segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Cláudia Responde

Pode perguntar que respondo!
Vamos ver do que vocês são capazes.
 

domingo, 6 de dezembro de 2009

Eu já Sabia!


São 20:10 do dia 6, o dia do Hexa. Estou a caminho do sul fluminense, meu novo endereço. Amanhã começo definitivamente em meu novo emprego e tenho mil coisas para resolver. Mas como pensar nessas coisas, mudança, estrada, trabalho, fábrica e coisas assim depois da tarde que vivi? Passei um dos maiores perrengues da minha vida para entrar no Maracanã. Arquibancada vibrante, colorida e barulhenta. Que torcida linda, guerreira e apaixonada! É a maior do mundo mas é também a mais bonita.

Consegui um lugar nas arquibancadas verdes perto de 15:30 e o povo já estava de pé, cantando. E só cantaram exaltação ao Flamengo. Ninguém sequer ensaiou entoar as tradicionais músicas para provocar os rivais cariocas ou paulistas. Era dia de Mengão e só ele importava. Eu sabia que isso era um presságio de que algo muito bom estava a caminho. Quando nossos gladiadores entraram em campo eu me arrepiei inteira. O coro de “Mengão do meu coração” era uníssono, a Nação fazia a sua parte e entrava em campo junto com o time. E logo veio a certeza de que não seria nada fácil quitar essa fatura. Nada de entrega.Estávamos para enfrentar o Grêmio sem corpo mole. E o elenco do Flamengo… Muitos erros bobos, erros de passe, marcação deficiente.

Mas a você, leitor do Magia que ainda não conhece, vou me apresentar: tenho um quê de Poliana e tendo a ver sempre o lado positivo das situações. Essa profusão de erros só se explica com ansiedade e nervosismo. E isso me dá a certeza de esses moços são rubro-negros de coração. Nenhum jogador puramente profissional ficaria nervoso desse jeito. Faria sua parte do trabalho e dane-se o Maracanã lotado e o resto do mundo. Eles não. Queriam lutar e simplesmente não evoluíam. Não adiantava mandar bolas aéreas porque na área tricolor porque a zaga gremista ganhava todas as cabeçadas. Não conseguiam chutar uma bola de fora da área sem que ela explodisse em um dos homens de azul preto que se multiplicavam do nada a nossa volta. Não conseguiam evoluir com uma jogada porque os passes se perdiam no caminho ou sagazes larápios faziam a festa nas costas dos nossos jogadores desatentos e desconcentrados (arrisco dizer até que o Juan era o alvo preferido dos ladrões de bola, só ele não percebia isso).

Quando sofrimento… Aos 21 minutos, tudo começou a mudar: gol do Grêmio em uma bobeada homérica da zaga rubro-negra e, praticamente ao mesmo tempo, gol do Inter no Beira-Rio. Nesses breves instantes de silêncio no Maracanã, fez-se a luz em minha cabecinha desconexa: acabara-se ali o favoritismo. Naquele instante o Inter era o campeão brasileiro. Era oficialmente o fim da nossa alardeada vantagem. E a Nação bem sabe que na adversidade o Flamengo cresce. E a nova certeza que se assomou do meu coração: o Flamengo seria sim Hexacampeão Brasileiro. David empatou e Angelim virou. Grande Angelim! Um dos meus preferidos. O escolhido dos céus para estar ali e receber com categoria o escanteio cobrado pelo Pet. Eu chorava. Tremia e chorava. Novamente o caneco estava ali, ao alcance das nossas mãos suadas. Bastava sobreviver aos próximos intermináveis vinte minutos até o fim do embate.

Somos campeões, Nação! Fizemos uma campanha consistente, ganhamos confrontos diretos, aprendemos com nossos erros e lutamos até o fim! Nada de jogo fácil, foi suado até o fim. E ninguém vai ousar tirar esse mérito da gente! Agora lhes resta apegar-se à velha celeuma da Copa União de 87 para diminuir nossa história. Que percam o sono inventando verdades convenientes. Pura balela. Vão engolir vários argumentos toscos. Não vivemos do passado. Se gostavam de alardear que vivíamos das glórias do nosso passado, agora vão engolir um tempo presente de muita garra: indiscutível hegemonia carioca, uma Copa do Brasil e um Brasileirão. E alguém tem dúvida de que o futuro será ainda mais brilhante?

