domingo, 28 de maio de 2006

Meu querido diário

Este foi um fim de semana repleto de sentimentos contraditórios. No trabalho rolou um baixo astral fenomenal. O presidente da empresa morreu na sexta-feira, vitimado pelo naufrágio do barco pesqueiro de um amigo. Receber uma notícia uma notícia assim no meio da tarde foi um tanto sufocante. Eu tinha acabado de fazer uma pequena apresentação sobre os impactos que os muitos investimentos da empresa em sua expansão no Brasil trariam para o nosso departamento. Estava tranqüila, feliz até. No intervalo, menos de vinte minutos depois, fui à minha mesa pegar um comprimido e notei o comportamento estranho dos corredores. Como estávamos trancados na sala de reuniões, não perceberíamos nada. Voltei tremendo e falei com meu diretor que havia acabado de saber da notícia. Claro que o clima mudou completamente. É uma sensação estranha. Muito estranha. Sentir pela morte de alguém tão distante e ao mesmo tempo tão perto. Ainda não sei o impacto que este acontecimento terá em nossas vidas. lamento pelo empresário que conheci e pelo homem do qual ouvi falar. E a vida segue.

Na noite de sexta, ela seguiu literalmente para o cinema. Não queria vir pra casa sozinha e, como não havia fila para ver X-Men – O Confronto Final e eu estava ansiosa por isso, em segundos cheguei à conclusão de que era uma ótima opção. A palavra de ordem do filme é exagero. E preciso deixar claro que não vejo isso como uma coisa ruim. “Exagero” ficou em minha cabeça por tudo é muito intenso. Os poderes estão mais fortes, as relações estão mais acirradas, os mutantes são mais numerosos, os efeitos especiais são mais “mais”, entendem? É isso: tudo é “mais”. Fantástico. Jackman é o cara e cada vez gosto mais dele. Sir Ian McKellen, para variar, magistral (lembrando que essa foi a segunda dose do Cavalheiro na telona em uma semana). Só tenho minhas dúvidas se os roteiristas não distorceram um pouco demais a estória. Não sou mestre dos quadrinhos, mas não parece que a condução dos destinos tenha sido fiel aos originais da Marvel. De qualquer forma o nome dela estava lá nos créditos iniciais e finais, o que me leva a crer que, se houve algum desvio, ele foi aceito pela empresa. Conclusão: gostei, mas isso não é novidade... (deslumbrada, lembram?)

Ontem foi dia de rever Harry Potter e o Cálice de Fogo em DVD. Filme e extras, claro, tudo de uma vez. Como já falei do filme aqui antes, deixo agora apenas minhas impressões sobre os extras.
Ponto baixo: cenas excluídas. Esperava muito mais delas uma vez que muita coisa ficou fora do filme. Só posso concluir que muita coisa ficou fora do roteiro desde o início.
Ponto alto: making-of da cena do retorno de Lord Voldermort. Ralph Fiennes, mesmo sem a ajuda da maquiagem e dos efeitos especiais, estava realmente assustador!

Hoje de manhã foi dia de Encontro dos Ex-alunos do Colégio Santa Maria onde estudei do Jardim à oitava série. Acordei mais tarde do que deveria e, quando cheguei, a missa já havia acabado. Mas é sempre uma benção poder voltar àquele lugar. Este é o terceiro encontro que ao qual compareço e foi especial porque revisitei cada cantinho com homens e mulheres que estavam comigo por lá há mais de... Melhor isso pra lá! O mais legal foi ver a constante evolução daquela instituição. É impressionante. Saudade, confraternização e muita admiração para encerrar o fim de semana.

Observações:
- O post anterior está completamente no-sense... Mas não vou mexer nele não. Acho que ele reflete exatamente o que foi aquela noite. Fazer o quê?
- Pra quem gosta de Ciência Política, vale uma visita ao sempre excelente Os Conspiradores. CP no cotidiano. Excelente, excelente!

quinta-feira, 25 de maio de 2006

Ahn?

Era pra ter encontrado amigos, mas não tava no clima. Beleza, ninguém tem nada a ver com isso.
Vim pra casa. Tudo bem.
Rory já fez companhia pro do Logan e se desculpou enquanto a mãe dela paparicava a enteeda que não sabe que ela existe.

Era pra ter encontrado amigos, mas não tava no clima. Beleza, ninguém tem nada a ver com isso.
Vim pra casa. Tudo bem.
Rory já fez companhia pro do Logan e se desculpou enquanto a mãe dela paparicava a enteeda que não sabe que ela existe.
Tudo bem.

Passou um tempo e me lembrei que o Pratt foi pro Sudão para aprender a se relacionar, mas ele se dá conta de que não dá pra salvar todo mundo. Me pergunto: como ele pode se aprender a se relacionar se ele não tem como salvar a todos porque não um médico no Sudão – segundo a estória contada pelo seriado – tem que optar pelos pacientes que têm alguma chance.
Quando o médico sudanês volta pro campo de refugiados são e salvo e o episódio termina eu mudo de canal e me deparo com a cena super-hiper-megar tennage da Padmé com Anakin nos campos floridos em meio ao exílio da Senadora. Eca! Caí na pior cena de todos os seis episódios.
Zuzo bem. Devo tá vendo muita TV. Ou estou bêbada.
Minha mãe sempre disse preu estudar...

tu tu tu tu (não faço idéia desse período de tempo - acho que li emails)
Tudo bem.
Pratt tá no Sudão para aprender a se relacionar, mas se dá conta de que não dá pra salvar todo mundo. Me pergunto: como ele pode se aprender a se relacionar se ele não tem como salvar a todos porque não um médico no Sudão – segundo a estória contada pelo seriado – tem que optar pelos pacientes que têm alguma chance.
Quando o médico sudanês volta pro campo de refugiados são e salvo e o episódio termina eu mudo de canal e me deparo com a cena super-hiper-megar tennage da Padmé com Anakin nos campos floridos em meio ao exílio da Senadora. Eca! Caí na pior cena de todos os seis episódios.
Zuzo bem. Devo tá vendo muita TV. Ou estou bêbada.
Minha mãe sempre disse preu estudar...

