segunda-feira, 27 de março de 2006

É que...

É difícil recomeçar depois de tanto tempo longe do blog. Estou longe de estar à altura dOs Bons Companheiros listados aqui ao lado. Minha rotina não tem me animado muito. O trabalho tem feito com que eu não queira ficar mais tanto tempo à frente de um monitor nos horários livres. O que tenho feito nesse período?
Tenho visto e re-visto muitos filmes.
Tenho lido capítulos aleatórios de vários livros.

Tenho fugido sistematicamente de todos os noticiários seja qual for a mídia.
Tenho escrito poeminhas bobos.
Tenho conversado muito com novos e velhos amigos.
Tenho refletido muito.
Tenho me preocupado bastante.
Tenho falado demais.
Tenho tocado violão no chão da sala.


Além disso, 2 destaques:

I - Bodas de Ouro da Tia Dirce e do Tio Oscar.

Por si só, um evento intitulado “Bodas de Ouro” não precisa de destaque dado que persistência não tem sido a palavra de ordem dos casais nos últimos tempo. Insisto na “redundância” deste destaque porque é mais que uma honra poder compartilhar um momento tão especial, uma homenagem tão linda. Foi uma festa onde os sorrisos mais bonitos estavam nas faces dos anfitriões. Amo meus tios com todo meu coração. Cada encontro com eles é uma lição, de receptividade, alegria, reflexão, solidariedade e amor. Que Deus os mantenha assim e nos permita conviver com sua presença iluminadas por muito tempo ainda!

II - Mais um encontro com minha turma do Santa Maria.
Aconteceu no dia 18. Foram mais de 7 horas relembrando 10 anos no colégio. Também não é preciso destacar que foram horas maravilhosas e super divertidas. Nem dizer que o saudosismo bateu e ficou. Tão pouco que muita gente fez falta, mas que mesmo assim valeu cada minuto. Vale acrescentar que falamos de ontem, hoje e especulamos o amanhã. Conversamos sério, falamos besteiras, rimos de nós mesmos. Como um comentário que já rolou na comunidade formada logo em seguida ao encontro: “reencontros são viciantes”. Sou viciada. E não faço a menor questão de me desintoxicar!

quarta-feira, 1 de março de 2006

Eu não teria feito melhor

Como encararia no mínimo oito horas de viagem num trajeto que normalmente leva seis, programei o pequeno porém guerreiro MP3 Player para tocar no modo aleatorius operandis e olhem só a seqüência que ele tocou:

1) Everlasting Love - Jamie Cullum
2) I don't wanna miss a thing - Aerosmith
3) In the End - Linking Park
4) I don't wanna talk about it - Rod Stewart
5) I will survive - Cake


Para mim, foi uma mistureba de estilos danada mas que, no final, soou como um ciclo completo... Como diz o título, nem que eu quisesse, teria feito seqüência melhor!

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2006

Vai ter muita gente pagando promessa...

Sabe quando dizíamos: "nem pensar! só quando a galinha criar dentes!!"? Pois é... Ela criou!!!

No dia em que galinha criar dente? Esse dia chegou

Agências Internacionais - Ela já teve, naturalmente. E voltou a ter, graças a uma pesquisa britânica. Cientistas da Universidade de Manchester manipularam genes de galinha para criar uma variação dentada.
A pesquisa foi possível depois que o bico de uma galinha mutante, morta há cerca de cinco décadas, foi reexaminado, e dentes foram encontrados. A formação deles é similiar à dos dentes dos crocodilos.
- O que descobrimos foram dentes similares àqueles dos crocodilos. Não por acaso, porque as aves são os parentes vivos mais próximos do réptil - disse Mark Ferguson, cientista da universidade.
Os pesquisadores queriam saber se a memória genética da ave - remontando há 80 milhões de anos, quando aves tinham dentes - poderia ser despertada. Então induziram o crescimento em galinhas normais.
Donde que há esperança de que o crescimento de novos dentes poderá vir a ser induzido em seres humanos que os perderam.
A pesquisa foi publicada no periódico "Current Biology".

[Fonte - O Globo : 23/02/2006 - Ciência e Vida]

Agora só falta a vaca tussir.... Tô ferrada...

Adoro Vocês

Sério mesmo! Mas queria que vocês entendessem uma coisa: o fato de eu reconhcer uma fraqueza, na minha ex-míope visão, é um avanço fenomemnal. Reconhecer publicamente tais sentimentos, necessidades, frustrações, para mim é muito mais do que falar simplesmente. É um passo gigantesco rumo à ação, quiçà uma ação propriamente dita. É o reconhecimento do problema (segundo os teóricos, o primeiro passo para a sua resolução). Estou errada? Tal publicação significa que quero fazer mais por mim mesma. É uma forma de me provocar. De me colocar em ação. Acredito em mim - nunca duvidem disso. Sei de tudo o que sou capaz e, por isso mesmo, só eu sei o que eu realizo de fato, frente ao que eu tenho capacidade de fazer. Por isso eu lhes reafirmo: posso fazer muito mais. Quero fazer muito mais. Não quero viver pensando que tenho sorte simplesmente. Sempre acreditei que sorte é o resultado de uma combinação de fatores, entre eles, tempo e oportunidade. É algo parecido com o "estar pronto para as oportunidades que aparecerem". Por mais que voces achem que eu não me valorizo o suficiente (nem sei bem se essa é a expressão mais adequada), só eu sei exatamente quantas oportunidades eu perdi, simplesmente deixei passar. Por isso o post anterior. Agradeço muito a confiança de cada um de vocês, porque os conheço e sei que se preocupam comigo, mas garanto: estou bem. Muito bem, por estar consciente de que tenho muita coisa para fazer e que não é nada hercúleo. E vocês especificamente que estão perto de mim irão, certamente, notar a diferença.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2006

Preciso...

