quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Retrospectiva importada do Inagaki

Ela é tão boa que não dá nem para copiar só um trechinho. Aqui.

PS: Meus votos já tinham sido postados antes, mas aproveito para saldar a chegada de 2009 relembrando a última tirinha de Calvin e Haroldo:



E que venha 2009! Let's go exploring!

Navegar é preciso; Economizar energia também


"Bom dia. Meu nome é Cláudia e eu sou Googledependente."

Nunca escondi de ninguém que para mim, um dia, o Google ainda vai dominar o mundo. Além da ferramenta de busca e do orkut, eu ainda uso o iGoogle, o picasa, o blogger, o talk, o youtube, o earth, o docs e o maps. Ainda não tenho o G1, mas isso é questão de tempo. Se um dia a Google acabar com seus produtos ou serviços, além de vários inconvenientes, é capaz de provocar a perda da minha identidade ou mesmo uma crise de generalisada de personalidade. Errr, bom, navegando no Gizmodo, deparei-me com um usuário que fazia a divulgação do http://www.googlenight.com/ http://www.eco4planet.com/pt/ e obviamente fui verificar do que se tratava. A única coisa que não ficou muito clara para mim se é um layout alternativo do próprio Google. Mas vá lá. A idéia é que a tela preta, além de um visual mais simples e rápido, faz com que o monitor gaste 20% menos energia para exibí-la do que a tradicional tela branca.

O "sistema Google Pesquisas Personalizadas" está lá e funciona tal qual o original. O plus a mais é a intenção de demontrar que pequenas ações diárias podem gerar economia de energia, resultando em menores gastos e outros benefícios. Até o fato em si de visualizar a tela preta faria com que o usuário se lembrasse de economizar energia constantemente em seu cotidiano. Como o próprio site explica, "economizar energia é uma forma de ajudar o planeta uma vez que para geração de eletrícidade incorre-se no alagamento de grandes áreas (hidrelétricas), poluição do ar com queima de combustíveis (termoelétricas), produção de lixo atômico (usinas nucleares), dentre outros problemas ambientais". Ainda segundo site, uma versão preta do Google economizaria em torno de 750 Megawatt (estimando a sua utilização mundial), energia suficiente para atender 600 mil domicílios.

No jornal O Globo de hoje, o colunista Anselmo Gois noticia que o Ministro Carlos Minc do Meio Ambiente estuda a redução de 3 metros na altura do reservatório de água da Usina de Balbina, no Amazonas. Tal medida reduziria a capacidade de geração de energia em parcos 8 MW de energia elétrica e devolveria 575 Km² de área fértil para agricultura ou reflorestamento. Apesar de ser considerada por muitos o maior desastre ambiental da história do Brasil, a usina de Balbina produz apenas 250 MW.

Ou seja, em tempos tais que nenhuma decisão tem consequências isoladas, a sugestão de começar a economizar energia na telinha do nosso PC não é assim nenhum delírio escabroso, não é mesmo?

Cotidiano - Resoluções de Ano Novo

Qual a dessas é a sua resolução preferida? Eu voto no Dunga! =)

domingo, 28 de dezembro de 2008

Message Personnel



Au bout du téléphone
Il y a votre voix
Et il y a des mots
Que je ne dirai pas
Tous ces mots qui fonts peur
Quand ils ne font pas rire
Qui sont dans trop de films
De chansons et de livres
Je voudrais vous les dire et je voudrais les vivre
Je ne le ferai pas,
Je veux, je ne peux pas
Je suis seule à crever, et je sais où vous êtes
J'arrive, attendez-moi, nous allons nous connaître
Préparez votre temps, pour vous j'ai toute le mien
Je voudrais arriver, je reste, je me déteste.
Je n'arriverai pas,
Je veux, je ne peux pas
Je devrais vous parler
Je devrais arriver
Ou je devrais dormier
J'ai peur que tu sois sourd
J'ai peur que tu sois lâche
J'ai peur d'être indiscrète
Je ne peux pas vous dire
Que je t'aime peut-être

Mais si tu crois un jour que tu m'aimes
Ne crois pas que tes souvenirs me gênent
Et cours, cours jusqu'à perdre haleine
Viens me retrouver
Si tu crois un jour que tu m'aimes
Et si ce jour-là tu as de la peine
A trouver où tous ces chemins te mènent
Viens me retrouver
Si le dégoût de la vie vient en toi
Si la paresse de la vie
S'installe en toi
Pense à moi, pense à moi

Mais si tu crois un jour que tu m'aimes,
Ne le considère pas comme un problème
Et cours, cours jusqu'à perdre haleine
Viens me retrouver
Si tu crois un jour que tu m'aimes
N'attends pas un jour, pas une semaine
Car tu ne ais pas où la vie t'emmène
Viens me retrouver
Si le dégoût de la vie vient en toi
Si la paresse de la vie
S'installe en toi
Pense à moi, pense à moi.


