), mas fica pra próxima.

Obrigada, Deus, pelas cores destes dias!

Cores. Esse é o meu desejo: dias intensamente coloridos a todos nós.

PS: Acho que vou virar devota de S. Sebastião...

segunda-feira, 16 de janeiro de 2006

Tentei fugir mas não durou muito tempo. Continuo ostra.
Mas voltei aqui e, errr... emocionou.
Abre parênteses: super sentimental também tá no perfil. Chorona mesmo... Normal ou TPM? Nunca sei... Fecha Parênteses.

domingo, 15 de janeiro de 2006

Notícias da Tijuca

Nada demais.

Não. Não é post enche lingüiça, apenas vontade de escrever e não saber o quê. Puro desabafo. Basicamente auto-irritação com a impotência que me assola. Abre parênteses: podem ler ao lado que impotência me frustra demais. Fecha parênteses.

Falar sobre o acontece no Brasil ou Mundo. Sei lá. Pra ser muito honesta, a Claudinha-super-sintonizada-em-tudo-o-que acontece hoje não tá nem aí. Não leu jornais. Não ouviu rádio. Não viu tv. Não sabe nada sobre nada. E o que assusta é que se sente muito bem assim.

Voltando à primeira pessoa, na prática (tenho sido muito prática ultimamente), almocei com minha família e voltei para casa angustiada com um raio de um remédio que está provocando fissuras na coluna da minha tia. Não quero pensar no assunto. Não adianta. Não sou médica. Nem sou a química farmacêutica que um dia desejei ser para tentar entender o que acontece. Opinar? Nem pensar. Impotência. Impotência. Impotência. Falta água longe daqui. Impotência. Falta comunicação entre as pessoas. Impotência. Palavra do dia.

Virei ostra. Abre parênteses novamente: vocês também podem ver aqui ao lado que virar ostra é muito fácil para a pessoinha aqui. Fecha parênteses.

Filmes. Vi filmes a tarde toda. Seguidos. Viciantemente. Intervalo para desabafar na web, mas já volto pro sofá. Quero mais, mais. Jonnhy, Susan, Winona, James, Kevin, Kate, Haley. Agora Sean e Susan (novamente). Calor. Muito calor. Já já o domingo acaba e que seja bem-vinda a rotina de segunda. Semana curta e fim de semana prolongado, desejado (muito desejado) e abençoado.

Nota: post extremamente motivado pela frustração. Cláudia não é perfeita. Não se pretende ser (apesar de já o ter feito). A assessoria de imprensa do blog divulgou que em breve ela retoma suas atividades com Tudo em Simas de verdade. Como deve (ou deveria ser). Até.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2006

Vai e Vem

Passa o tempo
Passa lento
Passa o passo
Triste como o compasso
Da valsa abandonada

Um tanto acanhada, a
Menina risca um traço
Perde o laço
Perde no vento
Perde o momento

Tal intento
Tal desalento
Tal percalço
E fosse o abraço
A carícia desejada

A presença notada
Faz-se em pedaços
Voa no espaço
Voa pensamento
Voa sentimento

segunda-feira, 2 de janeiro de 2006

Só rindo mesmo... Ah! E feliz...

Sobre a virada do ano, pouquíssimo a falar. 2005 acabou. Ficaram poucas certezas. Uma delas: não quero fazer retrospectivas. Apenas digo que foi um ano diferente. Muito diferente. Coisas do tipo, “comigo não rola”, rolaram. Algumas foram ótimas. Outras nem tanto. Reservo-me o direito de ser vaga. Mas digo sim que algumas convicções ficaram para trás enquanto outras se fortaleceram. Foi um ano de mais uma mudança drástica. Talvez ligada à mudança também drástica que aconteceu no ano anterior, talvez não. Objetivamente, essa agora foi profissional; subjetivamente, digamos que ela foi um tanto, hum, “ambiental”. Taurina que sou, mudanças drásticas seguidas assim mexeram um bocado comigo. “Um bocado” é ser econômica demais: mexeram muito mesmo. Graças a algumas pessoas muito especiais e – também como em 2005 – a outros tantos reencontros, eu realmente consegui lidar razoavelmente com a situação.

O reveillon em si também foi diferente. Muito diferente. Eu estava entre as quase mil pessoas lesadas com o embargo da festa no Sport-Gool da Barra. Alguns amigos próximos presenciaram o meu sofrimento nas últimas semanas em meio ao excesso de trabalho e à tortura de ter que escolher como passar o reveillon. Alguns pouquíssimos perceberam também que ficar em casa vendo DVD era uma fortíssima possibilidade. Bom, na última hora algumas amigas decidiram-se por esta festa basicamente utilizando o critério praticidade: era a única que aceitava cartão de crédito. O fato é que as respectivas senhoras doutoras promotora e juíza fulana e ciclana acordaram no dia 31 de dezembro e se lembraram que a festa – divulgada desde meados de novembro – seria fonte de poluição sonora e, em nome do meio ambiente resolveram cancelar o evento. Paciência. Doutora é doutora. Nada decidido até 23:10 na porta do tal clube e corremos, ou melhor voamos, para Copacabana sem nos deixarmos abater. Chegamos no Posto 6 pouco antes de 23:45 e, em vez de Möet Chandon e Buffet Liberado, viramos o ano com Sidra (quase gelada), churrasquinho, pizza e milho cozido. Mas estávamos juntas e rindo de nós mesmas o tempo todo. A chuva chegou a uma da manhã. Refrescante, abençoada. Se para começar ter sorte no ano novo é necessário algum contratempo na virada, estamos com crédito até 2010.

Como meu tradicional otimismo está meio abalado ultimamente e a confusão da hora virada acabou cerceando um pouco o ritual de passagem que todos os anos me enche de alegria e disposição, venho agora não apenas desejar um Feliz e Maravilhoso 2006, mas pedir que cada um de nós façamos com que os próximos trezentos e tantos dias por vir sejam o melhores de nossas vidas. Um dia de cada vez. Cada dia em si só, por si só. Que façamos destes dias, dias intensos, produtivos, alegres, fraternos, solidários, plenos de tudo o que nos faz bem, família, amizade, amor, saúde, carinho, música, harmonia, perdão, mágica, sim, obrigada, até logo, “eu te amo” e tudo o mais que desejarmos sinceramente para nós mesmos, procurando sempre não esquecer de nada. É o que desejo para mim mesma e para cada um de vocês. Obrigada e até logo!

Feliz Natal 2006 ou post de Natal atrasado

Caramba. Desde 19 de dezembro... Tempo demais, né? Até para mim mesma. O fim de ano foi meio pesado aqui para a minha cabecinha paranóica e hoje o post vai ao estilo “meu querido diário”. Assim, reservo-me o direito de avisá-los de que coisa boa pode não sair daqui pra frente. Primeiro rolou uma pressão enorme: o que escrever, o que escrever, o que escrever... Rolou uma neura: tá todo mundo mandando tão bem nos posts finais de 2005. Rolou uma frustração: que vidinha desinteressante mais sem assunto essa minha.

O que eu quero mesmo é, antes de mais nada, agradecer cada mensagem de natal que conseguiu habilmente burlar as barreiras geográficas e encontrar meu único traço de sinal perdido em Guapimirim durante o feriado de Natal. Agradecer também aos cartõezinhos, emails e scraps que não pude retribuir individualmente pela total e irrestrita falta de tempo que me assolou nas duas semanas antes do Natal (ainda resisto aos recursos do meuorkut.com). Para ilustrar a gravidade da situação, foram mais de 30 horas extras em 3 semanas já descontando com um dia de folga (para conseguir testemunhar o casamento de um irmão querido e sua agora esposa maravilhosa). Durante este período, chegar em casa à noite neste período e permanacer no computador mais do que 15 minutos era simplesmente algo que eu não conseguiria enfrentar. Pesou também o fato de temer não conseguir responder à altura cada uma das mensagens lindas que recebi. Estava longe de conseguir escrever qualquer coisa além de “obrigada pelo carinho, feliz Natal para você também”. Não ficaria feliz fazendo assim. Sei que posso passar por displicente por não ter dedicado a atenção devida ao assunto. Digo isso por que eu mesma admiro demais quem sacrifica uma parte do seu tempo para se lembrar dos amigos e mandar(seja carta, email, scrap, sms ou mesmo telefonar) uma mensagem carinhosa. Mas o farei agora, paulatinamente (sempre lembro da Carlinha quando uso essa palavra) e com mais muito calma e com a merecida dedicação. Uma coisa eu posso garantir e adiantar: não deixei de me emocionar com cada mensagem e de pensar em cada um de vocês na noite de Natal.

