domingo, 28 de maio de 2006
Meu querido diário
Na noite de sexta, ela seguiu literalmente para o cinema. Não queria vir pra casa sozinha e, como não havia fila para ver X-Men – O Confronto Final e eu estava ansiosa por isso, em segundos cheguei à conclusão de que era uma ótima opção. A palavra de ordem do filme é exagero. E preciso deixar claro que não vejo isso como uma coisa ruim. “Exagero” ficou em minha cabeça por tudo é muito intenso. Os poderes estão mais fortes, as relações estão mais acirradas, os mutantes são mais numerosos, os efeitos especiais são mais “mais”, entendem? É isso: tudo é “mais”. Fantástico. Jackman é o cara e cada vez gosto mais dele. Sir Ian McKellen, para variar, magistral (lembrando que essa foi a segunda dose do Cavalheiro na telona em uma semana). Só tenho minhas dúvidas se os roteiristas não distorceram um pouco demais a estória. Não sou mestre dos quadrinhos, mas não parece que a condução dos destinos tenha sido fiel aos originais da Marvel. De qualquer forma o nome dela estava lá nos créditos iniciais e finais, o que me leva a crer que, se houve algum desvio, ele foi aceito pela empresa. Conclusão: gostei, mas isso não é novidade... (deslumbrada, lembram?)
Ontem foi dia de rever Harry Potter e o Cálice de Fogo em DVD. Filme e extras, claro, tudo de uma vez. Como já falei do filme aqui antes, deixo agora apenas minhas impressões sobre os extras.
Ponto baixo: cenas excluídas. Esperava muito mais delas uma vez que muita coisa ficou fora do filme. Só posso concluir que muita coisa ficou fora do roteiro desde o início.
Ponto alto: making-of da cena do retorno de Lord Voldermort. Ralph Fiennes, mesmo sem a ajuda da maquiagem e dos efeitos especiais, estava realmente assustador!
Hoje de manhã foi dia de Encontro dos Ex-alunos do Colégio Santa Maria onde estudei do Jardim à oitava série. Acordei mais tarde do que deveria e, quando cheguei, a missa já havia acabado. Mas é sempre uma benção poder voltar àquele lugar. Este é o terceiro encontro que ao qual compareço e foi especial porque revisitei cada cantinho com homens e mulheres que estavam comigo por lá há mais de... Melhor isso pra lá! O mais legal foi ver a constante evolução daquela instituição. É impressionante. Saudade, confraternização e muita admiração para encerrar o fim de semana.
Observações:
- O post anterior está completamente no-sense... Mas não vou mexer nele não. Acho que ele reflete exatamente o que foi aquela noite. Fazer o quê?
- Pra quem gosta de Ciência Política, vale uma visita ao sempre excelente Os Conspiradores. CP no cotidiano. Excelente, excelente!
quinta-feira, 25 de maio de 2006
Ahn?
Vim pra casa. Tudo bem.
Rory já fez companhia pro do Logan e se desculpou enquanto a mãe dela paparicava a enteeda que não sabe que ela existe.
Era pra ter encontrado amigos, mas não tava no clima. Beleza, ninguém tem nada a ver com isso.
Vim pra casa. Tudo bem.
Rory já fez companhia pro do Logan e se desculpou enquanto a mãe dela paparicava a enteeda que não sabe que ela existe.
Tudo bem.
Passou um tempo e me lembrei que o Pratt foi pro Sudão para aprender a se relacionar, mas ele se dá conta de que não dá pra salvar todo mundo. Me pergunto: como ele pode se aprender a se relacionar se ele não tem como salvar a todos porque não um médico no Sudão – segundo a estória contada pelo seriado – tem que optar pelos pacientes que têm alguma chance.
Quando o médico sudanês volta pro campo de refugiados são e salvo e o episódio termina eu mudo de canal e me deparo com a cena super-hiper-megar tennage da Padmé com Anakin nos campos floridos em meio ao exílio da Senadora. Eca! Caí na pior cena de todos os seis episódios.
Zuzo bem. Devo tá vendo muita TV. Ou estou bêbada.
Minha mãe sempre disse preu estudar...
tu tu tu tu (não faço idéia desse período de tempo - acho que li emails)
Tudo bem.
