terça-feira, 18 de julho de 2006

Definitivamente ele voltou!


Nada como estar de férias bem na estréia de um blockbuster! Só assim mesmo para conseguir ingressos e um bom lugar para assistir Superman – O Retorno sem fila alguma. Parecia que eu estava vendo Christopher Reeve rejuvenecido. O jovem Brandon Routh incorporou a postura e os trejeitos do seu antecessor para montar seu Clark / Kal-El e em momento algum essa escolha comprometeu sua interpretação. Não preciso nem falar do Kevin Spacey. Sou declaradamente fã do cara. Arrisco-me até a dizer que dificilmente alguém vai me ver falar mal de algum filme seu. E seu Lex Luthor está simplesmente irretocável. Algumas vezes me pareceu que a imagem foi retocada digitalmente para fazer seu rosto ficar um tanto mais arredondado. Pode ser delírio meu, mas foi uma impressão bem forte. Infelizmente o elo fraco da corrente ficou com a Kate Bosworth. Em uma palavra: insossa. E tudo o que a Lois Lane não pode ser é insossa. Faltou alguma coisa. Um quê de inteligência, de charme, de alto-confiança, de carisma, sei lá. Uma pena. Alguns fãs já me falaram que ficaram um tanto decepcionados. Eu gostei do filme. Minha única ressalva (além da escolha de Bosworth) é para a cena do ônibus espacial logo no início do filme. Ficou longa demais e roubou uma fração grande do tempo que podia ter sido explorada com cenas mais legais do Clark no jornal ou do Superman em salvamentos “menores”. Mesmo assim, o que ficou mesmo foi o arrepio com a música, os créditos e a participação especialíssima de Marlon Brando como Jor-El em imagens recuperadas (lembrando que, se não estou enganada, este papel lhe rendeu o cachê mais alto da história do cinema, cerca de US$ 14 milhões por dez minutos de filme).

sexta-feira, 14 de julho de 2006

Amenidades Hi-Tech

Em meio à tristeza com os atentados que mutilam nossas esperanças de dias melhores, dois momentos me trouxeram um frescor abençoado. Ambas relacionadas a recentes avanços tecnológicos que beneficiam o cotidiano da vida moderna.

Ao meio-dia de hoje assisti o programa Almanaque na
GloboNews com o produtor musical João Marcelo Bôscoli. O tema girava em torno da série de especiais que estão sendo remasterizados pela Trama. Tendo como carros-chefes os especiais da Elis para a TV Cultura e para a TV Globo nas décadas de 70 e 80, o catálogo da gravadora inclui nomes como Jair Rodrigues, Tom Zé, Baden Powell, Gal Costa, Tim Maia, entre outros. Todo esse trabalho só é possível devido aos avanços tecnológicos no campo do áudio-visual. Masters com mais de quarenta anos são recuperados de tal forma que, muitas vezes é possível recuperar não só a pureza do som e da imagem como também algumas facetas do projeto que não puderam ser aproveitadas na confecção das cópias de vinil ou K7 com os recursos disponíveis na época. Ou seja, graças à tecnologia, hoje eu não posso mais ficar frustrada por ter me desfeito das minhas vitrolas mas posso ter acesso à detalhes dos arranjos que muitos de nós nem sequer conhecíamos. Com vontade e responsabilidade, nossa geração pode resgatar uma memória infindável de documentos áudio-visuais que fazem parte de nossa história em vários os aspectos e não apenas o cultural ou o político. É realmente animador.

Agora à noitinha recebemos a visita de um casal de amigos que veio me apresentar as mais recentes imagens de meu mais novo sobrinho caçula preferido: o Arthur. Seu nascimento está marcado para o final de setembro, mas – também com ajuda da tal tecnologia – pudemos contemplar suas imagens pré-natal no vídeo de seu exame ultra-som em quatro dimensões (devo confessar que minha cabecinha leiga processa direitinho os três eixos refentes ao 3D, mais esse quarto eixo, sinceramente eu não consigo encaixar em lugar algum). Bom, o fato é que o Arthur estava ali na nossa frente, mexendo as mãozinhas como quem dizia “Tá vendo, mãe, sem as mããããoooos!!!!” Dava para ver direitinho o narizinho, boquinha, pézinhos, joelhinhos, todos os inhos possíveis! Tudo ali, super nítido, sem ter que desvendar os misteriosos e fantasmagóricos códigos da versão 2D do equipamento. Sem exagero e muito clichê: foi emocionante! O guri totalmente serelepe, bem ali, na nossa frente, ou melhor, no DVD. Tudo bem que não é assim uma super novidade, mas foi minha primeira vez, oras! E isso sim, é tecnologia pura e aplicada, para deixar nossa vida mais fácil e muito mais feliz. É ou não é uma benção?

Santa Tecnologia, Batman!

PS: Mudado de pato para ganso, mas não tanto assim, já que falei de crianças e filhos e televisão, registro e recomendo o artigo da querida Klenia do boletim
Atender Bem.

terça-feira, 11 de julho de 2006

Páginas do Quê?!?!?! ou Fundação do MAMaCa

Fala sério! O cara deve ter ficado gagá. Dois dias de novela foram suficientes para me motivar a fundar o MAMaCa: Movimento Abaixo o Manoel Carlos. Isso mesmo: MAMaCa, escroto assim mesmo (desculpa mãe!). Sua nova obra mal pode ser desiginada como "obra". Folhetim de última categoria e ainda tenho dúvidas se pode-se usar também a palavra "folhetim" nesse caso. Ele diz que ama o Rio de Janeiro, mas se for isso é o tipo de amor doentio que faz mal ao objeto do tal "amor". A primeira cena mostra um helicóptero da polícia com armas de guerra apontadas para a favela ao som de "Cidade Maravilhosa" (André Filho deve ter pedido para nunca mais reencarnar depois desta) e um arrastão que não dá nem para descrever seguido de um atropelamento onde o polícial era uma múmia. A PM do Rio não é lá grande coisa mas está longe de não saber o que fazer ainda mais em plena Delfim Moreira. A personagem da Lilia Cabral chuta o elemento e depois solta um “vai à merda” homérico. Oops, melhor deixar Homero fora disso... Sinceramente, acho que o estereótipo é uma péssima opção de metáfora. Não tem nenhum lado bom.

