quarta-feira, 6 de agosto de 2008
Coral Michelin
Algumas letras me emocionam (mas isso não é novidade para ninguém) e muitas vozes me tocam muito lá no fundo. Mas é a união de vozes e os sons que desta união se formam, que muitas vezes fazem meu coração bater mais forte. Dessa união de vozes, surge um novo sentido para uma velha canção conhecida. E isso é simplesmente fantástico.
Agora a novidade: ser coralista. E desde agosto do ano passado, passei a não só sentir tudo de bom que a música transmite, mas principalmente, a vivenciá-las intensamente. E assim descobrir que - além de tudo o que eu achava que já sabia em relação à música - ela também rejuvenesce ao me fazer reviver (com muito mais técnica, é claro) a cantoria da infância a cada ensaio e a cada apresentação.
Descobri nesse primeiro ano que:
Ser coralista é ser mais alegre, de bem com a vida, não só porque rimos e nos divertimos muito nos ensaios, mas conhecemos pessoas que outra forma seriam apenas um rosto no turbilhão de nosso dia-a-dia;
Ser coralista é um exercício de humildade, quando abrimos mão de aparecer (ou se fazer ouvir) individualmente pela unidade de um todo;
Ser coralista é ser uma pessoa realizada porque percebo no olhar das pessoas a alegria e emoção que tentamos transmitir.
Ser coralista é saber que naquele momento o amor pelo fazemos extrapola o tangível e contagia o ambiente. Isso é único, é sublime, é quase divino.
Tenho muito orgulho de ser coralista nesse grupo maravilhoso e agradeço a cada um de vocês a oportunidade impar que me está sendo concedida. Que esse seja o primeiro de muitos anos de muita energia, alegria, harmonia e paz, ou seja de muita música para todos nós.
quarta-feira, 30 de julho de 2008
sábado, 12 de julho de 2008
Sobrevivi
Sobrevivi à minha primeira exposição no Blog de Fotografias dO Globo.
Nem fui espinafrada pelo Marcelo Carnaval!
Crédito compartilhado com a Hivy, claro! Detalhes aqui.
sexta-feira, 11 de julho de 2008
"Não aceito desculpas de secretário, de governador"
"Eu não quero viver nessa cidade com medo. (...) Eu não tenho que sair da minha cidade. Eu amo a minha cidade. Eu cresci aqui. O Rio de Janeiro é lindo. Quem tem que ser estirpado daqui não somos nós, pessoas de bem." (Paulo Roberto Barbosa Soares - 10/07/08)
segunda-feira, 7 de julho de 2008
Os cariocas, a Libertadores e o Brasileirão
O que não dá para entender é por que todo brasileiro estaria obrigado a torcer pelo Fluminense? Digo de coração: não torci, nem contra nem a favor. Assisti ao jogo. Só isso. Mas acho que cada um é livre para escolher para quem torcer. Meu argumento é muito simples: eu não me sinto representada pelo Fluminense. No início do torneio eu torcia por todos os times brasileiros. Queria que todos avançassem na tabela para que a Conmebol pirasse e tivesse que tirar alguma outra regra doida para sabotar a trajetória brilhante dos brasileiros. Fomos ficando pelo caminho e no fim, o comportamento do Fluminense não me cativou. Devo ser condenada por isso? E mais: os flamenguistas são culpados pela derrota tricolor? Faça-me o favor. Não ficassem jogadores e comissão técnica falando mais do Flamengo do que de suas próprias preocupações. Agora ficam bancando os pseudo-patriotas-traídos resmungando da torcida contra. Se não aguentam a pressão, joguem Playstation!
Falando sério, o que eu queria mesmo é que o futebol carioca mostrasse sua força. Não quero torcer por um Flamengo engrandecido pelo fracasso dos outros times num campeonato meia-boca como o Carioca. Quero brilhar entre estrelas de primeira. Por isso que torço de coração para que o Dinamite tenha uma gestão magnífica no Vasco (porque o cara merece respeito de quem gosta de futebol e para que ganhar do Vasco continue não tendo preço). Quero que o Bebeto consiga mostrar quem é o Glorioso que eu sempre respeitei (e que graças ao Montenegro, hoje eu nem reconheço). Quero que Fluminense deixe a lanterna e dê orgulho ao meu pai (porque ele merece, uai). Quero olhar para o futebol carioca e não sentir constrangimento algum em perder para um desses times. Porque isso é futebol: ganhar e perder. “O vento que sopra aqui é o mesmo que venta lá” já diz a canção. Quero torcer para que o Flamengo seja sempre o melhor entre grandes campeões. Isso não significa que vou torcer por eles em cada um de seus jogos – que isso fique muito claro! – mas que torço sim para que mostremos ao mundo porque o Rio é a terra do samba e do futebol, ora bolas!
Na verdade, eu quero mais! Quero ver futebol de verdade, futebol arte, futebol sério, sem bicos pro alto, sem excesso de toques laterais nem jogadores mandando torcedores se calarem. Quero jogadores comprometidos com seus times dentro de campo, deixando a falação para as equipes de reportagem. Estou legal de jogadores-celebridades que fazem tudo por um flash e um microfone e que querem ganhar jogo no grito.
Se algum dia esse utópico cenário se tornar realidade, talvez tenhamos uma torcida menos agressiva e mais tolerante às diferenças. Se os jogadores não demonstram respeito entre si, como cobrar isso dos torcedores? Estamos no limite entre a piada e a ofensa e isso é deprimente.
Enquanto isso, só me resta curtir o melhor início de temporada do Brasileirão dos pontos corridos. Avante Mengão! Pé no chão que esse Brasileiro é nosso!
sexta-feira, 27 de junho de 2008
Carta para a bela Bela
Querida Amiga!
Estou com tanta saudade de você! Hoje me deu um apertinho no peito, sabe como é? Passa um pouquinho da meia noite. Eu estava com a Carlinha e com o Fernando lembrando de quando te enchemos para que você procurasse pra gente uma camiseta do Gentileza em uma lojinha no fim de uma galeria que ficaria no fim de uma ruazinha lá em Niterói. E não foi a primeira vez que falei de você hoje. Eu estava histérica pois eu não conseguia achar seu telefone e queria muito ouvir sua voz.
Estou pra te ligar desde que recebemos os cartões. Isso! Recebemos os cartões! Eu amei, quase chorei... Todos adoraram, Belinha! E foi um rebuliço porque, por mais discreta que eu tentasse ser, é óbvio que eu não consegui. "A Bela nos mandou cartões!!!!!", eu gritava baixinho e entregava mais um... E eu fiquei muito, muito feliz com o meu. E faço idéia de quantos lugares maravilhosos, além de pubs e bares fabulosos você já não conheceu. E teve show da Joss que eu não fui porque era muito caro e eu fiquei muito frustrada. E eu queria te ligar pra falar tudo isso e não conseguia porque não achava o raio do número do telefone. E eu estava inconformada.
Aí fui ler seu blog. Consigo te ver a cada post, xingando o framenguista (só te perdôo por falar assim porque estou com muuuuuitas saudades) e a joaninha, arregalhando os olhos miúdos a cada novo castelo, rindo sozinha pra dirigir pela primeira vez um "carro do avesso", te imagino deslumbrada no show do Pete ou empolgada arrumando incansavelmente o quartinho renovado (que, à propósito ficou lindo!). Pensei em comentar os posts, mas era tanta coisa pra falar que o spaces provavelmente me barraria pelo excesso de caracteres. Por isso comecei essa carta....
No mais tudo quase igual. Além de uma separação, um bebê chegando agora, outro bebê que chega no ano que vem, o coral que vai fazer outra apresentação, um estagiário que vai virar empresário, uma ex-estagiária que vai mudar de emprego e um relacionamento totalmente inesperado, acho que está tudo na mais monótona normalidade.
É isso... Muito bom saber que você está aproveitando cada minuto dessa experiência. Muito bom saber que esse novo mundão que invade o seu coração ainda deixa um pedacinho pra gente que ficou aqui um pouquinho pra trás, mas que não te tira da cabeça...
Um beijo enorme, Comprida!!!!
Claudinha
quinta-feira, 26 de junho de 2008
Nada que não tenha visto antes
J'en connais même tellement qu'ça me prend trop de temps,
Et ma pauvre maman se dit en soupirant,
"Qu'ai-je fait pour cela ?
Est-ce de ma faute à moi,
Si ma fille est comme ça ?"
J'en connais dans chaque port,
Dans chaque sud, dans chaque nord,
J'en connais sans efforts,
J'en connais qui vont dire,
Que je suis bonne à maudire,
Et moi ça me fait sourire...