Pratt tá no Sudão para aprender a se relacionar, mas se dá conta de que não dá pra salvar todo mundo. Me pergunto: como ele pode se aprender a se relacionar se ele não tem como salvar a todos porque não um médico no Sudão – segundo a estória contada pelo seriado – tem que optar pelos pacientes que têm alguma chance.
Quando o médico sudanês volta pro campo de refugiados são e salvo e o episódio termina eu mudo de canal e me deparo com a cena super-hiper-megar tennage da Padmé com Anakin nos campos floridos em meio ao exílio da Senadora. Eca! Caí na pior cena de todos os seis episódios.
Zuzo bem. Devo tá vendo muita TV. Ou estou bêbada.
Minha mãe sempre disse preu estudar...
quarta-feira, 24 de maio de 2006
Não me importo que bisbilhotem meu perfil. Também não me importo que saibam que olhei perfis alheios. O "bisbilhotar" é muito relativo. Se para colocar um recado, para procurar alguém ou apenas conferir se alguém é quem você pensa, é preciso "futucar" alguns perfis, então, deve-se concluir que meu nome irá aparecer bastante por aí... O que me impressiona é a quantidade de perfis criados especificamente para "bisbilhotice". O fulano ou fulana se dá ao trabalho de criar um perfil apenas para não ser identificado. E ainda coloca mensagens do tipo "se quer privacidade, saia do Orkut". Uau! Imaginem a personalidade dessa pessoa fascinante! Pena que estamos impossibilitados de conhecer tão impressionantes criaturas, cheias de lições a passar, principalmente sobre respeito aos outros, ética, transparência e honestidade.
Ainda sobre o Orkut, os spams diminuíram, é verdade, mas os peixinhos, calhambeques, flores, corações e não sei mais o quê coloridinho, ainda perduram. E agora é a vez dos virus que vitimam aqueles que queriam apenas colorir as páginas dos amigos. Eu deleto as mensagenzinhas coloridas mas, sim, acredito na ingenuidade humana e assim, acredito que seja a ingenuidade que leva meus amigos a colocarem suas senhas em sites que oferecem mensagens bonitinhas em massa dando-as de bandeja para hackers experimentais. Lamento porque muita gente boa acaba chutando o balde e saindo do site. E é pena que o download de contatos não funciona há algum tempo. Vou acabar perdendo novamente o contato com alguns...
Feminismo?
As francesas querem o fim da palavra "Mademoiselle". Dizem que é um rótulo inútil e ultrapassado que nada mais faz do que expor a cidadã francesa. Argumentam que ninguém precisa saber se a Madame é senhora ou senhorita para respeitá-la. Alegam que Senhoritas balzaquianas são contrangida por interlocutores que perojatizam (se é que existe esse verbo) o pronome de tratamento, como se pensassem "Senhorita? Sei! Encalhada, isso sim!" por trás de um risinho cínico e quase imperceptível. Bom, não discordo que, em pleno século XXI, distinguir senhora de senhorita não tem a menor utilidade. Também concordo que ser solteira ou casada não diz nada sobre a condição familiar de uma mulher que pode ser solteira, mas ao mesmo tempo ser uma mãe experiente. Mas me impressiona que o tema precise de uma mobilização nacional tal como está acontecendo na terra de Joana D'Arc. Uma deputada não conseguiria resolver o problema no legislativo, simplesmente, ou será que perdi algum capítulo desta história? Se a moda pega, as brasileiras daqui a pouco vão querer o mesmo, fazendo abaixo-assinado, enchendo nossas caixas de email e indo às ruas com faixas e palavras de ordem, esquecendo-se de que existem outras coisas mais urgentes para pleitear... Ou não, de repente me surpreendo (de novo eu e a minha fé nas pessoas)!
Da Vinci
Vi o filme e gostei. Para quem não leu o livro, o filme deve ser infinitamente melhor. No filme, alguns personagens ficam meio soltos no contexto e Sophie não demonstra nem um terço da inteligência do livro, deixando Langdon resolver tudo sozinho. Não compromete a narrativa, mas a empobrece um pouco. Os recursos visuais fazem com que a polêmica sobre a divindade de Cristo fique mais fortalecida. Choca mais. Com certeza vai ter muito mais gente rezando pela bíblia de Brown depois do filme. Ou não.
terça-feira, 16 de maio de 2006
Em Letra e Música
Descreva-se usando uma banda/um(a) artista e títulos de suas músicas. Escolha uma banda/um(a) artista e responda somente com tílulos de músicas do seu escolhido.