E as personagens? Dramaturgicamente eles são tolos, vazios, fúteis, mal estruturados, mal escritos. Os diálogos são horrorosos. Forçados. No capítulo desta noite o taxista se recusava a ir onde a passageira pedia. Eu nunca, nunca vi isso! A personagem do Tarcísio Meira deveria ser um patriarca devotado à família segundo a sinopse, mas em sua primeira cena vomita seu favoritismo para um dos genros, sem se importar se está magoando ou não as outras filhas. Imagina se ele não se importasse com a família? Credo! Não preciso enumerar os absurdos desfilados nestes dois primeiros dias. A novela é pura perda de tempo e eu já desperdicei o meu até escrevendo este post.

E isso é tudo: só extremos, estereótipos inúteis. Nem os atores salvam. Ou se fala de sexo, dinheiro ou de violência. Sempre defendi as obras de ficção. Sempre achei legal a idéia de que no folhetim tudo é possível, mas também acredito que nem tudo é aceitável. Nunca pensei que fosse dizer isso, mas tenho que me render: tirem as crianças da sala. É realmente extremamente deprimente. Me desculpem a cacofonia, mas se Manoel Carlos - que é profissional - não sabe mais escrever decentemente, eu que sou só uma amadora posso ao menos cometer um deslizezinho, não?

Mais Orkut

Aproveitando o texto de um email que recebi, ratifico neste espaço alguns esclarecimentos. Como já mencionei antes, acho o Orkut uma ferramenta sensacional. A rede me deu uma segunda chance ao me reaproximar de pessoas maravilhosas. Infelizmente todas as invenções do homem podem ser utilizidas por sujeitos mal-intencionados ou simplesmente que não têm o que fazer para infernizar a sociedade. Portanto que fique esclarecido:

* Eu NÃO envio mensagens pedindo para ver fotos, músicas, ou brincadeiras em outros links. Se algum scrap meu contiver um link, será algo específico sobre o qual falamos antes ou o enviarei por email (o que é muito mais provável).

* Eu NÃO leio mensagens quando a seguir pedem pra clicar e ler o restante. Jã não o fazia antes, agora menos ainda. Sinto muito não leio mesmo.

* Eu NÃO vou xingar ninguém pelo orkut, se eu quiser fazer isso, farei pessoalmente.

* Eu NÃO deleto meus amigos, a menos que eu tenha tido motivos para xingá-los antes pessoalmente.

* Eu NÃO faço michê.

* Eu NÃO faço parte de comunidades racistas, sou terminantemente contra qualquer tipo de discriminação.

* Eu NÃO faço parte de comunidades de sexo bizarro ou coisas do tipo.

* Eu NÃO tenho fotos sensuais ou de qualquer outro tipo mais ousadas publicadas em site algum, muito menos no Orkut.

* Resumindo: eu sou normal e uso o orkut exclusivamente para manter contato com meus amigos e os respeito demais para deixá-los expostos à vírus e hackers.

domingo, 9 de julho de 2006

Acabou!

Acabou a Copa. Não tive coragem de escrever nada por aqui antes. Não queria parecer agourenta. O fato é que, fã de futebol, é claro que eu ansiava um super-mega-hiper-blaster espetáculo e a primeira rodada foi um banho de água gelada (digna do inverno europeu) na minha expectativa. Nenhuma partida empolgou. Nenhum jogador sobressaiu. Para quê falar isso? Passar por cri-cri? Achei melhor não. Veio a segunda rodada e nada de emocionante. Jogos truncados. Poucos gols (essa foi a segunda pior copa em média de gols, ficando atrás apenas do mundial de 90 na Itália com média de 2,1 gols por jogo). Faltas feias. Jogos horrorosos. Muitas peladas. Passavam-se as rodadas, as fases e o jogo não evoluía. Sobraram quatro times europeus e eu achei que finalmente veria o tão esperado espetáculo e... Nada. As semifinais foram tão empolgantes quanto o último capítulo de Belíssima. Rolou até um pouco mais de ‘toque de bola’ mas nada além disso.

Da nossa seleção eu nem saberia direito o que escrever no início do mundial. Claro que torcedora que sou, esperava A Seleção. Depois do jogo contra Austrália, eu ainda não entendia como uma equipe podia corresponder menos à soma de seus talentos individuais. O Ronaldo nem me incomodava tanto. Meu problema maior era com o Cafú, o Adriano e o Roberto Carlos. Obviamente a lista foi aumentando no decorrer do mundial. O que, minha gente, o quê esses caras tinham? Me pergunto se eu errasse, em um dia de trabalho, a quantidade de contas ou de documentos na mesma proporção que eles erram passes, eu ainda teria meu emprego no fim deste dia fatídico? Passe, gente. Não estou nem falando de golaços ou dribles fantásticos. Estou me referindo ao básico: passe. Fundamental em qualquer esporte coletivo.

Em minha visão romântica, desejava imensamente ver minha seleção jogando tudo o que os outros não estavam jogando. Mas não. Ajudamos a manter baixa a média de beleza desta Copa. Apresentamos o mesmo futebol medíocre que as outras seleções com o agravante de sermos menos eficientes. Um futebol sem vontade, totalmente diferente do que nos acostumamos a ver. Saímos do mundial de cabeça baixa, bem baixa, escondida sob a bandeira para que ninguém visse nossos rostos. Ficamos chocados com nossa apatia e, pior ainda, apontamos o dedo e esquecemos que apatia não é exclusividade dos jogadores da seleção. Nos tornamos um povo apático, sem poder de reação, sem emoção, exceto quando sentimos o gosto da vitória. Aí sim, mostramos nossa cara, nossa ginga, nosso samba. Nos tornamos um povo exigente, que valoriza apenas o vencedor, todos os outros são perdedores. E nós, quando perdedores, somos do pior tipo porque somos os primeiros a acusar e a abandonar imediatamente os nossos heróis. Nada explica nosso jogo ruim, mas esquecemos instantaneamente de tudo o que alguns desses jogadores já nos deram.