E então, além de rir, só posso dizer: "Aê! fala serio!!!!"
domingo, 15 de junho de 2008
O Menestrel
Depois de 3 anos voltei a um show do Oswaldo. Casa lotada. Quem nunca foi ou não gosta dele pode se perguntar como isso pode acontecer, uma cara que pouco aparece, com fama de chato e que insiste em escrever contos de fadas hippies em pleno século 21, lotando uma das das maiores casas de show do país. Mas acontece, e não é surpresa nenhuma para os seus fãs que esgotam os ingressos na primeira semana de vendas.Dessa vez não vou dizer que foi perfeito. Por um simples detalhe: não gostei do som. Não parecia 100% ajustado. Parecia grave demais, mas não entendo do assunto. Li que no show de BH os fãs perceberam muitos problemas técnicos e não sei se existe alguma relação. Mas pessoalmente eu sempre apreciei o trabalho do Oswaldo pelo capricho e pela atenção aos mínimos detalhes de suas produções e por isso fiquei tão incomodada.
Mas de positivo, em contra-partida, tem todo o resto. O clima, a platéia, o set-list, o cenário mais simples do mundo, o improviso de uma música composta no palco e a surpresa da chegada do Milton Guedes com seu sax, flauta e assobio no meio de Lua e Flor.
Eu não havia pesquisado nada sobre o DVD Intimidade, justamente o que estava sendo lançado neste show. E isso me gerou pessoalmente uma grande e emocionante surpresa: Lume de Estrelas. Sempre que alguém me pergunta se tenho alguma música favorita eu me arrepio pois não consigo dizer uma apenas. Por Brilho, Ao Nosso Filho Morena, Se puder Sem Medo, Estrelas, Sem Mandamentos, sei lá. Cada uma tem um momento. Mas Lume de Estrelas me toca lá no fundo, sabe? Demorei até para reconhecer a música. Estava totalmente habituada a tê-la apenas para mim. Quando muito ouvia o Beto cantar. Cheguei mesmo a pensar que era daquelas criações renegadas pelo seu criador. Mas não é! Quando percebi o que ele ia cantar, meu coração disparou. Gente, pára! Eu sei que é clichê e é piegas, mas foi isso aconteceu caramba! Me deixem curtir o momento que ainda está fresquinho na minha cabeça. E, como diria Gump (o Forrester): "e é tudo o que eu tenho a dizer sobre isso."
Humor: em estado de graça até o ano que vem!
Para os não-iniciados:
terça-feira, 3 de junho de 2008
Vento de Maio
Atendendo a pedidos, ou melhor, ao pedido da Bela, seguem os detalhes do 14/05:
- Comemorei da zero hora até a meia-noite, literalmente!
- O dia estava simplesmente LIN-DO!
- Eu parecia uma criança em dia de festa.
- Tudo dava certo (não deveria ser sempre assim?).
- Tive muitas pequenas surpresas legais, a esmagadora maioria relativa a palavras carinhosas que eu definitivamente não esperava.
- O almoço foi com o pessoal do trabalho, mas tinha um gostinho inconfundível de festa!
- Eu não consegui trabalhar direito.... errrr
- A noite foi deliciosamente maravilhosa, graças à presença de um grupo super querido de amigos e à acolhida do Rio Rock & Blues Club - Lapa, ao som de Alê, Marcelo, Daniel e Walter.
- Fui devidamente apelidada de "Gazela Saltitante" (pensando bem, podia ser pior já que poderiam ter cantado: "ela está descontrolada!" pois caberia certinho).
Concluindo: foi um dia maravilhosamente especial!
Não é preciso muito para me fazer feliz!
segunda-feira, 2 de junho de 2008
Text-To-Speech
Na verdade é o demo de um site que vende uma ferramenta para criação de avatares falantes a serem incluídos em peças corporativas, mas... who cares! O avatar pode ser masculino ou feminino e são várias opções de vozes para cada idioma. Alguns têm até mesmo sotaque diferenciado como o francês da França e o canadense. E já ia esquecendo: os olhos do avatar seguem o mouse... Sinistro!
Eu já ri muito colocando a senhorita arrumadinha com cara de âncora da CNN para falar alguns palavrões básicos, mas o mais divertido mesmo é indicar um idioma qualquer e escrever em português: a gringa (ou o gringo) vai falar com português com sotaque! Muito bom!
Tá aqui.
domingo, 1 de junho de 2008
Tudo Novo de Novo
Não é bem o que eu queria mas acho que é exatamente o que eu precisava. Simples e moderninho sem ser mulherzinha. Tenho muita coisa pra escrever. Estou com muita vontade mesmo de encher novamente este espaço com minhas baboseiras e mesmo minhas paranóias.
Agradeço ao Ock pela paciência (acabou não sendo nenhum daqueles lay-outs exaustivamente selecionados, né Amigo? rs) !
Vamos ao trabalho! Não hoje porque tá frio e eu vou ver filminho no sofá...
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008
Tem sempre uma primeira vez
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008
É assim que vai ser?
É tanta tecnologia de comunicação que deixaria até Chacrinha embasbacado. O curioso é que sobra mensagem, mas falta intimidade. Falta aquela mensagem pessoal, o contato, o sentimento por trás da mensagem. Aquele que não é “encaminhável”.
De acordo com a pesquisa em questão, até que rola uma mensagem pessoal, mas não se trata de um mensagem de apoio ou de carinho, mas uma paulada na cabeça. Já que não é preciso olhar no olho, cresce o número de covardes simpatizantes da prática de terminar um relacionamento com uma mensagem. De certa forma a TV meio que profetizou isso quando mostrou a Carrie de Sex and the City recebendo um toco através de um famigerado e despretencioso Post-It (não me lembro o nome do canalha e muito menos a temporada; quem sabe um dia eu atualizo aqui...). Mas o fato é que banalizou-se a impessoalidade. Estamos, cada vez mais, usando nossos poderes para o mal. Onde vamos parar? Espero que não seja isolados em cubículos cercados de cabos e telas por todos os lados. Oops, acho que já somos assim...
Feliz 2008!
O universo blogueiro nunca esteve tanto em discussão. E eu fico pensando se realmente devo me incluir nessa elite da contra cultura que luta pela liberdade de expressão ou simplesmente pela utopia da informação totalmente compartilhada.Não escrevo decentemente há muito tempo. Assunto não faltou. Passou Natal e até o ano mudou. O carnaval já passou e a Mangueira não decepcionou (afinal, eu pelo menos não esperava nada diferente do pseudo-desfile da verde-e-rosa). E por aí vai.
Na minha vida também as coisas não necessariamente seguiram o caminho que eu esperava. No fim das contas, nada mudou. Mesmo bat-emprego, mesmo bat-endereço, mesma bat-mesmice. Até aí tudo bem. Só que tudo isso sem a tal da inspiração. Aí é fogo.
O lado bom? Passei a admirar ainda mais escritores. Colunistas então, nem se fala! É talento mesmo. Escrever todo dia, com ou sem assunto, com ou sem inspiração. Impressionante.
E por isso é que volto ao meu espaço querido. Como já escrevi e reescrevi várias vezes por aqui, escrever precisa de exercício. E vou voltar a me exercitar na marra mesmo. Posso perder algum dos meus 7,5 fãs, mas é risco que tenho que correr. Vai rolar uma ou outra baboseira, ok? Mas é por uma boa causa: a minha! =)
quinta-feira, 22 de novembro de 2007
Então é (quase) Natal!
HO HO HO!!!
quinta-feira, 8 de novembro de 2007
Quem sabe um dia?
Isso muito me interessa: entre 128 países, o Brasil é apenas é o 74º no ranking de igualdade entre sexos do Fórum Econômico Mundial. A medição é feita por pontos e o Brasil totalizou 0,6637 ponto. Quanto mais perto do número 1, menores são as diferenças entre homens e mulheres em quatro áreas: participação econômica e oportunidade (salários, inclusive), realização educacional; poder político e saúde e sobrevivência, área que analisa e compara a expectativa de vida relativa entre os dois gêneros. Detalhes do ranking aqui.Lembro-me sempre das entrevistas de emprego: “Casada? Sem filhos? Sei...” Como se eu só estivesse esperando conseguir um plano de saúde para parir logo em seguida. Depois vem aquele papo de que mulher é instável emocionalmente, chora à toa e se compadece de qualquer “draminha”, o que lhe incapacitaria de assumir possíveis chefias. Ou mesmo o fato de ser mãe a torna uma pessoa indisponível para viagens (que sinceramente nem sei se são tão necessárias assim considerando o alto nível de conectividade das telecomunicações). Depois de muitos anos, pela primeira vez trabalho numa empresa onde o marido pode ser dependente da mulher nos benefícios da funcionária. Mesmo assim, no meu departamento não há nenhuma mulher em cargo de chefia.