O fim de semana de Natal foi especial. Estava com meus pais, claro, mas também com uma parte da família com os quais há muito tempo não compartilhávamos esse feriado. O lugar era lindo, acolhedor (mesmo sendo uma casa enorme) e o clima ajudou muito no sábado. Papo em dia, muita água, sueca, amigo-oculto ladrão e ceia com todas as guloseimas de praxe. Domingo, dia de Natal, a chuva fez com que eu não tivesse que enfrentar nenhuma outra tentação além da companhia de meus queridos e pudesse trabalhar (sim, sim, sim! Você não leu errado... trabalhei no domingo, 25 de dezembro) um pouco adiantando, ou melhor finalizando, duas apresentações que deveriam estar prontas na segunda.


Mesmo com esse pequeno “inconveniente” – nem sei se é a palavra, afinal eu precisava mesmo adiantar esses trabalhos – meu natal foi ótimo. Mais que ótimo, cercada de pessoas queridas num lugar quase mágico. Espero que o de vocês tenha sido também tão inspirador e revigorante.
Obrigada mais uma vez, à Deus, ao destino, à minha família pelo meu natal e a cada um de meus amigos e suas mensagens que deixarão de ficar sem resposta em breve. Eu não seria nada sem vocês.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2005

Não há combinação de palavras
Nem certas nem erradas
Elas fogem, escapam
Pelo canto da boca
Pelas pontas dos dedos
Pela tangente dos olhos
O dia é cheio e a alma parece vazia
O hoje passa tórrido, longe da dádiva, do presente que o presente deveria ser
O pensamento está nos números
Nos prazos
No amanhã
Na distância
O que eu preciso fazer?
O que estou fazendo?
Quando isso vai passar?
Quero calma
Quero colo
Quero controle do meu presente
Quero uma inspiração
Mas existe a inspiração
Mais presente que nunca

Mais intensa do que nunca
Crescendo a cada instante no presente e no futuro
Mas ela foge, some, esconde-se entre tantos problemas cotidianos, pequenos e mesquinhos

que travam minhas viagens e delírios e palavras
E, por acaso, vem outra inspiração

Com a Inspiração do passado
Que, com sua lembrança, traz uma alegria perene
Preenche o peito
Conforta a alma
Reforça os sonhos e a vontade de realizá-los
Porque ComInspiração temos vida
Temos poesia
Temos música
Temos a praça (“que é do povo como o céu é do condor”) e o teatro e a marquise
Temos o que quisermos por nos temos dentro de nossos corações
Além e ainda, hoje temos, cada um, outras inspirações
Mas memórias comuns que nos revitalizam, nos fortalecem e, principalmente,
Continuam a nos inspirar

E lá se vai mais um dia... Tudo é uma questão de manter: a mente quieta, a espinha ereta e o coração tranqüilo... Pega, esse meu ombro, rega, se adormecer eu sei que o sono passou a perna... Deixando a profundidade de lado, eu quero é ficar colado à pele dela noite e dia, fazendo tudo de novo e dizendo sim à paixão morando na filosofia... Vem que eu digo que estou morto pr’esse triste mundo antigo, que meu porto meu destino meu abrigo, são teu corpo amante amigo em minhas mãos... Tudo o que move é sagrado e remove as montanhas com todo cuidado meu amor... Se você vier até onde a gente chegar, numa praça na beira do mar, num pedaço de qualquer lugar... Talvez você prefira Léo e Bia, talvez eu não devesse nem tentar, mas se eu não fizesse quem faria essa canção pra poder te contar?

Meus queridos
ComInspiradores, é um prazer enorme tê-los de volta à minha vida!

quarta-feira, 7 de dezembro de 2005

Aí eu me pergunto

Saí da sala de cinema ao terminar o Cálice de Fogo já pensando não só como será a versão cinematográfica da Ordem da Fênix mas também já nas Crônicas de Narnia. É mole? E desde então passei a me perguntar qual seria o porquê dessa minha fascinação pelo mundo fantástico. Basta olhar no perfil aí do lado e você saberá exatamente a que me refiro ao conferir a minha lista de preferidos, sejam os livros ou os filmes. São muitas histórias que falam de magia, mitologia, batalhas medievais, outros mundos.

O que isso tudo quer dizer? Que vivo fugindo da realidade? Que sonho demais? Que tive uma infância altamente influenciada pela imaginação, ou o contrário, que não tive infância? É... Definitivamente não sou boa em auto-análise. Sei não, mas acho que não é nada disso (não consigo sequer participar de promoções do tipo “responda que mágica você faria em si mesmo e por quê?”). Acho que o que o me impressiona de verdade é a tal da imaginação. O poder da imaginação pura e aplicada. É admirar a capacidade criativa das mentes por trás das idéias. Fico horas pensando de onde saem as inspirações para nomes e cenários e magias e tramas e sabe-se lá mais o quê. Acho que por isso gostei tanto de Em Busca da Terra do Nunca, que mostrou as conexões entre o cotidiano de um homem e a grande obra que ele criou a partir de gestos e atitudes basicamente banais. Talvez porque me considere a menos criativa das criaturas, sei lá. Invejinha, quem sabe?

Se esse monte de imaginação e fantasia é uma coisa boa ou ruim? Também não sei. Alguns vão dizer que se trata de mais uma forma de fazer o povo não pensar ou coisas “verdadeiramente” importantes. Outros vão dizer que o mundo precisa é de mais gente com fantasia e imaginação na cabeça e no coração. Eu prefiro me juntar a estes, em busca de autores e cineastas que nasceram com uma farta porção Atreiú dentro de si, dispostos a defender a Imperatriz Criança e o reino de Fantasia da ameaça do Nada. Let the magic begin!

Finalmente Harry

Demorei mas acho que já dá pra falar do Cálice de Fogo sem a empolgação inicial que, muito provavelmente, me faria ser odiada por todos aqueles que ainda não viram o filme ou pior, não leram o livro. Basta dizer uma coisa: duas vezes. Fui ao cinema duas vezes pra assistir à minha aventura preferida do bruxinho. O livro é grande mas é intenso, muita coisa acontecendo ao mesmo tempo, muitas conexões se revelando, mocinhos e vilões novos surgindo. O filme é acelerado, dinâmico, envolvente. Não consigo nem dizer se quem não leu os livros ficou perdido, como alguns releases divulgaram... O filme leva em conta a trama principal, o Torneio Tribruxo e o encontro tão esperado entre Harry e, errrr, Você-sabe-quem. O restante foi cortado sem dó nem piedade. Como esse é meu capítulo preferido da saga, senti falta de quase tudo (exceto da chatice do F.A.L.E.) e achava que deveria haver uma versão super-mega-hiper estendida em DVD o quanto antes. Mas acho que vou ficar na vontade... Bom, justiça seja feita e tenho que dar a mão à palmatória: nunca mais falo mal do Ralph Fiennes. Simplesmente fantástico. Agora é começar mais uma contagem regressiva e, enquanto isso, que venham As Crônicas de Narnia.

quarta-feira, 30 de novembro de 2005

É.... dezembro....

As coisas estão tão deprimentes ultimamente que é difícil achar um assunto divertido ou alegre para escrever. O que fazer? Rodopiar, oras! “Navegar é preciso”, principalmente nessas horas de pouca inspiração. E bastam alguns cliques na blogsfera web afora (ou seria adentro?) e percebe-se já o clima de fim de ano no ar. Tem de tudo. Os que estão montando espécies de prestações de contas de 2005, os que preparam as listas de promessas para 2006, os que confessam seus traumas sobre ceias de Natal, fantasias de Papai-Noel, brigas de família, amigo-ocultos (ou amigo-secretos, pura questão geográfica) e reveillons, os que se revoltam com o consumismo inerente à estação, e os que exaltam a veia saudosista quase que desejando voltar à infância onde tudo era mais fácil (e era divertido tirar onda com as crianças menores desmistificando o Bom Velhinho).