A grande final de hoje à tarde não mudou nada a minha animação. Nesta altura do campeonato (literalmente), eu só queria ver um bom jogo. Como deve ter dito meu pai: “eu quero é ver gol!”. Ficaria feliz se a França saísse vitoriosa pelo simples fato dela ter apenas um título mundial, mas já não me importava tanto com o vencedor em si. Mais uma decepção. Êita joguinho bunda! Na metade do primeiro tempo eu já torcia para que o título fosse disputado nos pênaltis (mesmo sabendo que seria muito mais difícil para a França bater o Buffon). Desta forma, este finalzinho de campeonato serviria para fazer com que a imprensa pare de dizer que 94 não foi um título a ser levado em conta (ai como isso me irrita!). Uma Copa ruim como essa, merece um final assim. Ainda mais coroado com a expulsão de Zidane. Tudo bem que o cara é só um ser humano mas com certeza ele contribuiu para baixar ainda mais o nivel das estrelas. O próximo craque que perder a cabeça já pode se desculpar repetindo que “não foi o primeiro e nem será o último; a vida que segue, blá-blá-blá”.

Que venha a África do Sul!

sexta-feira, 30 de junho de 2006

Férias!

Estou oficialmente de férias. Talvez o break me dê alguma inspiração para escrever alguma coisa interessante por aqui. Talvez não. Acho que eu nunca seria uma colunista de sucesso. É tão difícil arrumar assunto. Bom, de qualquer forma, por três semanas abençoadas estarei de pernas pro ar, de bobeira e sem nadinha pra fazer! Alguns planos e muita preguiça à vista. Mando notícias e um cartão postal, ok?

quarta-feira, 7 de junho de 2006

Temporada de finais de temporada

Estas duas últimas semanas estão acabando comigo! Quinta passada me peguei em desespero na frente do computador tentando refrear a tentação de pesquisar notícias sobre os últimos episódios de várias séries. Coisa de maluco mesmo. Me angustiei com as angústias da Lorelai, chorei horrores com a morte do Gallant e ainda sofri um bocado com as reprises da última temporada de Friends e da oitava temporada de ER, coincidentemente, a primeira do Gallant e a última do Dr. Greene no hospital escola. Consegui me conter e vou ser capaz de esperar até quinta para, segundo a chamada da emissora, “perder o fôlego”.

Ontem (segunda) foi outro dia de desespero na frente da telinha. Não tenho sido fiel à Close-to-Home, mas assisto sempre que consigo. Na verdade é mais um folhetim advocatício, que me conquistou apenas por conta da protagonista: uma promotora dedicada que tem na família seu braço forte. Achei muito legal existir uma personagem assim, digamos, tão simples e tão estável. As séries normalmente retratam superprofissionais que têm sérios problemas particulares e Annabeth Chase fugia desse padrão. Tudo bem que vida normal, sem drama, não dá ibope, mas achava legal esse diferencial (de repente foi disso que a grande maioria não gostou, vai saber...). Até que veio o último episódio e mudou tudo. Caraca... O jeito é esperar para saber se haverá nova temporada e o que vai ser da mocinha. No máximo, vai se tornar realmente mais um folhetim advocatício, cheio dos clichês tradicionais, e eu acabo por deixar de assistir assim como abandonei Law & Order, Whithout a Trace e tantos outros.

terça-feira, 6 de junho de 2006

6 de junho de 2006

De manhãzinha, ao iniciar minhas rotinas burocráticas no escritório, o simples ato de digitar a data para autorizar um pagamento me fez correr um arrepio na espinha. Foi quando me dei conta da coincidência numérica que marcaria o data como o “dia da besta”. Muito bem, sou bastante impressionável, sim. Mas foi só por alguns segundos enquanto meu cérebro vasculhava imagens procurando alguma referência visual de algo a respeito. Acho que foi uma chamada num site de notícias sobre temores acerca de tragédias anunciadas convenientemente orquestradas para acontecerem no decorrer do dia. Como não li a íntegra de tal notícia, não sei bem quais eram os temores: se divinos ou mundanos. De qualquer forma o meu dia particularmente transcorreu tranqüilo, produtivo até, exceto pelo colapso total da minha conta bancária (mas convenhamos que não precisava ser o “dia da besta” para isso acontecer). Pelos jornais, à exceção de um suposto ritual satânico na Colômbia, do vandalismo no congresso e do blá-blá-blá dos advogados da Srta. Suzane Von Hitchcock, eu não vi nada que pudesse estar relacionado ao temido apocalipse. Sei o que você deve estar pensando: “Cláudia, reloôu! Você está no Rio de Janeiro! O inferno já é aqui!” enfatizando dramaticamente o “”. Mas fazer o quê, companheiro? Na prática é continuar a acordar cedo, trabalhar, sério, saber da minha família, ver meus amigos e tocar minha vida, com a crença de que algo de bom nos espera no fim do dia. É claro que tentar encontrar um candidato descente (não sei se isso é uma antítese, um paradoxo ou uma utopia mesmo) para as próximas eleições ajudaria bastante em termos práticos, então tenho dedicado alguma atenção à esperança de que eu consiga fazer minha parte para retardar o apocalipse social do Rio de Janeiro. Oxalá eu consiga.