Agora o congresso caminha para a aprovação da licença maternidade de seis meses. É óbvio que acho que quanto mais tempo os pais (veja bem, eu disse “OS PAIS”) puderem ficar com seu bebê recém-nascido, mais chances de estabelecer-se ali uma família mais saudável e feliz. Entretanto vai ser um parto (perdão pelo trocadilho) para uma mulher conseguir emprego. Tomara que eu esteja errada. Outra coisa que me angustia é igualdade que se faz na marra. A empresa percebe que tem poucas mulheres gerentes e acaba adotando o gênero como critério de desempate. A competência ficou para trás. Totalmente injusto.
Soluções, não sei quais são. Quem sabe um dia o ser humano - anterior à existência de gênero ou raça - possa ser totalmente respeitado em suas diferenças. Tudo o que quero é poder trabalhar e ser feliz no que faço, sem ter que matar dois leões por dia: um pela profissão em si e outro para provar que sou tão boa ou até melhor do que qualquer homem em meu lugar.
quarta-feira, 10 de outubro de 2007
Desesperança
Nasceu o novo Código Nacional de Trânsito, através da lei 9.503, de 23 de setembro de 1997. Completo, moderno e eficiente, ele regularia o sistema nacional de trânsito, ditaria normas gerais de circulação e conduta, trataria de pedestres e condutores de veículos não motorizados, da educação para o trânsito, da sinalização, dos veículos, seu registro e licenciamento, da habilitação para a condução de veículos automotores, iria dispor sobre as infrações, penalidades, medidas administrativas e processo administrativo, além de inovar, criando então crimes especificamente de trânsito.
O grande destaque foi o fato de que esse novo Código elencou condutas que antes não eram consideradas crimes, senão meras contravenções penais, além de ter agravado as penas de crimes que eram previstos apenas no Código Penal. A esperança, lembro-me bem, era ter neste Código um instrumento de prevenção e principalmente de educação para frear o crescente número de tragédias provocadas por acidentes de trânsito.
Não conheço as estastísticas mas, passados dez anos, não é arriscado afirmar que o Código é motivo de piada. A rigidez mostrou-se uma grande falácia. Ninguém tem medo de perder a carteira por conta de 20 pontos perdidos. De que adianta uma lei perfeita se ela não é aplicada ou mesmo respeitada? O pior é que tudo se reflete na perda de vidas e na destruição de famílias. Por pura irresponsabilidade generalizada: daquele que não respeita à lei e daqueles que não zelam por sua aplicabilidade. Triste. Muito triste.
sábado, 6 de outubro de 2007
terça-feira, 18 de setembro de 2007
PersonalDNA
Segundo o site PersonalDNA (dica da Nicole) me descobri como uma líder benevolente. Ainda não digeri se isso é bom ou ruim, mas... Para conhecer os detalhes sobre o meu mapa (sim, essa de tirinha de cores aí em cima é o mapa!) é só passar o mouse sobre cada uma das cores. Eu adoraria saber o resultado de quem mais fizer estes testes! =)
Panis et Circensis
Por que eu me lembrei disso? Porque cheguei à conclusão de estamos realmente ferrados. Considerando que a tática secular do “pão e circo” tenha funcionado, explica-se assim a apatia de nossa sociedade. Só que do tal "pão e circo" também não temos visto lá grande coisa. Do “pão”, acho que não preciso nem falar. É “chover no molhado”, “ensinar missa ao vigário” e tantas outras expressões populares. É carga tributária, inflação dissimulada, desvio de verbas, corrupção generalizada, é tanta coisa que só sobram as migalhas do pão dormido. Mas estamos acostumados a isso, não é mesmo? Damos um jetinho aqui, aperta dali e seguimos em frente.
Mas aí eu me pergunto, e o “circo”? Cadê a parcela de diversão? Seria o Esporte? Lamento informar, mas tá difícil. Alguém me explica o que é a federação carioca de futebol (em letras minúsculas mesmo porque tal instituição definitivamente não existe, logo não demanda nomenclatura diferenciada)? Até quando o futebol carioca vai ser essa vergonha? Não sobra um time ileso a mal resultados e escândalos. Cartolas intragáveis e asqueirosos. Infelizmente esse privilégio não é só do Rio de Janeiro. Cutuca-se um pouquinho e vamos encontrar fácil um rabo preso sendo revelado em qualquer canto do país. A bola da vez na sinuca dos escândalos é o Corínthians. O ventilador cheio de caquinha (para não falar outra coisa) está soprando para cima de todo mundo que algum dia pisou no Parque São Jorge. Mas pera lá! E no mundo? Ora, o futebol italiano teve seu inferno astral em 2006, salvo apenas pelo sucesso da azurra da copa do mundo. Sem falar na tristeza de ver jogadores do mundo todo morrendo na TV, caindo em campo, e ter que engolir que os clubes não sabiam que eles tinham alguma disfunção. Ou seja, falar de futebol ultimamente tem sido repetir escândalos e resultados xinfrins. Tristeza...
E não acaba por aí. A coisa podre está se alastrando também por esportes milionários de verdade, aqueles ditos de “alta desempenho e perfomance”. Caiu na “boca de matilde” o caso de espionagem da McLaren e a subseqüente decisão da FIA sobre o assunto. Eu mesma, que me graduei especialista no tema, posso afirmar categoricamente que ainda ficou caroço embaixo desse angu. E o New England’s Patriots? Não está sabendo? Pois é, até no futebol americano (que tem a NFL cuja fama é de ser a liga mais rigorosa do planeta) rolou barraco. E não estou me referindo ao jogador que promovia brigas de cachorros (esse é o Michael Vick do Atlanta Falcons) mas do time de Tom Brady (o namorado bonitão da Gisele B.) que também envolveu-se com espionagem (o time, não o Tom), por filmar os códigos da defesa de um de seus adversários, no caso, o New York Jets. O Técnico teria usado esse know-how duvidosamente adquirido, no prórpio confronto direto contra os Jets e, comprovado isso, a coisa ficou feia. Barato não saiu. Mas a grande questão é que o Patriots, assim como a McLaren, são consideradas as equipes f*donas da temporada e não teriam porque fazerem isso. Mas do que nós entendemos, não é mesmo?
Futebol, Football ou Fórmula 1, a questão é que ficou tudo milionário demais pra ser circo somente. Dizem que “a gente não quer só comida, a gente quer comida, diversão e arte” mas está dificilíssimo conseguir qualquer uma delas. Do pão, mal temos migalhas e do circo, só vejo os palhaços. E eles, mais do que nunca, me dão medo.
domingo, 16 de setembro de 2007
Na cadência bonita do samba
Os primeiros registros sobre o samba no Brasil vêm do século 19 e obviamente estão relacionados aos ritmos introduzidos por escravos praticamente em todo o território. Para chegar ao que o conhecemos hoje, o samba deixou-se influenciar por temperos baianos e malícias cariocas. Uma das características deste novo mestiço tupiniquim é que ele nunca perde a contemporaneidade. Pelo que se tem notícia, o primeiro samba gravado é o célebre Pelo Telefone de Donga que data de alguma data entre 1903 e 1917 (cada site diz uma coisa).
O chefe da polícia
Pelo telefone manda lhe avisar
Que na Carioca
Tem uma roleta para se brincar
Gilberto Gil fez um upgrade e gravou Pela Internet:
Que o chefe da polícia
Carioca, avisa Pelo celular
Que lá na Praça Onze
Tem um videopôquer para se jogar
Quer outro exemplo? Que me perdoem as feministas de plantão, mas toda vez que toca Amélia, o povo se esgoela pra cantar. Homens e mulheres. Vai entender? Acho que a mulherada está um tanto cansada da jornada dupla casa/trabalho e não acha mais tão má idéia assim, ser uma boa dona de casa. Tudo bem que “não tinha a menor vaidade” e “achava bonito não ter o que comer” não são nada inspiradores, mas que o povo canta, canta. E samba muuuuito. Quer mais? Até a Liga das Escolas de Samba passou a autorizar a reedição de sambas-enredos. Por quê? Ora, porque eles não se desatualizam nunca. Fazer o quê, né?...