O fato é que o dezembro chegou. Não sei bem se devo dizer “finalmente!” ou “já?!?!?”, afinal o passar do tempo é uma dimensão totalmente incompreendida por mim. O fato é que as luzinhas já se espalharam e se multiplicaram pela cidade. Listas de presentes (dentro dos minguados orçamentos pessoais disponíveis) já começam a ser rascunhadas. Sorteios de Amigo-Oculto já aconteceram e o calendário de encontros de fim de ano começa a se estabelecer (aliás, por favor se pronunciem: galera da RI2001 e as meninas do CSM!). Mas o fato que mais me impressiona – à despeito dos noticiários policiais, os quais neste post vou tomar a liberdade de ignorar – é que o comportamento das pessoas muda. Definitivamente.

Não vou entrar no mérito da questão do irritante comportamento recorrente que temos de querer mudar e sempre adiar, ou mesmo nunca iniciar a mudança (não que eu seja assim, né?). Apenas quero aproveitar esse momento. Curtir minha família. Paparicar meus sobrinhos. Encontrar meus amigos, meus amores. Rir muito dos micos e saias-justas que sempre rolam nessa época. Quero sugar a positividade que circula por aí para me inspirar e me abastecer de bom humor, energia, disposição. Será que tem algo errado nisso? E no meu otimismo, espero não ser a única.

Pra acabar

Eu prometo! É a última imagem....

Vi na banca hoje. DVD oferecido pela SuperInteressante.
A-do-rei!

Momento Fotolog

Mas ela merece, não merece?

Filial Santista da Confraria

Dá uma invejinha!!!



Queria MUITO estar com vocês...

Ah! Já ia esquecendo. Ele voltou! Viva!!!

domingo, 27 de novembro de 2005

Mulheres e seus Segredos

Uma amiga costumava dizer que o problema da humanidade seria o excesso de testosterona. Não concordo tanto assim, mas essa semana, por duas vezes, lembrei-me disso. Constatar o lado essencialmente podre da alma de alguns seres humanos me enoja.

A primeira foi ao ler
este post da Nicole. Nica conta sua consternação ao perceber que na Inglaterra, se uma mulher bebe e usa roupas provocantes, é como se estivesse estimulando o próprio estupro. Lembram de Thelma e Louise? Seria aquela situação. É repulsivo perceber que impera um machismo velado e sistemático que dá aos homens um status de superioridade e, consequentemente, de impunidade. E digo “dar direito” bem consciente pois, uma vez que um crime não é punido, no meu entender, ele é estimulado. É desesperador ver que estamos falando de um lugar onde acesso à educação e informação não é necessariamente um problema. E se pararmos para pensar com bastante cuidado, veremos que a lei brasileira pode até ser bastante diferente nessa questão, classificando o estupro como crime hediondo, mas a nossa sociedade hipócrita pensa exatamente igual à londrina. É sempre a mulher que provoca.

A segunda foi ao conhecer o drama de uma mulher que, durante sua infância e adolescência, foi assediada por seu padrasto. Enquanto eu via casos assim na ficção, eu até parava para pensar, conjecturava, especulava, mas sem investir realmente muito tempo nisso. Logo me distraía e abstraía. Mas desde que ouvi a história dessa mulher não consigo deixar de pensar em outra coisa, de me colocar no lugar dela. Que doença é essa que assola um homem a ponto de fazê-lo preferir destruir a vida da família inteira que ele próprio escolheu e que o acolheu para ter desejos satisfeitos? O que lhe deu esse direito? O que as pessoas próximas poderiam fazer? O que a mãe dela poderia ter feito? O que se passou pela cabeça das duas? Pensando no assunto anterior, será que a sua mãe pensava que a menina estaria seduzindo o padrasto (convenientemente esquecendo que, até então, essa criança achava que ele era seu pai verdadeiro)? Por mais que eu pense, não tenho respostas. Ainda hoje ela enfrenta problemas por conta desse passado. Não me refiro a problemas psicológicos, mas a questões práticas, como convivência familiar. A única conclusão a que cheguei é que, além de vê-la como uma amiga dedicada, uma pessoa alegre, otimista, positiva e prestativa – como a conheci há algum tempo – hoje, a vejo como uma mulher forte e madura, que soube tirar lições dessas adversidades sem cair no lugar comum de deixar-se destruir bancando a vítima.

Infelizmente somos todos responsáveis por situações assim. Homens e mulheres, ainda que inconscientemente, legitimam tais situações. Porque queremos sempre apontar o dedo e julgar os outros e nunca a nós mesmos. Porque os problemas estão sempre na tela da TV ou nos outros, é a velha máxima do “isso nunca aconteceria comigo”. É fogo.


+++ Dia 25/11 foi o Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher e o Nós da Rede levantou a bola.

sexta-feira, 25 de novembro de 2005

Agora ou nunca...

Pessoas estão indo. Para não voltar. Dá um aperto no peito. Jovens, idosos, próximos, não tão próximos, conhecidos, famosos. Essas últimas semanas estão no mínimo, digamos, consternadoras. Está na hora de começar a viver de verdade.

quarta-feira, 23 de novembro de 2005

Te amo

Leva... a brisa me leva para casa, ao colo
Unico, carinhoso e quente pólo. Uma
Ilha de calma, de serenidade, de
Zelo, de alegria, de amor. Dele,
O homem que segue, que luta, que brilha
Tanto que inspira. Que tem
A alma de mãe e o coração de irmão em um corpo de pai
Vivido, muitas vezes sabido, noutras tantas só um guri e, na
Intensidade do amor que sinto, peço em prece
Olha por ele, Pai, cuida dele, o meu pai, porque ele merece...

Uau!

Mais uma:
Charming Lover Administering Unrestrained Delights and Intense Affection

Pra quem não se lembra....
Copiado (pra variar)... Fazer o quê?

terça-feira, 22 de novembro de 2005

Gotas

Bom, uma de minha leituras diárias está temporariamente fora do ar. Pra quem não sabe, o Pensar Enlouquece está atendendo provisoriamente na casa antiga.

Devo estar com algum problema. Vaguei, vaguei, vaguei entre as estantes de DVDs da Americanas e não deu vontade de comprar nenhunzinho...

Tem tanta coisa na lista de coisas que ficaram de fora no HP&GOF que eu tô um baita medo de me decepcionar com o filme...

Alguém pode pedir pro PFL mudar a propaganda deles veiculada no horário nobre das TVs? Aqueles depoimentos forçados, aquela voz ameaçadora que me dá medo e o comportamento birrento do Rodrigo Maia nas entrevistas fazem com que eu risque de vez o PFL da minha lista de possíveis alternativas políticas. Parece aquele velho conhecido que não perde a chace de repetir "eu disse, eu disse, eu disse". Só que com a voz do Vincent Price... Credo!

A parte legal, ou melhor, ótima do post fica, é claro, para o final: Tudo em Simas! agora no Orkut. Carinho da Poly :o) . Mais uma vez, obrigada amiga...

domingo, 20 de novembro de 2005

Quase lá!

"Ainda bem que eu sou Flamengo!
Mesmo quando ele não vai bem
Algo mediz em rubro-negro
Que o sofrimento leva além
Não existe amor sem medo
Boa Noite!"
[Djavan]

Falta só um pontinho!!!!

A Profecia

Há mais de um ano recebi a seguinte tirinha:


Não é que o desenhista foi um tanto profético? Na época ainda pensei nisso, mas depois abandonei a questão, achando que estava colocando a carroça na frente dos bois.

O caderno Boa Chance dO Globo de hoje fala disso. O título da matéria é www.deolhonoOrkut.com (não dá para colocar o link porque semana que vem a matéria sai do ar). Algumas empresas já estão usando o site como ferramenta de auxílio na triagem de candidatos e não escondem o fato. Alegam que o site pode sinalizar se as pessoas são populares, interessadas, antenadas. Baseiam-se nos scraps, nos perfis dos amigos e conhecidos e principalmente nas comunidades.