quarta-feira, 24 de maio de 2006

Orkut
Não me importo que bisbilhotem meu perfil. Também não me importo que saibam que olhei perfis alheios. O "bisbilhotar" é muito relativo. Se para colocar um recado, para procurar alguém ou apenas conferir se alguém é quem você pensa, é preciso "futucar" alguns perfis, então, deve-se concluir que meu nome irá aparecer bastante por aí... O que me impressiona é a quantidade de perfis criados especificamente para "bisbilhotice". O fulano ou fulana se dá ao trabalho de criar um perfil apenas para não ser identificado. E ainda coloca mensagens do tipo "se quer privacidade, saia do Orkut". Uau! Imaginem a personalidade dessa pessoa fascinante! Pena que estamos impossibilitados de conhecer tão impressionantes criaturas, cheias de lições a passar, principalmente sobre respeito aos outros, ética, transparência e honestidade.
Ainda sobre o Orkut, os spams diminuíram, é verdade, mas os peixinhos, calhambeques, flores, corações e não sei mais o quê coloridinho, ainda perduram. E agora é a vez dos virus que vitimam aqueles que queriam apenas colorir as páginas dos amigos. Eu deleto as mensagenzinhas coloridas mas, sim, acredito na ingenuidade humana e assim, acredito que seja a ingenuidade que leva meus amigos a colocarem suas senhas em sites que oferecem mensagens bonitinhas em massa dando-as de bandeja para hackers experimentais. Lamento porque muita gente boa acaba chutando o balde e saindo do site. E é pena que o download de contatos não funciona há algum tempo. Vou acabar perdendo novamente o contato com alguns...

Feminismo?
As francesas querem o fim da palavra "Mademoiselle". Dizem que é um rótulo inútil e ultrapassado que nada mais faz do que expor a cidadã francesa. Argumentam que ninguém precisa saber se a Madame é senhora ou senhorita para respeitá-la. Alegam que Senhoritas balzaquianas são contrangida por interlocutores que perojatizam (se é que existe esse verbo) o pronome de tratamento, como se pensassem "Senhorita? Sei! Encalhada, isso sim!" por trás de um risinho cínico e quase imperceptível. Bom, não discordo que, em pleno século XXI, distinguir senhora de senhorita não tem a menor utilidade. Também concordo que ser solteira ou casada não diz nada sobre a condição familiar de uma mulher que pode ser solteira, mas ao mesmo tempo ser uma mãe experiente. Mas me impressiona que o tema precise de uma mobilização nacional tal como está acontecendo na terra de Joana D'Arc. Uma deputada não conseguiria resolver o problema no legislativo, simplesmente, ou será que perdi algum capítulo desta história? Se a moda pega, as brasileiras daqui a pouco vão querer o mesmo, fazendo abaixo-assinado, enchendo nossas caixas de email e indo às ruas com faixas e palavras de ordem, esquecendo-se de que existem outras coisas mais urgentes para pleitear... Ou não, de repente me surpreendo (de novo eu e a minha fé nas pessoas)!

Da Vinci
Vi o filme e gostei. Para quem não leu o livro, o filme deve ser infinitamente melhor. No filme, alguns personagens ficam meio soltos no contexto e Sophie não demonstra nem um terço da inteligência do livro, deixando Langdon resolver tudo sozinho. Não compromete a narrativa, mas a empobrece um pouco. Os recursos visuais fazem com que a polêmica sobre a divindade de Cristo fique mais fortalecida. Choca mais. Com certeza vai ter muito mais gente rezando pela bíblia de Brown depois do filme. Ou não.

terça-feira, 16 de maio de 2006

Em Letra e Música

O meu recém passado inferno astral impediu-me de registrar o oba-oba em torno do novo trabalho de Chico Buarque. Copiando (e toscamente traduzindo) a Nica, homenageio o ídolo...

Descreva-se usando uma banda/um(a) artista e títulos de suas músicas. Escolha uma banda/um(a) artista e responda somente com tílulos de músicas do seu escolhido.

Meu artista é Chico Buarque

Você é homem ou mulher: Morena dos Olhos d’Água
Descreva-se: Gente Humilde
Como as pessoas sentem-se sobre você:
Estamos Aí
Como você se sente sobre você: Essa Moça Tá Diferente
Descreva seu(sua) ex-namorado(a):
Desencanto
Descreva seu(sua) (futuro) namorado(a):
O Meu Amor
Descreva onde você queria estar:
Doze Anos
Descreva o que você queria ser: Dura na Queda

Descreva como você vive:
Alô, Liberdade
Descreva como você ama:
Eu te amo
Compartilhe algumas palavras de sabedoria:
Vence na Vida Quem Diz Sim

Ok, rolou uma forçaçãozinha de barra, mas eu gostei! Ô!

Vim, Vinci e Venci

A aproximação do Festival de Cannes e a estréia mundial de O Código Da Vinci estão mexendo com os ânimos mundo afora. Manifestantes religiosos – principalmente os católicos – mostram-se mais indignados do que nunca com o filme e protestos pipocam por toda parte. Acho tudo isso muito curioso. É claro que os católicos devem sentir-se mais ofendidos e atingidos pelas teorias lançadas por Dan Brown, mas estas teorias interfeririam também na brio de outros fiéis não católicos e, pelo menos eu não tenho visto nenhum deles manifestar-se sobre o assunto (se alguém tiver visto algo, me fale, agradeceria muito!). Digo isso porque alguns protestantes autodenominam-se cristãos, apoderaram-se do termo e isso me incomoda muito, mas não vem ao caso aqui. Logo, eu pergunto, porque estes não se ofenderam nem com o livro nem com a iniciativa de produzí-lo no cinema, onde ele certamente vai atingir um público maior do que pela via literária? Juro que não entendi. Quer dizer que um autor pode falar o que quiser de Jesus Cristo ou dos Evangelhos contanto que fale mais mal da Igreja Católica, é isso? Não quero arrumar briga com ninguém, apenas entender, ok?