Não imagino um mundo sem samba. Quando eu era pequena eu acreditava piamente que samba era “coisa de velho”. Hoje, eu já prefiro dizer que, se é assim, então eu sempre fui velha. Tudo bem. Bom, o fato é que este post não tem a menor intenção de ser uma ode ao samba. Ele não precisa disso. Mas para mim é fonte de inspiração certeira. Sempre. Revigora. Encoraja. Anima.
O samba é companheiro e é conselheiro. É mãe e pai. É democrático. É sofista e socrático. É poético e melodioso. Mas acima de tudo é harmonioso. O samba é ritmo. É coração. E assim, sem ele não há pulsação, não há vida. Se houver, é insossa e, definitivamente, arrítmica.
quinta-feira, 26 de julho de 2007
As Relíquias Mortais

Rowling finalizou a saga do bruxinho (que, neste volume, não tem nada mais de bruxinho) como se propôs a fazê-lo desde o primeiro volume. Foi fiel ao fio condutor que estabeleceu para toda a estória sem “temer” a reação dos fiéis leitores. Tenho certeza que tais reações serão as mais diversas, entretanto ninguém vai poder dizer que ela não foi coerente.
O livro é mais sombrio. Pudera, com o grande número de mortes e torturas que recheiam os 36 capítulos. O amadurecimento do trio protagonista é notável. O destaque, claro, é Hermione e a solução que ela encontrou para deixar seus pais seguros no mundo trouxa. Até Rony nos presenteia com algumas tiradas realmente muito surpreendentes (mas logo volta ao normal).
As mortes pré-anunciadas são realmente emocionantes. Na verdade até aquelas tidas como secundárias também mexeram comigo. Mas tem muito mais: casamento, nascimento, brigas, reconciliações, seqüestros, fofocas, beijos, batalhas e, acima de tudo, várias surpresas. Tudo muito intenso, como eu esperava de Rowling.
Bom, com o recorde de leitura que me refere lá no começo, acabei me criando um enorme problema: Não tenho com quem comentar o livro! AHHHHHH! Resultado. Quem não quiser saber mais sobre “As Relíquias Mortais” aviso que se despeça do post por aqui, ou aceite as conseqüências e não me perturbe depois, combinado?
Listo aqui o que eu menos gostei e o que mais amei no livro (sem ordem de preferência, ok?). Quem realmente quiser ler, é só selecionar o texto com o mouse (ainda dá tempo de desistir, viu?).
Poderia ser diferente:
* O tão esperado beijo do Rony e da Hermione podia ter sido em outra hora e outro local não? No meio da batalha, rápido e corrido, com o Harry os observando impacientemente enquanto pensa no que ainda precisa ser feito. Sem condições. Fiquei com a impressão de que a Rowling terminou o livro e alguém perguntou “e o beijo, não vai sair?”. Aí ela bateu com a palma da mão na testa e encaixou-o onde daria menos trabalho reescrever.
* A morte de Remo e Tonks. Sei lá. Precisava matar os dois. Acho que um só bastava para ilustrar a intensidade da batalha. Assim pareceu o início de mais um ciclo com um órfão mestiço que perdeu os pais para salvar a comunidade bruxa daquele-que-não-deve-ser-nomeado.
* Senti falta também de um encontro de Harry com seu afilhado. Nem mesmo um pensamento de Harry sobre a Criança... Poxa, os pais do guri morrem e ele nem se lembra que ficou com um afilhado órfão?!
* O livro está enorme, eu sei. Mas não me importaria de ler mais algumas páginas se elas me dessem todos os detalhes sortidos das punições sofridas pelos Malfoys e por Bellatrix por sua eterna falta de sorte em manter Harry capturado e quietinho.
* O Neville ficou muito de lado nesse livro. Tudo bem que tudo girava em torno da missão de Harry, Rony e Hermione, mas senti falta do “quase-escolhido”. Gosto dele, uai!
* Fred Weasley sempre foi um gaiato, mas ele merecia uma morte menos “acidental”. Algo mais nobre ou heróico. Um duelo ou coisa parecida, mas uma parede? Fala sério!
* E vamos combinar? O epílogo me decepcionou bastante. Dezenove anos depois? Que sem graça!
O que eu amei muito-prá-caramba-demais-a-beça:
* Molly para Bellatrix: “NOT MY DAUGHTER, YOU BITCH!” U-HUUUU de novo!!!! Eu sabia que havia algo mais legal reservado para Molly do que ficar fazendo malabarismo com panelas!
* Potterwatch, o programa de rádio da resistência foi muuuuito legal. Pena que só teve um...
* Harry mais adulto do que adolescente é realmente apaixonante.
* A descrição da família Weasley em volta do corpo de Fred ao fim da batalha também está incrível. Jorge agachado... snif, snif...
* O Lorde das Trevas voando também foi muito f***! Super-mega-hiper demonstração de recuperação de poder!
* ‘Bellatrix’ dando “bom dia”!!!! HAHAHAHA! Só Hermione mesmo!
* Todas as pontas soltas espalhadas desde a Pedra Filosofal sobre Severo Snape foram muito bem amarradas. Pra mim Snape se mostrou o bruxo mais humano – ou melhor, “trouxa” - de todos, mais até do que o próprio Harry: confuso, ciumento, atormentado, arrependido e tudo mais.
* Augusta Longbottom. A ranzinza e exigente avó paterna do reprimido Neville foi simplesmente nota 10: além da coragem de já se expor partidária da Ordem abertamente no Profeta Diário, a doce vovó mandou Dawllish para o St. Mungos (esse também, só se ferra, coitado...) e apareceu para lutar em Hogwarts como se fosse um passeio dominical. Para mim ela podia até ter sido nomeada Ministra da Magia!
domingo, 13 de maio de 2007
domingo, 18 de fevereiro de 2007
Lucidez
O homem lúcido sabe que é o equilibrista na corda bamba da existência. Sabe que, por opção ou acidente, é possível cair no abismo, a qualquer momento, interrompendo a sessão do circo.
Pode também o homem lúcido optar pela Vida. Aí então, ele esgotará todas as suas possibilidades. Passeará por seu campo aberto e por suas vielas floridas. Saberá ver a beleza em tudo. Terá amantes, amigos, ideais. Urdirá planos e os realizará. Resistirá aos infortúnios e até às doenças. E, se atingido por algum desses emissários, saberá suportá-los com coragem e mansidão.
Morrerá o homem lúcido de causas naturais e em idade avançada, cercado por filhos e netos que seguirão sua magnífica aventura. Pairará então, sobre sua memória uma aura de bondade. Dir-se-á: aquele amou muito e fez bem às pessoas.
A justa lei máxima da natureza obriga que a quantidade de acontecimentos maus na vida de um homem iguale-se sempre à quantidade de acontecimentos favoráveis. O homem lúcido que optou pela Vida, com o consentimento dos Deuses, tem o poder magno de alterar esta lei. Na sua vida, os acontecimentos favoráveis estarão sempre em maioria.
Esta é uma cortesia que a Natureza faz com os homens lúcidos."
Texto lido por Domingo de Oliveira no filme Separações.
segunda-feira, 20 de novembro de 2006
domingo, 19 de novembro de 2006
segunda-feira, 2 de outubro de 2006
Travou!
Fiquei feliz porque não tinha fila.
Entreguei o documento e assinei a presença.
Puxei minha cola da bolsa.
Segui para a urna.
Digitei o número do meu candidato à Deputado Estadual.
Digitei o número do meu candidato à Deputado Federal.
Digitei o número da minha candidata à Senadora.
Não digitei mais numero nenhum.
Ela, a urna eletrônica implicou logo comigo.
Não aceitava nenhum número.
Apertei [CORRIGE].
Nada.
Avisei à mesa.
Nada.
Veio o mesário.
Nada.
Veio o Presidente da zona.
Nada.
Voltaram para a mesa.
Mexeram naquele aparelhinho conectado à urna.
Nada.
De repente...
[FIM]
E aquele barulinho xexelento.
Perguntei se [FIM] deveria ter aparecido.
O Presidente da zona arregalou os olhos.
É, travou...Fiz campanha contra o voto nulo e anularam meu voto.
Fazer o quê?
Humpf!
Travou, ué...
Ainda bem que eu não estava com nariz de palhaço.
Ainda iam achar que eu sabotei a maquininha...
É realmente encorajador participar da festa da democracia!
Santa Frustração, Batman!
...
...