Superstições e crenças à parte, também foi dia de estréia no cinema. Os produtores resolveram lançar o remake A Profecia estrategicamente no dia de hoje. Marketing gratuito, né? Eu prefiro esperar pela versão em DVD por dois básicos e fundamentais: o primeiro, como eu mencionei lá em cima, é que sou muito, muito, muito impressionável para assistir um filme desses numa sala escura em um tela que ficará maior ainda no decorrer da película; o segundo é que não estou levando muita fé na produção apesar de adorar a doce Julia Stiles. Pois bem, não foi por essa estréia que fui ao cinema hoje. Na verdade, fui à pré-estréia de Sorte no Amor. A ironia é que entrei sem querer na fila de 'A Profecia' enquanto tentava conferir, com a pipoca em uma das mãos, a coca-cola na outra e o bilhete espremido em uma delas, qual era a sala correta. Até que um gentil jovem cavalheiro debochado me cutucou e disse simpaticamente: "Moça, 'Sorte no Amor' é naquela entradinha ali". Agradeci e fui para a tal 'entradinha' livre da comédia quando vi, na fila que eu havia acabado de abandonar, umas dez meninas de preto, tirando fotos com os ingressos do cinema em uma das mãos e cadernos cor-de-rosa com motivos “Hello Kit” e “Princesas Disney” na outra. Fala sério! Ainda bem que não sou fã ardorosa do clássico... Bom, voltando a pré-estréia, como toda comédia romântica que se preze, 'Sorte no Amor' é deliciosamente previsível. Os protagonistas são a sortuda Ashley Albright vivida pela já crescida ruivinha Lindsay Lohan (de Se meu fusca falasse (2005) e alguns outros filmes Sessão da Tarde) e o – para mim então desconhecido – Chris Pine como o azarado Jake Hardin. Não precisa falar mais nada, não é mesmo? Na boa: rir é bom demais! Vida longa à Comédia Romântica...

domingo, 28 de maio de 2006

Meu querido diário

Este foi um fim de semana repleto de sentimentos contraditórios. No trabalho rolou um baixo astral fenomenal. O presidente da empresa morreu na sexta-feira, vitimado pelo naufrágio do barco pesqueiro de um amigo. Receber uma notícia uma notícia assim no meio da tarde foi um tanto sufocante. Eu tinha acabado de fazer uma pequena apresentação sobre os impactos que os muitos investimentos da empresa em sua expansão no Brasil trariam para o nosso departamento. Estava tranqüila, feliz até. No intervalo, menos de vinte minutos depois, fui à minha mesa pegar um comprimido e notei o comportamento estranho dos corredores. Como estávamos trancados na sala de reuniões, não perceberíamos nada. Voltei tremendo e falei com meu diretor que havia acabado de saber da notícia. Claro que o clima mudou completamente. É uma sensação estranha. Muito estranha. Sentir pela morte de alguém tão distante e ao mesmo tempo tão perto. Ainda não sei o impacto que este acontecimento terá em nossas vidas. lamento pelo empresário que conheci e pelo homem do qual ouvi falar. E a vida segue.

Na noite de sexta, ela seguiu literalmente para o cinema. Não queria vir pra casa sozinha e, como não havia fila para ver X-Men – O Confronto Final e eu estava ansiosa por isso, em segundos cheguei à conclusão de que era uma ótima opção. A palavra de ordem do filme é exagero. E preciso deixar claro que não vejo isso como uma coisa ruim. “Exagero” ficou em minha cabeça por tudo é muito intenso. Os poderes estão mais fortes, as relações estão mais acirradas, os mutantes são mais numerosos, os efeitos especiais são mais “mais”, entendem? É isso: tudo é “mais”. Fantástico. Jackman é o cara e cada vez gosto mais dele. Sir Ian McKellen, para variar, magistral (lembrando que essa foi a segunda dose do Cavalheiro na telona em uma semana). Só tenho minhas dúvidas se os roteiristas não distorceram um pouco demais a estória. Não sou mestre dos quadrinhos, mas não parece que a condução dos destinos tenha sido fiel aos originais da Marvel. De qualquer forma o nome dela estava lá nos créditos iniciais e finais, o que me leva a crer que, se houve algum desvio, ele foi aceito pela empresa. Conclusão: gostei, mas isso não é novidade... (deslumbrada, lembram?)

Ontem foi dia de rever Harry Potter e o Cálice de Fogo em DVD. Filme e extras, claro, tudo de uma vez. Como já falei do filme aqui antes, deixo agora apenas minhas impressões sobre os extras.
Ponto baixo: cenas excluídas. Esperava muito mais delas uma vez que muita coisa ficou fora do filme. Só posso concluir que muita coisa ficou fora do roteiro desde o início.
Ponto alto: making-of da cena do retorno de Lord Voldermort. Ralph Fiennes, mesmo sem a ajuda da maquiagem e dos efeitos especiais, estava realmente assustador!

Hoje de manhã foi dia de Encontro dos Ex-alunos do Colégio Santa Maria onde estudei do Jardim à oitava série. Acordei mais tarde do que deveria e, quando cheguei, a missa já havia acabado. Mas é sempre uma benção poder voltar àquele lugar. Este é o terceiro encontro que ao qual compareço e foi especial porque revisitei cada cantinho com homens e mulheres que estavam comigo por lá há mais de... Melhor isso pra lá! O mais legal foi ver a constante evolução daquela instituição. É impressionante. Saudade, confraternização e muita admiração para encerrar o fim de semana.

Observações:
- O post anterior está completamente no-sense... Mas não vou mexer nele não. Acho que ele reflete exatamente o que foi aquela noite. Fazer o quê?
- Pra quem gosta de Ciência Política, vale uma visita ao sempre excelente Os Conspiradores. CP no cotidiano. Excelente, excelente!

quinta-feira, 25 de maio de 2006

Ahn?

Era pra ter encontrado amigos, mas não tava no clima. Beleza, ninguém tem nada a ver com isso.
Vim pra casa. Tudo bem.
Rory já fez companhia pro do Logan e se desculpou enquanto a mãe dela paparicava a enteeda que não sabe que ela existe.

Era pra ter encontrado amigos, mas não tava no clima. Beleza, ninguém tem nada a ver com isso.
Vim pra casa. Tudo bem.
Rory já fez companhia pro do Logan e se desculpou enquanto a mãe dela paparicava a enteeda que não sabe que ela existe.
Tudo bem.