Meu artista é Chico Buarque
Você é homem ou mulher: Morena dos Olhos d’Água
Descreva-se: Gente Humilde
Como as pessoas sentem-se sobre você: Estamos Aí
Como você se sente sobre você: Essa Moça Tá Diferente
Descreva seu(sua) ex-namorado(a): Desencanto
Descreva seu(sua) (futuro) namorado(a): O Meu Amor
Descreva onde você queria estar: Doze Anos
Descreva o que você queria ser: Dura na Queda
Descreva como você vive: Alô, Liberdade
Descreva como você ama: Eu te amo
Compartilhe algumas palavras de sabedoria: Vence na Vida Quem Diz Sim
Ok, rolou uma forçaçãozinha de barra, mas eu gostei! Ô!
Vim, Vinci e Venci
Eu devorei os dois romances religiosos de Brown (li em seqüência o Código Da Vinci, Anjos e Demônios e Fortaleza Digital, longe de gostar deste último). Até escrevi a respeito aqui. Particularmente eu acho que ele foi muito mais feliz abordando o tema dos mistérios da simbologia renascentista e o catolicismo do que com a criptografia. Para mim isso nada mais é do que um sinal de que as defesas de suas teorias, alardeadas pelo próprio em entrevistas sobre os seus livros, não passam de puro marketing. E nisso ele foi infinitamente mais bem sucedido do que na condução dos enredos dos livros em si. Eu prefiro continuar tratando fé separadamente de religiosidade. Em minha biblioteca, as obras em questão continuam classificadas como romances e ainda acho divertido seguir os passos de Langdon em suas aventuras pelo espaço e pelo tempo. Simples assim.
O que é interessante nisso tudo é que muita gente passou a acreditar na verdade dos romances. Outros tantos chegaram a perder um tantinho de fé ou fidelidade para com a Igreja Católica. Debates ferrenhos promovidos por especialistas instantâneos em doutrina religiosa se multiplicaram como refrão de música baiana em época de carnaval. Em compensação a Igreja mostrou que não está morta e colocou na rua muita gente que não saiu de casa para protestar contra a fome ou reivindicar igualdade social, igualdade entre os povos ou seus direitos civis. Desde abril, além das manifestações propriamente ditas, temos visto de tudo: a Igreja chamando o mundo de ignorante (“a ignorância aumenta a popularidade d’O Código’”), deputados que resolveram ir trabalhar para impedir a veiculação do filme (acreditem se quiser, o orçamento da União só foi aprovado mês passado, mas a exibição de um filme é uma pauta urgentíssima que vai mexer profundamente com o futuro da sociedade brasileira), contra-ataques com revelações bombásticas sobre os segredos da Opus Dei, notas sobre lançamentos de inúmeros livros afins e sabe-se lá mais o quê.
Acho que o grande mérito dessa celeuma toda seria se ela ajudasse na recuperação do nosso senso crítico, reavivasse nossa capacidade de ler algo e refletir sobre o que está sendo dito, de questionar, mesmo as verdades absolutas herdadas de outras gerações, de outros séculos. Que exercitássemos a busca por alternativas e deixássemos de ser vaquinhas de presépio de políticos, empresários e até do traficante da esquina. Não tem jeito: sempre acabo na utopia... argh!
Para encerrar, destaque para um dos lançamentos-carona: O Código Aleijadinho (Muller, Leandro. Editora Espaço e Tempo) será lançado ainda em maio e o melhor, o livro tem um trailer!!! Taí:
segunda-feira, 15 de maio de 2006
São Paulo
Uma semana to remember!