PS: O candidato retratado abaixo é meu querido colega de trabalho Bruno Salles, que completou 25 primaveras (que singelo) bem no dia da eleição. Porque mais que goste muuuuito dele, reitero que não era minha intenção digitar 25 ou qualquer outro número não registrado...
quinta-feira, 28 de setembro de 2006
Meu mais novo Candidato!

Afinal, esse é o único Presidente que IMPORTA!!!!
E ainda toca bateria.... Dá-lhe Brunebas!
segunda-feira, 25 de setembro de 2006
Uma simples atitude para [re]começar
Sempre que penso em política eu me lembro de pronto das aulas onde viajávamos no tempo para conhecer o jeito grego de administrar a cidade de forma democrática, o cenário das decisões comunitárias, decididas nas praças, sob a orientação dos líderes respeitados por todos. Falar de ética, por sua vez, me remete imediatamente ao conceito de moral, de certo e de errado na nossa conduta, na nossa maneira de agir. Invariavelmente, na prática, associamos a ética, não ao estudo filosófico dos julgamentos de valor, da relação entre o bem e o mal, mas à boa conduta, ao certo, ao correto.
Essas podem não ser exatamente as definições mais aceitas, claras ou mesmo objetivas, tão pouco filosóficas, de ética e de política. Tal relação é tema infindável, largamente discutida por estudiosos indiscutivelmente mais dedicados do que eu. Mas acho que esses pensamentos simplistas refletem a pureza do que esperamos ou, ao menos gostaríamos de esperar, da arte política moderna: uma atuação orientada, primordialmente, pelo que é o certo a ser feito para o bem–estar comum.
Acredito que a nossa maior dificuldade está em descobrir como recuperar a linha limítrofe entre o certo e errado a patamares realmente razoáveis e não mais apenas aceitáveis. Nossa sociedade deixou essa linha tornar-se elástica demais. Aceitamos e toleramos cada vez mais práticas inadequadas de forma que acabamos por legitimá-las. Com isso, tristemente perdemos o jeito de como corrigir tal deslize. Como pais que não conseguem dizer não a seus filhos depois de anos de mimos. Resta apenas o desespero interior frente a uma impotência cuja causa pode até ser negada, mas nunca é realmente desconhecida.
Somos os principais culpados pelas práticas imorais de nossos governantes. Coloquialmente, somos co-responsáveis pela falta de ética na política. O que fazer para mudar? Pensar. Re-pensar. De alguma forma, precisamos primordialmente recuperar o respeito pelo próximo e reconstruir nossos valores morais e, conseqüentemente, nossos conceitos de certo e errado em várias práticas cotidianas, de cidadania e civilidade, para que possamos saber exatamente o que cobrar daqueles que devem nos representar para legislar e governar. Quem sabe assim faremos com que ética e política deixem de ter aspectos tão contraditórios e antagônicos e passem a ser, não em sonho, mas corriqueiramente, um pleonasmo?
A listagem com os participantes da Blogagem Coletiva está aqui.
PS: Beijo para a Laura pela iniciativa.
sábado, 23 de setembro de 2006
sexta-feira, 22 de setembro de 2006
Alterego Binário

Ok, ok, eu confesso: não fiz sozinha... Humpf!
Na verdade, quem fez foi o ASCII-O-Matic, que eu descobri aqui.
Ainda não me decidi, mas acho que gostei.
quinta-feira, 21 de setembro de 2006
Ele é Brasileiro?
Porque, caramba, ele não desiste nunca mesmo!
Rolei de rir com esse vídeo. De doer a barriga.
Esta divertida sátira - com os atores Ricardo Pipo (o Palestrante) e Welder Rodrigues (Joseph Climber) - é uma das engraçadíssimas performances da Cia Os Melhores do Mundo. Como é que eu não conhecia esses caras?
Posso falar sem medo de ser cliché: rir é o melhor remédio!
(Ok, eu sei que vira e mexe eu sou 'cliché', mas disfarça, vai...)
Só de Sacanagem
Ana Carolina está na mídia.
Elisa Lucinda está na mídia.
Escândalos estão sempre na mídia.
Desabafos interessantes, nem sempre.
A íntegra do texto pode ser lida aqui.
terça-feira, 19 de setembro de 2006
sexta-feira, 15 de setembro de 2006
Faz sentido
É... acho que isso tem acontecido com certa freqüência ultimamente.
Para ficar ainda mais emocionante, transcrevo a frase que descreve minha "Sorte de Hoje":
"O melhor profeta do futuro é o passado"
quinta-feira, 14 de setembro de 2006
Mea Culpa
“O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas. O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que da sua ignorância política nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos que é o político vigarista, pilantra, o corrupto e lacaio dos exploradores do povo.”
O texto acima é atribuído à Bertolt Brecht e é mencionado no encerramento da cartilha Operação Eleições Limpas lançada pela Associação dos magistrados brasileiros (AMB) para combater o voto nulo. Sou obrigada a dizer que discordo um pouco do ilustre poeta e dramaturgo. Na verdade acredito apenas que o célebre alemão não poderia vislumbrar o que estaria por acontecer no Brasil ao alvorecer do terceiro milênio. Os inúmeros supostos analfabetos políticos brasileiros da atualidade talvez nem saibam que o são. Nasceram como conseqüência de décadas (não tenho medo de estar exagerando) de descaso social. Cresceram alimentados pelo desprezo de seus governantes, testemunhando escândalos sucessivos e nauseantes num crescendo ensurdecedor impregnado de falácias, ousadia e desrespeito. Tornaram-se adultos acostumados à banalização das mais desonrosas práticas anti-sociais (compra de votos, crimes do colarinho branco, negociatas, lavagem de dinheiro, desvios de verbas, corrupção ativa e passiva, nepotismo, tráfico de influência, abuso de poder) convivendo muitas vezes com expressões ou situações menos auto-explicativas (promiscuidade partidária, precatórios, jetons, parlamentares pianistas, confisco, anões do orçamento, fraudes no Sivam/Sudam/Sudene, governabilidade por MPs) e outras tantas que falam por si só (grampos ilegais, juiz lalau, pizza, mensaleiros, sanguessugas). Acostumaram-se, ou melhor, ouso dizer que foram estimulados, a generalizar o político pela sua pior imagem e, conseqüentemente, são mantidos no analfabetismo político à sua revelia. Não lhes foi dada sequer a opção de querer ser um dos tais imbecis citados por Brecht.
Apesar de adorar o estudo e as teorias das Ciências Políticas, eu seria desonesta se dissesse que tenho o mesmo interesse pelo cotidiano das questões relativas à política partidária brasileira. Muito, feio! Sei que não deveria. Afinal, o cidadão é livre para apoiar ou associar-se ao partido político que lhe convier e esta prerrogativa, juntamente com a realização de eleições regulares (livres e idôneas), a livre escolha de candidatos, a liberdade de expressão, a garantia das liberdades e dos direitos civis e a independência dos poderes executivo, legislativo e judiciário, ajudam a compor os pilares do que deveria ser a instituição mais próxima, no nosso caso, de uma democracia representativa.
Fico revoltada com a o cenário político e partidário brasileiro. Sobram falácias, faltam ideologias. Entretanto, estou longe de ser uma militante ou ativista política. Aprendi que “todo poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos”, e assim, além de cumprir meu dever de pagar meus impostos, também exerço meu “direito” de votar. Me orgulho de dizer que nunca votei levianamente. Com exceção da última eleição municipal, sempre votei consciente no candidato que eu escolhia por acreditar ser o melhor e não o “menos pior”. Desde o ano passado, tenho refletido bastante sobre o voto nulo. Pesquisei a legislação para tentar entender bem direitinho a diferença entre voto branco e voto nulo (aliás, que difilculdade para encontrá-la naquela época). Cheguei a acreditar por um tempo no voto nulo como instrumento consciente de protesto. Hoje constato que não fui a única. Infelizmente, palavras rebuscadas e uma legislação verdadeiramente confusa estão permitindo que uma grande parcela de eleitores – que a propósito de analfabetos políticos não têm nada – venha a optar pelo voto nulo. Semana passada eu voltei a pesquisar o assunto em muitos sites, desta vez prestando bastando atenção questão “nulo versus nulidade” (que não havia me despertado a atenção na primeira tentativa), e só consegui entender um pouco a diferença depois de juntar pedaços de interpretações de várias fontes diferentes.