Uma vez Flamengo, Flamengo até morrer. Se depender do Flamengo, morro feliz!

Texto publicado no Magia Rubro-Negra, aqui

sábado, 28 de novembro de 2009

Hora de dizer bom dia?

O não silencio de uma madrugada fragmentada
Pós noite cheia de opções desprezadas
Reconheci cigarras e a trilha sonora de um filme
Tudo ali, entre pensamentos multifacetados
E eu só queria estar em casa - chez moi
Aquele recanto de móveis baratos e paredes bege sem graça
No edifício feio do inebriante turbilhão suburbano
Onde havia o sim silêncio de várias madrugadas fragmentadas
Agora a luz já predomina
Chega com nuvens e cheiro de calor
Pontinhos verdes aparecem na tela
Sophia Loren em italiano na TV
Dor de cabeça e inquietude pós insônia
E a repentina e implacável percepção de tempo perdido
Momento pré-arrependimento que some como chega
Se esvai ao dar lugar à próxima aflição
E que ela não venha na forma de solidão
Porque estou completamente sem paciência para ela.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Uma noite sem dormir

Passei grande parte da noite em claro. Ouvindo rajadas de tiros que vararam a madrugada. Moro a menos de um quilômetro da Comunidade da Formiga. Os tiros pareciam estar acontecendo na minha porta. Foi uma sensação angustiante. Mesmo sabendo que era muito improvável que meu quarto fosse atingido por uma bala perdida, não vou negar que, por momentos, a noite foi assustadora.
É triste testemunhar de dentro de nossa casa a guerra que assola meu Rio de Janeiro. É triste ver os cariocas reféns de criminosos que são os únicos que tem pleno o direito de ir e vir. É triste saber que, com muita sorte, talvez apenas os meus netos venham a conhecer a Cidade Maravilhosa tal como ela merece.
Não sou especialista em políticas públicas. Não sei o que fazer de imediato para acabar com esse pesadelo. Uma coisa é certa: na ausência do Estado, alguém sempre se aproveita para “vender” serviços que ele, o Estado, deveria suprir. Podem ser candidatos políticos com suas ambulâncias e seus centros de assistência sociais, ou milicianos vendendo gás e segurança, ou mesmo traficantes oferecendo “trabalho” para as nossas crianças. E, depois de estabelecidos estes “domicílios”, removê-los é uma tarefa hercúlea e ingrata. Em horas como essas, chego a achar que é praticamente impossível.
O momento é de tamanha desesperança que eu nem sei direito qual é o objetivo deste post. Um desabafo talvez. Gostaria de saber o que cobrar de quem. Como cobrar uma solução? Com voto? Com carta? Email? Greve de fome? O que faço eu, cidadã, contribuinte, para ajudar a transformar essa situação? Sinceramente não sei...
Eu espero ter forças para resistir à tentação de me mudar da cidade ou de transformar minha casa num bunker. Quero continuar a sair de casa todos os dias e torcer para que nem eu nem alguém querido acabemos virando mais um número na tosca estatística da violência na cidade. Torço também para que mais pessoas de bem pensem como eu e não abandonem meu Rio de Janeiro, deixando-o de presente para os criminosos. Eles não merecem minha cidade.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Presente de Aniversário


O Aniversário era do Clube de Regatas do Flamengo, mas quem ganhou o presente da Olympikus, foi a Nação. Ontem, aniversário de 114 do Flamengo, foi lançado o Totó do Mengão. É um game que pode ser jogado online ou ser baixado por qualquer rubro-negro que curta o bom e velho futebol de mesa. Na festa de lançamento, esta humilde rubro-negra e mais outros 29 blogueiros torcedores, fomos convidados a fazer 1000 gols para que o jogo fosse liberado para a Nação. Isso aconteceu em mais ou menos 2 horas da mais divertida jogatina. O jogo é muito fácil de aprender: é só usar as setas para direcionar e chutar e a barra de espaços para "roletar". A interface é fantástica: podemos escolher entre os 17 jogadores do atual elenco, entre os 3 uniformes oficiais e entre as opções táticas disponíveis. Também é possível ver os replays dos gols com os avatares do jogadores em dribles e jogadas fantásticas, incluindo um gol olímpico do Pet. O capricho com que o game foi feito é comprovado nesses e outros detalhes, como a narração de Silvio Luiz ("Olho no lance!") e a presença de Uruba & Urubinha e das organizadas mais famosas do Mengão - Raça, Jovem, Urubuzada e Fla-Manguaça - com suas faixas, seus cantos e suas festas com bolas vermelhas e pretas no Maraca - lugar onde se passa o game. A festa oferecida pela Olympikus contou também com a presença de jogadores da equipe FlaMaster, Aílton, Gilmar Popoca, Carlos Henrique e Manguito, que conversaram com os blogueiros e se divertiram tentando ganhar uma partida. A propósito, eu ganhei uma (4 x 3).
Saudações Rubro-Negras!










quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Salve São Judas Tadeu! E não só ele...