Eu devorei os dois romances religiosos de Brown (li em seqüência o Código Da Vinci, Anjos e Demônios e Fortaleza Digital, longe de gostar deste último). Até escrevi a respeito aqui. Particularmente eu acho que ele foi muito mais feliz abordando o tema dos mistérios da simbologia renascentista e o catolicismo do que com a criptografia. Para mim isso nada mais é do que um sinal de que as defesas de suas teorias, alardeadas pelo próprio em entrevistas sobre os seus livros, não passam de puro marketing. E nisso ele foi infinitamente mais bem sucedido do que na condução dos enredos dos livros em si. Eu prefiro continuar tratando fé separadamente de religiosidade. Em minha biblioteca, as obras em questão continuam classificadas como romances e ainda acho divertido seguir os passos de Langdon em suas aventuras pelo espaço e pelo tempo. Simples assim.

O que é interessante nisso tudo é que muita gente passou a acreditar na verdade dos romances. Outros tantos chegaram a perder um tantinho de fé ou fidelidade para com a Igreja Católica. Debates ferrenhos promovidos por especialistas instantâneos em doutrina religiosa se multiplicaram como refrão de música baiana em época de carnaval. Em compensação a Igreja mostrou que não está morta e colocou na rua muita gente que não saiu de casa para protestar contra a fome ou reivindicar igualdade social, igualdade entre os povos ou seus direitos civis. Desde abril, além das manifestações propriamente ditas, temos visto de tudo: a Igreja chamando o mundo de ignorante (“a ignorância aumenta a popularidade d’O Código’”), deputados que resolveram ir trabalhar para impedir a veiculação do filme (acreditem se quiser, o orçamento da União só foi aprovado mês passado, mas a exibição de um filme é uma pauta urgentíssima que vai mexer profundamente com o futuro da sociedade brasileira), contra-ataques com revelações bombásticas sobre os segredos da Opus Dei, notas sobre lançamentos de inúmeros livros afins e sabe-se lá mais o quê.

Acho que o grande mérito dessa celeuma toda seria se ela ajudasse na recuperação do nosso senso crítico, reavivasse nossa capacidade de ler algo e refletir sobre o que está sendo dito, de questionar, mesmo as verdades absolutas herdadas de outras gerações, de outros séculos. Que exercitássemos a busca por alternativas e deixássemos de ser vaquinhas de presépio de políticos, empresários e até do traficante da esquina. Não tem jeito: sempre acabo na utopia... argh!

Para encerrar, destaque para um dos lançamentos-carona: O Código Aleijadinho (Muller, Leandro. Editora Espaço e Tempo) será lançado ainda em maio e o melhor, o livro tem um trailer!!! Taí:

segunda-feira, 15 de maio de 2006

Agora é oficial!

Outono que nada: já troquei a colcha pelo edredon! brrrrrrrrr

São Paulo

É lamentável ver o que o excesso de vaidades faz com a nossa vida. O pânico se alastra pelas ruas e só vemos pronunciamentos vazios e irresponsáveis. Quando vai acabar, não sei. Espero que rápido, muito rápido. Boatos!?!? Medo infundado?!?! A família brasileira não merece isso, ter que que correr no meio do dia para buscar os filhos na escola que vai fechar, sair correndo à procura de ônibus para voltar para casa torcendo para aquele ônibus não estar na lista dos bandidos agitadores, mudar de caminho porque a agência bancária foi incendiada, ter que pensar em quem ainda falta dar notícias para ter certeza de que seus queridos estão todos bem. Bem? Quem é que está "bem" com isso tudo? O pior é saber, mesmo que doa reconhecer, que tem muita gente que consegue dormir...

Uma semana to remember!

Foi uma semana e tanto. Às vésperas das férias, o trabalho segue mais que corrido. Estamos numa fase interessante com vários projetos saindo do papel e isso faz com que eu me sinta menos burocrata e mais atuante naquela coisa toda acontecendo em algum lugar entre a Europa e o Rio de Janeiro. A meta básica é manter-me organizada, já pensando no meu substituto e, ao mesmo manter o ritmo do fluxo de informações que não pode parar nunca. Foi assim que, em meio à aprovação de provisão de caixa para os despachantes, ao desespero causado pela greve nas alfândegas e à necessidade de enviar alguns e-mails antes do encerramento do expediente na França (cinco horas à nossa frente), que recebi uma ligação não identificada no celular.

Aqui cabe um enorme parênteses: meses atrás, num dos almoços de domingo na casa dos meus pais, conversávamos sobre o programa O Aprendiz. Minha irmã repetia que não entendia porque eu não me inscrevia e tinha certeza de que eu me sairia bem e estas coisas. Lembro que respondi que é difícil para alguém empregado (respondi por mim e achava que respondia pela maioria dos assalariados de meu nível hierárquico que não é lá grande coisa) sair do emprego fixo, mesmo que licenciado, para uma aventura televisiva onde um erro de julgamento em cadeia nacional pode comprometer toda a sua vida profissional. Alguém disposto a mostrar-se neste tipo programa deve ter um perfil altamente empreendedor. Só assim ele vai saber tirar proveito do resultado de sua participação do programa, por mais “vilão” que ele tenha sido no enredo do reality show. E assim voltei para casa no fim da tarde só que, antes de tocar minha vidinha de domingo à noite, resolvi bisbilhotar o site da emissora e os critérios de seleção. Foi assim que eu me inscrevi. Sério. Preenchi todas as páginas do currículo virtual. Defendi ferrenhamente minha inscrição quando questionada “Por que você deve participar do programa?” com argumentos para lá de elaborados e fiquei horas procurando uma foto de corpo inteiro, sozinha, que não me eliminasse de primeira. Depois do clique em [Submeter] me vi meio que prostrada diante do monitor pensando: “você é mesmo retardada!”. Bom, assim seguiu minha vidinha. Um dia me lembrei disso, acho que foi quando começou a transmissão da versão americana. Me dei conta que a Rede Record não me mandou uma mensagenzinha sequer, nem confirmando a inscrição (pôxa, demorou o maior tempo para fazer!) nem para dizer algo do tipo “Agradecemos sua participação mas você não serve”. Fecha parênteses.