Especialistas estão divididos. Alguns acham que, uma vez que as informações são públicas, não existe ali, nenhum segredo, logo se descaracteriza a invasão de privacidade. Por outro lado, existem os que acham que as informações disponíveis no site são pessoais e só dizem respeito às pessoas do ciclo de relacionamento do cidadão. Ali estariam informações como, por exemplo, preferência sexual, tópico que, dificilmente, é abordado em entrevistas de emprego. Realmente, não me lembro nunca de sido perguntada diretamente “você é gay?”. Ou mesmo, “qual a sua opinião sobre homoafetividade?”.

A questão é delicada. A matéria pode ser resumida nestes dois parágrafos:
VANTAGENS: Ter uma rede virtual de relacionamentos bem organizada é, para alguns consultores, fator crítico de sucesso. O raciocínio das empresas é que o profissional é popular e pode fazer contatos de negócios.
DESVANTAGENS: O perfil do candidato pode depor contra. Ele pode ser mal interpretado, por exemplo, se, de brincadeira (ou não), fizer parte de comunidades de pessoas que detestam trabalhar ou que adoram uma bebidinha.

Eu prefiro pensar um pouco mais a respeito antes de tirar minhas conclusões. Lembrando
Coração de Cavalheiro, os selecionadores poderão se comportar como Conde Adhemar que diria “você foi, pesado, medido e avaliado; em que mundo você teria sucesso?” ou como o Príncipe Edward, que diria “seus homens te amam; para mim isso basta”.

Mãos Atadas

[Simone Saback]

Tenho as mãos atadas ao redor do meu pescoço
Eu queria mesmo era tocar seu corpo
Reprimo meus momentos
Jogo fora os sentimentos e depois?
Depois toco meu corpo eu tenho frio
Sou um louco amargurado e até vazio
E me chamam atenção
Mas eu sou louco é de paixão e você?
Você que me retire desse poço
Eu sei ainda sou moço pra viver
E te ver assim tão crua
A verdade é toda nua
E ninguém vê

Eu tenho as mãos atadas sem ação
E um coração maior que eu para doar
Reprimo meus momentos
Jogo fora os sentimentos sem querer
Eu quero é me livrar
Voar
Sumir
Perder não sei, não sei, não sei querer mais
A qualquer hora é sempre agora chora
Quero cantar você
Vou fazer uma canção
Liberte o meu pensar
Aperte os cintos pra pousar
Agora é hora de dizer muito prazer sorte ou azar e amar
Simplesmente amar você

sábado, 19 de novembro de 2005

O Clone

Semana passada meu celular parou de funcionar. Eu tentava ligar e ouvia a mensagem metálica: "Não é possível completar esta chamada do seu telefone celular. Por favor entre em contato com a central de relacionamento Claro. Obrigada."

Me lembrei que havia desabilitado o débito automático para alterar o vencimento da conta e acabei esquecendo de pagá-la. Beleza. Paguei a dívida no dia seguinte e esperei pacientemente pelas 72 horas para o desbloqueio de minha linha. Qual não foi minha surpresa quando, ao fim do prazo, descobri que ainda estava bloqueada! Oras, seria meu primeiro problema com a telefônica em quase 6 anos de relacionamento comercial, mas sempre existe uma primeira vez (nossa, que clichê!).

Bom, pus-me a postos e preparei-me para o surto com a primeira atendente não-eletrônica que me atendesse. Eis que me surpreendo outra vez: a linha não havia sido desbloqueada ainda devido à "problemas técnicos". Fui clonada! Euzinha, maria-ninguém, clonada! Nem acreditei... Orientaram-me a comparecer a uma loja e trocar gratuitamente o aparelho. Procurei a loja no Downtown ainda na hora do almoço mas nada resolvi pois estavam "sem sistema". Ainda bem, porque o cara que me atendeu estava com a maior má-vontade, talvez porque eu não estivesse ali para gastar. Resolvi deixar para resolver o assunto na Tijuca. Liguei de novo para o Atendimento e reclamei do cara que me atendeu na loja e dos aparelhos que me ofereceram. A atendente (esta sim, realmente constrangida e atenciosa) me explicou todo o procedimento corretamente, informou os planos que eu poderia escolher (ainda tinha essa, meu plano não existe mais) e me ofereceu novos aparelhos informando o valor da diferença que eu pagaria por cada um deles. Cheguei à loja exatamente às 19:30 e só fui atendida às 20:45. Precisamos aguardar uma autorização do setor de cadastros, fui jantar, voltei e consegui resolver tudo com o shopping já fechado, às 22:40.

Tirando a lentidão do "sistema" e o péssimo atendimento da loja do Downtown, não tenho muito o reclamar, não (acho que sou muito boazinha, né?). A conclusão é que, entre mortos e feridos, salvaram-se quase todos (argh, outro clichê). Morreu minha agenda de telefones, porque o aparelho clonado ficou na loja. Hoje pela manhã, minha primeira atitude seria enviar um email pedindo os telefones de todos novamente e aí fui eu mesma quem me surpreendeu (estranhão, usei a concordância cert?), quando descobri que havia atualizado uma lista em setembro com os telefones e emails que eu havia conseguido levantar na ocasião. Isso quer dizer que perdi, de verdade, no máximo, uns 20 números (de uma agenda com 300 é uma ótima notícia). Afinal, não incomodarei umas 280 pessoas!

Saldo final:
- mantive o número;
- estou com um aparelho que custaria R$ 600,00 pela bagatela de R$ 150,00;
- finalmente mudei para tecnologia GSM (ainda não sei bem se isso é bom ou ruim);
- perdi só uns 20 números;
- tenho um bônus de 100 minutos por mês por um ano;

Acho que não tenho mesmo do que reclamar, mas não quero ser clonada de novo, não, ouviram?

Querido Anjo da Guarda

Santo Anjo do Senhor,
meu zeloso guardador,
já que a ti me confiou
a piedade Divina,
sempre me rege, me guarda,
me governa e ilumina.
Amém.

Fica bom, Bebê.... Fica...

quinta-feira, 3 de novembro de 2005

Tá, mordi a língua

Sempre alardeei que não mantenho o blog nem meu perfil no Orkut para fazer novos amigos. O blog, para dizer bem a verdade, eu ainda não descobri bem para o que é. O Orkut serviu como uma segunda chance para mim. Segunda chance de falar com pessoas que, de outra forma, seria praticamente impossível e permaneceriam no meu coração como boas lembranças apenas. bem, voltando, isso tudo é para dizer que mordi a língua. Comenta daqui, comenta dali e conheci uma companheira blogueira. Percebi, já nesse ritual dos comentários mútuos, que lidava com uma mulher inteligente, bem humorada, antenada. Penso sempre quando a leio: "como eu nunca pensei nisso!" ou mesmo "por que eu nunca pensei em escrever sobre isso!". Depois passamos a nos falar pelo MSN. Descobri que, além do que eu já disse, ela ainda era amiga e companheira. Coitada... Me pegou num dia péssimo. Super baixo astral. Daqueles dias em que a minha maior vontade era tacar a cabeça na parede para ver se assim parava de doer. E ela ficou lá, firme. Ouviu, ou melhor, leu toda a ladainha. Com toda a paciência do mundo. E sem me conhecer nadinha, conseguia me dizer as coisas certas para que eu virasse o jogo e levantasse meu astral. Ainda me envergonho daquele dia. Nossa, que primeira impressão eu devo ter passado!... Mas, aparentemente, ela não ligou para nada daquilo, pois nem me bloqueou! É... Nos conhecemos pessoalmente em seguida. E, olhos nos olhos, vi que não estava errada em nenhum dos meus pré-julgamentos: ela é sensacional. E hoje, seu aniversário, rendo aqui minhas homenagens. Obrigada pela amizade, pela simpatia, pela presença, por você ser uma pessoa assim, tão apaixonante. Seja feliz sempre!

sexta-feira, 28 de outubro de 2005

Saudades

Viajo daqui a pouco para passar o fim de semana entre Santos e São Vicente. Vou reencontrar amigos queridos. A maioria absoluta de companheiros do Clube de Castores da época de plena atividade no movimento. A minoria que não era do clube, mas igualmente querida, por enquanto são a Vanessinha e a Su (que a propósito fez aniversário ontem e não consegui falar com ela!), por exemplo. É isso. Só devo voltar a escrever no início da semana que vem, então aproveito para desejar a todos um ótimo, maravilhoso, sensacional fim de semana.