Aqui cabe um enorme parênteses: meses atrás, num dos almoços de domingo na casa dos meus pais, conversávamos sobre o programa O Aprendiz. Minha irmã repetia que não entendia porque eu não me inscrevia e tinha certeza de que eu me sairia bem e estas coisas. Lembro que respondi que é difícil para alguém empregado (respondi por mim e achava que respondia pela maioria dos assalariados de meu nível hierárquico que não é lá grande coisa) sair do emprego fixo, mesmo que licenciado, para uma aventura televisiva onde um erro de julgamento em cadeia nacional pode comprometer toda a sua vida profissional. Alguém disposto a mostrar-se neste tipo programa deve ter um perfil altamente empreendedor. Só assim ele vai saber tirar proveito do resultado de sua participação do programa, por mais “vilão” que ele tenha sido no enredo do reality show. E assim voltei para casa no fim da tarde só que, antes de tocar minha vidinha de domingo à noite, resolvi bisbilhotar o site da emissora e os critérios de seleção. Foi assim que eu me inscrevi. Sério. Preenchi todas as páginas do currículo virtual. Defendi ferrenhamente minha inscrição quando questionada “Por que você deve participar do programa?” com argumentos para lá de elaborados e fiquei horas procurando uma foto de corpo inteiro, sozinha, que não me eliminasse de primeira. Depois do clique em [Submeter] me vi meio que prostrada diante do monitor pensando: “você é mesmo retardada!”. Bom, assim seguiu minha vidinha. Um dia me lembrei disso, acho que foi quando começou a transmissão da versão americana. Me dei conta que a Rede Record não me mandou uma mensagenzinha sequer, nem confirmando a inscrição (pôxa, demorou o maior tempo para fazer!) nem para dizer algo do tipo “Agradecemos sua participação mas você não serve”. Fecha parênteses.
Ao atender a ligação, uma moça se identificou como selecionadora da Rede Record. Confirmou meu nome completo e perguntou se eu havia me inscrito no site da emissora. Não entendi nada. Custei a ligar o nome à pessoa, sabe, como é? Ela repetiu pacientemente: “a senhora se inscreveu para o programa O Aprendiz com Roberto Justus?”. Só então caiu a ficha: “Aaaaah, sim, claro. Mas faz tempo!”. Ela riu e me informou que eu havia sido aprovada para a segunda fase da seleção e que eu deveria comparecer a uma dinâmica de grupo. Eu estava meio zonza. Os números pulando na minha frente, papéis espalhados na mesa sob a longa lista de tarefas do dia e uma mulher ao telefone me chamando para uma dinâmica de grupo de um programa de televisão?! Repeti o que ela havia me dito para checar se eu havia entendido direito e ela confirmou tudinho. Lembro que soltei um risinho nervoso e lhe disse compareceria à dinâmica. Aí tudo aconteceu muito rápido: a dinâmica aconteceria no sábado (dia treze, anteontem), seria em São Paulo e as despesas por conta do candidato. Até aí nada demais, é mole ir para São Paulo. Mas na primeira dinâmica chamar todo mundo assim para São Paulo? Pôxa, até o Ídolos faz audiências locais antes de levar todo mundo para Sampa!? E mais, um único dia, sem opções... Foi-se minha pré-candidatura à Aprendiz do Justus. Neste sábado eu tinha um compromisso pessoal inadiável e, a menos que houvesse um outro dia, eu lamentavelmente não poderia comparecer. Minha interlocutora gentilmente agradeceu minha participação e desligou o telefone. Mais uma vez fiquei estatelada olhando pro monitor cheio de e-mails vermelhinhos para ler e tratar e eu ali, catatônica, concluindo que, em menos de cinco minutos, eu havia perdido meus prováveis futuros quinze minutos de fama.
Apenas esse episódio já bastaria, mas a semana do meu aniversário ainda não havia terminado. Alguns encontros, chops e uma crise de bronquite preencheram os dias até a sexta-feira. Fui para a casa das outras Simas para comemorar os três aniversários de maio na família e, claro, contar o episódio quase televisivo para um monte de gente que nunca havia ouvido falar do programa. Acho que minha torcida ficaria seriamente prejudicada...