(Françoise Hardy / Michel Berger)

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Feliz Natal e um Maravilhoso 2009

Que em 2009 nós sejamos capazes de abandonar sentimentos mesquinhos que contaminam nossos dias.

Que tenhamos tranqüilidade e discernimento para fazer o que é justo e correto para nós e nossos semelhantes.

Que conheçamos a satisfação plena de sentir-se útil.

Que possamos ver sorrisos abertos à nossa volta, como se fôssemos todos crianças.

Que sejamos capazes de irradiar luz e paz àqueles que nos cercam e nos amam.

Que enfrentemos as necessidades de mudança e que elas não sejam apenas mais uma lista na virada do ano.

Que sigamos sonhando.

Que sejamos todos muitos felizes!

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Amenidades no cafezinho....

NM: “E aí Querida ! Conseguiu o DJ?”
LG: “Sim, fechei com aquele que me indicaram, o Crivela.”
NM: “Crivela?! Não seria Trivela?”
LG: “Ai que mico, Amiga! Imagina a cena: a festa rolando e o DJ coloca pra tocar ‘Ergue-ei, as mã-ãos...’ ! ”
NM: “Mas Anjo, quem canta essa música não é o Pe. Marcelo?”

Hein?!?!?!

Obs.: Publicado com a devida autorização de LG que obviamente pediu para que não revelássemos sua identidade.

sábado, 6 de dezembro de 2008

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Agora não

Tô sem paciência, sem saco, sem dinheiro
Sem benevolência, sem tato, sem ponteiro
Tô sem pressa, sem calma e sem salto
Sem travessa, sem palmas e sem asfalto
Tô sem torpor, sem brilho e sem porte
Sem cobertor, sem trilho e sem norte
Tô assim, ximfrim, sem sim nem querubim
Quem sabe, mais tarde, a vontade volte pra mim?





Imagem original aqui

Ajuda à SC

Transcrito d'O Globo de hoje:
Defesa Civil alerta para falsos e-mails:
A Defesa Civil alerta a população que deseja colaborar para tomarem cuidado com falsas mensagens de ajuda, enviadas por e-mail, divulgando números de contas bancárias para depósitos de doações em dinheiro.
De acordo com os técnicos da Defesa Civil, o órgão não envia mensagens eletrônicas com pedidos de auxílio aos desabrigados. As contas oficiais para depósito de ajuda são divulgadas pelo site da Defesa Civil em
www.defesacivil.sc.gov.br .

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Novos Erros


Todos cometemos erros. Teoricamente, de todos os erros, ficam as lições. E nem sempre o errar de novo é sinal de burrice. Acredito no tentar de novo de forma diferente. No mistério do saber tentar de forma diferente. Pode não dar certo e resultar no mesmo erro. Mas o que quero é exaltar o prazer da tentativa. Da nova busca. Dizem (eu sei: vem aí mais um clichê) que a felicidade não está no fim do caminho, mas na apreciação do percurso. Então que seja o erro ou o acerto o fim do caminho, mas por que não se entregar à aventura de um novo percurso? E quantos erros fomos nós que cometemos? Todos cometemos erros. Erramos com as pessoas e elas também erram conosco. E se erram, pode ser proposital ou não. Tudo bem, você vai dizer que eu sou uma otimista que dificilmente acharia que foi premeditado. Mas o fato é que nem sempre o é. E sendo ou não, por que tocar nossa vida em função dos erros dos outros? Porque dói? Bom motivo. Não tenho argumento para a dor. Principalmente para dor de coração. Como dói doído. Turva os olhos e arde a mente. Dói com raiva e angústia e melancolia e desespero e descontrole. Eu sei. Tudo porque alguém errou. E deve ter errado feio. E agora? Trabalho, trabalho, trabalho. Será que passou? Não sei. Será que vai passar em breve? Não sei. Só sei que eu adoraria tentar acertar e, se tiver que errar novamente - ou mesmo se errarem comigo - que sejam outros erros. Novos erros. Não os desejo, não sou louca, tão pouco mártir. Mas posso dizer que estou preparada para eles.