Passou um tempo e me lembrei que o Pratt foi pro Sudão para aprender a se relacionar, mas ele se dá conta de que não dá pra salvar todo mundo. Me pergunto: como ele pode se aprender a se relacionar se ele não tem como salvar a todos porque não um médico no Sudão – segundo a estória contada pelo seriado – tem que optar pelos pacientes que têm alguma chance.
Quando o médico sudanês volta pro campo de refugiados são e salvo e o episódio termina eu mudo de canal e me deparo com a cena super-hiper-megar tennage da Padmé com Anakin nos campos floridos em meio ao exílio da Senadora. Eca! Caí na pior cena de todos os seis episódios.
Zuzo bem. Devo tá vendo muita TV. Ou estou bêbada.
Minha mãe sempre disse preu estudar...

tu tu tu tu (não faço idéia desse período de tempo - acho que li emails)
Tudo bem.
Pratt tá no Sudão para aprender a se relacionar, mas se dá conta de que não dá pra salvar todo mundo. Me pergunto: como ele pode se aprender a se relacionar se ele não tem como salvar a todos porque não um médico no Sudão – segundo a estória contada pelo seriado – tem que optar pelos pacientes que têm alguma chance.
Quando o médico sudanês volta pro campo de refugiados são e salvo e o episódio termina eu mudo de canal e me deparo com a cena super-hiper-megar tennage da Padmé com Anakin nos campos floridos em meio ao exílio da Senadora. Eca! Caí na pior cena de todos os seis episódios.
Zuzo bem. Devo tá vendo muita TV. Ou estou bêbada.
Minha mãe sempre disse preu estudar...

quarta-feira, 24 de maio de 2006

Orkut
Não me importo que bisbilhotem meu perfil. Também não me importo que saibam que olhei perfis alheios. O "bisbilhotar" é muito relativo. Se para colocar um recado, para procurar alguém ou apenas conferir se alguém é quem você pensa, é preciso "futucar" alguns perfis, então, deve-se concluir que meu nome irá aparecer bastante por aí... O que me impressiona é a quantidade de perfis criados especificamente para "bisbilhotice". O fulano ou fulana se dá ao trabalho de criar um perfil apenas para não ser identificado. E ainda coloca mensagens do tipo "se quer privacidade, saia do Orkut". Uau! Imaginem a personalidade dessa pessoa fascinante! Pena que estamos impossibilitados de conhecer tão impressionantes criaturas, cheias de lições a passar, principalmente sobre respeito aos outros, ética, transparência e honestidade.
Ainda sobre o Orkut, os spams diminuíram, é verdade, mas os peixinhos, calhambeques, flores, corações e não sei mais o quê coloridinho, ainda perduram. E agora é a vez dos virus que vitimam aqueles que queriam apenas colorir as páginas dos amigos. Eu deleto as mensagenzinhas coloridas mas, sim, acredito na ingenuidade humana e assim, acredito que seja a ingenuidade que leva meus amigos a colocarem suas senhas em sites que oferecem mensagens bonitinhas em massa dando-as de bandeja para hackers experimentais. Lamento porque muita gente boa acaba chutando o balde e saindo do site. E é pena que o download de contatos não funciona há algum tempo. Vou acabar perdendo novamente o contato com alguns...

Feminismo?
As francesas querem o fim da palavra "Mademoiselle". Dizem que é um rótulo inútil e ultrapassado que nada mais faz do que expor a cidadã francesa. Argumentam que ninguém precisa saber se a Madame é senhora ou senhorita para respeitá-la. Alegam que Senhoritas balzaquianas são contrangida por interlocutores que perojatizam (se é que existe esse verbo) o pronome de tratamento, como se pensassem "Senhorita? Sei! Encalhada, isso sim!" por trás de um risinho cínico e quase imperceptível. Bom, não discordo que, em pleno século XXI, distinguir senhora de senhorita não tem a menor utilidade. Também concordo que ser solteira ou casada não diz nada sobre a condição familiar de uma mulher que pode ser solteira, mas ao mesmo tempo ser uma mãe experiente. Mas me impressiona que o tema precise de uma mobilização nacional tal como está acontecendo na terra de Joana D'Arc. Uma deputada não conseguiria resolver o problema no legislativo, simplesmente, ou será que perdi algum capítulo desta história? Se a moda pega, as brasileiras daqui a pouco vão querer o mesmo, fazendo abaixo-assinado, enchendo nossas caixas de email e indo às ruas com faixas e palavras de ordem, esquecendo-se de que existem outras coisas mais urgentes para pleitear... Ou não, de repente me surpreendo (de novo eu e a minha fé nas pessoas)!

Da Vinci
Vi o filme e gostei. Para quem não leu o livro, o filme deve ser infinitamente melhor. No filme, alguns personagens ficam meio soltos no contexto e Sophie não demonstra nem um terço da inteligência do livro, deixando Langdon resolver tudo sozinho. Não compromete a narrativa, mas a empobrece um pouco. Os recursos visuais fazem com que a polêmica sobre a divindade de Cristo fique mais fortalecida. Choca mais. Com certeza vai ter muito mais gente rezando pela bíblia de Brown depois do filme. Ou não.

terça-feira, 16 de maio de 2006

Em Letra e Música

O meu recém passado inferno astral impediu-me de registrar o oba-oba em torno do novo trabalho de Chico Buarque. Copiando (e toscamente traduzindo) a Nica, homenageio o ídolo...

Descreva-se usando uma banda/um(a) artista e títulos de suas músicas. Escolha uma banda/um(a) artista e responda somente com tílulos de músicas do seu escolhido.