Bom, deixo também um recado especial. Pro Melzinho, que partiu essa manhã. Que ele viaje em paz. Que sinta nosso carinho e receba nossas orações. Que perceba que todos que conheceram seu sorriso calmo, seu temperamento divertido e tranquilo nunca vão lhe esquecer... Até qualquer dia, Companheiro!

quinta-feira, 27 de outubro de 2005

Santa Ignorância, Batman!

Tô passada. Arrasada... Me sentindo a mais burra das mortais. Faculdade, Pós-Graduação, leituras e mais leituras de textos e mais textos diversos, excelentes e chatíssimos também e sou obrigada hoje a reconhecer minha total e irrestrita ignorância. Mas será que alguém vai me tirar da lama? Será que mais alguém compartilhará esse sentimento tão, tão, tão deprimente?

Seguinte, lá vai minha confissão: eu nunca desconfiei, nunca fiz a menor idéia de Malba Tahan é apenas um pseudônimo! Pior: de um
brasileiro!!!!!! Que vergonha! Sabem o que isso quer dizer? Que apesar de ter lido “O Homem que Calculava” duas vezes eu nunca li o raio da orelhinha do livro!!!

AHHHH!

Nunca vou me perdoar....

Pesquisas e conclusões (mais para divagações)

Essa acabou de passar no JN e diz que o morador de Brasília é brasileiro mais satisfeito com a qualidade de vida oferecida pela sua cidade. O carioca é nono. Dado curioso, considerando as manchetes dos jornais. Esse é um assunto recorrente no meu dia-a-dia. Eu vivo conversando sobre isso. O meu medo de ter que sair do Rio é maior do que o medo da cidade em si. Para mim, seria frustrante e extramente doloroso ter que me mudar da cidade motivada por nada além da vontade ou necessidade de fugir.

Agora, por exemplo, estou lendo
“O Rio é Assim - a crônica de uma cidade (1953-1984)”. Coletânea de crônicas escritas por José Carlos Oliveira e organizadas por Jason Tércio. O livro caiu nas minhas mãos literalmente, presente de um amigo querido. Uma visão apaixonada e apaixonante, refletida em textos escritos pouco depois de o Rio ter deixado de ser capital federal. O mais legal é que essa visão pode ser apaixonada, mas em nenhum momento é deslumbrada ou contemplativa por si só. Muitas vezes ela é dura com a realidade da cidade. Oliveira coloca o dedo fundo nas feridas e chama à responsabilidade a sociedade carioca. É como se a paixão e a objetividade do cronista lhe desse a autoridade para falar das coisas ruins e chamar a atenção de quem quer que fosse para mudar a situação. Pena que os anos passaram, décadas na verdade, e ninguém o ouviu. O livro é praticamente uma profecia. Se ignorarmos as datas assinaladas ao final de cada texto, podemos dizer que eles foram escritos na semana passada.

Como está escrito ali no perfil ao lado, detesto sentir-me impotente. Faço minha parte pela cidade. Coisas absurdas até, como ir de metrô mesmo que seja mais demorado pelo simples fato de ser menos poluente (essa é simples informação que cultivo na minha cabecinha, sem pesquisas mais profundas; se for falsa alguém me avise, sim?) até coisas simples e cotidianas, como enfiar papeizinhos de bala no bolso do jeans a jogá-los no chão. Mas minha impotência revela-se implacável quando vejo tanta anti-cidadania nas ruas e má vontade política nos palácios. Bate uma desesperança sem fim. Segundos os pesquisadores (que fizeram a tal pesquisa que citei lá no começo), as conclusões serão muito úteis para os governos identificarem as reais necessidades dos cidadãos. Ai vem minha Hardy particular, aquela, fruto da desesperança que por vezes me assola, e diz que é mais muito fácil ouvir S.Maia e D.Garotinha dizendo “ah, não estamos assim tão ruim, afinal somos o nono lugar!” do que “vamos fazer um trabalho sério e levar a satisfação do carioca ao primeiro lugar entre os brasileiros!”.

Para não terminar de baixo astral, resta-me dizer que o antídoto para sumir com a Hardy nessas horas é mais que óbvio e, desculpem o exagero pleonástico (se é que existe essa expressão): simplesmente simples demais: Rio de janeiro puro. Na veia. Lagoa, praia, Lapa, Urca, quadra da Mangueira (ou da Portela, ou do Salgueiro...), Corcovado, Santa Tereza, CCBB, MAM, sei lá... Qualquer pedacinho vale como overdose. E meu pacto de total e irrestrita fidelidade é reafirmado.

Coisa de Cinema

O papo é velho, a notícia já deve até ter virado embrulho de peixe, mas que ainda espanta até os mais ferrenhos teóricos das conspirações mundo afora, ah, espanta:

"O embaixador é encarregado pessoalmente pelo seu Presidente de apresentar provas de que um país inimigo realiza operações suspeitas. Patriota e dedicado ao exercício de sua profissão, o embaixador trabalha arduamente no levantamento das informações necessárias à missão. O insucesso no avanço da investigação, o leva a perceber que existe a possibilidade de tais argumentos não passarem de boatos. O tempo se esgota para o embaixador e seu relatório conclui o óbvio: suspeitas não comprováveis. O Presidente revolta-se. Ele acreditava que seria simples obter tais provas. Tinha o Embaixador como um aliado e esperava mesmo que o Embaixador as fornecesse a qualquer preço. Ele não deve ter se esforçado. Que forjasse as provas se fosse necessário. Ele não acreditava no que lia. Não lhe interessava se tais suspeitas eram infundadas. Ele queria aquela guerra. Ele precisava daquela guerra. O embaixador iria descobrir cometeu um erro.

No outro lado da cidade, o telefone toca na mesa da repórter, uma profissional dedicada, cuja reputação lhe imputa a mais alta credibilidade. Experiente na cobertura de assuntos governamentais, ela mal acredita no furo que está prestes a lhe render a reportagem de sua vida: a identidade de uma agente secreta. Espiã. E o melhor, esposa com um embaixador. Seu país é o berço da liberdade. Contando com isso ela não hesita em elaborar a matéria. Uma vez que a identidade da espiã lhe foi dada de bandeja, levantar todo o currículo da agente foi a tarefa mais fácil. A repórter conseguiu o elo que faltava a vários episódios até então misteriosos. Casos onde sempre faltava uma peça. Na manhã em que o país foi inundado com as fotos do casal, embaixador e espião na primeira página, a repórter acordava com a mais pura sensação de missão cumprida. Levantou-se preguiçosamente, ligou a cafeteira e dirigiu-se a porta para admirar sua obra-prima: a primeira-página. Ao abaixar-se, o susto. Ela havia interferido em assuntos de segurança nacional. Policiais a levam imediatamente para prestar esclarecimentos. Deveria informar como obtivera todas aquelas informações. Ética, negou-se veemente. Confiava no seu país. Acreditava na sua profissão. Não fizera nada errado. Não iria trair sua fonte.

A investigação não cessaria enquanto não atingisse seu objetivo e ela permaneceria presa enquanto se negasse a esclarecer o mistério do vazamento das informações. Seu inferno durou 80 dias, quando foi autorizada a revelar sua fonte: o chefe de gabinete da Vice-Presidência. O motivo: vingança..."


Coisa de cinema? Não, não, não!

terça-feira, 25 de outubro de 2005

Bye Rosa

Have a nice trip....

Mais sobre Rosa Parks no post excelente do Luz de Luma.

3 dias

Imaginem a seguinte linha do tempo:
Dia 1 - Uma pessoa do seu círculo de amizades sente-se mal, dirige-se ao médico e este lhe conta que ela tem um caroço no abdômem.
Dia 2 - Ela vai a outro médico e este indica que ela está grávida. Assustada ela não te conta nada por enquanto.
Dia 5 - Ela passa mal, recusa os medicamentos que a família tenta fazê-la tomar e ao chegar ao hospital é encaminhada diretamente à sala de parto por que já está com contrações!


Surreal? Claro que não!