...de um dicionário. Lembro-me que, ao fim da mudança, me dei conta de que faltavam duas coisas fundamentais para deixar meu apartamento pronto para morar de verdade: uma Bíblia e um dicionário. A Bíblia meus pais se encarregaram de providenciar no meu aniversário logo em seguida. O dicionário foi ficando para depois. Não queria qualquer um. Tinha que ser um top de linha, uma mega Aurélio. Fiquei me devendo.

...de um eletricista. O tempo foi passando e seis das dez tomadas do apartamento – que já não estavam lá muito bem há dois anos – hoje desistiram de atender aos meus chorosos apelos para funcionar. Cansaram de mim. E eu cansei delas. Essa semana ele (o eletricista) aparece. Nem que seja por geração espontânea de vida.

...de um colchão novo. Bom, disso eu sempre precisei. Na primeira semana de uso vi que tinha escolhido errado. Não me informei se ainda estava em tempo de trocá-lo. Simplesmente o deixei aqui e agora ele está me irritando. Não incomoda fisicamente, mas tenho a nítida impressão de que a troca faria muito bem ao meu sono totalmente irregular (vocês conhecem mais alguém que sofre de insônia e sono pesado ao mesmo tempo – às vezes até na mesma noite?).

...de disposição. Basicamente para duas coisas básicas. Reorganizar meus documentos, papelada em geral, contas e similares. Tenho as pastas, os saquinhos, as etiquetas, mas não tenho coragem de recomeçar a tarefa interrompida em... Nem sei quando. Fazendo isso, preciso acertar minha defasada planilha de contas. Acho até que isso é o mais importante e o objetivo final de ter a papelada arrumada. Preciso também arrumar meu armário. Tenho roupas que não uso mais, roupas que precisam de pequenos consertos, sapatos com defeito, sapatos que fora de moda, peças que precisam ir para a lavanderia, livros que precisam voltar para o seu canto, cadernos (novos e usados) espalhados e ainda – e principalmente – preciso arranjar espaço livre porque não é possível que eu junte tanta tralha morando sozinha (só não me sinto sufocada com o armário fechado).

...voltar à realidade. Ler outros livros além dos romances, épicos e ficções. Retomar minha plena cidadania. Saber o que acontece à minha volta, fora do meu reino de 48 m² e além de meus discos e DVDs. Preciso não me permitir ser ostra o tempo todo. Mal me agüento.


...de disciplina. Não sei como consigo conviver com tudo o que escrevi acima. Sei do que preciso, sei o que preciso fazer e não faço. Não acordo na hora. Não sigo meu próprio planejamento. O pior é que tudo é simples demais para deixar pra depois, mas eu deixo. Simplesmetnte abstraio. Tenho consciência exata da minha preguiça. Preciso acabar com a minha preguiça. E chega, né? Bom, esse é o tipo de coisa que, se eu um dia tomar coragem para fazer Johari/Nohari, aparecerá no quadrante visível para si e oculto para todos. Engraçado isso. Já sei até o que vão responder...


...de persistência. Acho que essa palavra está escrita no meu karma. Vai me assombrar pro resto da vida. Persistir. Sou uma taurina genuína que recebe mudanças com certo frio na barriga, mas depois do susto, do primeiro impacto, consegue facilmente adaptar-se a elas. Não sei nem se sou teimosa como a fama dos taurinos, mas definitivamente não me acho persistente. Isso me incomoda. Pior, me assusta. Muito.

...de paciência.
...de tolerância.
...aprender a usar a agenda de verdade.
...me cuidar. Sem enrolação nem auto-enrolação.
...de habilidade em situações controversas.
...aprender a aprender coisas simples com as pessoas a minha volta.
...achar um jeito de aplicar a mim os conselhos que dou aos meus amigos.
...realizar mais.
...me cobrar mais antes de me culpar tanto e chorar o tão famoso leite derramado (que, a essa altura, já deve ter azedado).
...parar de abstrair, deixar de lado coisas que sei que devo fazer.
...valorizar todas as coisas boas que encontro todos os dias (e são tantas).
...me sentir merecedora de cada uma delas.
...ser uma pessoa melhor. E rápido.

...dormir.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2006

Com ou Sem Emoção?