Meu artista é Chico Buarque

Você é homem ou mulher: Morena dos Olhos d’Água
Descreva-se: Gente Humilde
Como as pessoas sentem-se sobre você:
Estamos Aí
Como você se sente sobre você: Essa Moça Tá Diferente
Descreva seu(sua) ex-namorado(a):
Desencanto
Descreva seu(sua) (futuro) namorado(a):
O Meu Amor
Descreva onde você queria estar:
Doze Anos
Descreva o que você queria ser: Dura na Queda

Descreva como você vive:
Alô, Liberdade
Descreva como você ama:
Eu te amo
Compartilhe algumas palavras de sabedoria:
Vence na Vida Quem Diz Sim

Ok, rolou uma forçaçãozinha de barra, mas eu gostei! Ô!

Vim, Vinci e Venci

A aproximação do Festival de Cannes e a estréia mundial de O Código Da Vinci estão mexendo com os ânimos mundo afora. Manifestantes religiosos – principalmente os católicos – mostram-se mais indignados do que nunca com o filme e protestos pipocam por toda parte. Acho tudo isso muito curioso. É claro que os católicos devem sentir-se mais ofendidos e atingidos pelas teorias lançadas por Dan Brown, mas estas teorias interfeririam também na brio de outros fiéis não católicos e, pelo menos eu não tenho visto nenhum deles manifestar-se sobre o assunto (se alguém tiver visto algo, me fale, agradeceria muito!). Digo isso porque alguns protestantes autodenominam-se cristãos, apoderaram-se do termo e isso me incomoda muito, mas não vem ao caso aqui. Logo, eu pergunto, porque estes não se ofenderam nem com o livro nem com a iniciativa de produzí-lo no cinema, onde ele certamente vai atingir um público maior do que pela via literária? Juro que não entendi. Quer dizer que um autor pode falar o que quiser de Jesus Cristo ou dos Evangelhos contanto que fale mais mal da Igreja Católica, é isso? Não quero arrumar briga com ninguém, apenas entender, ok?

Eu devorei os dois romances religiosos de Brown (li em seqüência o Código Da Vinci, Anjos e Demônios e Fortaleza Digital, longe de gostar deste último). Até escrevi a respeito aqui. Particularmente eu acho que ele foi muito mais feliz abordando o tema dos mistérios da simbologia renascentista e o catolicismo do que com a criptografia. Para mim isso nada mais é do que um sinal de que as defesas de suas teorias, alardeadas pelo próprio em entrevistas sobre os seus livros, não passam de puro marketing. E nisso ele foi infinitamente mais bem sucedido do que na condução dos enredos dos livros em si. Eu prefiro continuar tratando fé separadamente de religiosidade. Em minha biblioteca, as obras em questão continuam classificadas como romances e ainda acho divertido seguir os passos de Langdon em suas aventuras pelo espaço e pelo tempo. Simples assim.

O que é interessante nisso tudo é que muita gente passou a acreditar na verdade dos romances. Outros tantos chegaram a perder um tantinho de fé ou fidelidade para com a Igreja Católica. Debates ferrenhos promovidos por especialistas instantâneos em doutrina religiosa se multiplicaram como refrão de música baiana em época de carnaval. Em compensação a Igreja mostrou que não está morta e colocou na rua muita gente que não saiu de casa para protestar contra a fome ou reivindicar igualdade social, igualdade entre os povos ou seus direitos civis. Desde abril, além das manifestações propriamente ditas, temos visto de tudo: a Igreja chamando o mundo de ignorante (“a ignorância aumenta a popularidade d’O Código’”), deputados que resolveram ir trabalhar para impedir a veiculação do filme (acreditem se quiser, o orçamento da União só foi aprovado mês passado, mas a exibição de um filme é uma pauta urgentíssima que vai mexer profundamente com o futuro da sociedade brasileira), contra-ataques com revelações bombásticas sobre os segredos da Opus Dei, notas sobre lançamentos de inúmeros livros afins e sabe-se lá mais o quê.

Acho que o grande mérito dessa celeuma toda seria se ela ajudasse na recuperação do nosso senso crítico, reavivasse nossa capacidade de ler algo e refletir sobre o que está sendo dito, de questionar, mesmo as verdades absolutas herdadas de outras gerações, de outros séculos. Que exercitássemos a busca por alternativas e deixássemos de ser vaquinhas de presépio de políticos, empresários e até do traficante da esquina. Não tem jeito: sempre acabo na utopia... argh!

Para encerrar, destaque para um dos lançamentos-carona: O Código Aleijadinho (Muller, Leandro. Editora Espaço e Tempo) será lançado ainda em maio e o melhor, o livro tem um trailer!!! Taí:

segunda-feira, 15 de maio de 2006

Agora é oficial!

Outono que nada: já troquei a colcha pelo edredon! brrrrrrrrr

São Paulo

É lamentável ver o que o excesso de vaidades faz com a nossa vida. O pânico se alastra pelas ruas e só vemos pronunciamentos vazios e irresponsáveis. Quando vai acabar, não sei. Espero que rápido, muito rápido. Boatos!?!? Medo infundado?!?! A família brasileira não merece isso, ter que que correr no meio do dia para buscar os filhos na escola que vai fechar, sair correndo à procura de ônibus para voltar para casa torcendo para aquele ônibus não estar na lista dos bandidos agitadores, mudar de caminho porque a agência bancária foi incendiada, ter que pensar em quem ainda falta dar notícias para ter certeza de que seus queridos estão todos bem. Bem? Quem é que está "bem" com isso tudo? O pior é saber, mesmo que doa reconhecer, que tem muita gente que consegue dormir...

Uma semana to remember!

Foi uma semana e tanto. Às vésperas das férias, o trabalho segue mais que corrido. Estamos numa fase interessante com vários projetos saindo do papel e isso faz com que eu me sinta menos burocrata e mais atuante naquela coisa toda acontecendo em algum lugar entre a Europa e o Rio de Janeiro. A meta básica é manter-me organizada, já pensando no meu substituto e, ao mesmo manter o ritmo do fluxo de informações que não pode parar nunca. Foi assim que, em meio à aprovação de provisão de caixa para os despachantes, ao desespero causado pela greve nas alfândegas e à necessidade de enviar alguns e-mails antes do encerramento do expediente na França (cinco horas à nossa frente), que recebi uma ligação não identificada no celular.