Jogadora de basquete dá à luz três dias após descobrir gravidez
Globo Online
Clic
RBS
EFE

SÃO CAETANO DO SUL - A ala Sílvia Cristina, jogadora de 23 anos do São Caetano e da seleção brasileira de basquete, teve sua vida alterada em uma semana. Há dez dias, ela disputava a final dos Jogos Abertos do Interior pelo São Caetano. Terça-feira passada, descobriu que estava grávida. Quinta-feira, deu à luz prematuramente, aos sete meses de gestação.

Após a decisão dos Jogos Abertos, em que seu time foi campeão, ela não se sentiu bem e procurou um médico. Examinada, foi encontrado o que se acreditava ser um caroço na sua barriga. Assustada, Silvia procurou um médico conhecido de Americana, que identificou o 'caroço' como um bebê.

- Nunca imaginei que estivesse grávida. Não tive enjôo nenhum e também não senti desejo. A única coisa diferente é que estava um pouco acima do peso, mas achei que fosse pela comida. Sempre comi muito - disse à Folha de São Paulo a atleta, que foi reserva da seleção brasileira na Olimpíada de Atenas, em 2004.

Como toma anticoncepcionais ininterruptamente, Sílvia já não menstrua há algum tempo. Quando se apresentou à seleção brasileira para disputar amistosos e a Copa América, a ala foi submetida a uma bateria de testes, mas nenhum detectou a gravidez.

- Na terça-feira passada, fui informada de que estava grávida. Quarta, fiz exames que confirmaram a gravidez. E na quinta, tive o bebê. Acordei com dores e meu irmão quis me dar um remédio. Recusei porque ainda não tinha contado nada a ninguém. Quando cheguei ao hospital já estava com contrações - contou ela.

Luis Fernando nasceu prematuro, com 31 cm e pouco mais de 1 kg. O bebê continua internado, fora de perigo mas ainda na incubadora, necessitando de atenção especial. Silvia Cristina revelou que engravidou quando jogava em Portugal, pelo clube Barrero. Segundo a jogadora, o pai da criança, com quem ela não é casada, soube que teve um filho dias após o parto. Silvia afirmou que ele 'está muito feliz'.

segunda-feira, 24 de outubro de 2005

Agora foi

Pergunta: você sabe quando percebe que está realmente envelhecendo? Fácil: quando sua irmã caçula faz 30 anos. Hoje, eu me sinto definitiva e realmente envelhecendo. Minha querida irmãzinha entra hoje para o doce hall das balzacas. Agora somos duas mulheres feitas. Durante minha infância e adolescência, tinha a nítida impressão de que falar de alguém que tinha 30 anos era falar de um adulto nesse sentido: homens e mulheres feitos. Agora vejo a Vivi cuidando com experiência de seu terceiro filho. Minha irmãzinha caçula, vocês sabem o que é isso? A firmeza para segurá-lo, dar banho, identificar seu choro, e sabe-se lá mais o quê. Ao mesmo tempo me lembro de quando andávamos de bicicleta seguindo um "mini-circuito" em forma de 8 ao redor das duas árvores que tínhamos quintal da casa onde nascemos na Vila Rosali. Da piscina nos fundos. Da beliche do nosso quarto. Da sua foto de maria-chiquinha na casinha de bonecas do Santa Maria. Do seu rostinho enfezado quando estava fantasiada de Emília para uma festa da escola. Das bolsas repletas de panelinhas e joguinhos de "chicrinhas e pirezinhos" que espalhávamos no chão da sala. Dos concursos de Miss com nossa bonecas (e das discussões para saber quem ia ficar com a Miss Venezuela, porque essa sempre ganhava). Dos natais na casa da Tia Dirce. Dos carnavais que saíamos com fantasias iguais da casa da Tia Dinéa. De como ela ficava linda de princesa da quadrilha. Da sua fase metaleira. De como ela brilhava dançando nos Camponeses. Das brigas (nossa, quantas brigas), mas incrivelmente de poucas eu me lembro o motivo.

E aqui estamos nós. De duas crianças, uma moreninha de olho verde e uma branquinha de olho azul, a duas mulheres, uma ruiva e uma loira. Com suas próprias experiências. Suas próprias estórias. Distanciadas pelo cotidiano e mais unidas que nunca. Tentando passar aos pequenos um pouquinho da alegria de nossa própria infância. Feliz aniversário, Vi! Seja feliz sempre e conte comigo todos os dias!

Como eu disse, nada muda...

Acordei com a chuva bem antes do despertador. Muita chuva. Muitos trovões. Assustador. Poucas vezes me peguei utilizando a palavra tempestade para me referir à chuva. Pensei: isso sim é uma tempestade. Pensei também, ainda deitada, que nem adiantava me levantar, porque provavelmente não haveria como sair de casa. Resisti a tal reflexão profunda e tentadora e me dirigi ao chuveiro. Quando desci vi que o subsolo do prédio estava alagado quase até o segundo degrau da escada. Os funcionários estavam tentando bombear a água pra rua. Na rua, a pista da Conde de Bonfim que vai em direção ao Centro estava completamente parada. Curiosamente a pista de subida para a Usina também. Vinte minutos na porta do prédio e os mesmos carros à minha frente, resolvi telefonar. Tudo bem, se os celulares estivessem funcionando. Optei por voltar para casa. Ao sair do elevador um rato enorme me fez dar um berro e fechar a porta correndo. Voltei pro térreo pra chamar o zelador que, é claro, já tinha ouvido o meu grito. Ele (o rato, não o zelador) sumiu. Espero que não tenha entrado no meu apartamento. Ele era suficientemente grande para não poder passar por baixo de uma porta (espero). De qualquer forma, fiz algumas ligações, catei notícias na web, e estou calmamente escrevendo e nem sinal do famigerado roedor. Não sei quando vou conseguir sair de casa. Parece que caíram barreiras na São Miguel e no Alto. Não consegui descobrir como está o Itanhangá. Vai ser um longo dia...

Tento, tento, mas não entendo

O que é de verdade o tal “bem sofrer”?
Quando é pra usar sofisma e quando é pra usar dialética?
Por que todo mundo que eu conheço que fez teste para descobrir suas vidas passadas ou foi nobre ou um grande guerreiro/aventureiro?
Por que não fazem uma sessão eleitoral com infraestrutura para que se concentrem nela os deficientes físicos de uma determinada região?
Por que, afinal, o comércio das armas veio à referendo?
Qual foi a intenção do cocadaboa.com ao inventar o trote do xaxim?
Como alguns torcedores podem simplesmente gostar de vandalizar, agredir e matar e ainda achar que estão certos só porque “neguinho é vacilão”?
Por que eu gosto tanto de carne moída?
O que tem de tão divertido em comprar um DVD pirata e arriscar estourar o player?
Por que ninguém tá nem aí pra tal base americana no Paraguai?
Meu saudosismo é saudável?
O Hotel de 1 Milhão de dólares é pra ter algum sentido?
Por que meu sofá é tão “magnético”?
Por que algumas mães ficam tão terrivelmente mal-educadas durante festas de aniversário de crianças?
Por que eu não consigo usar uma agenda decentemente?
Por que o Wandinho apagou as fotos da minha máquina quando foi baixá-las pro seu PC?
Por que eu não consigo dormir?

Tô cansada para linkar os assuntos.... Desolée, fica pra próxima...

domingo, 23 de outubro de 2005

Quase tudo em Simas

As armas e munições continuarão a ser comercializadas (salve a democracia!). Os deputados de Rondônia continuarão deputados. O Maluf continuará a bancar o doido. As CPIs continuarão CPIs e seguirão empatando a pauta do congresso. Mas o Tudo em Simas! mudou. E para muito melhor, não acham?

É isso! Template novo, personalizadíssimo, graças à paciência, disponibilidade e (muita) boa vontade da ReB. Ainda falta eu me entender com a codificação. Não sei vocês percebem mas existem um "pequeno" defeito na acentuação dos posts passados e não consigo achar onde consertar esse inconveniente. Mas eu gostei muito dessa casa nova. Bem colorida, bastante a ver comigo. Quem sabe eu não fico até mais inspirada!
Atualização: Problema sanado! Mais uma vez: Serginho, não sei o que seria de mim sem você...

sexta-feira, 21 de outubro de 2005

Problema maior que o SIM ou NÃO

Não consigo achar meu Título...
Santa Democracia, Batman!