Inspirada por este trecho do Eduardo Lamas:

"Por medo, muitas vezes voltei à segurança antes do tempo. Por deslumbramento, por vezes fiquei tempo demais no ar e quase me esborrachei lá embaixo. Agora, como fruto desses erros, como sobrevivi, mais escaldado estou para enfrentar a água fria. Não, não sou mais o gato assustado de outrora, o medo cessou. Quem sabe quando estiver no fim da linha ele não retorne? Porém, também não me enganarei tão facilmente. Cometerei, sim, erros; porém novos. Novos erros, eis o que aguardo."

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Inveja Branca

Se é que existe essa m....
Fato: queria escrever assim.
Dica da Ida. Valeu Bonita!

domingo, 23 de novembro de 2008

Sai Encosto!

Quando reeditei o template do TdS em junho deste ano, minha intenção era realmente reabitar o espaço. Avivá-lo e trazer de volta ao cyberespaço os comentários e pensamentos desta mente avoada (santo antagonismo, Batman!). Pois é. Mas a inspiração que é boa não veio. Deixei vídeos, imagens e algumas muitas frases soltas que fui tentada a compartilhar, mas nada de muito complexo. Esta semana, lendo o Le Monde Diplomatique de novembro – coisa que não faço há tempos – eu tive a grata surpresa de encontrar um artigo que remete à minha inércia literária. Nos dois sentidos: ler e escrever.

Renata Miloni escreve em “Quando a literatura se despede de suas histórias” que meu caso não é isolado. Primeiro porque é mais fácil ver que ler. Segundo porque a ficção no audiovisual tende a ter mais atrativos do que no papel frio. Terceiro, os autores e críticos literários insistem em pensar que literatura não é para qualquer um enquanto os roteiristas (também chamados por Renata de autores) escrevem suas histórias para qualquer um. Um outro fator citado por Renata e do qual eu discordo um bocado é o fato de que na TV ficamos com o gostinho de quero mais característico dos seriados, argumento que ela embasa citando a série Harry Potter. Discordo porque não lemos um livro em uma hora, que é o tempo bruto de um episódio na TV. Fica sim o gostinho de querer saber logo o que vai acontecer. Mas o que me impressionou nesse artigo foi a afirmação de que o escritor brasileiro se apega ao sofrimento para escrever. Pior, apega-se à apenas uma forma de sofrimento, ignorando nuances e uma variedade de temas para fazer de sua obra um “samba de uma nota só”.

Voltando ao meu cotidiano, não tenho lido nada. No jornal, apenas esportes e a coluna do Ancelmo. O último livro que li foi “Travessuras da Menina Má” de Mario Vargas Llosa. Apesar de ter gostado muito do livro, demorei séculos para terminá-lo. Que vergonha! Quando fico em casa, me prostro em frente à TV e lá fico absorvendo uma infinidade de filmes e seriados, em sua grande maioria repetidos. Não estou com paciência para novidades. Navego um pouco, mas logo perco a paciência. Assim absorvo o pouco tempo que tenho para ler. Mais alienada, impossível.

Escrever então, nem se fala. Antigamente – e basta visitar os arquivos do blog para comprovar – era fácil falar e escrever sobre a maioria dos assuntos. Mas como já repeti zilhões de vezes, escrever para mim é um exercício. E meus neurônios estão atrofiados. Tenho estado bastante desestimulada – pelos motivos errados, eu sei. Só que tal motivo me serve de "desculpa esfarrapada" e não consigo resolver este imbróglio aqui, na minha cabecinha e, assim, essa "desculpa esfarrapada" continua servindo de verdade. Quanto ao apego ao sofrimento, definitivamente não serve para mim. Preciso de tranqüilidade e bom humor para escrever sobre coisas variadas, algumas até sofridas, mas de preferência coisas leves. Uma ligeira mudança em minha vida provocou uma brisa de ar fresco e acho que não devo deixá-la – a brisa – passar (o que quer que aconteça com relação a esta novidade não está no meu controle, mas me deu um “quê” de inspiração e decidi não desperdiçar). Estou aqui hoje, para espantar este desestímulo, esse fantasma em forma de “desculpa esfarrapada” na marra. Sai, encosto! E vamos ver no que dá. Assim, depois de um suspiro profundo e confortador, posso dizer-lhes “até breve”.


Imagem original aqui.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

domingo, 9 de novembro de 2008

O que tenho feito...