Salve toda uma nação: a Nação Rubro-Negra. Hoje, 28 de outubro, dia de São Judas Tadeu. Ele, o padroeiro do Flamengo e meu próprio, pois em sua igreja eu fui batizada. Ele, que emprestou sua data para que celebremos na Cidade do Rio de Janeiro (oficialmente) – e em vários cantos do mundo – o dia do Flamenguista.


Sou Flamenguista desde que me entendo por gente. E falar do Flamengo pra mim é mais do que emocionante porque se trata de trazer meu avô de volta à vida: Seu Beleza, o pai da minha mãe, que também é Flamenguista. Agora me diga você: o que esperar de um sujeito com um apelido desses? Uma figura querida por todos na vizinhança. Pedreiro, batalhador, patriarca apaixonado e avô carinhoso. Ele respirava Flamengo. Vivia o Flamengo. Sorria e chorava com o Flamengo num tempo em que o futebol era muito mais do que 11 marmanjos querendo ser exportados para a Europa ou para o Oriente Médio. Ele viu o primeiro Tri-Campeonato Carioca (42/43/44) com Mestre Ziza, Domingos da Guia e companhia. Viu o segundo tri (53/54/55) com Zagallo e também viu a estréia do Galinho em 72. E como ele amava esse clube, campeão na terra e no mar! E assim eu nasci com este gene indescritível e inabalável e inexplicável e incurável, incubado na minha existência: a paixão pelo Clube de Regatas do Flamengo


Mas o que é ser Flamenguista? Vou recolher-me ao clichê desta perguntinha óbvia para o dia de hoje e tentarei respondê-la à altura da Nação: 


Ser Flamenguista é, antes de mais nada, ter coração. Não me refiro ao músculo cardíaco, mas à bomba pulsante, vibrante que acelera duas vezes por semana no peito de 35 milhões de rubro-negros que têm o privilégio de sentirem-se vivos desta forma arrebatadora. 


Ser Flamenguista é envolver-se em cada partida. Mais: é transformar cada partida numa batalha, numa final de campeonato. É ser fiel e torcer simplesmente porque o time está em campo e ponto. É aplaudir até lateral, se ele foi perseguido na raça. 


Falando em raça, ser Flamenguista é ter ‘raça’ no vocabulário e no estilo de vida. É não se conformar, não se acomodar. É trabalhar o dia inteiro e ainda ter força para gritar sempre – coro unido, uníssono e muito alto – nas noites de quartas ou quintas. É saber que a vida é cheia de altos e baixos e seguir em frente, reconhecendo que no futebol essa montanha-russa é muito mais vertiginosa, mas sem nunca se deixar abalar e manter firme a paixão. 


Ser Flamenguista é ser o único a saber exatamente o que vai encontrar ao chegar às arquibancadas no Maracanã: a festa mais linda de todas. A Nação embalada pelos cânticos mais emocionantes. Homens, mulheres e crianças que – sem apelos, campanhas ou promoções – batem ponto no templo do futebol para cantar e torcer pelo esquadrão mais pressionado do futebol: aqueles rapazes que crescem em campo e viram guerreiros para defender o mais querido do mundo. 


Ser Flamenguista é sangrar junto com o time. E aqui, dou voz a ninguém menos do que Nelson Rodrigues: “O adepto de qualquer outro clube recebe um gol, uma derrota, com uma tristeza maior ou menor, que não afeta as raízes do ser. O torcedor rubro-negro, não. Se entra um gol adversário, ele se crispa, ele arqueja, ele vidra os olhos, ele agoniza, ele sangra como um césar apunhalado.” 