As pedras rolaram! A esta altura acredito que todos já viram, ouviram ou leram que o show do Stones foi sensacional, que o público foi fantástico, que a estrutura foi (quase) perfeita e etc e tal. Eu simplesmente assino embaixo. Adorei! "A Singular Família Couto" fez-se presente em grande estilo. Pena que levaram meu celular ainda no show dos Titãs. Nada fora do previsto, oras, considerando que meu telefone sobreviveu bravamente a vários eventos públicos desde 2000, quando foi adquirido. Deu um traumazinho na hora e acabei praticamente não mexendo na câmera que também estava na bolsa. Só tirei duas fotos (quem me conhece sabe que isso é algo praticamente inimaginável) e também optei por evitar a cerveja e ficar só na água para evitar distrações maiores. Quando fomos para a areia o clima tava muito melhor do que o tumulto do vai-e-vem na Atlântica. Pulei, dancei, gritei, me acabei horrores. Muito bom mesmo! A única ressalva que faço à estrutura preparada para o show foi o final. Disseram pra galera não ir de carro e o povo surpreendentemente consciente realmente não foi de carro. Só que, com 1,2 milhões de pessoas caminhando em Copa, não tinha ônibus nem taxi que conseguisse passar (eles estavam parados em pontos "estratégicos esperando o fim do show - teoricamente funcionaria). Mas a verdade é que quem precisava deles para sair de Copa tava levando uma surra. Isso sem nem pensar no metrô. Eu e meus primos fomos caminhando para Botafogo e a polícia abriu o trânsito com a galera caminhando ainda bem no meio do túnel. Foi meio estranho, mas o pessoal tava tão adrenalizado "pro bem" que acabou dando tudo certo. Chegamos em casa e ainda pedimos pizza (os dois Bob's do caminho estavam obviamente lotados) e depois de mais bate-papo e goiabices, fomos dormir perto das 3 da manhã. Como disse o Mick: eté ei prrróussima!!!!

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2006

Nessas duas semanas

Teve festa para compensar aquele Reveillon que não virou o ano (aqui para os desatualizados). Festa 0800 para todos que compraram ingressos para a festa embargada do dia 31/12 (devidamente ressarcidos, devo mencionar). Comida e bebida à vontade. Regado mesmo. Sem miséria. Os poucos ingressos vendidos (para acompanhantes dos convidados originais) seriam destinados a uma instituição filantrópica. Teve show de quase 3 horas da Celebrare. O chato foi ter que cantar "Parabéns pra Você" pro Romário que, aparentemente, estava por lá também. Mas valeu muito a pena desvirar ostra e sair um pouquinho. Pela comida, pela bebida, pela música e, é claro, pela companhia. Meninas Super-Poderosas, avante!

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Teve Lapa. Conseqüentemente, teve papo furado, samba e cerveja. Teve conversa séria também, de apertar o coração, mas de reafirmar amor e amizade. Teve até briguinha e esporro (merecido, mas doído) que passou mais ou menos rapidinho. Teve faxina básica (bem de leve, claro) em seguida e alguns ajuste nos fatídicos álbuns de fotos, que só não foram devolvidos porque consegui um scanner (lembram que eu queria um scanner?). Assim, alguns registros Tudo em Simas virarão arquivos “.jpg” muito em breve. Nem adianta: coisa de família, ok? Nem adianta sugerir criação do flog do clã. Serão enviadas apenas para os membros da família e permanecerão guardadas a sete senhas, ok?

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Teve quiz viciante (não me lembro mais de qual blog eu tirei a dica, sorry, sorry...) que me ocupou por algumas longas horas até eu chegar a “gênio” e “clap!clap! clap!” [Claudinha feliz!!!]. Teve computador tomando banho acidental de água com sabão e amaciante [Claudinha triste, muuuuito triste!!!]. Ai que nervoso. Não tem grana pra outro... Aquele eu já comprei usado... Mas ele até que ainda está sobrevivendo, mas vira e mexe entra em coma. Ainda não sabemos seu estado real. O diagnóstico ainda não foi oficialmente declarado. Notícias em breve. Mas que ficou limpinho, ah sim, ficou!

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Teve aniversário de Amiga paulista (?! – quem é de Ribeirão Pires é paulista?) que mora no Rio há anos e não perdeu o sotaque. Com toda a chuva do mundo, que cismou de cair entre o sair da estação Carioca (ou "Carioca Station" – afinal o Metrô do Rio agora fala inglês!) e o chegar à Graça Aranha. Foi necessária uma árdua negociação com um daqueles mágicos que se exibem no centro da cidade fazendo aparecer, em segundos, dezenas de guarda-chuvas a R$ 5,00 cada. Detalhe: “garantia só até a próxima esquina” - palavras do vendedor. Mas chegamos quase não tão molhados quanto esperávamos para ver a Amiga Querida que eu não encontrava desde julho. Linda e divertida como sempre! Te adoro, Dri!