Ao atender a ligação, uma moça se identificou como selecionadora da Rede Record. Confirmou meu nome completo e perguntou se eu havia me inscrito no site da emissora. Não entendi nada. Custei a ligar o nome à pessoa, sabe, como é? Ela repetiu pacientemente: “a senhora se inscreveu para o programa O Aprendiz com Roberto Justus?”. Só então caiu a ficha: “Aaaaah, sim, claro. Mas faz tempo!”. Ela riu e me informou que eu havia sido aprovada para a segunda fase da seleção e que eu deveria comparecer a uma dinâmica de grupo. Eu estava meio zonza. Os números pulando na minha frente, papéis espalhados na mesa sob a longa lista de tarefas do dia e uma mulher ao telefone me chamando para uma dinâmica de grupo de um programa de televisão?! Repeti o que ela havia me dito para checar se eu havia entendido direito e ela confirmou tudinho. Lembro que soltei um risinho nervoso e lhe disse compareceria à dinâmica. Aí tudo aconteceu muito rápido: a dinâmica aconteceria no sábado (dia treze, anteontem), seria em São Paulo e as despesas por conta do candidato. Até aí nada demais, é mole ir para São Paulo. Mas na primeira dinâmica chamar todo mundo assim para São Paulo? Pôxa, até o Ídolos faz audiências locais antes de levar todo mundo para Sampa!? E mais, um único dia, sem opções... Foi-se minha pré-candidatura à Aprendiz do Justus. Neste sábado eu tinha um compromisso pessoal inadiável e, a menos que houvesse um outro dia, eu lamentavelmente não poderia comparecer. Minha interlocutora gentilmente agradeceu minha participação e desligou o telefone. Mais uma vez fiquei estatelada olhando pro monitor cheio de e-mails vermelhinhos para ler e tratar e eu ali, catatônica, concluindo que, em menos de cinco minutos, eu havia perdido meus prováveis futuros quinze minutos de fama.

Apenas esse episódio já bastaria, mas a semana do meu aniversário ainda não havia terminado. Alguns encontros, chops e uma crise de bronquite preencheram os dias até a sexta-feira. Fui para a casa das outras Simas para comemorar os três aniversários de maio na família e, claro, contar o episódio quase televisivo para um monte de gente que nunca havia ouvido falar do programa. Acho que minha torcida ficaria seriamente prejudicada...

Sábado, foi o dia escolhido para a comemoração do meu aniversário (este era meu compromisso inadiável, oras! eu não falei mas, com minha ficha na mão, a equipe do Sr. Justus deve ter percebido). Quadra da Estação Primeira, durante o Encontro da Família Mangueirense com um total de 26 convidados (uau! quase bati o recorde do Lorde Jim de 2003). Seis horas e meia de samba (e de dividir os holofotes com a Bel da Malhação) juntei meus presentes (é! ganhei presentes!!!!), pedi arrego e voltei para casa. Meus dois tesourinhos (sempre no diminutivo, mas está ficando cada vez mais difícil chamar minha sobrinha de “inha”) vieram comigo para voltar apenas no dia seguinte para a casa da avó – minha mamãe – e almoçarmos todos juntos pelo Dia das Mães (no clima de reality show: Manhê, u-huuu! te amo!!!). No domingo, este sim, meu aniversário de verdade, alguns telefonemas bem que tentaram me despertar mais cedo, mas é claro que nos atrasamos um bocado para sair de casa. Mas tudo era lindo, todos estávamos felizes e ainda ganhei dos meus sobrinhos um presente inteiramente inusitado e totalmente surpreendente: eles encontraram meu caderno de mensagens de 1986, com os recadinhos de meus colegas de turma (testimonials, ou melhor, depoimentos da era pré-orkut). Fiquei lembrando de como, no mês passado, eu fiquei folheando o caderno da Maria Rita e me repreendendo repetidamente por não ser tão cuidadosa com as minhas coisas pois eu não fazia idéia de onde poderiam ter ido parar os inhas recordações do colégio (camisetas assinadas, cadernos de mensagens, de perguntas e respostas, sei lá... Acabei ganhando um deles de volta! Não preciso nem dizer como fiquei: boba, boba, boba! Acabei voltando para casa já de noite (coisa muito rara de acontecer) quando ainda ganhei mais um presente (que estava escondido em meu armário! vocês acreditam nisso?) para encerrar com chave de ouro as celebrações dessa semana ímpar.

Nota: Obrigada a todos pela presença, pelas mensagens, scraps, e-mails, SMS, ligações e recados de todas as fontes. Não tenho palavras para agradecer ao carinho de vocês. Um beijo enorme, do fundo do coração!

domingo, 14 de maio de 2006

Aniversário


O perfil aqui do lado já está devidamente atualizado. Acho que com isso encerra-se mais um período fatídico conhecido como "inferno astral". Assim, podem aguardar atualizações mais freqüentes e mais interessantes em breve! Tô com saudades do meu cantinho virtual.
Até!

terça-feira, 11 de abril de 2006

Não sei que título dar...