Arquivado fotos
Bancado a boba
Caminhado regularmente
Dormido pouco
Evitado carboidratos
Fotografado tudo
Gerado expectativas
Hibernado bastante
Ido ao cinema
Jogado sinuca
Liberado espaço
Mudado opiniões
Nutrido paixões
Observado demais
Pintado o cabelo
Quitado dívidas
Relido livros
Sambado menos
Trabalhado muito
Utopicamente persistido
Vivido extremos
Xeretado um bocado
Zombado dos imbecis

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Madureira

Em meio ao turbilhão de eventos postáveis dos últimos tempos, nada me despertou mais inspiração para reativar o TdS do que uma palavra: Madureira. Coração do subúrbio carioca, o famoso bairro carioca sempre esteve presente em minha vida. Nascida e criada em São João de Meriti, era fácil - e posso dizer até obrigatório, freqüentar Madureira. Hoje existe o Shopping Grande Rio lá na terrinha, mas nos idos de 80 e qualquer coisa, só tínhamos o Madureira Shopping Rio. Cinema? Tudo bem que havia o Art (argh) e o Santa Rosa (hmm), mas nenhum se comparava com "O" São Luiz lá em Madureira. Sem falar que, fora da Av. Rio Branco, na minha cabecinha oca, só em Madureira havia McDonalds! Era um espetáculo!

Minha infãncia e muito menos minha adolescência não teriam sido as mesmas sem passar por Madureira. "Passar" mesmo, literalmente. O bairro sempre foi baldeação praticamente obrigatória para mais da metade dos endereços que eu precisa ir, principalmente de família. O pensamento era mais ou menos esse: na dúvida, vai para Madureira porque de lá com certeza você chega onde quiser. Compras de Natal? Madureira! Dia das Crianças? Madureira? Balangandãs de carnaval? Madureira, claro! Mas carnaval é quase um anagrama de Madureira. O bairro respira Samba e transpira carnaval.

Bom, o fato é que existe muita gente mais capaz de falar bonito de Madureira do que eu. E foi isso que me trouxe aqui hoje. Ou melhor, foi ele: Arlindo Cruz. Direto do Lapa 40° para o TdS, via Grammy Latino (é isso mesmo, ele concorre ao GL com essa música), com vocês:

O Meu Lugar
(Arlindo Cruz e Mauro Diniz )

O meu lugar
É caminho de Ogum e Iansã
Lá tem samba até de manhã
Uma ginga em cada andar
O meu lugar
É cercado de luta e suor
Esperança num mundo melhor
E cerveja pra comemorar

O meu lugar
Tem seus mitos e Seres de Luz
É bem perto de Osvaldo Cruz,
Cascadura, Vaz Lobo e Irajá
O meu lugar
É sorriso é paz e prazer
O seu nome é doce dizer
Madureira, lá lá laiá, Madureira, lá lá laiá

Ah que lugar
A saudade me faz relembrar
Os amores que eu tive por lá
É difícil esquecer
Doce lugar
Que é eterno no meu coração
E aos poetas trás inspiração
Pra cantar e escrever

Ai meu lugar
Quem não viu Tia Eulália dançar
Vó Maria o terreiro benzer
E ainda tem jogo à luz do luar
Ai que lugar
Tem mil coisas pra gente dizer
O difícil é saber terminar
Madureira, lá lá laiá, Madureira, lá lá laiá, Madureira

Em cada esquina um pagode num bar
Em Madureira
Império e Portela também são de lá
Em Madureira
E no Mercadão você pode comprar
Por uma pechincha você vai levar
Um dengo, um sonho pra quem quer sonhar
Em Madureira
E quem se habilita até pode chegar
Tem jogo de lona, caipira e bilhar
Buraco, sueca pro tempo passar
Em Madureira
E uma fezinha até posso fazer
No grupo dezena centena e milhar
Pelos 7 lados eu vou te cercar
Em Madureira
E lalalaiala laia la la ia...
Em Madureira

PS: Se falar de Madureira remete à samba, falar de samba remete à Luiz Carlos da Vila, mais uma estrela que passou em nossas vidas irradiando poesia e sem receber o reflexo de volta... E, por você Da Vila, O Show Tem Que Continuar!

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Coral Michelin

Por influência dos meus pais, passava a infância trocando discos na vitrolinha vermelha e cantando toda a discoteca da casa. Muitas vezes, as músicas sequer eram do meu tempo. Mas minha lembrança disso é de que era extremamente divertido. Desta época eu já podia perceber um certo encantamento e agora já crescida (pelo é o que diz meu RG) posso dizer que a música me remete a uma sensação muito boa, de energia, alegria, harmonia e paz.