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Teve trabalho também. Duas semanas intensas no Bibmundinho. Teve mudança efetiva do Diretor e muito trabalho, claro. Ai, que angústia. Muita coisa para fazer de forma meio aleatória, meio doida, meio não sei o que fazer. Estou com um sério problema de prioridades , quero dizer, estabelecer prioridades (acho que já falei isso aqui). Estou chegando naquele ponto em que tudo é urgente pra todo mundo e eu sou uma só. Um levantamento assim, um relatório assado, uma planilha aqui, uma consulta ali, uma reunião acolá. E processos de importação, claro! Teve expediente até 22:00 na terça e 23:30 na quarta. Deve ter que ter ainda subida de serra básica para acompanhar fiscal e tudo o mais. Mas teve um lance legal: Mecânica de Batom. Quando recebi o e-mail (interno, mas de um ilustre e desconhecido colega de trabalho) com o assunto “Mecânica de Batom”, achei que era uma piada que havia sido mandada para a Cláudia errada. Quase apaguei o e-mail de cara. Só que não era piada, errr, era um convite para a turma piloto sobre a aplicação de um cursinho (ou palestra, ou seria seminário?) de Mecânica Básica para Mulheres, promovido pelo Detran-RJ e o grupo que trabalha e realiza atividades relativas à Qualidade de Vida lá na empresa. Bom, que “potência = força x velocidade” e o que é um motor 4 tempos eu já sabia dos idos tempos do curso técnico (a descrição detalhada de seu funcionamento foi questão de prova de uma matéria que eu não me lembro o nome, operações-qualquer-coisa). De resto, é óbvio, váááárias novidades (?!) sobre mecânica de automóveis. Os instrutores faziam analogias simples e de repente muitos mistérios se desvendaram. Descobri que além do triângulo, macaco e estepe, é bom levar sempre no carro: um ovo (pro radiador), um cadarço (para o caso de uma das correias auxiliares arrebentarem), uma vela (para correias ressecadas) e água destilada (água da torneira do quintal não serve). Comecei a me perguntar por que as pessoas falavam tão mal do MacGyver só porque ele sabia fazer uma bomba com chiclete de bola e consertava aviões com biscoitos cream-cracker, capim e uma tesourinha de unha. Ok, falando sério agora. Foi muito legal, prático e objetivo. Dicas de atitudes simples, cuidados bobos e manutenção básica, todas super úteis numa linguagem que deveria ser obrigatória nos tais Manuais do Proprietário. Ah, e o mais importante: vários argumentos anti-mecânicos-enrolões. Legal mesmo. Só me frustrei ao descobrir que não existe a tão famosa rebimboca da parafuseta... Achei que ela seria a solução de todos os meus problemas...

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Teve visita pra ver o sobrinho fofo cada vez mais fofo, a sobrinha linda cada vez mais mocinha, o sobrinho querido que me cobrou mais uma vez a alça do fichário que eu esqueci de trocar. Papai e mamãe também, que eu tava cheia de saudades. Teve Em Busca da Terra do Nunca (de novo!!). Teve forro da cortina (finalmente) no lugar. Teve Botafogo x América, o que me custou alguns cantinhos de unha arrancados depois do terceiro gol do Bota, mas valeu pela torcida maravilhosa do Sangue e pela tranqüilidade do Maracanã, o bom e velho Maraca lotado, onde famílias inteiras foram assistir à final do campeonato. Teve cinema e gargalhadas com Tony Ramos e Glória Pires. Previsível, pode ser, mas divertido à beça! Só que eu sou suspeita demais pra falar. Ri de me acabar... Doeu a barriga.
E teve mais uma despedida.
E o início de mais uma contagem regressiva...

domingo, 12 de fevereiro de 2006

Visita à blogcelebridade

Bebi demais e não paguei o IPTU do Daniel Scobar lá no Noblat. Mesmo que um pouco atrasado, (o artigo é de 20/12/2005) ainda vale a leitura... Eu gostei.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2006

Ainda dá tempo

Faltam dez minutos pra terminar o aniversário dele, mas não dá pra deixar passar. Não sei bem o que dizer, mas não queria deixar o dia passar em branco aqui no cantinho virtual..... Posso pedir licença e pegar emprestado uns versos?

Amor pra recomeçar
[Frejat/Mauricio Barros/Mauro Sta. Cecília]


Eu te desejo não parar tão cedo

pois toda idade tem prazer e medo
e com os que erram feio e bastante
que você consiga ser tolerante

Quando você ficar triste
que seja por um dia e não o ano inteiro
e que você descubra que rir é bom
mas que rir de tudo é desespero

Desejo que você tenha a quem amar
e quando estiver bem cansado
ainda exista amor pra recomeçar,
pra recomeçar

Eu te desejo muitos amigos
mas que em um você possa confiar
e que tenha até inimigos
pra você não deixar de duvidar

Desejo que você ganhe dinheiro
pois é preciso viver também
e que você diga a ele pelo menos uma vez
quem é mesmo o dono de quem

Desejo que você tenha a quem amar
e quando estiver bem cansado
ainda exista amor pra recomeçar,
pra recomeçar...


Tudo de bom, meu querido! Você é maravilhoso e muito especial! Agradeço demais a Deus por tê-lo em minha vida! Felicidade, pra mim, é uma seqüência de momentos felizes, é isso que te desejo simplesmente, momentos felizes seguidos! Conta comigo!

sexta-feira, 27 de janeiro de 2006

Chove lá fora e aqui...

Tá o maior calor. Poderia ser pior. Muito pior. Poderia ser como terça, quando faltou luz entre seis e meia e oito da noite e quase esmilingüi (existe essa palavra?) de tanto suar. Voltando pra hoje, vi a novela enquanto ligava para meia dúzia de pessoas que se declararam nada animadas para sair por conta da chuva. Não posso culpá-las, né? Vai que a Av. Maracanã enche pra variar? Agora a NET saiu do ar. Passei para dar uma olhada nos emails e deixar registro no TeS por dois motivos básicos: o primeiro é que não quero perder o login (afinal, todos sabemos como o Blogger é ciumento e possessivo: “sumiu? então não volta mais!”); e segundo porque sei que a galerinha passa por aqui para saber notícias. Pois é... Tô por aqui, vagueando dentro da própria cabeça nunca antes tão oca buscando assuntos interessantes para comentar, mas nada mudou: coisa alguma me apetece. [Nossa, como tá calor!] Como ia dizendo, estou por aqui. Acho que é uma boa idéia pegar o violão que ganhei no Natal e tentar resgatar um pouco da mobilidade dos meus dedinhos. Não me lembro de música alguma de cabeça, mas achei umas revistinhas velhas e tem sempre a internet e seus sites de músicas cifradas, não é mesmo?