Caso existisse mesmo a chance de anular a eleição, só de pensar nos custos de uma nova convocação (e conseqüentemente, não posso evitar, uma nova chance de se desviar verbas) eu abandonaria a causa de imediato. Por isso a decisão de fazer essa “séria série”. O objetivo não é levantar nenhuma bandeira mas dividir minha opção pelo voto válido, não apenas consciente, mas principalmente genuíno. Mais do que nunca! O que eu quero dizer com isso? Se o seu candidato preferido está em terceiro, quarto, quinto, sexto ou qualquer outro “ésimo” lugar nas pesquisas, não o troque pelo "menos pior" entre os dois primeiros colocados. Em vez de renovação, você terá apenas a boa desculpa para os próximos quatro anos de que não compactuou com o eleito. Sinceramente, acho que isso não é suficiente...
Ora, vamos lá, pense comigo: um freqüentador de blogs em geral tem plena capacidade de pesquisar tudo o que quiser sobre qualquer candidato e formar uma opinião consistente. Aproveite essa oportunidade! Continue visitando os blogs e mesmo fuxicando o Orkut de quem quiser, mas tire também um tempinho para fuxicar o passado dos seus candidatos preferidos.
Bom, já me alonguei demais. Não sei se concatenei direito minhas idéias, mas se você chegou até aqui, acredito que o tema realmente lhe atraia e, assim, segue minha colaboração para a sua pesquisa. Use sem moderação!
Sobre o Voto Nulo:- QuatroCantos.Com - lendas e folclores da Internet; mitos, verdades e meias verdades. O texto é um tanto "revoltado", mas fizeram um super trabalho de pesquisa.
- TSE - Confunde mais do que esclarece mas, enfim, é a fonte oficial.
Sobre o Voto Consciente e Contra a Corrupção:
- Transparencia Brasil - Organização independente comprometida com o combate à corrupção, associada à Transparency International (TI). Seus projetos baseiam-se no incremento do acesso a informação.
- Quero Mais Brasil - Movimento de mobilização pela transparência, por melhor administração dos gastos públicos e contra a corrupção.
- Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral - Apresentação da Lei 9840, com cartilha de cidadania & eleições, mapa das cassações e recebimento de denúncias de corrupção eleitoral.
- A Voz do Cidadão - Instituto de Cultura e Cidadania.^
Bônus:
- Política para Políticos - Site/cartilha para quem quer a política como carreira. Tem de tudo, desde clássicos da oratória, dicas para governar, "leis do poder" até o passo-a-passo da campanha, incluindo o "caminho da derrota". No mínimo interessante.
domingo, 10 de setembro de 2006
Six Degrees to...
O macete, tal qual me foi ensinado e assim como sugere o nome da brincadeira, é buscar de primeira um trabalho do Kevin Bacon, facilitando a brincadeira uma vez que o galã (?!) compartilhou películas com várias gerações holywoodianas, protagonistas, antagonistas ou coadjuvantes, whoever. Ou seja, Kevin Bacon, talentoso ou não (não vem ao caso) com 48 anos e 61 atuações, seria o melhor ‘elo de ligação’ para ganhar o joguinho.
Hoje, assistindo A Lenda, vi que Tim Curry também estava no filme. Ou melhor, sua voz. A voz de Tim Curry aparece quase tanto quanto seu rosto:- vários personagens bíblicos em animações ou audio-books
- no Capitão Gancho de Peter Pan
- personagens adicionais em A Pequena Sereia
- personagens adicionais em Tom e Jerry
- o Príncipe Charles de Tiny Toon
- o MAL de o Capitão Planeta
- Sir Gawain de O Príncipe Valente
- o Hexxus de FernGully
- personagens adicionais em Eek! The Cat
- personagens adicionais em A Família Dinossauro
- personagens adicionais em Alladin
- o Pretorius de O Máscara
- o Dr. Místico de Freakazoid!
- personagens adicionais em Batman, Batman & Robin e Batman Beyond
- personagens adicionais em Scooby Doo
Na telinha ou na telona, Tim Curry pode ser visto - ou ouvido - ainda com:
- Susan Sarandon e Meat Loaf em Rocky Horror Show (1975)
- Albert Finney e Carol Burnett em Annie (1982)
- Tom Cruise em A Lenda (1985)
- Christopher Lloyd em Clue (1985)
- Bill Paxton em Pass the Ammo (1988)
- Sean Connery e Alec Baldwin em Caçada ao Outubro Vermelho (1990)
- Chazz Palminteri, Sylvester Stallone e Don Ameche em Oscar (1991)
- Macaulay Culkin, Joe Pesci, Daniel Stern e Catherine O'Hara em Esqueceram de mim 2 (1992)
- Emilio Estevez, Samuel L. Jackson e Jon Lovitz em Loaded Weapon 1 (1993)
- Charlie Sheen, Kiefer Sutherland, Chris O'Donnell, Oliver Platt, Rebecca De Mornay e Julie Delpy em Os Três Mosqueteiros (1993)
- Alec Baldwin (de novo), Peter Boyle e Ian McKellen em The Shadow (1994)
- Laura Linney em Congo (1995)
- Kevin Bishop, Billy Connolly e Jennifer Saunders em Os Muppets na Ilha do Tesouro (1996)
- Catherine Zeta-Jones em Titanic (para TV em 1996)
- Daryl Hannah em A Família Adams (Reunion) (1998)
- Whoopi Goldberg em Os Anjinhos (1998)
- Forest Whitaker em Four Dogs Playing Poker (2000)
- Cameron Diaz, Drew Barrymore, Lucy Liu, Bill Murray, Sam Rockwell, Luke Wilson e Matt LeBlanc em As Panteras (2000)
- Susan Sarandon (de novo) em Os Anjinhos II – Em Paris (2000)
- Marlon Wayans, Christopher Masterson e James Woods em Todo Mundo Em Pânico II (2001)
- Liam Neeson, Laura Linney (de novo) e Chris O'Donnell (de novo também) em Kinsey – Vamos falar de sexo? (2004)
- Tony Shalhoub em Monk (2004)
- Eric McCormack e Debra Messing em Will & Grace (2004)
Acho que não dá pra bater Kevin Bacon, (com o qual Tim Curry ainda não trabalhou) mas que é uma ótima segunda opção, ah, isso é!
Fonte: IMDB (claro!)
Fome
Vontade de comer caldo verde.
Melhor não...
Na última vez foram três pratos cheios.
Obs.: Eu poderia publicar isso?
Setembro: USA ou Rússia
Mas acho que faríamos um bem maior à humanidade se nos lembrássemos também que foi em setembro que aconteceu a tragédia de Beslan. Não está ligando o nome à pessoa? Eu ajudo: foi em 2004, quando 332 pessoas, na maioria crianças, morreram em uma escola russa dominada por terroristas chechenos tendo o Governo russo conseguido ter uma reatividade pior do que o governo (leia-se o Governador de então) carioca no episódio do ônibus 174. Nesta última semana, um manifestante morreu num confronto com a polícia e me parece que no mínimo 10 pais e mães suicidaram-se após o epiódio em si, aumentando o número de mortos para quase 350. Nossa memória não deveria ser seletiva, nem a mídia...
O Mundo é uma Ostra (ahn?!?!)
Uma quarta-feira, véspera de feriado, no Democráticos (só assim mesmo...)
Cena:
Eu e Laríssima observando os forrozeiros saltitantes. De repente ela me cutuca.
Diálogos:
Laríssima: Olha ali, Claudinha, gringos rindo a toa na gandaia.
As duas: [rindo abertamente dos “alemães no samba”, ou melhor no forró]
"Gringo": [duas músicas depois, ele se dirige à mulata e a convida pra dançar]
Cláudia: [dá a maior força e fica rindo sozinha]
Laríssima: [volta antes do fim da música] Claudinha, você não vai acreditar: ele trabalha com a gente, mas em Clermont-Ferrand!
Cláudia: Como assim?!?!?!
Conclusão:
Filme? Não!!!! Simplesmente a constatação: o mundo pode ser pequeno, mas trabalhar numa multinacional faz com que ele não seja maior que um átomo...
segunda-feira, 4 de setembro de 2006
Fetiche pouco é bobagem!
Eu, taurina de carteirinha, inicialmente avessa a todo tipo de mudança brusca ou radical na vida, sou obrigada a dizer que, talvez por isso mesmo, adoro essas estórias. E quem diria que a crise da Varig acabaria por, de alguma forma, fazer a alegria da galera? Pois é. A Playboy de setembro chega amanhã às bancas com um ensaio que mostra não uma, nem duas, mas três aeromoças. Também, depois de Flávia Alessandra, só mesmo fetiche em dose tripla... Recém demitidas da companhia aérea, as comissárias aceitaram personificar uma das mais populares fantasias do imaginário masculino (pelo menos que eu saiba, ainda é só masculino mesmo, não é?). Sabrina Knop, Juliana Neves e Patrícia Kreusburg além de belíssimas, são formadas em Relações Internacionais, Fisioterapia e Turismo, respectivamente. E qual não foi minha surpresa ao descobrir, em matéria n'O Globo Online publicada hoje (sorry, mas não adianta tentar deixar o link...), que apenas uma delas teria, digamos, pretensões artísticas. Alguém arrisca adivinhar qual delas? Minha colega de RI, claro! Salve as reviravoltas! Eu mereço...