Algumas letras me emocionam (mas isso não é novidade para ninguém) e muitas vozes me tocam muito lá no fundo. Mas é a união de vozes e os sons que desta união se formam, que muitas vezes fazem meu coração bater mais forte. Dessa união de vozes, surge um novo sentido para uma velha canção conhecida. E isso é simplesmente fantástico.

Agora a novidade: ser coralista. E desde agosto do ano passado, passei a não só sentir tudo de bom que a música transmite, mas principalmente, a vivenciá-las intensamente. E assim descobrir que - além de tudo o que eu achava que já sabia em relação à música - ela também rejuvenesce ao me fazer reviver (com muito mais técnica, é claro) a cantoria da infância a cada ensaio e a cada apresentação.

Descobri nesse primeiro ano que:
Ser coralista é ser mais alegre, de bem com a vida, não só porque rimos e nos divertimos muito nos ensaios, mas conhecemos pessoas que outra forma seriam apenas um rosto no turbilhão de nosso dia-a-dia;
Ser coralista é um exercício de humildade, quando abrimos mão de aparecer (ou se fazer ouvir) individualmente pela unidade de um todo;
Ser coralista é ser uma pessoa realizada porque percebo no olhar das pessoas a alegria e emoção que tentamos transmitir.
Ser coralista é saber que naquele momento o amor pelo fazemos extrapola o tangível e contagia o ambiente. Isso é único, é sublime, é quase divino.


Tenho muito orgulho de ser coralista nesse grupo maravilhoso e agradeço a cada um de vocês a oportunidade impar que me está sendo concedida. Que esse seja o primeiro de muitos anos de muita energia, alegria, harmonia e paz, ou seja de muita música para todos nós.

sábado, 12 de julho de 2008

Sobrevivi

Yeahhh!
Sobrevivi à minha primeira exposição no Blog de Fotografias dO Globo.
Nem fui espinafrada pelo Marcelo Carnaval!
Crédito compartilhado com a Hivy, claro! Detalhes aqui.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

"Não aceito desculpas de secretário, de governador"

"Eu não quero viver nessa cidade com medo. (...) Eu não tenho que sair da minha cidade. Eu amo a minha cidade. Eu cresci aqui. O Rio de Janeiro é lindo. Quem tem que ser estirpado daqui não somos nós, pessoas de bem." (Paulo Roberto Barbosa Soares - 10/07/08)

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Os cariocas, a Libertadores e o Brasileirão

Eu gosto de futebol. Adoro futebol. Vou ao maracanã sempre que posso. Assisto aos jogos ou mesmo alguns trechos de jogos porque podem ser interessantes ou mesmo decisivos. Foi assim com alguns jogos da Liga dos Campeões, as semis e a final da Eurocopa, por exemplo. E foi assim também com as finais da Copa Libertadores.

O que não dá para entender é por que todo brasileiro estaria obrigado a torcer pelo Fluminense? Digo de coração: não torci, nem contra nem a favor. Assisti ao jogo. Só isso. Mas acho que cada um é livre para escolher para quem torcer. Meu argumento é muito simples: eu não me sinto representada pelo Fluminense. No início do torneio eu torcia por todos os times brasileiros. Queria que todos avançassem na tabela para que a Conmebol pirasse e tivesse que tirar alguma outra regra doida para sabotar a trajetória brilhante dos brasileiros. Fomos ficando pelo caminho e no fim, o comportamento do Fluminense não me cativou. Devo ser condenada por isso? E mais: os flamenguistas são culpados pela derrota tricolor? Faça-me o favor. Não ficassem jogadores e comissão técnica falando mais do Flamengo do que de suas próprias preocupações. Agora ficam bancando os pseudo-patriotas-traídos resmungando da torcida contra. Se não aguentam a pressão, joguem Playstation!