Ah! Ia esquecendo de contar... No dia do tal apagão eu aproveitei para terminar de arrumar as fotos da minha família (aquelas que trouxe da casa dos meus pais, cheguei a comentar? acho que não, não me lembro). Anyway... Bobagem. Só 749 fotos. Só cheguei a esse número porque descobri que os dois álbuns para 300 fotos cada que comprei foram insuficientes. Mas foi um bom passatempo. Eu só queria saber de quem foi a idéia de parar de imprimir datas nas fotos... Lamentável! Inacreditável! Alguém já tentou organizar fotos velhas imaginando em que ano tal coisa aconteceu? Garanto: missão quse impossível.

“Michelle aqui parece mais nova, então esse natal foi antes desse.” “Mas essa blusa eu ganhei nos meus 15 anos, então isso aqui foi depois depois de 88...” “Essas são do aniversário de 82 anos da Vó Chica. Legal! Bom, se eu soubesse em que ano ela nasceu essa informação seria realmente útil...” “Nossa, eu nem lembrava dessa viagem!!! Ou eu estou ficando velha e perdendo a memória, ou então foi uma 'pííííí' de viagem mesmo.”

Caramba, acho que só eu mesma pra encarar essas maluquices. Mas estava tudo tão misturado naquela gaveta enorme, com tantas imagens e outras tantas lembranças deliciosas e inesperadas, que eu acabei decidindo trazê-las para arrumar. No fim, mais de meia-noite, ainda me lembro de ter pensado assim: “Como eu queria uma scanner, muita gente ia gostar de ver essas...” Agora me diz, sou retardada mesmo né? Bom, terminei a missão muito feliz mas, errrrr, com um pequeno detalhe a ser destacado. Depois de ter arrumado o segundo álbum de 300 fotos todinho, descobri que coloquei as benditas de trás para a frente no dito cujo. Ou seja, quem olha a linda capa imitação de couro do álbum e o abre esperando ver Hivy e Lucas ainda bebês, se depara com os dois já galalaus e, ainda por cima, de cabeça-prá-baixo (ou de ponta-cabeça, pro pessoal de Sampa). AAAAAHHHHHHH!!! Resmunguei (tava cansada demais para esbravejar ou xingar) “Cabeçudinha...” e fui dormir.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2006

Cromoterapia

Se eu pudesse fazer um desejo agora ele seria: que meus dias fossem, ao menos, tão coloridos quanto foram os três dias deste último fim de semana (prolongado para os cariocas – e alguns visitantes). Colorido, sim, por que cor sempre me lembra alegria, diversidade, surpresa, movimento. E assim foi meu feriadão: colorido.
Colorido por cores fortes.
Colorido pelos
sorrisos iluminados (sim, no plural, eram vários).
Colorido pelo brilho dourado e constante do sol.
Colorido pelo brilho prateado de um
pequeno presente.
Colorido pelas paisagens.
Colorido pelos vários verdes dos cenários mais diversos e sempre carioquíssimos.
Colorido pela diversidade do Nordeste que fica do Rio.
Colorido pelas bochechinhas rosas do sobrinho fofo mais fofo do mundo.
Colorido pela idéia da imagem inspirada no final feliz.
Colorido pelas 175 fotos tiradas (e foi nesta hora, quando organizava as fotos no pc, que me dei conta do colorido do fim de semana).
Até minha geladeira (tradicionalmente branca – por fora e por dentro) estava coloridérrima!
Pena que faltaram as cores da Estação Primeira, ou mesmo da Vila (ingresso mais em conta), mas fica pra próxima.

Obrigada, Deus, pelas cores destes dias!

Cores. Esse é o meu desejo: dias intensamente coloridos a todos nós.

PS: Acho que vou virar devota de S. Sebastião...

segunda-feira, 16 de janeiro de 2006

Tentei fugir mas não durou muito tempo. Continuo ostra.
Mas voltei aqui e, errr... emocionou.
Abre parênteses: super sentimental também tá no perfil. Chorona mesmo... Normal ou TPM? Nunca sei... Fecha Parênteses.

domingo, 15 de janeiro de 2006

Notícias da Tijuca

Nada demais.

Não. Não é post enche lingüiça, apenas vontade de escrever e não saber o quê. Puro desabafo. Basicamente auto-irritação com a impotência que me assola. Abre parênteses: podem ler ao lado que impotência me frustra demais. Fecha parênteses.

Falar sobre o acontece no Brasil ou Mundo. Sei lá. Pra ser muito honesta, a Claudinha-super-sintonizada-em-tudo-o-que acontece hoje não tá nem aí. Não leu jornais. Não ouviu rádio. Não viu tv. Não sabe nada sobre nada. E o que assusta é que se sente muito bem assim.

Voltando à primeira pessoa, na prática (tenho sido muito prática ultimamente), almocei com minha família e voltei para casa angustiada com um raio de um remédio que está provocando fissuras na coluna da minha tia. Não quero pensar no assunto. Não adianta. Não sou médica. Nem sou a química farmacêutica que um dia desejei ser para tentar entender o que acontece. Opinar? Nem pensar. Impotência. Impotência. Impotência. Falta água longe daqui. Impotência. Falta comunicação entre as pessoas. Impotência. Palavra do dia.