O dia começou irritado. No caminho do escritório a conversa do pessoal da van era sobre violência. Uma menina de 11 anos havia sido assaltada na lanchonete ao lado da escola. Dois pivetes armados levaram suas coisas e ainda fizeram que ela pagasse o lanche deles (?!). Segundo a horrorizada que contava o caso, os pivetes não têm “pinta” de pivetes e são amigos de alunos do colégio que dão as dicas sobre quem tem ou anda com mais dinheiro, celular legal, iPod, etc. Bom, no dia seguinte, a assaltada pediu para ficar em casa, afinal tinha ficado traumatizada e a família deixou. A coitada foi se distrair na internet e descobriu que no seu Orkut havia scraps “anônimos” ameaçadores sobre “melhor não comentar” e coisas do tipo. Scraps anônimos?!?! Não que eu esteja banalizando o episódio, mas a conversa era totalmente no sense. Cheia de “Ohs!” e “Ais...” e “Minha Nossa!”. A estória do assalto em si encerrou-se com o pai da vítima indo ao colégio, com dois leões de chácara, quer dizer, dois seguranças da estatal onde o dito cidadão trabalhava, e ameaçando acertar as contas com cada um dos alunos olheiros caso a filha volte a ser incomodada. Mas nem esse desfecho patético encerrou o assunto. Falou-se sobre corrupção, delinqüência juvenil, falta de polícia na Tijuca, controle de natalidade (nessa hora todos riram por que o tal “controle de natalidade” não funcionou para o irmão de uma delas que, com 35 anos e separado da mulher, engravidou uma moça numa noitada na semana seguinte!!!). Quase vomitei. “Eu não saio mais de casa. Conheço todos os ‘deliveries’ da cidade!”, disse uma outra com orgulho. “É assim mesmo, minha filha... Somos reféns em nossas próprias casas!” Aaaaargh! Santa Paranóia, Batman! É muita auto-piedade pro meu gosto. Eu nunca torci tanto para que o Alto da Boa vista acabasse tão rápido. Normalmente abstraio tais situações. Ouço a música do rádio, confiro as árvores do caminho, procuro as borboletas azuis da descida do Alto, até tento pensar no que tenho fazer durante o dia. Mas aquelas vozes esganiçadas, de um horror tão dramático quanto às mais tradicionais tramas mexicanas, me incomodaram de tal forma que eu não conseguia me concentrar em nada. Acho que o assalto em si foi o que menos me chocou afinal, há anos estudantes têm seus tênis e mochilas roubados no caminho da escola e nós, classe média hipócrita, insistimos em dar aos assaltantes chamarizes cada vez mais charmosos. Acho que estou cri-cri mesmo. Vocês viram no fantástico os pais que acharam lindos os fotologs semi-eróticos das filhas adolescentes? Não é fofo?

Mudando (sem deixar de ser cri-cri):
Dois dos três advogados de “Suzane von Hitchcock” eram membros do Tribunal de Ética da OAB-SP. Considerando o atual cenário do Judiciário brasileiro com a personalização da Ética no respectivo ministério, já vimos como isso vai acabar, não?
Apenas para referência:
Ética (do Lat. ethica . Gr. Ethiké) s. f., ciência da moral; moral; Filos., disciplina filosófica que tem por objeto de estudo os julgamentos de valor na medida em que estes se relacionam com a distinção entre o bem e o mal.

Ah bom! Achei que era outra coisa...

PS: Não estou cri-cri por estar mal humorada. Tenho estado super bem estes dias, mas esse papinho de hoje... realmente... deixa pra lá....

domingo, 9 de abril de 2006

19 anos

Queria agora saber escrever
Ter o dom da prosa, da poesia, da crônica, da palavra em qualquer essência
Da rima ou da métrica ou da melodia
Estar à altura de todo sentimento que me assola
Queria conseguir escrever tudo o que sinto
Colocar nesta folha de papel
Mas não rabiscar
Tinha que ser belo
Tinha que ser emocionante
Ter o romantismo e a simplicidade e a alegria e a erudição e a emoção e o não precisar escrever porque simplesmente não é preciso

Queria lembrar quando começou
Queria lembrar como começou
Queria parar o tempo
Queria voltar o tempo
Mas quero mesmo é avançar o tempo
E abraçar novamente
E ver e rever todos os rostos
Cada olhar arregalado
Cada surpresa
Cada sorriso aberto
E não saber para onde olhar
E não saber para quem olhar
E querer saber tudo de todo mundo
E sentir tudo de novo
E lembrar que há dezenove anos eu sentia tudo isso sem perceber o quanto era grande e intenso e precioso

Queria que o mundo refletisse essa alegria
Queria transpirar essa inspiração
E mostrar ao mundo que não precisa muito para ser feliz
Basta um aconchego
Basta uma lembrança
Basta uma esperança
Basta um coração cheio de amigos
Amigos como vocês, que compartilham comigo cada aconchego, cada lembrança, cada esperança...

segunda-feira, 27 de março de 2006

É que...

É difícil recomeçar depois de tanto tempo longe do blog. Estou longe de estar à altura dOs Bons Companheiros listados aqui ao lado. Minha rotina não tem me animado muito. O trabalho tem feito com que eu não queira ficar mais tanto tempo à frente de um monitor nos horários livres. O que tenho feito nesse período?
Tenho visto e re-visto muitos filmes.
Tenho lido capítulos aleatórios de vários livros.

Tenho fugido sistematicamente de todos os noticiários seja qual for a mídia.
Tenho escrito poeminhas bobos.
Tenho conversado muito com novos e velhos amigos.
Tenho refletido muito.
Tenho me preocupado bastante.
Tenho falado demais.
Tenho tocado violão no chão da sala.


Além disso, 2 destaques:

I - Bodas de Ouro da Tia Dirce e do Tio Oscar.