Sábado, foi o dia escolhido para a comemoração do meu aniversário (este era meu compromisso inadiável, oras! eu não falei mas, com minha ficha na mão, a equipe do Sr. Justus deve ter percebido). Quadra da Estação Primeira, durante o Encontro da Família Mangueirense com um total de 26 convidados (uau! quase bati o recorde do Lorde Jim de 2003). Seis horas e meia de samba (e de dividir os holofotes com a Bel da Malhação) juntei meus presentes (é! ganhei presentes!!!!), pedi arrego e voltei para casa. Meus dois tesourinhos (sempre no diminutivo, mas está ficando cada vez mais difícil chamar minha sobrinha de “inha”) vieram comigo para voltar apenas no dia seguinte para a casa da avó – minha mamãe – e almoçarmos todos juntos pelo Dia das Mães (no clima de reality show: Manhê, u-huuu! te amo!!!). No domingo, este sim, meu aniversário de verdade, alguns telefonemas bem que tentaram me despertar mais cedo, mas é claro que nos atrasamos um bocado para sair de casa. Mas tudo era lindo, todos estávamos felizes e ainda ganhei dos meus sobrinhos um presente inteiramente inusitado e totalmente surpreendente: eles encontraram meu caderno de mensagens de 1986, com os recadinhos de meus colegas de turma (testimonials, ou melhor, depoimentos da era pré-orkut). Fiquei lembrando de como, no mês passado, eu fiquei folheando o caderno da Maria Rita e me repreendendo repetidamente por não ser tão cuidadosa com as minhas coisas pois eu não fazia idéia de onde poderiam ter ido parar os inhas recordações do colégio (camisetas assinadas, cadernos de mensagens, de perguntas e respostas, sei lá... Acabei ganhando um deles de volta! Não preciso nem dizer como fiquei: boba, boba, boba! Acabei voltando para casa já de noite (coisa muito rara de acontecer) quando ainda ganhei mais um presente (que estava escondido em meu armário! vocês acreditam nisso?) para encerrar com chave de ouro as celebrações dessa semana ímpar.
Nota: Obrigada a todos pela presença, pelas mensagens, scraps, e-mails, SMS, ligações e recados de todas as fontes. Não tenho palavras para agradecer ao carinho de vocês. Um beijo enorme, do fundo do coração!
domingo, 14 de maio de 2006
Aniversário
terça-feira, 2 de maio de 2006
terça-feira, 11 de abril de 2006
Não sei que título dar...
Mudando (sem deixar de ser cri-cri):
Dois dos três advogados de “Suzane von Hitchcock” eram membros do Tribunal de Ética da OAB-SP. Considerando o atual cenário do Judiciário brasileiro com a personalização da Ética no respectivo ministério, já vimos como isso vai acabar, não?
Apenas para referência:
Ética (do Lat. ethica . Gr. Ethiké) s. f., ciência da moral; moral; Filos., disciplina filosófica que tem por objeto de estudo os julgamentos de valor na medida em que estes se relacionam com a distinção entre o bem e o mal.
Ah bom! Achei que era outra coisa...
PS: Não estou cri-cri por estar mal humorada. Tenho estado super bem estes dias, mas esse papinho de hoje... realmente... deixa pra lá....
domingo, 9 de abril de 2006
19 anos
Ter o dom da prosa, da poesia, da crônica, da palavra em qualquer essência
Da rima ou da métrica ou da melodia
Estar à altura de todo sentimento que me assola
Queria conseguir escrever tudo o que sinto
Colocar nesta folha de papel
Mas não rabiscar
Tinha que ser belo
Tinha que ser emocionante
Ter o romantismo e a simplicidade e a alegria e a erudição e a emoção e o não precisar escrever porque simplesmente não é preciso
Queria lembrar quando começou
Queria lembrar como começou
Queria parar o tempo
Queria voltar o tempo
Mas quero mesmo é avançar o tempo
E abraçar novamente
E ver e rever todos os rostos
Cada olhar arregalado
Cada surpresa
Cada sorriso aberto
E não saber para onde olhar
E não saber para quem olhar
E querer saber tudo de todo mundo
E sentir tudo de novo
E lembrar que há dezenove anos eu sentia tudo isso sem perceber o quanto era grande e intenso e precioso
Queria que o mundo refletisse essa alegria
Queria transpirar essa inspiração
E mostrar ao mundo que não precisa muito para ser feliz
Basta um aconchego
Basta uma lembrança
Basta uma esperança
Basta um coração cheio de amigos
Amigos como vocês, que compartilham comigo cada aconchego, cada lembrança, cada esperança...
segunda-feira, 27 de março de 2006
É que...
Tenho visto e re-visto muitos filmes.
Tenho lido capítulos aleatórios de vários livros.
Tenho fugido sistematicamente de todos os noticiários seja qual for a mídia.
Tenho escrito poeminhas bobos.
Tenho conversado muito com novos e velhos amigos.
Tenho refletido muito.
Tenho me preocupado bastante.
Tenho falado demais.
Tenho tocado violão no chão da sala.
Além disso, 2 destaques:
I - Bodas de Ouro da Tia Dirce e do Tio Oscar.