Virei ostra. Abre parênteses novamente: vocês também podem ver aqui ao lado que virar ostra é muito fácil para a pessoinha aqui. Fecha parênteses.

Filmes. Vi filmes a tarde toda. Seguidos. Viciantemente. Intervalo para desabafar na web, mas já volto pro sofá. Quero mais, mais. Jonnhy, Susan, Winona, James, Kevin, Kate, Haley. Agora Sean e Susan (novamente). Calor. Muito calor. Já já o domingo acaba e que seja bem-vinda a rotina de segunda. Semana curta e fim de semana prolongado, desejado (muito desejado) e abençoado.

Nota: post extremamente motivado pela frustração. Cláudia não é perfeita. Não se pretende ser (apesar de já o ter feito). A assessoria de imprensa do blog divulgou que em breve ela retoma suas atividades com Tudo em Simas de verdade. Como deve (ou deveria ser). Até.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2006

Vai e Vem

Passa o tempo
Passa lento
Passa o passo
Triste como o compasso
Da valsa abandonada

Um tanto acanhada, a
Menina risca um traço
Perde o laço
Perde no vento
Perde o momento

Tal intento
Tal desalento
Tal percalço
E fosse o abraço
A carícia desejada

A presença notada
Faz-se em pedaços
Voa no espaço
Voa pensamento
Voa sentimento

segunda-feira, 2 de janeiro de 2006

Só rindo mesmo... Ah! E feliz...

Sobre a virada do ano, pouquíssimo a falar. 2005 acabou. Ficaram poucas certezas. Uma delas: não quero fazer retrospectivas. Apenas digo que foi um ano diferente. Muito diferente. Coisas do tipo, “comigo não rola”, rolaram. Algumas foram ótimas. Outras nem tanto. Reservo-me o direito de ser vaga. Mas digo sim que algumas convicções ficaram para trás enquanto outras se fortaleceram. Foi um ano de mais uma mudança drástica. Talvez ligada à mudança também drástica que aconteceu no ano anterior, talvez não. Objetivamente, essa agora foi profissional; subjetivamente, digamos que ela foi um tanto, hum, “ambiental”. Taurina que sou, mudanças drásticas seguidas assim mexeram um bocado comigo. “Um bocado” é ser econômica demais: mexeram muito mesmo. Graças a algumas pessoas muito especiais e – também como em 2005 – a outros tantos reencontros, eu realmente consegui lidar razoavelmente com a situação.

O reveillon em si também foi diferente. Muito diferente. Eu estava entre as quase mil pessoas lesadas com o embargo da festa no Sport-Gool da Barra. Alguns amigos próximos presenciaram o meu sofrimento nas últimas semanas em meio ao excesso de trabalho e à tortura de ter que escolher como passar o reveillon. Alguns pouquíssimos perceberam também que ficar em casa vendo DVD era uma fortíssima possibilidade. Bom, na última hora algumas amigas decidiram-se por esta festa basicamente utilizando o critério praticidade: era a única que aceitava cartão de crédito. O fato é que as respectivas senhoras doutoras promotora e juíza fulana e ciclana acordaram no dia 31 de dezembro e se lembraram que a festa – divulgada desde meados de novembro – seria fonte de poluição sonora e, em nome do meio ambiente resolveram cancelar o evento. Paciência. Doutora é doutora. Nada decidido até 23:10 na porta do tal clube e corremos, ou melhor voamos, para Copacabana sem nos deixarmos abater. Chegamos no Posto 6 pouco antes de 23:45 e, em vez de Möet Chandon e Buffet Liberado, viramos o ano com Sidra (quase gelada), churrasquinho, pizza e milho cozido. Mas estávamos juntas e rindo de nós mesmas o tempo todo. A chuva chegou a uma da manhã. Refrescante, abençoada. Se para começar ter sorte no ano novo é necessário algum contratempo na virada, estamos com crédito até 2010.

Como meu tradicional otimismo está meio abalado ultimamente e a confusão da hora virada acabou cerceando um pouco o ritual de passagem que todos os anos me enche de alegria e disposição, venho agora não apenas desejar um Feliz e Maravilhoso 2006, mas pedir que cada um de nós façamos com que os próximos trezentos e tantos dias por vir sejam o melhores de nossas vidas. Um dia de cada vez. Cada dia em si só, por si só. Que façamos destes dias, dias intensos, produtivos, alegres, fraternos, solidários, plenos de tudo o que nos faz bem, família, amizade, amor, saúde, carinho, música, harmonia, perdão, mágica, sim, obrigada, até logo, “eu te amo” e tudo o mais que desejarmos sinceramente para nós mesmos, procurando sempre não esquecer de nada. É o que desejo para mim mesma e para cada um de vocês. Obrigada e até logo!

Feliz Natal 2006 ou post de Natal atrasado

Caramba. Desde 19 de dezembro... Tempo demais, né? Até para mim mesma. O fim de ano foi meio pesado aqui para a minha cabecinha paranóica e hoje o post vai ao estilo “meu querido diário”. Assim, reservo-me o direito de avisá-los de que coisa boa pode não sair daqui pra frente. Primeiro rolou uma pressão enorme: o que escrever, o que escrever, o que escrever... Rolou uma neura: tá todo mundo mandando tão bem nos posts finais de 2005. Rolou uma frustração: que vidinha desinteressante mais sem assunto essa minha.