Falando sério, o que eu queria mesmo é que o futebol carioca mostrasse sua força. Não quero torcer por um Flamengo engrandecido pelo fracasso dos outros times num campeonato meia-boca como o Carioca. Quero brilhar entre estrelas de primeira. Por isso que torço de coração para que o Dinamite tenha uma gestão magnífica no Vasco (porque o cara merece respeito de quem gosta de futebol e para que ganhar do Vasco continue não tendo preço). Quero que o Bebeto consiga mostrar quem é o Glorioso que eu sempre respeitei (e que graças ao Montenegro, hoje eu nem reconheço). Quero que Fluminense deixe a lanterna e dê orgulho ao meu pai (porque ele merece, uai). Quero olhar para o futebol carioca e não sentir constrangimento algum em perder para um desses times. Porque isso é futebol: ganhar e perder. “O vento que sopra aqui é o mesmo que venta lá” já diz a canção. Quero torcer para que o Flamengo seja sempre o melhor entre grandes campeões. Isso não significa que vou torcer por eles em cada um de seus jogos – que isso fique muito claro! – mas que torço sim para que mostremos ao mundo porque o Rio é a terra do samba e do futebol, ora bolas!

Na verdade, eu quero mais! Quero ver futebol de verdade, futebol arte, futebol sério, sem bicos pro alto, sem excesso de toques laterais nem jogadores mandando torcedores se calarem. Quero jogadores comprometidos com seus times dentro de campo, deixando a falação para as equipes de reportagem. Estou legal de jogadores-celebridades que fazem tudo por um flash e um microfone e que querem ganhar jogo no grito.

Se algum dia esse utópico cenário se tornar realidade, talvez tenhamos uma torcida menos agressiva e mais tolerante às diferenças. Se os jogadores não demonstram respeito entre si, como cobrar isso dos torcedores? Estamos no limite entre a piada e a ofensa e isso é deprimente.

Enquanto isso, só me resta curtir o melhor início de temporada do Brasileirão dos pontos corridos. Avante Mengão! Pé no chão que esse Brasileiro é nosso!

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Carta para a bela Bela

Rio de Janeiro, 28 de Junho de 2008.

Querida Amiga!

Estou com tanta saudade de você! Hoje me deu um apertinho no peito, sabe como é? Passa um pouquinho da meia noite. Eu estava com a Carlinha e com o Fernando lembrando de quando te enchemos para que você procurasse pra gente uma camiseta do Gentileza em uma lojinha no fim de uma galeria que ficaria no fim de uma ruazinha lá em Niterói. E não foi a primeira vez que falei de você hoje. Eu estava histérica pois eu não conseguia achar seu telefone e queria muito ouvir sua voz.

Estou pra te ligar desde que recebemos os cartões. Isso! Recebemos os cartões! Eu amei, quase chorei... Todos adoraram, Belinha! E foi um rebuliço porque, por mais discreta que eu tentasse ser, é óbvio que eu não consegui. "A Bela nos mandou cartões!!!!!", eu gritava baixinho e entregava mais um... E eu fiquei muito, muito feliz com o meu. E faço idéia de quantos lugares maravilhosos, além de pubs e bares fabulosos você já não conheceu. E teve show da Joss que eu não fui porque era muito caro e eu fiquei muito frustrada. E eu queria te ligar pra falar tudo isso e não conseguia porque não achava o raio do número do telefone. E eu estava inconformada.

Aí fui ler seu blog. Consigo te ver a cada post, xingando o framenguista (só te perdôo por falar assim porque estou com muuuuuitas saudades) e a joaninha, arregalhando os olhos miúdos a cada novo castelo, rindo sozinha pra dirigir pela primeira vez um "carro do avesso", te imagino deslumbrada no show do Pete ou empolgada arrumando incansavelmente o quartinho renovado (que, à propósito ficou lindo!). Pensei em comentar os posts, mas era tanta coisa pra falar que o spaces provavelmente me barraria pelo excesso de caracteres. Por isso comecei essa carta....

No mais tudo quase igual. Além de uma separação, um bebê chegando agora, outro bebê que chega no ano que vem, o coral que vai fazer outra apresentação, um estagiário que vai virar empresário, uma ex-estagiária que vai mudar de emprego e um relacionamento totalmente inesperado, acho que está tudo na mais monótona normalidade.

É isso... Muito bom saber que você está aproveitando cada minuto dessa experiência. Muito bom saber que esse novo mundão que invade o seu coração ainda deixa um pedacinho pra gente que ficou aqui um pouquinho pra trás, mas que não te tira da cabeça...

Um beijo enorme, Comprida!!!!
Claudinha


quinta-feira, 26 de junho de 2008

Nada que não tenha visto antes

Trecho de J'en connais (Carla Bruni)

J'en connais même tellement qu'ça me prend trop de temps,
Et ma pauvre maman se dit en soupirant,
"Qu'ai-je fait pour cela ?
Est-ce de ma faute à moi,
Si ma fille est comme ça ?"