Aqui cabe um enorme parênteses: meses atrás, num dos almoços de domingo na casa dos meus pais, conversávamos sobre o programa O Aprendiz. Minha irmã repetia que não entendia porque eu não me inscrevia e tinha certeza de que eu me sairia bem e estas coisas. Lembro que respondi que é difícil para alguém empregado (respondi por mim e achava que respondia pela maioria dos assalariados de meu nível hierárquico que não é lá grande coisa) sair do emprego fixo, mesmo que licenciado, para uma aventura televisiva onde um erro de julgamento em cadeia nacional pode comprometer toda a sua vida profissional. Alguém disposto a mostrar-se neste tipo programa deve ter um perfil altamente empreendedor. Só assim ele vai saber tirar proveito do resultado de sua participação do programa, por mais “vilão” que ele tenha sido no enredo do reality show. E assim voltei para casa no fim da tarde só que, antes de tocar minha vidinha de domingo à noite, resolvi bisbilhotar o site da emissora e os critérios de seleção. Foi assim que eu me inscrevi. Sério. Preenchi todas as páginas do currículo virtual. Defendi ferrenhamente minha inscrição quando questionada “Por que você deve participar do programa?” com argumentos para lá de elaborados e fiquei horas procurando uma foto de corpo inteiro, sozinha, que não me eliminasse de primeira. Depois do clique em [Submeter] me vi meio que prostrada diante do monitor pensando: “você é mesmo retardada!”. Bom, assim seguiu minha vidinha. Um dia me lembrei disso, acho que foi quando começou a transmissão da versão americana. Me dei conta que a Rede Record não me mandou uma mensagenzinha sequer, nem confirmando a inscrição (pôxa, demorou o maior tempo para fazer!) nem para dizer algo do tipo “Agradecemos sua participação mas você não serve”. Fecha parênteses.

Ao atender a ligação, uma moça se identificou como selecionadora da Rede Record. Confirmou meu nome completo e perguntou se eu havia me inscrito no site da emissora. Não entendi nada. Custei a ligar o nome à pessoa, sabe, como é? Ela repetiu pacientemente: “a senhora se inscreveu para o programa O Aprendiz com Roberto Justus?”. Só então caiu a ficha: “Aaaaah, sim, claro. Mas faz tempo!”. Ela riu e me informou que eu havia sido aprovada para a segunda fase da seleção e que eu deveria comparecer a uma dinâmica de grupo. Eu estava meio zonza. Os números pulando na minha frente, papéis espalhados na mesa sob a longa lista de tarefas do dia e uma mulher ao telefone me chamando para uma dinâmica de grupo de um programa de televisão?! Repeti o que ela havia me dito para checar se eu havia entendido direito e ela confirmou tudinho. Lembro que soltei um risinho nervoso e lhe disse compareceria à dinâmica. Aí tudo aconteceu muito rápido: a dinâmica aconteceria no sábado (dia treze, anteontem), seria em São Paulo e as despesas por conta do candidato. Até aí nada demais, é mole ir para São Paulo. Mas na primeira dinâmica chamar todo mundo assim para São Paulo? Pôxa, até o Ídolos faz audiências locais antes de levar todo mundo para Sampa!? E mais, um único dia, sem opções... Foi-se minha pré-candidatura à Aprendiz do Justus. Neste sábado eu tinha um compromisso pessoal inadiável e, a menos que houvesse um outro dia, eu lamentavelmente não poderia comparecer. Minha interlocutora gentilmente agradeceu minha participação e desligou o telefone. Mais uma vez fiquei estatelada olhando pro monitor cheio de e-mails vermelhinhos para ler e tratar e eu ali, catatônica, concluindo que, em menos de cinco minutos, eu havia perdido meus prováveis futuros quinze minutos de fama.

Apenas esse episódio já bastaria, mas a semana do meu aniversário ainda não havia terminado. Alguns encontros, chops e uma crise de bronquite preencheram os dias até a sexta-feira. Fui para a casa das outras Simas para comemorar os três aniversários de maio na família e, claro, contar o episódio quase televisivo para um monte de gente que nunca havia ouvido falar do programa. Acho que minha torcida ficaria seriamente prejudicada...

Sábado, foi o dia escolhido para a comemoração do meu aniversário (este era meu compromisso inadiável, oras! eu não falei mas, com minha ficha na mão, a equipe do Sr. Justus deve ter percebido). Quadra da Estação Primeira, durante o Encontro da Família Mangueirense com um total de 26 convidados (uau! quase bati o recorde do Lorde Jim de 2003). Seis horas e meia de samba (e de dividir os holofotes com a Bel da Malhação) juntei meus presentes (é! ganhei presentes!!!!), pedi arrego e voltei para casa. Meus dois tesourinhos (sempre no diminutivo, mas está ficando cada vez mais difícil chamar minha sobrinha de “inha”) vieram comigo para voltar apenas no dia seguinte para a casa da avó – minha mamãe – e almoçarmos todos juntos pelo Dia das Mães (no clima de reality show: Manhê, u-huuu! te amo!!!). No domingo, este sim, meu aniversário de verdade, alguns telefonemas bem que tentaram me despertar mais cedo, mas é claro que nos atrasamos um bocado para sair de casa. Mas tudo era lindo, todos estávamos felizes e ainda ganhei dos meus sobrinhos um presente inteiramente inusitado e totalmente surpreendente: eles encontraram meu caderno de mensagens de 1986, com os recadinhos de meus colegas de turma (testimonials, ou melhor, depoimentos da era pré-orkut). Fiquei lembrando de como, no mês passado, eu fiquei folheando o caderno da Maria Rita e me repreendendo repetidamente por não ser tão cuidadosa com as minhas coisas pois eu não fazia idéia de onde poderiam ter ido parar os inhas recordações do colégio (camisetas assinadas, cadernos de mensagens, de perguntas e respostas, sei lá... Acabei ganhando um deles de volta! Não preciso nem dizer como fiquei: boba, boba, boba! Acabei voltando para casa já de noite (coisa muito rara de acontecer) quando ainda ganhei mais um presente (que estava escondido em meu armário! vocês acreditam nisso?) para encerrar com chave de ouro as celebrações dessa semana ímpar.