Por si só, um evento intitulado “Bodas de Ouro” não precisa de destaque dado que persistência não tem sido a palavra de ordem dos casais nos últimos tempo. Insisto na “redundância” deste destaque porque é mais que uma honra poder compartilhar um momento tão especial, uma homenagem tão linda. Foi uma festa onde os sorrisos mais bonitos estavam nas faces dos anfitriões. Amo meus tios com todo meu coração. Cada encontro com eles é uma lição, de receptividade, alegria, reflexão, solidariedade e amor. Que Deus os mantenha assim e nos permita conviver com sua presença iluminadas por muito tempo ainda!

II - Mais um encontro com minha turma do Santa Maria.
Aconteceu no dia 18. Foram mais de 7 horas relembrando 10 anos no colégio. Também não é preciso destacar que foram horas maravilhosas e super divertidas. Nem dizer que o saudosismo bateu e ficou. Tão pouco que muita gente fez falta, mas que mesmo assim valeu cada minuto. Vale acrescentar que falamos de ontem, hoje e especulamos o amanhã. Conversamos sério, falamos besteiras, rimos de nós mesmos. Como um comentário que já rolou na comunidade formada logo em seguida ao encontro: “reencontros são viciantes”. Sou viciada. E não faço a menor questão de me desintoxicar!

quarta-feira, 1 de março de 2006

Eu não teria feito melhor

Como encararia no mínimo oito horas de viagem num trajeto que normalmente leva seis, programei o pequeno porém guerreiro MP3 Player para tocar no modo aleatorius operandis e olhem só a seqüência que ele tocou:

1) Everlasting Love - Jamie Cullum
2) I don't wanna miss a thing - Aerosmith
3) In the End - Linking Park
4) I don't wanna talk about it - Rod Stewart
5) I will survive - Cake


Para mim, foi uma mistureba de estilos danada mas que, no final, soou como um ciclo completo... Como diz o título, nem que eu quisesse, teria feito seqüência melhor!

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2006

Vai ter muita gente pagando promessa...

Sabe quando dizíamos: "nem pensar! só quando a galinha criar dentes!!"? Pois é... Ela criou!!!

No dia em que galinha criar dente? Esse dia chegou

Agências Internacionais - Ela já teve, naturalmente. E voltou a ter, graças a uma pesquisa britânica. Cientistas da Universidade de Manchester manipularam genes de galinha para criar uma variação dentada.
A pesquisa foi possível depois que o bico de uma galinha mutante, morta há cerca de cinco décadas, foi reexaminado, e dentes foram encontrados. A formação deles é similiar à dos dentes dos crocodilos.
- O que descobrimos foram dentes similares àqueles dos crocodilos. Não por acaso, porque as aves são os parentes vivos mais próximos do réptil - disse Mark Ferguson, cientista da universidade.
Os pesquisadores queriam saber se a memória genética da ave - remontando há 80 milhões de anos, quando aves tinham dentes - poderia ser despertada. Então induziram o crescimento em galinhas normais.
Donde que há esperança de que o crescimento de novos dentes poderá vir a ser induzido em seres humanos que os perderam.
A pesquisa foi publicada no periódico "Current Biology".

[Fonte - O Globo : 23/02/2006 - Ciência e Vida]

Agora só falta a vaca tussir.... Tô ferrada...

Adoro Vocês

Sério mesmo! Mas queria que vocês entendessem uma coisa: o fato de eu reconhcer uma fraqueza, na minha ex-míope visão, é um avanço fenomemnal. Reconhecer publicamente tais sentimentos, necessidades, frustrações, para mim é muito mais do que falar simplesmente. É um passo gigantesco rumo à ação, quiçà uma ação propriamente dita. É o reconhecimento do problema (segundo os teóricos, o primeiro passo para a sua resolução). Estou errada? Tal publicação significa que quero fazer mais por mim mesma. É uma forma de me provocar. De me colocar em ação. Acredito em mim - nunca duvidem disso. Sei de tudo o que sou capaz e, por isso mesmo, só eu sei o que eu realizo de fato, frente ao que eu tenho capacidade de fazer. Por isso eu lhes reafirmo: posso fazer muito mais. Quero fazer muito mais. Não quero viver pensando que tenho sorte simplesmente. Sempre acreditei que sorte é o resultado de uma combinação de fatores, entre eles, tempo e oportunidade. É algo parecido com o "estar pronto para as oportunidades que aparecerem". Por mais que voces achem que eu não me valorizo o suficiente (nem sei bem se essa é a expressão mais adequada), só eu sei exatamente quantas oportunidades eu perdi, simplesmente deixei passar. Por isso o post anterior. Agradeço muito a confiança de cada um de vocês, porque os conheço e sei que se preocupam comigo, mas garanto: estou bem. Muito bem, por estar consciente de que tenho muita coisa para fazer e que não é nada hercúleo. E vocês especificamente que estão perto de mim irão, certamente, notar a diferença.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2006

Preciso...

...de um dicionário. Lembro-me que, ao fim da mudança, me dei conta de que faltavam duas coisas fundamentais para deixar meu apartamento pronto para morar de verdade: uma Bíblia e um dicionário. A Bíblia meus pais se encarregaram de providenciar no meu aniversário logo em seguida. O dicionário foi ficando para depois. Não queria qualquer um. Tinha que ser um top de linha, uma mega Aurélio. Fiquei me devendo.

...de um eletricista. O tempo foi passando e seis das dez tomadas do apartamento – que já não estavam lá muito bem há dois anos – hoje desistiram de atender aos meus chorosos apelos para funcionar. Cansaram de mim. E eu cansei delas. Essa semana ele (o eletricista) aparece. Nem que seja por geração espontânea de vida.

...de um colchão novo. Bom, disso eu sempre precisei. Na primeira semana de uso vi que tinha escolhido errado. Não me informei se ainda estava em tempo de trocá-lo. Simplesmente o deixei aqui e agora ele está me irritando. Não incomoda fisicamente, mas tenho a nítida impressão de que a troca faria muito bem ao meu sono totalmente irregular (vocês conhecem mais alguém que sofre de insônia e sono pesado ao mesmo tempo – às vezes até na mesma noite?).