Por si só, um evento intitulado “Bodas de Ouro” não precisa de destaque dado que persistência não tem sido a palavra de ordem dos casais nos últimos tempo. Insisto na “redundância” deste destaque porque é mais que uma honra poder compartilhar um momento tão especial, uma homenagem tão linda. Foi uma festa onde os sorrisos mais bonitos estavam nas faces dos anfitriões. Amo meus tios com todo meu coração. Cada encontro com eles é uma lição, de receptividade, alegria, reflexão, solidariedade e amor. Que Deus os mantenha assim e nos permita conviver com sua presença iluminadas por muito tempo ainda!II - Mais um encontro com minha turma do Santa Maria.
quarta-feira, 1 de março de 2006
Eu não teria feito melhor
1) Everlasting Love - Jamie Cullum
2) I don't wanna miss a thing - Aerosmith
3) In the End - Linking Park
4) I don't wanna talk about it - Rod Stewart
5) I will survive - Cake
Para mim, foi uma mistureba de estilos danada mas que, no final, soou como um ciclo completo... Como diz o título, nem que eu quisesse, teria feito seqüência melhor!
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2006
Vai ter muita gente pagando promessa...
No dia em que galinha criar dente? Esse dia chegou
Agências Internacionais - Ela já teve, naturalmente. E voltou a ter, graças a uma pesquisa britânica. Cientistas da Universidade de Manchester manipularam genes de galinha para criar uma variação dentada.
A pesquisa foi possível depois que o bico de uma galinha mutante, morta há cerca de cinco décadas, foi reexaminado, e dentes foram encontrados. A formação deles é similiar à dos dentes dos crocodilos.
- O que descobrimos foram dentes similares àqueles dos crocodilos. Não por acaso, porque as aves são os parentes vivos mais próximos do réptil - disse Mark Ferguson, cientista da universidade.
Os pesquisadores queriam saber se a memória genética da ave - remontando há 80 milhões de anos, quando aves tinham dentes - poderia ser despertada. Então induziram o crescimento em galinhas normais.
Donde que há esperança de que o crescimento de novos dentes poderá vir a ser induzido em seres humanos que os perderam.
A pesquisa foi publicada no periódico "Current Biology".[Fonte - O Globo : 23/02/2006 - Ciência e Vida]
Agora só falta a vaca tussir.... Tô ferrada...
Adoro Vocês
terça-feira, 21 de fevereiro de 2006
Preciso...
...de um eletricista. O tempo foi passando e seis das dez tomadas do apartamento – que já não estavam lá muito bem há dois anos – hoje desistiram de atender aos meus chorosos apelos para funcionar. Cansaram de mim. E eu cansei delas. Essa semana ele (o eletricista) aparece. Nem que seja por geração espontânea de vida.
...de um colchão novo. Bom, disso eu sempre precisei. Na primeira semana de uso vi que tinha escolhido errado. Não me informei se ainda estava em tempo de trocá-lo. Simplesmente o deixei aqui e agora ele está me irritando. Não incomoda fisicamente, mas tenho a nítida impressão de que a troca faria muito bem ao meu sono totalmente irregular (vocês conhecem mais alguém que sofre de insônia e sono pesado ao mesmo tempo – às vezes até na mesma noite?).
...de disposição. Basicamente para duas coisas básicas. Reorganizar meus documentos, papelada em geral, contas e similares. Tenho as pastas, os saquinhos, as etiquetas, mas não tenho coragem de recomeçar a tarefa interrompida em... Nem sei quando. Fazendo isso, preciso acertar minha defasada planilha de contas. Acho até que isso é o mais importante e o objetivo final de ter a papelada arrumada. Preciso também arrumar meu armário. Tenho roupas que não uso mais, roupas que precisam de pequenos consertos, sapatos com defeito, sapatos que fora de moda, peças que precisam ir para a lavanderia, livros que precisam voltar para o seu canto, cadernos (novos e usados) espalhados e ainda – e principalmente – preciso arranjar espaço livre porque não é possível que eu junte tanta tralha morando sozinha (só não me sinto sufocada com o armário fechado).
...voltar à realidade. Ler outros livros além dos romances, épicos e ficções. Retomar minha plena cidadania. Saber o que acontece à minha volta, fora do meu reino de 48 m² e além de meus discos e DVDs. Preciso não me permitir ser ostra o tempo todo. Mal me agüento.