Dois Anos!
Muito obrigada!
Sem palavras
Ficamos quietos e quando passa o momento lembramos o que poderíamos ter comentado, ou lembrado, ou citado, ou compartilhado.
Ficamos quietos com medo de parecer piegas.
Ficamos calados para não parecer otimistas fantasiosos ou pessimistas inconvenientes.
Raio de palavra que não brota em nossa mente na hora certa.
Apertamos as mãos, afagamos os ombros, trocamos olhares.
Será que é suficiente?
Nunca é.
Como transmitir conforto, esperança, fé, amizade, amor, sem saber o que dizer?
Se Drumond disse que “de tudo fica um pouco”, de tudo o que vi, senti e não falei, em mim ficou a esperança.
E o que eu mais queria hoje, do fundo do meu coração, era poder passá-la adiante.
segunda-feira, 14 de agosto de 2006
Presentes
do lat. praesente
s. m., dádiva; dom; oferenda.
Aqui o presentinho da ReB (que já havia nos presenteado com o lay-out do blog) veio na forma de um selinho para ser usado e abusado. Fofo não? Oficialmente ele vai ficar ali embaixo, na sessão recém aberta chamada "O carteiro e o Poeta". Assim que eu descobrir como se alinha a caixinha com a tag pra facilitar eu coloco lá também, combinado? Obrigadíssima, Rê!
adj. 2 gén., que assiste pessoalmente; que está no lugar em que se fala.
Aqui a reflexão da minha presença. Adoro o blog. Companheiro fiel, bem ao estilo d"O Caderno", de Toquinho e Mutinho. Mas sou indisciplinada por demais. Me cobro muito. Tenho muitas coisas para escrever e a impressão de que nada vai ser interessante o bastante para ser lido. Ou mesmo não rascunho quando o pensamento surge e ele se esvai no passar no dia ou da noite. E quando respirei fundo e fui visitar meus bons companheiros, descobri que alguns estão, na verdade, ausentes por tempo inderteminado. Têm seus motivos oras. E aí eu paro para pensar se não deveria fazer o mesmo. Mas nem para isso tenho disposição. Prefiro deixá-lo aqui, portas abertas principalmente para mim mesma. Refúgio.
s. m., atualidade; tempo verbal que designa atualidade da ação.
E agora um desabafo. A impressão de que estou perdendo o presente ansiando pelo futuro. Tem sempre algo para acontecer e esse algo sempre me distrai. E não dá para apertar "<<" no controle remoto... Quando eu vi, já virou passado. Humpf! Alguém quer me dar um sacudão? Obrigada!
quarta-feira, 26 de julho de 2006
Tá chegando a hora
Se eles têm apitos é porque acham que não vale a pena gastar a garganta e eu mais quero é arrebentar a minha esta noite!
É hoje o diaDa alegria
E a tristeza
Não pode pensar em chegar!
(*) Foto do Flamengonet.
quinta-feira, 20 de julho de 2006
Obrigada
Romper alguns limites
Querer o bem da forma mais pura que se conhece
Amar sem o peso da paixão
A melhor amiga vira até irmã de sangue
E os privilegiados têm irmãos de sangue que também sabem extrapolar
Ter amigos nos faz redefinir ‘espaço’ e ‘tempo’
A distância não se mede em quilômetros
E o tempo passa a ser lembrança e esperança
E, assim, ‘saudade’ também deixa de ser a mesma
Falar de amizade é dar novo sentido a palavras que costumamos banalizar
Gratidão
Carinho
Renúncia
E ser feliz é ter o privilégio de
A cada dia
Poder ter ao menos um amigo por perto
Falar de amizade não é falar de pessoas
É sentir o peito encher-se de conforto e alegria
E daquela calma que só o amigo pode nos trazer
Serei feliz se
Ao chegar ao fim da vida
Puder sentir do coração cheio de rostos amigos
E ao ver seus rostos
Serei capaz de evocar pequenas lembranças
E reconhecer que vocês sempre extrapolaram
Todas as minhas expectativas
E terei paz se ver em seus olhos
Que eu também fui sua amiga
E em nossas vidas soubemos não permitir que tal ligação se corroesse
Não importa o tempo
Não importa a distância
quarta-feira, 19 de julho de 2006
Momentos curiosos das férias
Fui à feira.
A banana não era prata, era branca.
A tangerina não era tangerina, tampouco mexerica, era ponkan.
Tinha pastel, mas não tinha caldo-de-cana.
Ah! Esqueci: não tava no Rio.
Com duas horas de viagem Santos x Rio o ônibus é parado pela polícia rodoviária para uma verificação de rotina. Muito estranho acordar com todas as luzes acesas e três policiais passeando no corredor. Ainda não decidi se fiquei aliviada ou assustada.
A Colombo do Forte de Copacabana não tem o charme do prédio do Centro. Só o charme do Forte. É.
******** 16 - 19/07 ********
Meu sobrinho caçula está tão bochechudo. Tão bochechudo!!!
Não é justo jogar perfil com duas crianças, mas repara só:
Eu: 1ª. Dica: Estudei na Escola de Arte Dramática de Málaga
Eles: Antonio Bandeiras?
Eu: Ahn. É...
Eu: 1ª. Dica: Uso meias listradas
Eles: Ronald McDonalds?
Eu: Ahn. É...
Eu: 1ª. Dica: Capto ondas eletro-magnéticas
Eles: Antena parabólica?
Eu: Ahn. É...
Você sabia...
Que subir o Corcovado de carro é muuuuuito mais barato?
Que, apesar da inversão térmica e uma maior visibilidade da poluição, a vista da cidade fica magnífica no inverno?
Que você paga R$ 13,00 por duas latinhas de refrigerante e duas coxinhas de galinha?
- Lucas, você gosta da tia?
- Claro, tia!
- É que eu estou com vontade de te apertar...
- Pode apertar, só não pode morder!
- Já que você falou... estou com vontade de morder.
- Pode morder, só não pode ser doído!
- Já que você falou... estou com vontade de morder doído.
- Ai, Tia! Pode morder doído então, só não pode ser sofrido...
terça-feira, 18 de julho de 2006
Definitivamente ele voltou!

Nada como estar de férias bem na estréia de um blockbuster! Só assim mesmo para conseguir ingressos e um bom lugar para assistir Superman – O Retorno sem fila alguma. Parecia que eu estava vendo Christopher Reeve rejuvenecido. O jovem Brandon Routh incorporou a postura e os trejeitos do seu antecessor para montar seu Clark / Kal-El e em momento algum essa escolha comprometeu sua interpretação. Não preciso nem falar do Kevin Spacey. Sou declaradamente fã do cara. Arrisco-me até a dizer que dificilmente alguém vai me ver falar mal de algum filme seu. E seu Lex Luthor está simplesmente irretocável. Algumas vezes me pareceu que a imagem foi retocada digitalmente para fazer seu rosto ficar um tanto mais arredondado. Pode ser delírio meu, mas foi uma impressão bem forte. Infelizmente o elo fraco da corrente ficou com a Kate Bosworth. Em uma palavra: insossa. E tudo o que a Lois Lane não pode ser é insossa. Faltou alguma coisa. Um quê de inteligência, de charme, de alto-confiança, de carisma, sei lá. Uma pena. Alguns fãs já me falaram que ficaram um tanto decepcionados. Eu gostei do filme. Minha única ressalva (além da escolha de Bosworth) é para a cena do ônibus espacial logo no início do filme. Ficou longa demais e roubou uma fração grande do tempo que podia ter sido explorada com cenas mais legais do Clark no jornal ou do Superman em salvamentos “menores”. Mesmo assim, o que ficou mesmo foi o arrepio com a música, os créditos e a participação especialíssima de Marlon Brando como Jor-El em imagens recuperadas (lembrando que, se não estou enganada, este papel lhe rendeu o cachê mais alto da história do cinema, cerca de US$ 14 milhões por dez minutos de filme).