...de disposição. Basicamente para duas coisas básicas. Reorganizar meus documentos, papelada em geral, contas e similares. Tenho as pastas, os saquinhos, as etiquetas, mas não tenho coragem de recomeçar a tarefa interrompida em... Nem sei quando. Fazendo isso, preciso acertar minha defasada planilha de contas. Acho até que isso é o mais importante e o objetivo final de ter a papelada arrumada. Preciso também arrumar meu armário. Tenho roupas que não uso mais, roupas que precisam de pequenos consertos, sapatos com defeito, sapatos que fora de moda, peças que precisam ir para a lavanderia, livros que precisam voltar para o seu canto, cadernos (novos e usados) espalhados e ainda – e principalmente – preciso arranjar espaço livre porque não é possível que eu junte tanta tralha morando sozinha (só não me sinto sufocada com o armário fechado).

...voltar à realidade. Ler outros livros além dos romances, épicos e ficções. Retomar minha plena cidadania. Saber o que acontece à minha volta, fora do meu reino de 48 m² e além de meus discos e DVDs. Preciso não me permitir ser ostra o tempo todo. Mal me agüento.


...de disciplina. Não sei como consigo conviver com tudo o que escrevi acima. Sei do que preciso, sei o que preciso fazer e não faço. Não acordo na hora. Não sigo meu próprio planejamento. O pior é que tudo é simples demais para deixar pra depois, mas eu deixo. Simplesmetnte abstraio. Tenho consciência exata da minha preguiça. Preciso acabar com a minha preguiça. E chega, né? Bom, esse é o tipo de coisa que, se eu um dia tomar coragem para fazer Johari/Nohari, aparecerá no quadrante visível para si e oculto para todos. Engraçado isso. Já sei até o que vão responder...


...de persistência. Acho que essa palavra está escrita no meu karma. Vai me assombrar pro resto da vida. Persistir. Sou uma taurina genuína que recebe mudanças com certo frio na barriga, mas depois do susto, do primeiro impacto, consegue facilmente adaptar-se a elas. Não sei nem se sou teimosa como a fama dos taurinos, mas definitivamente não me acho persistente. Isso me incomoda. Pior, me assusta. Muito.

...de paciência.
...de tolerância.
...aprender a usar a agenda de verdade.
...me cuidar. Sem enrolação nem auto-enrolação.
...de habilidade em situações controversas.
...aprender a aprender coisas simples com as pessoas a minha volta.
...achar um jeito de aplicar a mim os conselhos que dou aos meus amigos.
...realizar mais.
...me cobrar mais antes de me culpar tanto e chorar o tão famoso leite derramado (que, a essa altura, já deve ter azedado).
...parar de abstrair, deixar de lado coisas que sei que devo fazer.
...valorizar todas as coisas boas que encontro todos os dias (e são tantas).
...me sentir merecedora de cada uma delas.
...ser uma pessoa melhor. E rápido.

...dormir.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2006

Com ou Sem Emoção?

As pedras rolaram! A esta altura acredito que todos já viram, ouviram ou leram que o show do Stones foi sensacional, que o público foi fantástico, que a estrutura foi (quase) perfeita e etc e tal. Eu simplesmente assino embaixo. Adorei! "A Singular Família Couto" fez-se presente em grande estilo. Pena que levaram meu celular ainda no show dos Titãs. Nada fora do previsto, oras, considerando que meu telefone sobreviveu bravamente a vários eventos públicos desde 2000, quando foi adquirido. Deu um traumazinho na hora e acabei praticamente não mexendo na câmera que também estava na bolsa. Só tirei duas fotos (quem me conhece sabe que isso é algo praticamente inimaginável) e também optei por evitar a cerveja e ficar só na água para evitar distrações maiores. Quando fomos para a areia o clima tava muito melhor do que o tumulto do vai-e-vem na Atlântica. Pulei, dancei, gritei, me acabei horrores. Muito bom mesmo! A única ressalva que faço à estrutura preparada para o show foi o final. Disseram pra galera não ir de carro e o povo surpreendentemente consciente realmente não foi de carro. Só que, com 1,2 milhões de pessoas caminhando em Copa, não tinha ônibus nem taxi que conseguisse passar (eles estavam parados em pontos "estratégicos esperando o fim do show - teoricamente funcionaria). Mas a verdade é que quem precisava deles para sair de Copa tava levando uma surra. Isso sem nem pensar no metrô. Eu e meus primos fomos caminhando para Botafogo e a polícia abriu o trânsito com a galera caminhando ainda bem no meio do túnel. Foi meio estranho, mas o pessoal tava tão adrenalizado "pro bem" que acabou dando tudo certo. Chegamos em casa e ainda pedimos pizza (os dois Bob's do caminho estavam obviamente lotados) e depois de mais bate-papo e goiabices, fomos dormir perto das 3 da manhã. Como disse o Mick: eté ei prrróussima!!!!

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2006

Nessas duas semanas

Teve festa para compensar aquele Reveillon que não virou o ano (aqui para os desatualizados). Festa 0800 para todos que compraram ingressos para a festa embargada do dia 31/12 (devidamente ressarcidos, devo mencionar). Comida e bebida à vontade. Regado mesmo. Sem miséria. Os poucos ingressos vendidos (para acompanhantes dos convidados originais) seriam destinados a uma instituição filantrópica. Teve show de quase 3 horas da Celebrare. O chato foi ter que cantar "Parabéns pra Você" pro Romário que, aparentemente, estava por lá também. Mas valeu muito a pena desvirar ostra e sair um pouquinho. Pela comida, pela bebida, pela música e, é claro, pela companhia. Meninas Super-Poderosas, avante!