O que eu quero mesmo é, antes de mais nada, agradecer cada mensagem de natal que conseguiu habilmente burlar as barreiras geográficas e encontrar meu único traço de sinal perdido em Guapimirim durante o feriado de Natal. Agradecer também aos cartõezinhos, emails e scraps que não pude retribuir individualmente pela total e irrestrita falta de tempo que me assolou nas duas semanas antes do Natal (ainda resisto aos recursos do meuorkut.com). Para ilustrar a gravidade da situação, foram mais de 30 horas extras em 3 semanas já descontando com um dia de folga (para conseguir testemunhar o casamento de um irmão querido e sua agora esposa maravilhosa). Durante este período, chegar em casa à noite neste período e permanacer no computador mais do que 15 minutos era simplesmente algo que eu não conseguiria enfrentar. Pesou também o fato de temer não conseguir responder à altura cada uma das mensagens lindas que recebi. Estava longe de conseguir escrever qualquer coisa além de “obrigada pelo carinho, feliz Natal para você também”. Não ficaria feliz fazendo assim. Sei que posso passar por displicente por não ter dedicado a atenção devida ao assunto. Digo isso por que eu mesma admiro demais quem sacrifica uma parte do seu tempo para se lembrar dos amigos e mandar(seja carta, email, scrap, sms ou mesmo telefonar) uma mensagem carinhosa. Mas o farei agora, paulatinamente (sempre lembro da Carlinha quando uso essa palavra) e com mais muito calma e com a merecida dedicação. Uma coisa eu posso garantir e adiantar: não deixei de me emocionar com cada mensagem e de pensar em cada um de vocês na noite de Natal.

O fim de semana de Natal foi especial. Estava com meus pais, claro, mas também com uma parte da família com os quais há muito tempo não compartilhávamos esse feriado. O lugar era lindo, acolhedor (mesmo sendo uma casa enorme) e o clima ajudou muito no sábado. Papo em dia, muita água, sueca, amigo-oculto ladrão e ceia com todas as guloseimas de praxe. Domingo, dia de Natal, a chuva fez com que eu não tivesse que enfrentar nenhuma outra tentação além da companhia de meus queridos e pudesse trabalhar (sim, sim, sim! Você não leu errado... trabalhei no domingo, 25 de dezembro) um pouco adiantando, ou melhor finalizando, duas apresentações que deveriam estar prontas na segunda.


Mesmo com esse pequeno “inconveniente” – nem sei se é a palavra, afinal eu precisava mesmo adiantar esses trabalhos – meu natal foi ótimo. Mais que ótimo, cercada de pessoas queridas num lugar quase mágico. Espero que o de vocês tenha sido também tão inspirador e revigorante.
Obrigada mais uma vez, à Deus, ao destino, à minha família pelo meu natal e a cada um de meus amigos e suas mensagens que deixarão de ficar sem resposta em breve. Eu não seria nada sem vocês.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2005

Não há combinação de palavras
Nem certas nem erradas
Elas fogem, escapam
Pelo canto da boca
Pelas pontas dos dedos
Pela tangente dos olhos
O dia é cheio e a alma parece vazia
O hoje passa tórrido, longe da dádiva, do presente que o presente deveria ser
O pensamento está nos números
Nos prazos
No amanhã
Na distância
O que eu preciso fazer?
O que estou fazendo?
Quando isso vai passar?
Quero calma
Quero colo
Quero controle do meu presente
Quero uma inspiração
Mas existe a inspiração
Mais presente que nunca

Mais intensa do que nunca
Crescendo a cada instante no presente e no futuro
Mas ela foge, some, esconde-se entre tantos problemas cotidianos, pequenos e mesquinhos

que travam minhas viagens e delírios e palavras
E, por acaso, vem outra inspiração

Com a Inspiração do passado
Que, com sua lembrança, traz uma alegria perene
Preenche o peito
Conforta a alma
Reforça os sonhos e a vontade de realizá-los
Porque ComInspiração temos vida
Temos poesia
Temos música
Temos a praça (“que é do povo como o céu é do condor”) e o teatro e a marquise
Temos o que quisermos por nos temos dentro de nossos corações
Além e ainda, hoje temos, cada um, outras inspirações
Mas memórias comuns que nos revitalizam, nos fortalecem e, principalmente,
Continuam a nos inspirar

E lá se vai mais um dia... Tudo é uma questão de manter: a mente quieta, a espinha ereta e o coração tranqüilo... Pega, esse meu ombro, rega, se adormecer eu sei que o sono passou a perna... Deixando a profundidade de lado, eu quero é ficar colado à pele dela noite e dia, fazendo tudo de novo e dizendo sim à paixão morando na filosofia... Vem que eu digo que estou morto pr’esse triste mundo antigo, que meu porto meu destino meu abrigo, são teu corpo amante amigo em minhas mãos... Tudo o que move é sagrado e remove as montanhas com todo cuidado meu amor... Se você vier até onde a gente chegar, numa praça na beira do mar, num pedaço de qualquer lugar... Talvez você prefira Léo e Bia, talvez eu não devesse nem tentar, mas se eu não fizesse quem faria essa canção pra poder te contar?

Meus queridos
ComInspiradores, é um prazer enorme tê-los de volta à minha vida!

quarta-feira, 7 de dezembro de 2005

Aí eu me pergunto

Saí da sala de cinema ao terminar o Cálice de Fogo já pensando não só como será a versão cinematográfica da Ordem da Fênix mas também já nas Crônicas de Narnia. É mole? E desde então passei a me perguntar qual seria o porquê dessa minha fascinação pelo mundo fantástico. Basta olhar no perfil aí do lado e você saberá exatamente a que me refiro ao conferir a minha lista de preferidos, sejam os livros ou os filmes. São muitas histórias que falam de magia, mitologia, batalhas medievais, outros mundos.