...de disciplina. Não sei como consigo conviver com tudo o que escrevi acima. Sei do que preciso, sei o que preciso fazer e não faço. Não acordo na hora. Não sigo meu próprio planejamento. O pior é que tudo é simples demais para deixar pra depois, mas eu deixo. Simplesmetnte abstraio. Tenho consciência exata da minha preguiça. Preciso acabar com a minha preguiça. E chega, né? Bom, esse é o tipo de coisa que, se eu um dia tomar coragem para fazer Johari/Nohari, aparecerá no quadrante visível para si e oculto para todos. Engraçado isso. Já sei até o que vão responder...
...de persistência. Acho que essa palavra está escrita no meu karma. Vai me assombrar pro resto da vida. Persistir. Sou uma taurina genuína que recebe mudanças com certo frio na barriga, mas depois do susto, do primeiro impacto, consegue facilmente adaptar-se a elas. Não sei nem se sou teimosa como a fama dos taurinos, mas definitivamente não me acho persistente. Isso me incomoda. Pior, me assusta. Muito.
...de paciência.
...de tolerância.
...aprender a usar a agenda de verdade.
...me cuidar. Sem enrolação nem auto-enrolação.
...de habilidade em situações controversas.
...aprender a aprender coisas simples com as pessoas a minha volta.
...achar um jeito de aplicar a mim os conselhos que dou aos meus amigos.
...realizar mais.
...me cobrar mais antes de me culpar tanto e chorar o tão famoso leite derramado (que, a essa altura, já deve ter azedado).
...parar de abstrair, deixar de lado coisas que sei que devo fazer.
...valorizar todas as coisas boas que encontro todos os dias (e são tantas).
...me sentir merecedora de cada uma delas.
...ser uma pessoa melhor. E rápido.
...dormir.
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2006
Com ou Sem Emoção?
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2006
Nessas duas semanas
Teve Lapa. Conseqüentemente, teve papo furado, samba e cerveja. Teve conversa séria também, de apertar o coração, mas de reafirmar amor e amizade. Teve até briguinha e esporro (merecido, mas doído) que passou mais ou menos rapidinho. Teve faxina básica (bem de leve, claro) em seguida e alguns ajuste nos fatídicos álbuns de fotos, que só não foram devolvidos porque consegui um scanner (lembram que eu queria um scanner?). Assim, alguns registros Tudo em Simas virarão arquivos “.jpg” muito em breve. Nem adianta: coisa de família, ok? Nem adianta sugerir criação do flog do clã. Serão enviadas apenas para os membros da família e permanecerão guardadas a sete senhas, ok?
>>>>>0<<<<<
Teve quiz viciante (não me lembro mais de qual blog eu tirei a dica, sorry, sorry...) que me ocupou por algumas longas horas até eu chegar a “gênio” e “clap!clap! clap!” [Claudinha feliz!!!]. Teve computador tomando banho acidental de água com sabão e amaciante [Claudinha triste, muuuuito triste!!!]. Ai que nervoso. Não tem grana pra outro... Aquele eu já comprei usado... Mas ele até que ainda está sobrevivendo, mas vira e mexe entra em coma. Ainda não sabemos seu estado real. O diagnóstico ainda não foi oficialmente declarado. Notícias em breve. Mas que ficou limpinho, ah sim, ficou!
>>>>>0<<<<<
>>>>>0<<<<<
>>>>>0<<<<<
Teve visita pra ver o sobrinho fofo cada vez mais fofo, a sobrinha linda cada vez mais mocinha, o sobrinho querido que me cobrou mais uma vez a alça do fichário que eu esqueci de trocar. Papai e mamãe também, que eu tava cheia de saudades. Teve Em Busca da Terra do Nunca (de novo!!). Teve forro da cortina (finalmente) no lugar. Teve Botafogo x América, o que me custou alguns cantinhos de unha arrancados depois do terceiro gol do Bota, mas valeu pela torcida maravilhosa do Sangue e pela tranqüilidade do Maracanã, o bom e velho Maraca lotado, onde famílias inteiras foram assistir à final do campeonato. Teve cinema e gargalhadas com Tony Ramos e Glória Pires. Previsível, pode ser, mas divertido à beça! Só que eu sou suspeita demais pra falar. Ri de me acabar... Doeu a barriga.