Viva a Língua Portuguesa!

Recebi este texto por email, atribuído a uma aluna do curso de Letras da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco):

"Era a terceira vez que aquele substantivo e aquele artigo se encontravam no elevador. Um substantivo masculino, com um aspecto plural, com alguns anos bem vividos pelas preposições da vida. E o artigo era bem definido, feminino, singular: era ainda novinha, mas comum maravilhoso predicado nominal. Era ingênua, silábica, um pouco átona, até ao contrário dele: um sujeito oculto, com todos os vícios de linguagem, fanático por leituras e filmes ortográficos.

O substantivo gostou dessa situação: os dois sozinhos, num lugar sem ninguém ver e ouvir. E sem perder essa oportunidade, começou a se insinuar, a perguntar, a conversar. O artigo feminino deixou as reticências de lado, e permitiu esse pequeno índice. De repente, o elevador pára, só com os dois lá dentro: ótimo, pensou o substantivo, mais um bom motivo para provocar alguns sinônimos. Pouco tempo depois, já estavam bem entre parênteses, quando o elevador recomeça a se movimentar: só que em vez de descer, sobe e pára justamente no andar dosubstantivo. Ele usou de toda a sua flexão verbal, e entrou com ela em seu aposto. Ligou o fonema, e ficaram alguns instantes em silêncio, ouvindo umafonética clássica, bem suave e gostosa. Prepararam uma sintaxe dupla para ele e um hiato com gelo para ela. Ficaram conversando, sentados num vocativo, quando ele começou outra vez a se insinuar. Ela foi deixando, ele foi usando seu forte adjunto adverbial, e rapidamente chegaram a um imperativo, todos os vocábulos diziam que iriam terminar num transitivo direto. Começaram a se aproximar, ela tremendo de vocabulário, e ele sentindo seu ditongo crescente: se abraçaram, numa pontuação tão minúscula, que nem um período simples passaria entre os dois.

Estavam nessa ênclise quando ela confessou que ainda era vírgula. Ele não perdeu o ritmo e sugeriu uma ou outra soletrada em seu apóstrofo. É claro que ela se deixou levar por essas palavras, estava totalmente oxítona às vontades dele, e foram para o comum de dois gêneros. Ela totalmente voz passiva, ele voz ativa. Entre beijos, carícias, parônimos e substantivos, ele foi avançando cada vez mais: ficaram uns minutos nessa próclise, e ele, com todo o seu predicativo do objeto, ia tomando conta. Estavam na posição de primeira e segunda pessoas do singular, ela era um perfeito agente da passiva, ele todo paroxítono, sentindo o pronome do seu grande travessão forçando aquele hífen ainda singular. Nisso a porta abriu repentinamente. Era o verbo auxiliar do edifício. Ele tinha percebido tudo, e entrou dando conjunções e adjetivos nos dois, que se encolheram gramaticalmente, cheios de preposições, locuções eexclamativas. Mas ao ver aquele corpo jovem, numa acentuação tônica, ou melhor, subtônica, o verbo auxiliar diminuiu seus advérbios e declarou o seu particípio na história. Os dois se olharam, e viram que isso era melhor do que uma metáfora por todo o edifício. O verbo auxiliar se entusiasmou, e mostrou o seu adjunto adnominal. Que loucura, minha gente. Aquilo não era nem comparativo: era um superlativo absoluto. Foi se aproximando dos dois, com aquela coisa maiúscula, com aquele predicativo do sujeito apontado para seus objetos. Foi chegando cada vez mais perto, comparando o ditongo do substantivo ao seu tritongo, propondo claramente uma mesóclise-a-trois. Só que as condições eram estas: enquanto abusava de um ditongo nasal, penetraria ao gerúndio do substantivo, e culminaria com um complemento verbal no artigo feminino. O substantivo, vendo que poderia se transformar num artigo indefinido depois dessa, pensando em seu infinitivo,resolveu colocar um ponto final na história: agarrou o verbo auxiliar pelo seu conectivo, jogou-o pela janela e voltou ao seu trema, cada vez mais fiel à língua portuguesa, com o artigo feminino colocado em conjunção coordenativa conclusiva."

quarta-feira, 12 de outubro de 2005

O Haver

Vinícius de Moraes

Resta, acima de tudo, essa capacidade de ternura
Essa intimidade perfeita com o silêncio
Resta essa voz íntima pedindo perdão por tudo
– Perdoai-os! porque eles não têm culpa de ter nascido...

Resta esse antigo respeito pela noite, esse falar baixo
Essa mão que tateia antes de ter, esse medo
De ferir tocando, essa forte mão de homem
Cheia de mansidão para com tudo quanto existe.

Resta essa imobilidade, essa economia de gestos
Essa inércia cada vez maior diante do Infinito
Essa gagueira infantil de quem quer exprimir o inexprimível
Essa irredutível recusa à poesia não vivida.

Resta essa comunhão com os sons, esse sentimento
Da matéria em repouso, essa angústia da simultaneidade
Do tempo, essa lenta decomposição poética
Em busca de uma só vida, uma só morte, um só Vinicius.

Resta esse coração queimando como um círio
Numa catedral em ruínas, essa tristeza
Diante do cotidiano; ou essa súbita alegria
Ao ouvir passos na noite que se perdem sem história...

Resta essa vontade de chorar diante da beleza
Essa cólera em face da injustiça e do mal-entendido
Essa imensa piedade de si mesmo, essa imensa
Piedade de si mesmo e de sua força inútil.

Resta esse sentimento de infância subitamente desentranhado
De pequenos absurdos, essa capacidade
De rir à toa, esse ridículo desejo de ser útil
E essa coragem para comprometer-se sem necessidade.

Resta essa distração, essa disponibilidade, essa vagueza
De quem sabe que tudo já foi como será no vir-a-ser
E ao mesmo tempo essa vontade de servir, essa
Contemporaneidade com o amanhã dos que não tiveram ontem nem hoje.

Resta essa faculdade incoercível de sonhar
De transfigurar a realidade, dentro dessa incapacidade
De aceitá-la tal como é, e essa visão
Ampla dos acontecimentos, e essa impressionante

E desnecessária presciência, e essa memória anterior
De mundos inexistentes, e esse heroísmo
Estático, e essa pequenina luz indecifrável
A que às vezes os poetas dão o nome de esperança.

Resta esse desejo de sentir-se igual a todos
De refletir-se em olhares sem curiosidade e sem memória
Resta essa pobreza intrínseca, essa vaidade
De não querer ser príncipe senão do seu reino.

Resta esse diálogo cotidiano com a morte, essa curiosidade
Pelo momento a vir, quando, apressada
Ela virá me entreabrir a porta como uma velha amante
Mas recuará em véus ao ver-me junto à bem-amada...

Resta esse constante esforço para caminhar dentro do labirinto
Esse eterno levantar-se depois de cada queda
Essa busca de equilíbrio no fio da navalha
Essa terrível coragem diante do grande medo, e esse medo
Infantil de ter pequenas coragens.

15.04.1962 in Poesia completa e prosa: "Poesias coligidas"

Força meu Amigo!
Você não está sozinho...
Nunca vai estar...

A-DO-REI!!!!

Desejo profundamente que essa edição se esgote nas bancas e seja um marco no jornalismo! Nem li ainda, mas só a capa (e o destaque para o "Só você") vale o risco.

terça-feira, 11 de outubro de 2005

Interessare

Clicando sem querer no "next" que tem ali em cima à direita, fui para sem querer aqui. Pelo que entendi, é o blog de um italiano que mora na Califórnia. Muito legais as imagens que ele garimpou da web:




Fantásticas! Tipo de criatividade que eu odeio (ou como diria a ReB, "não aceito, não aceito, não aceito...") não possuir nem um tiquinho assim ó.....

domingo, 9 de outubro de 2005

Rankings

Confesso: adoro programas tipo Ranking. Não sei dizer o porquê. Assistia freqüentemente o Rank, do E! Entertainment Television. Como não tenho mais TVA, me contento com o Top Top da MTV brasileira. Contentar-me não é bem a expressão certa porque adoro as justificativas e os comentários super-hiper-mega venenosos dos apresentadores Léo Madeira e Marina Person. Dia desses eles rankearam o que chamaram de: músicas que por qualquer motivo são horríveis mas todo mundo gosta (principalmente aquelas que dá muita vergonha de assumir). Resumindo: é ruim, mas é ótimo! E não é que – com raríssimas exceções – eu tive que dar a mão à palmatória? Que listinha safada essa!