J'en connais dans chaque port,
Dans chaque sud, dans chaque nord,
J'en connais sans efforts,
J'en connais qui vont dire,
Que je suis bonne à maudire,
Et moi ça me fait sourire...

E então, além de rir, só posso dizer: "Aê! fala serio!!!!"

domingo, 15 de junho de 2008

O Menestrel

Depois de 3 anos voltei a um show do Oswaldo. Casa lotada. Quem nunca foi ou não gosta dele pode se perguntar como isso pode acontecer, uma cara que pouco aparece, com fama de chato e que insiste em escrever contos de fadas hippies em pleno século 21, lotando uma das das maiores casas de show do país. Mas acontece, e não é surpresa nenhuma para os seus fãs que esgotam os ingressos na primeira semana de vendas.

Dessa vez não vou dizer que foi perfeito. Por um simples detalhe: não gostei do som. Não parecia 100% ajustado. Parecia grave demais, mas não entendo do assunto. Li que no show de BH os fãs perceberam muitos problemas técnicos e não sei se existe alguma relação. Mas pessoalmente eu sempre apreciei o trabalho do Oswaldo pelo capricho e pela atenção aos mínimos detalhes de suas produções e por isso fiquei tão incomodada.

Mas de positivo, em contra-partida, tem todo o resto. O clima, a platéia, o set-list, o cenário mais simples do mundo, o improviso de uma música composta no palco e a surpresa da chegada do Milton Guedes com seu sax, flauta e assobio no meio de Lua e Flor.

Eu não havia pesquisado nada sobre o DVD Intimidade, justamente o que estava sendo lançado neste show. E isso me gerou pessoalmente uma grande e emocionante surpresa: Lume de Estrelas. Sempre que alguém me pergunta se tenho alguma música favorita eu me arrepio pois não consigo dizer uma apenas. Por Brilho, Ao Nosso Filho Morena, Se puder Sem Medo, Estrelas, Sem Mandamentos, sei lá. Cada uma tem um momento. Mas Lume de Estrelas me toca lá no fundo, sabe? Demorei até para reconhecer a música. Estava totalmente habituada a tê-la apenas para mim. Quando muito ouvia o Beto cantar. Cheguei mesmo a pensar que era daquelas criações renegadas pelo seu criador. Mas não é! Quando percebi o que ele ia cantar, meu coração disparou. Gente, pára! Eu sei que é clichê e é piegas, mas foi isso aconteceu caramba! Me deixem curtir o momento que ainda está fresquinho na minha cabeça. E, como diria Gump (o Forrester): "e é tudo o que eu tenho a dizer sobre isso."

Humor: em estado de graça até o ano que vem!

Para os não-iniciados:



Lume de Estrelas

(Oswaldo Montenegro/Mongol)


Toda vez que eu volto, tô partindo

E no sentido exato é por saudade

Ah, coração! taí a festa e nós

Por aí vai nossa colorida idade


Diga depressa com quantas paixões

Faz-se a canoa do amor que a gente quer

E quando eu não voltar acenda o mesmo lume

De estrelas que eu deixei no teu olhar





terça-feira, 3 de junho de 2008

Vento de Maio

Maio acabou de acabar. Principal evento: minha chegada aos 35 anos. Nunca encuquei muito com o fato de chegar aos 30. Tenho curtido muito essa fase balzaquiana e é normal me ouvirem dizer que não troco meus 30 pelos 20 nem em sonho. Tudo bem que muita coisa que eu gostaria de ter feito eu ainda não realizei, mas no geral estou bastante satisfeita.

Atendendo a pedidos, ou melhor, ao pedido da Bela, seguem os detalhes do 14/05:
  • Comemorei da zero hora até a meia-noite, literalmente!
  • O dia estava simplesmente LIN-DO!
  • Eu parecia uma criança em dia de festa.
  • Tudo dava certo (não deveria ser sempre assim?).
  • Tive muitas pequenas surpresas legais, a esmagadora maioria relativa a palavras carinhosas que eu definitivamente não esperava.
  • O almoço foi com o pessoal do trabalho, mas tinha um gostinho inconfundível de festa!
  • Eu não consegui trabalhar direito.... errrr
  • A noite foi deliciosamente maravilhosa, graças à presença de um grupo super querido de amigos e à acolhida do Rio Rock & Blues Club - Lapa, ao som de Alê, Marcelo, Daniel e Walter.
  • Fui devidamente apelidada de "Gazela Saltitante" (pensando bem, podia ser pior já que poderiam ter cantado: "ela está descontrolada!" pois caberia certinho).