Já disse aqui antes que nada tenho contra outros clubes brasileiros. Gosto de futebol levado a sério e quero ver partidas maravilhosas tanto no Carioca quanto no brasileirão. Times de primeira linha para que quando eu grite “É CAMPEÃO!” não haja a menor das ressalvas. Sei que a maioria não é assim. Que quem não ama simplesmente odeia o meu Flamengo. Nada posso fazer. Na verdade tenho pena de gente inteligente que se dá ao trabalho de se preocupar com meu time a ponto de partir para ofensas pessoais – que sempre acabo relevando. Tenho pena daqueles cujo amor ao próprio time não se basta como o meu amor pelo Flamengo me completa. 


Meu nome é Cláudia Simas. Nascida sob o signo rubro-negro e o ascedente em Zico, a estrela maior. Eu sou apaixonada, vibrante, batalhadora e feliz. Eu sou Flamenguista, de sangue e carteirinha. 


E hoje é o meu dia, o seu dia, o nosso dia, Nação! O Dia do Flamenguista. Graças a São Judas Tadeu!


Saudações Rubro-Negras.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Procurando Emprego

Na contínua busca por um novo emprego, obviamente respondo a alguns anúncios que aparecem por email diariamente. Um deles já apareceu, vindo da mesma agência, exatamente 6 vezes em três semanas. Em todas elas enviei o email com respectivo CV anexado e uma breve apresentação no corpo do email. Não ouve nenhuma resposta até o momento e, por email, disse à amiga que me encaminnhou esta e outras oportunidades que continuaria respondendo ao anúncio, tantas vezes fosse publicada.

Eis a resposta dela:

Várias possibilidades: 
1 - Eles não são capazes de interpretar corretamente o seu CV e realizar que você seria uma ótima aquisição para o quadro de funcionários deles;
2 - Eles interpretaram corretamente e lamentam não estar no seu nível de conhecimento para lhe oferecem um salário digno. Envergonhados, nem respondem;
3 - Recebem tantos e-mails que não dão conta de ler nem 1/10 porque são incompetentes e você não merece passar por isto de ir trabalhar em uma empresa tão "chinfrin";
4 - "Alguém lá em cima" gosta tanto de você que lhe reserva uma vaga mil vezes melhor e está impedindo que você vá para esta bosta de vaga que estão oferecendo;
5 - Eles esqueceram que a vaga já foi preenchida e ão retiraram o anúncio...
Vá entender, né? 
Beijão (continuarei a torcer para que o ítem 4 acima seja o correto)
Katita
Como já disse aqui em outras oportunidades: eu amo meus amigos!

Nem título tem

Quero escrever. Quero muito escrever, mas não sei o que. Falar das minhas paranóias, da minha inquietude e da minha paixonite. Mas a primeira é imprecisa, a segunda é momentânea (espero) e a terceira é indescritível e, sinceramente, acho que prefiro mesmo não falar nela. O que eu queria mesmo é escrever fácil, como aquelas pessoas que têm o pensamento ordenado e simples e basta um tema para desencadear o raciocínio e a redação. Ou como os músicos que dedilham facilmente os instrumentos mal olhando para as cordas enquanto eu me esforço para respirar compassadamente. Quero rascunhar um poema, compor uma canção, contar um conto, expor uma teoria, destrinchar a filosofia. Nada. Nada sai dessa cabeça de vento. Assuntos vêem e vão enquanto os vejo passar na janela tal qual a Carolina de Chico. A crueldade da minha total inaptidão criativa não só me frustra, mas me corroe de tanta inveja alheia. Que feio. Que vergonha.


O que será que me falta? Um muso? Não. Disciplina. Provavelmente. Experiências contáveis? É possível. Talento? Com certeza.


Quero escrever sobre os livros que li e sobre os que quero ver. Falar dos filmes que amo e dos que ainda não amo porque simplesmente ainda não os vi. Enumerar as canções que montam a trilha sonora de uma pessoa viciada em sonoridade. Relatar o cotidiano de um escritor que não sabia que escritor era profissão e acabou se tornando outra coisa. Apresentar a família muito única e muito ouriçada. Daquele tipo até bem normal, que briga aqui, reconcilia acolá, mas não tem nenhum dramalhão para contar além da luta para pagar as contas no fim de cada mês. Já sei! A culpa é da escola que não deu livros suficientes para ler ou não me demandou um razoável número de redações na infância. Não. Desculpa canastrã demais até mesmo para mim (a rainha das justificativas injustificáveis).