O que isso tudo quer dizer? Que vivo fugindo da realidade? Que sonho demais? Que tive uma infância altamente influenciada pela imaginação, ou o contrário, que não tive infância? É... Definitivamente não sou boa em auto-análise. Sei não, mas acho que não é nada disso (não consigo sequer participar de promoções do tipo “responda que mágica você faria em si mesmo e por quê?”). Acho que o que o me impressiona de verdade é a tal da imaginação. O poder da imaginação pura e aplicada. É admirar a capacidade criativa das mentes por trás das idéias. Fico horas pensando de onde saem as inspirações para nomes e cenários e magias e tramas e sabe-se lá mais o quê. Acho que por isso gostei tanto de Em Busca da Terra do Nunca, que mostrou as conexões entre o cotidiano de um homem e a grande obra que ele criou a partir de gestos e atitudes basicamente banais. Talvez porque me considere a menos criativa das criaturas, sei lá. Invejinha, quem sabe?

Se esse monte de imaginação e fantasia é uma coisa boa ou ruim? Também não sei. Alguns vão dizer que se trata de mais uma forma de fazer o povo não pensar ou coisas “verdadeiramente” importantes. Outros vão dizer que o mundo precisa é de mais gente com fantasia e imaginação na cabeça e no coração. Eu prefiro me juntar a estes, em busca de autores e cineastas que nasceram com uma farta porção Atreiú dentro de si, dispostos a defender a Imperatriz Criança e o reino de Fantasia da ameaça do Nada. Let the magic begin!

Finalmente Harry

Demorei mas acho que já dá pra falar do Cálice de Fogo sem a empolgação inicial que, muito provavelmente, me faria ser odiada por todos aqueles que ainda não viram o filme ou pior, não leram o livro. Basta dizer uma coisa: duas vezes. Fui ao cinema duas vezes pra assistir à minha aventura preferida do bruxinho. O livro é grande mas é intenso, muita coisa acontecendo ao mesmo tempo, muitas conexões se revelando, mocinhos e vilões novos surgindo. O filme é acelerado, dinâmico, envolvente. Não consigo nem dizer se quem não leu os livros ficou perdido, como alguns releases divulgaram... O filme leva em conta a trama principal, o Torneio Tribruxo e o encontro tão esperado entre Harry e, errrr, Você-sabe-quem. O restante foi cortado sem dó nem piedade. Como esse é meu capítulo preferido da saga, senti falta de quase tudo (exceto da chatice do F.A.L.E.) e achava que deveria haver uma versão super-mega-hiper estendida em DVD o quanto antes. Mas acho que vou ficar na vontade... Bom, justiça seja feita e tenho que dar a mão à palmatória: nunca mais falo mal do Ralph Fiennes. Simplesmente fantástico. Agora é começar mais uma contagem regressiva e, enquanto isso, que venham As Crônicas de Narnia.

quarta-feira, 30 de novembro de 2005

É.... dezembro....

As coisas estão tão deprimentes ultimamente que é difícil achar um assunto divertido ou alegre para escrever. O que fazer? Rodopiar, oras! “Navegar é preciso”, principalmente nessas horas de pouca inspiração. E bastam alguns cliques na blogsfera web afora (ou seria adentro?) e percebe-se já o clima de fim de ano no ar. Tem de tudo. Os que estão montando espécies de prestações de contas de 2005, os que preparam as listas de promessas para 2006, os que confessam seus traumas sobre ceias de Natal, fantasias de Papai-Noel, brigas de família, amigo-ocultos (ou amigo-secretos, pura questão geográfica) e reveillons, os que se revoltam com o consumismo inerente à estação, e os que exaltam a veia saudosista quase que desejando voltar à infância onde tudo era mais fácil (e era divertido tirar onda com as crianças menores desmistificando o Bom Velhinho).

O fato é que o dezembro chegou. Não sei bem se devo dizer “finalmente!” ou “já?!?!?”, afinal o passar do tempo é uma dimensão totalmente incompreendida por mim. O fato é que as luzinhas já se espalharam e se multiplicaram pela cidade. Listas de presentes (dentro dos minguados orçamentos pessoais disponíveis) já começam a ser rascunhadas. Sorteios de Amigo-Oculto já aconteceram e o calendário de encontros de fim de ano começa a se estabelecer (aliás, por favor se pronunciem: galera da RI2001 e as meninas do CSM!). Mas o fato que mais me impressiona – à despeito dos noticiários policiais, os quais neste post vou tomar a liberdade de ignorar – é que o comportamento das pessoas muda. Definitivamente.

Não vou entrar no mérito da questão do irritante comportamento recorrente que temos de querer mudar e sempre adiar, ou mesmo nunca iniciar a mudança (não que eu seja assim, né?). Apenas quero aproveitar esse momento. Curtir minha família. Paparicar meus sobrinhos. Encontrar meus amigos, meus amores. Rir muito dos micos e saias-justas que sempre rolam nessa época. Quero sugar a positividade que circula por aí para me inspirar e me abastecer de bom humor, energia, disposição. Será que tem algo errado nisso? E no meu otimismo, espero não ser a única.