Concluindo: foi um dia maravilhosamente especial!

Não é preciso muito para me fazer feliz!

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Text-To-Speech

Recebi hoje por email e vamos compartilhar: você escreve e... o avatar fala!!! É show de bola!

Na verdade é o demo de um site que vende uma ferramenta para criação de avatares falantes a serem incluídos em peças corporativas, mas... who cares! O avatar pode ser masculino ou feminino e são várias opções de vozes para cada idioma. Alguns têm até mesmo sotaque diferenciado como o francês da França e o canadense. E já ia esquecendo: os olhos do avatar seguem o mouse... Sinistro!

Eu já ri muito colocando a senhorita arrumadinha com cara de âncora da CNN para falar alguns palavrões básicos, mas o mais divertido mesmo é indicar um idioma qualquer e escrever em português: a gringa (ou o gringo) vai falar com português com sotaque! Muito bom!

aqui.

domingo, 1 de junho de 2008

Tudo Novo de Novo

Enfim o novo template!

Não é bem o que eu queria mas acho que é exatamente o que eu precisava. Simples e moderninho sem ser mulherzinha. Tenho muita coisa pra escrever. Estou com muita vontade mesmo de encher novamente este espaço com minhas baboseiras e mesmo minhas paranóias.

Agradeço ao Ock pela paciência (acabou não sendo nenhum daqueles lay-outs exaustivamente selecionados, né Amigo? rs) !

Vamos ao trabalho! Não hoje porque tá frio e eu vou ver filminho no sofá...

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Tem sempre uma primeira vez

Estou com muita raiva. Nunca pensei que fosse me sentir assim com relação a alguém que amei tanto. Paciência.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

É assim que vai ser?

Deu no Bluebus: 33% dos homens acham que não tem problema em terminar por email. Acho que a era digital está, definitivamente, começando a sequelar as relações humanas.

É tanta tecnologia de comunicação que deixaria até Chacrinha embasbacado. O curioso é que sobra mensagem, mas falta intimidade. Falta aquela mensagem pessoal, o contato, o sentimento por trás da mensagem. Aquele que não é “encaminhável”.

De acordo com a pesquisa em questão, até que rola uma mensagem pessoal, mas não se trata de um mensagem de apoio ou de carinho, mas uma paulada na cabeça. Já que não é preciso olhar no olho, cresce o número de covardes simpatizantes da prática de terminar um relacionamento com uma mensagem. De certa forma a TV meio que profetizou isso quando mostrou a Carrie de Sex and the City recebendo um toco através de um famigerado e despretencioso Post-It (não me lembro o nome do canalha e muito menos a temporada; quem sabe um dia eu atualizo aqui...). Mas o fato é que banalizou-se a impessoalidade. Estamos, cada vez mais, usando nossos poderes para o mal. Onde vamos parar? Espero que não seja isolados em cubículos cercados de cabos e telas por todos os lados. Oops, acho que já somos assim...

Feliz 2008!

O universo blogueiro nunca esteve tanto em discussão. E eu fico pensando se realmente devo me incluir nessa elite da contra cultura que luta pela liberdade de expressão ou simplesmente pela utopia da informação totalmente compartilhada.

Não escrevo decentemente há muito tempo. Assunto não faltou. Passou Natal e até o ano mudou. O carnaval já passou e a Mangueira não decepcionou (afinal, eu pelo menos não esperava nada diferente do pseudo-desfile da verde-e-rosa). E por aí vai.

Na minha vida também as coisas não necessariamente seguiram o caminho que eu esperava. No fim das contas, nada mudou. Mesmo bat-emprego, mesmo bat-endereço, mesma bat-mesmice. Até aí tudo bem. Só que tudo isso sem a tal da inspiração. Aí é fogo.

O lado bom? Passei a admirar ainda mais escritores. Colunistas então, nem se fala! É talento mesmo. Escrever todo dia, com ou sem assunto, com ou sem inspiração. Impressionante.

E por isso é que volto ao meu espaço querido. Como já escrevi e reescrevi várias vezes por aqui, escrever precisa de exercício. E vou voltar a me exercitar na marra mesmo. Posso perder algum dos meus 7,5 fãs, mas é risco que tenho que correr. Vai rolar uma ou outra baboseira, ok? Mas é por uma boa causa: a minha! =)