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Teve Lapa. Conseqüentemente, teve papo furado, samba e cerveja. Teve conversa séria também, de apertar o coração, mas de reafirmar amor e amizade. Teve até briguinha e esporro (merecido, mas doído) que passou mais ou menos rapidinho. Teve faxina básica (bem de leve, claro) em seguida e alguns ajuste nos fatídicos álbuns de fotos, que só não foram devolvidos porque consegui um scanner (lembram que eu queria um scanner?). Assim, alguns registros Tudo em Simas virarão arquivos “.jpg” muito em breve. Nem adianta: coisa de família, ok? Nem adianta sugerir criação do flog do clã. Serão enviadas apenas para os membros da família e permanecerão guardadas a sete senhas, ok?

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Teve quiz viciante (não me lembro mais de qual blog eu tirei a dica, sorry, sorry...) que me ocupou por algumas longas horas até eu chegar a “gênio” e “clap!clap! clap!” [Claudinha feliz!!!]. Teve computador tomando banho acidental de água com sabão e amaciante [Claudinha triste, muuuuito triste!!!]. Ai que nervoso. Não tem grana pra outro... Aquele eu já comprei usado... Mas ele até que ainda está sobrevivendo, mas vira e mexe entra em coma. Ainda não sabemos seu estado real. O diagnóstico ainda não foi oficialmente declarado. Notícias em breve. Mas que ficou limpinho, ah sim, ficou!

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Teve aniversário de Amiga paulista (?! – quem é de Ribeirão Pires é paulista?) que mora no Rio há anos e não perdeu o sotaque. Com toda a chuva do mundo, que cismou de cair entre o sair da estação Carioca (ou "Carioca Station" – afinal o Metrô do Rio agora fala inglês!) e o chegar à Graça Aranha. Foi necessária uma árdua negociação com um daqueles mágicos que se exibem no centro da cidade fazendo aparecer, em segundos, dezenas de guarda-chuvas a R$ 5,00 cada. Detalhe: “garantia só até a próxima esquina” - palavras do vendedor. Mas chegamos quase não tão molhados quanto esperávamos para ver a Amiga Querida que eu não encontrava desde julho. Linda e divertida como sempre! Te adoro, Dri!

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Teve trabalho também. Duas semanas intensas no Bibmundinho. Teve mudança efetiva do Diretor e muito trabalho, claro. Ai, que angústia. Muita coisa para fazer de forma meio aleatória, meio doida, meio não sei o que fazer. Estou com um sério problema de prioridades , quero dizer, estabelecer prioridades (acho que já falei isso aqui). Estou chegando naquele ponto em que tudo é urgente pra todo mundo e eu sou uma só. Um levantamento assim, um relatório assado, uma planilha aqui, uma consulta ali, uma reunião acolá. E processos de importação, claro! Teve expediente até 22:00 na terça e 23:30 na quarta. Deve ter que ter ainda subida de serra básica para acompanhar fiscal e tudo o mais. Mas teve um lance legal: Mecânica de Batom. Quando recebi o e-mail (interno, mas de um ilustre e desconhecido colega de trabalho) com o assunto “Mecânica de Batom”, achei que era uma piada que havia sido mandada para a Cláudia errada. Quase apaguei o e-mail de cara. Só que não era piada, errr, era um convite para a turma piloto sobre a aplicação de um cursinho (ou palestra, ou seria seminário?) de Mecânica Básica para Mulheres, promovido pelo Detran-RJ e o grupo que trabalha e realiza atividades relativas à Qualidade de Vida lá na empresa. Bom, que “potência = força x velocidade” e o que é um motor 4 tempos eu já sabia dos idos tempos do curso técnico (a descrição detalhada de seu funcionamento foi questão de prova de uma matéria que eu não me lembro o nome, operações-qualquer-coisa). De resto, é óbvio, váááárias novidades (?!) sobre mecânica de automóveis. Os instrutores faziam analogias simples e de repente muitos mistérios se desvendaram. Descobri que além do triângulo, macaco e estepe, é bom levar sempre no carro: um ovo (pro radiador), um cadarço (para o caso de uma das correias auxiliares arrebentarem), uma vela (para correias ressecadas) e água destilada (água da torneira do quintal não serve). Comecei a me perguntar por que as pessoas falavam tão mal do MacGyver só porque ele sabia fazer uma bomba com chiclete de bola e consertava aviões com biscoitos cream-cracker, capim e uma tesourinha de unha. Ok, falando sério agora. Foi muito legal, prático e objetivo. Dicas de atitudes simples, cuidados bobos e manutenção básica, todas super úteis numa linguagem que deveria ser obrigatória nos tais Manuais do Proprietário. Ah, e o mais importante: vários argumentos anti-mecânicos-enrolões. Legal mesmo. Só me frustrei ao descobrir que não existe a tão famosa rebimboca da parafuseta... Achei que ela seria a solução de todos os meus problemas...

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Teve visita pra ver o sobrinho fofo cada vez mais fofo, a sobrinha linda cada vez mais mocinha, o sobrinho querido que me cobrou mais uma vez a alça do fichário que eu esqueci de trocar. Papai e mamãe também, que eu tava cheia de saudades. Teve Em Busca da Terra do Nunca (de novo!!). Teve forro da cortina (finalmente) no lugar. Teve Botafogo x América, o que me custou alguns cantinhos de unha arrancados depois do terceiro gol do Bota, mas valeu pela torcida maravilhosa do Sangue e pela tranqüilidade do Maracanã, o bom e velho Maraca lotado, onde famílias inteiras foram assistir à final do campeonato. Teve cinema e gargalhadas com Tony Ramos e Glória Pires. Previsível, pode ser, mas divertido à beça! Só que eu sou suspeita demais pra falar. Ri de me acabar... Doeu a barriga.
E teve mais uma despedida.
E o início de mais uma contagem regressiva...

domingo, 12 de fevereiro de 2006

Visita à blogcelebridade

Bebi demais e não paguei o IPTU do Daniel Scobar lá no Noblat. Mesmo que um pouco atrasado, (o artigo é de 20/12/2005) ainda vale a leitura... Eu gostei.