Nota: Obrigada a todos pela presença, pelas mensagens, scraps, e-mails, SMS, ligações e recados de todas as fontes. Não tenho palavras para agradecer ao carinho de vocês. Um beijo enorme, do fundo do coração!

domingo, 14 de maio de 2006

Aniversário


O perfil aqui do lado já está devidamente atualizado. Acho que com isso encerra-se mais um período fatídico conhecido como "inferno astral". Assim, podem aguardar atualizações mais freqüentes e mais interessantes em breve! Tô com saudades do meu cantinho virtual.
Até!

terça-feira, 11 de abril de 2006

Não sei que título dar...

O dia começou irritado. No caminho do escritório a conversa do pessoal da van era sobre violência. Uma menina de 11 anos havia sido assaltada na lanchonete ao lado da escola. Dois pivetes armados levaram suas coisas e ainda fizeram que ela pagasse o lanche deles (?!). Segundo a horrorizada que contava o caso, os pivetes não têm “pinta” de pivetes e são amigos de alunos do colégio que dão as dicas sobre quem tem ou anda com mais dinheiro, celular legal, iPod, etc. Bom, no dia seguinte, a assaltada pediu para ficar em casa, afinal tinha ficado traumatizada e a família deixou. A coitada foi se distrair na internet e descobriu que no seu Orkut havia scraps “anônimos” ameaçadores sobre “melhor não comentar” e coisas do tipo. Scraps anônimos?!?! Não que eu esteja banalizando o episódio, mas a conversa era totalmente no sense. Cheia de “Ohs!” e “Ais...” e “Minha Nossa!”. A estória do assalto em si encerrou-se com o pai da vítima indo ao colégio, com dois leões de chácara, quer dizer, dois seguranças da estatal onde o dito cidadão trabalhava, e ameaçando acertar as contas com cada um dos alunos olheiros caso a filha volte a ser incomodada. Mas nem esse desfecho patético encerrou o assunto. Falou-se sobre corrupção, delinqüência juvenil, falta de polícia na Tijuca, controle de natalidade (nessa hora todos riram por que o tal “controle de natalidade” não funcionou para o irmão de uma delas que, com 35 anos e separado da mulher, engravidou uma moça numa noitada na semana seguinte!!!). Quase vomitei. “Eu não saio mais de casa. Conheço todos os ‘deliveries’ da cidade!”, disse uma outra com orgulho. “É assim mesmo, minha filha... Somos reféns em nossas próprias casas!” Aaaaargh! Santa Paranóia, Batman! É muita auto-piedade pro meu gosto. Eu nunca torci tanto para que o Alto da Boa vista acabasse tão rápido. Normalmente abstraio tais situações. Ouço a música do rádio, confiro as árvores do caminho, procuro as borboletas azuis da descida do Alto, até tento pensar no que tenho fazer durante o dia. Mas aquelas vozes esganiçadas, de um horror tão dramático quanto às mais tradicionais tramas mexicanas, me incomodaram de tal forma que eu não conseguia me concentrar em nada. Acho que o assalto em si foi o que menos me chocou afinal, há anos estudantes têm seus tênis e mochilas roubados no caminho da escola e nós, classe média hipócrita, insistimos em dar aos assaltantes chamarizes cada vez mais charmosos. Acho que estou cri-cri mesmo. Vocês viram no fantástico os pais que acharam lindos os fotologs semi-eróticos das filhas adolescentes? Não é fofo?

Mudando (sem deixar de ser cri-cri):
Dois dos três advogados de “Suzane von Hitchcock” eram membros do Tribunal de Ética da OAB-SP. Considerando o atual cenário do Judiciário brasileiro com a personalização da Ética no respectivo ministério, já vimos como isso vai acabar, não?
Apenas para referência:
Ética (do Lat. ethica . Gr. Ethiké) s. f., ciência da moral; moral; Filos., disciplina filosófica que tem por objeto de estudo os julgamentos de valor na medida em que estes se relacionam com a distinção entre o bem e o mal.

Ah bom! Achei que era outra coisa...

PS: Não estou cri-cri por estar mal humorada. Tenho estado super bem estes dias, mas esse papinho de hoje... realmente... deixa pra lá....

domingo, 9 de abril de 2006

19 anos

Queria agora saber escrever
Ter o dom da prosa, da poesia, da crônica, da palavra em qualquer essência
Da rima ou da métrica ou da melodia
Estar à altura de todo sentimento que me assola
Queria conseguir escrever tudo o que sinto
Colocar nesta folha de papel
Mas não rabiscar
Tinha que ser belo
Tinha que ser emocionante
Ter o romantismo e a simplicidade e a alegria e a erudição e a emoção e o não precisar escrever porque simplesmente não é preciso

Queria lembrar quando começou
Queria lembrar como começou
Queria parar o tempo
Queria voltar o tempo
Mas quero mesmo é avançar o tempo
E abraçar novamente
E ver e rever todos os rostos
Cada olhar arregalado
Cada surpresa
Cada sorriso aberto
E não saber para onde olhar
E não saber para quem olhar
E querer saber tudo de todo mundo
E sentir tudo de novo
E lembrar que há dezenove anos eu sentia tudo isso sem perceber o quanto era grande e intenso e precioso

Queria que o mundo refletisse essa alegria
Queria transpirar essa inspiração
E mostrar ao mundo que não precisa muito para ser feliz
Basta um aconchego
Basta uma lembrança
Basta uma esperança
Basta um coração cheio de amigos
Amigos como vocês, que compartilham comigo cada aconchego, cada lembrança, cada esperança...