sexta-feira, 14 de julho de 2006
Amenidades Hi-Tech
Ao meio-dia de hoje assisti o programa Almanaque na GloboNews com o produtor musical João Marcelo Bôscoli. O tema girava em torno da série de especiais que estão sendo remasterizados pela Trama. Tendo como carros-chefes os especiais da Elis para a TV Cultura e para a TV Globo nas décadas de 70 e 80, o catálogo da gravadora inclui nomes como Jair Rodrigues, Tom Zé, Baden Powell, Gal Costa, Tim Maia, entre outros. Todo esse trabalho só é possível devido aos avanços tecnológicos no campo do áudio-visual. Masters com mais de quarenta anos são recuperados de tal forma que, muitas vezes é possível recuperar não só a pureza do som e da imagem como também algumas facetas do projeto que não puderam ser aproveitadas na confecção das cópias de vinil ou K7 com os recursos disponíveis na época. Ou seja, graças à tecnologia, hoje eu não posso mais ficar frustrada por ter me desfeito das minhas vitrolas mas posso ter acesso à detalhes dos arranjos que muitos de nós nem sequer conhecíamos. Com vontade e responsabilidade, nossa geração pode resgatar uma memória infindável de documentos áudio-visuais que fazem parte de nossa história em vários os aspectos e não apenas o cultural ou o político. É realmente animador.
Agora à noitinha recebemos a visita de um casal de amigos que veio me apresentar as mais recentes imagens de meu mais novo sobrinho caçula preferido: o Arthur. Seu nascimento está marcado para o final de setembro, mas – também com ajuda da tal tecnologia – pudemos contemplar suas imagens pré-natal no vídeo de seu exame ultra-som em quatro dimensões (devo confessar que minha cabecinha leiga processa direitinho os três eixos refentes ao 3D, mais esse quarto eixo, sinceramente eu não consigo encaixar em lugar algum). Bom, o fato é que o Arthur estava ali na nossa frente, mexendo as mãozinhas como quem dizia “Tá vendo, mãe, sem as mããããoooos!!!!” Dava para ver direitinho o narizinho, boquinha, pézinhos, joelhinhos, todos os inhos possíveis! Tudo ali, super nítido, sem ter que desvendar os misteriosos e fantasmagóricos códigos da versão 2D do equipamento. Sem exagero e muito clichê: foi emocionante! O guri totalmente serelepe, bem ali, na nossa frente, ou melhor, no DVD. Tudo bem que não é assim uma super novidade, mas foi minha primeira vez, oras! E isso sim, é tecnologia pura e aplicada, para deixar nossa vida mais fácil e muito mais feliz. É ou não é uma benção?
Santa Tecnologia, Batman!
PS: Mudado de pato para ganso, mas não tanto assim, já que falei de crianças e filhos e televisão, registro e recomendo o artigo da querida Klenia do boletim Atender Bem.
terça-feira, 11 de julho de 2006
Páginas do Quê?!?!?! ou Fundação do MAMaCa
E as personagens? Dramaturgicamente eles são tolos, vazios, fúteis, mal estruturados, mal escritos. Os diálogos são horrorosos. Forçados. No capítulo desta noite o taxista se recusava a ir onde a passageira pedia. Eu nunca, nunca vi isso! A personagem do Tarcísio Meira deveria ser um patriarca devotado à família segundo a sinopse, mas em sua primeira cena vomita seu favoritismo para um dos genros, sem se importar se está magoando ou não as outras filhas. Imagina se ele não se importasse com a família? Credo! Não preciso enumerar os absurdos desfilados nestes dois primeiros dias. A novela é pura perda de tempo e eu já desperdicei o meu até escrevendo este post.
E isso é tudo: só extremos, estereótipos inúteis. Nem os atores salvam. Ou se fala de sexo, dinheiro ou de violência. Sempre defendi as obras de ficção. Sempre achei legal a idéia de que no folhetim tudo é possível, mas também acredito que nem tudo é aceitável. Nunca pensei que fosse dizer isso, mas tenho que me render: tirem as crianças da sala. É realmente extremamente deprimente. Me desculpem a cacofonia, mas se Manoel Carlos - que é profissional - não sabe mais escrever decentemente, eu que sou só uma amadora posso ao menos cometer um deslizezinho, não?
Mais Orkut
* Eu NÃO envio mensagens pedindo para ver fotos, músicas, ou brincadeiras em outros links. Se algum scrap meu contiver um link, será algo específico sobre o qual falamos antes ou o enviarei por email (o que é muito mais provável).
* Eu NÃO leio mensagens quando a seguir pedem pra clicar e ler o restante. Jã não o fazia antes, agora menos ainda. Sinto muito não leio mesmo.
* Eu NÃO vou xingar ninguém pelo orkut, se eu quiser fazer isso, farei pessoalmente.
* Eu NÃO deleto meus amigos, a menos que eu tenha tido motivos para xingá-los antes pessoalmente.
* Eu NÃO faço michê.
* Eu NÃO faço parte de comunidades racistas, sou terminantemente contra qualquer tipo de discriminação.
* Eu NÃO faço parte de comunidades de sexo bizarro ou coisas do tipo.
* Eu NÃO tenho fotos sensuais ou de qualquer outro tipo mais ousadas publicadas em site algum, muito menos no Orkut.
* Resumindo: eu sou normal e uso o orkut exclusivamente para manter contato com meus amigos e os respeito demais para deixá-los expostos à vírus e hackers.
domingo, 9 de julho de 2006
Acabou!
Da nossa seleção eu nem saberia direito o que escrever no início do mundial. Claro que torcedora que sou, esperava A Seleção. Depois do jogo contra Austrália, eu ainda não entendia como uma equipe podia corresponder menos à soma de seus talentos individuais. O Ronaldo nem me incomodava tanto. Meu problema maior era com o Cafú, o Adriano e o Roberto Carlos. Obviamente a lista foi aumentando no decorrer do mundial. O que, minha gente, o quê esses caras tinham? Me pergunto se eu errasse, em um dia de trabalho, a quantidade de contas ou de documentos na mesma proporção que eles erram passes, eu ainda teria meu emprego no fim deste dia fatídico? Passe, gente. Não estou nem falando de golaços ou dribles fantásticos. Estou me referindo ao básico: passe. Fundamental em qualquer esporte coletivo.
Em minha visão romântica, desejava imensamente ver minha seleção jogando tudo o que os outros não estavam jogando. Mas não. Ajudamos a manter baixa a média de beleza desta Copa. Apresentamos o mesmo futebol medíocre que as outras seleções com o agravante de sermos menos eficientes. Um futebol sem vontade, totalmente diferente do que nos acostumamos a ver. Saímos do mundial de cabeça baixa, bem baixa, escondida sob a bandeira para que ninguém visse nossos rostos. Ficamos chocados com nossa apatia e, pior ainda, apontamos o dedo e esquecemos que apatia não é exclusividade dos jogadores da seleção. Nos tornamos um povo apático, sem poder de reação, sem emoção, exceto quando sentimos o gosto da vitória. Aí sim, mostramos nossa cara, nossa ginga, nosso samba. Nos tornamos um povo exigente, que valoriza apenas o vencedor, todos os outros são perdedores. E nós, quando perdedores, somos do pior tipo porque somos os primeiros a acusar e a abandonar imediatamente os nossos heróis. Nada explica nosso jogo ruim, mas esquecemos instantaneamente de tudo o que alguns desses jogadores já nos deram.
A grande final de hoje à tarde não mudou nada a minha animação. Nesta altura do campeonato (literalmente), eu só queria ver um bom jogo. Como deve ter dito meu pai: “eu quero é ver gol!”. Ficaria feliz se a França saísse vitoriosa pelo simples fato dela ter apenas um título mundial, mas já não me importava tanto com o vencedor em si. Mais uma decepção. Êita joguinho bunda! Na metade do primeiro tempo eu já torcia para que o título fosse disputado nos pênaltis (mesmo sabendo que seria muito mais difícil para a França bater o Buffon). Desta forma, este finalzinho de campeonato serviria para fazer com que a imprensa pare de dizer que 94 não foi um título a ser levado em conta (ai como isso me irrita!). Uma Copa ruim como essa, merece um final assim. Ainda mais coroado com a expulsão de Zidane. Tudo bem que o cara é só um ser humano mas com certeza ele contribuiu para baixar ainda mais o nivel das estrelas. O próximo craque que perder a cabeça já pode se desculpar repetindo que “não foi o primeiro e nem será o último; a vida que segue, blá-blá-blá”.
Que venha a África do Sul!