10º. Dancing Queen – ABBA
9º. Patience – Guns n' Roses
8º. Live to tell – Madonna
7º. Crazy – Aerosmith
6º. Total Eclipse of the Heart – Bonnie Tyler
5º. With a little help from my friends – Joe Cocker
4º. Candy – Iggy Pop
3º. We are the world – USA for Africa
2º. Hotel California – Eagles
1º. I'll be there for you – Bon Jovi

No lugar dos produtores (e desconsiderando as justificativas) eu trocaria Live to tell por Crazy for you e Crazy por I don’t want to miss a thing. Talvez tirasse With a little help from my friends e a trocaria, vejamos, por Ain't No Mountain High Enough nada hipponga, mas, sabe como é, é que eu gosto mesmo...

Inspirada nessa lista e na grande descoberta de ontem (que existe gente boa que também gosta de Air Supply e Biafra) resolvi investir na tentativa de montar minha própria lista com hits nacionais de todos os tempos. Assim surgiu a

Top 10 Tudo em Simas!: Gosto sim, e daí?

10º. Noite do Prazer – Brilho
Todo mundo diz já enjoou dessa música, mas não conheço ninguém que fique parado quando um DJ apela para o hit maior do Cláudio Zoli no fim da festa. Sem contar que tem o lance da letra errada mais famosa do país: “trocando de biquini sem parar...

9º. Nosso Sonho – Claudinho e Buchecha
Da época em que Funk ainda era um ritmo dançante para os anti-funkistas menos radicais como eu. É bonitinha, ingênua, fofa e eu ficava frustrada por não saber de cor a lista das comunidades do final da letra.

8º. Fio de cabelo – Chitãozinho e Xororó
Representante maior da fossa sertaneja com alguma classe que me faz esganiçar a voz e cantar o refrão junto (quando estou sozinha, claro!).

7º. Ovelha Negra – Rita Lee
Na lista porque é presença garantida em toda sessão de videokê (e a única nota 99 que já ganhei da maquininha).

6º. Sonho de Ícaro – Biafra
Do repertório do Biafra eu selecionaria Rua Ramalhete, mas não dá pra negar que Sonho de Ícaro é muito mais fácil de ouvir numa sexta ou sábado qualquer com coro do bar inteiro balançando as cabecinhas de lado pro outro.... Que lindo!

5º. O Universo no teu corpo – Taiguara
Pra escutar tomando um porre e filosofar na mesa do bar! Não tem coisa melhor.

4º. Demônio Colorido – Sandra de Sá
Gosto muito! Primeiro por que adoro músicas com essa coisa de posse, tipo Como eu quero e Só pro meu prazer e segundo, porque tenho olhos verdes, oras!

3º. Coração Selvagem – Belchior
Muita gente diria que numa lista dessas deveria entrar Medo de avião, Paralelas ou Apenas um rapaz latino-americano. Mas presta atenção: “Meu bem, guarde uma frase pra mim dentro da sua canção / Esconda um beijo pra mim, sob as dobras do blusão / Eu quero um gole de cerveja do seu copo, no seu colo e nesse bar” é lindo demais, não é?

2º. Dona – Roupa Nova
Fala sério! Qualquer um com mais de 25 anos, quando escuta seus primeiros acordes, com certeza se lembra da Viúva Porcina e automaticamente balança a cabeça na parte que diz: “tan-tan-tan batendo à porta, não precisa ver quem é”. (Meu pai que dê mole com o DVD pra ver o que é bom....)

1º. Sonhos – Peninha
Peninha, um dos reis do brega! É claro que ele tem que estar numa lista dessas. Foi difícil decidir entre Sonhos e Sozinho – a propósito, ambas regravadas por Caetano – mas Sonhos, vocês têm que concordar, é O Clássico da dor de corno. A campeã Tudo em Simas! no conceito “é ruim mas é bom demais!”

Pronto, chega de confissões por hoje. Minha jugular já está por demais exposta... Amem-me ou deixem-me!

sábado, 8 de outubro de 2005

Copiei...

"Cuidado garoto, eu sou perigosa!!!!"

Cybernetic Lifelike Android Used for Dangerous Infiltration and Assassination

Esperava uma coisa diferente mas... O olho podia ser verde, pelo menos...
Copiei dela (pra variar). Licença e beijinho, Giu!

terça-feira, 4 de outubro de 2005

Aviso

A praga dos spams chegou aos blogs. Na verdade já tem um tempinho. Hoje, fuçando as configs, descobri que existe a opção de ativar um mecanismo de digitação de imagem para publicar comments. Teoricamente tal mecanismo garante (pelo menos por enquanto) que quem está postando o comentário é uma pessoa de fato (assim espero!). Por tanto não estranhem e não deixem de comentar, ok?

ET... telefone... minha casa...

Em tempos de associação para dominar o espaço, só agora lembrei de dizer: ainda não enjoei do Google Earth! Agora descobri que dá pra copy & paste aqui...

[no picture anymore]

Ói eu aí, ó! A 1,5 Km do maraca!

Atualização: passou o surto....

segunda-feira, 3 de outubro de 2005

Ter ou não ter

Nunca estive tão na dúvida quando estou hoje às vésperas do referendo sobre a proibição da venda de armas e munição. Continuo achando que essa batata quente foi jogada na nossa mão assim, muito displicentemente. Aceito os argumentos dos dois lados. Não me vejo do direito de acabar com o direito de escolha de outros. Mas também não me sinto confortável em temer qualquer discussão de bar, trânsito ou futebol porque um louco alucinado pode sacar uma arma a qualquer momento. Não me sinto capaz de decidir. E tenho visto muita gente decidindo pela emoção. Espero que no fim dê certo.

Que segredos?

Quase acabando de ler o Dossiê Brasília: Os Segredos dos Presidentes. A leitura não mudou nenhuma opinião sobre os respectivos entrevistados. E não foi porque eu não estava com a “mente aberta”. Simplesmente porque nenhum me surpreendeu. Sarney, burocrático; Collor, evasivo e defensivo; Itamar, excêntrico; e Fernando Henrique, acadêmico. Lugar comum: “Ser presidente não é fácil. Fiz o melhor que pude, dentro das condições que eu tinha.” Todos consideram Getúlio o melhor presidente (entre outros, “se formos considerar as condições da época de cada um”, claro). Todos acham que ainda é cedo para publicar suas memórias (muitos envolvidos e/ou citados ainda estão vivos). Mesmo assim, acho que a leitura valeu a pena. Não é sempre que temos depoimentos de presidentes que ainda estão vivos pra dizer, se for o caso, “não foi bem isso que eu disse”.

Primeiras Impressões

Nada a ver

E Bike-Boy em sua primeira fala: “Já é!”. Credo!
E A coreografia da primeira luta da super tough Diana Bullock. Dá pra ensaiar mais, não?

Tudo a ver

E Animações: abertura à la Playmobil e o Flash Back da infância de Ben Silver que fugiu totalmente do padrão.
E Trilha sonora que conseguiu situar o Zé Ramalho no tempo e no espaço.
E Produção de arte, direção de arte, cenografia, figurino ou seja lá qual for o nome da equipe que não ficou devendo nadinha a nenhuma produção internacional.
E Billy the Kid e Jesse James querendo sossego vestidos de mulher!
E Zorro e Tonto saudosistas (adoro saudosistas, por que será?).
E A postura do Xerife e de John Wayne no duelo que estavam perfeitas.
E O
site da novela que é simplesmente divertidíssimo!
E Latorraca que vale a pena, sempre!
E Guilherme Fontes de estelionatário que... deixa pra lá.

Ou seja, muito no início acho que o saldo é bastante positivo. Vamos ver. Estereótipos a parte, precisamos nos divertir, não é mesmo?