Quero homenagear meus ídolos, meus heróis, minha geração. Quero citar meus amigos. Os velhos e os novos. São tantas figuras, tantas presenças, tantos presentes. Mas isso me apavora ainda mais porque não me atrevo a restringir o brilhantismo de suas personalidades fantásticas ao meu texto limitado. Falar impulsivamente, sem temer o assunto, a polêmica ou mesmo a luxúria. Mas me sinto cada vez mais incapaz. O que me resta? Pensar em parar. Não, não me conformo. E também não sei o que fazer. Ai que angústia sufocante e gelada.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Pequenas grandes coisas que me fazem sorrir


Cheiro de café
Chocolate quente (de verdade) no frio
Mãozinha de bebê segurando nosso dedo
Macarrão ou feijão da minha mãe
Coca-cola muito, muito, muito gelada
Beijo no pescoço
Sentar à noite com os pés na piscina de água fresca
Achar notinhas de dinheiro esquecidas no bolso da calça
Cheiro de refogado de alho no azeite
Tirar o sapato depois daquela super festa e pisar na cerâmica fria
Sair do banho com o cheiro do sabonete
Ver o sol nascer
Cheiro de terra molhada de chuva
Filme com cobertozinho numa tarde chuvosa
Pão recém saído do forno da padaria
O primeiro gole daquela cerveja super gelada
Rir até chorar ou doer a barriga
Banho de mangueira/borracha no quintal numa tarde quente
Pipoca salgada fresquinha feita em casa
Abraço apertado de amigo


(*) A imagem veio daqui.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Perdas

Essa é a palavra que resume o ano de 2009 para mim. Em vários aspectos e várias situações, a palavra perda se repetiu fria e cruelmente no decorrer do ano. E algo me diz que ainda não acabou. Mais uma mudança acabou de acontecer na minha vida. E mais uma à revelia da minha vontade. Surpresa, mágoa, frustração, apreensão, angústia e muita coisa passando na minha cabeça agora. Insegurança e baixa autoestima no top-top. Aquela coisa de que muita coisa poderia ter sido feita de forma diferente. Ou aquela outra de que eu tomei decisões erradas. Ou então a máxima da autopiedade que diz “pelo menos eu tentei”.

Várias pessoas estão ao meu lado. Um apoio que poucas vezes na vida me vi recebendo. E não dá pra refletir em palavras o quanto sou grata por isso. “Nada acontece por acaso”; “quando Deus fecha uma porta, ele abre uma janela”; “o que é seu está guardado” e muitas outras frases feitas (ou nem tanto) para situações assim chegam aos montes no meu email e via SMS (graças a Deus). São inúmeros depoimentos de apoio e solidariedade. Às vezes eu até consolo em vez de ser consolada. Mas o fato é que (sem medo do exagero previsível e clichê por trás desta colocação) eu não sei o que seria de mim hoje se não fosse essa torrente de demonstrações carinhosas. Só me resta dizer: obrigada, Deus, pelos meus amigos!

Agora é pensar o que deu errado e o que fazer daqui pra frente. Penso se não seria essa a hora de vender água de coco em Fortaleza ou fazer artesanato em Porto Seguro, mas acho sinceramente que não vai ser esse o caminho a seguir. Ao mesmo tempo em que algo me diz que logo, logo tudo se resolve, outra voz insiste em me dizer que irei penar um bocado e o ânimo cai em velocidade vertiginante. Mas já dizia Walter Franco: “Tudo é uma questão de manter a mente quieta, a espinha ereta e o coração tranqüilo”. Respiro e tento seguir com o miniplano: lembrar de todo mundo que pode me ajudar. E agradeço imensamente desde já.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Teco e eu (ou "meu primeiro smartphone")

Finalmente eu tenho um smartphone. Falei para a atendente no balcão da loja da operadora: "quero um smartphone, com 3G, Wi-Fi, Bluetooth e bem baratinho". Ela riu como quem dissesse: "mais nada? ganhar na loteria também, né?" Olha daqui, escolhe dali, pesquisa preço, pesquisa bônus, olha tabela, consulta estoque e não é que conseguimos? Sou a mais nova feliz proprietária de um LG GT810, devidamente batizado de Teco (o Tico ainda ficou aqui para a cabecinha não ficar oca de vez). Dentro do meu plano e considerando os pontos que eu tinha no programa de fidelidade, essa belezinha saiu de graça. Isso faz com que o acabamento metálico cromado ou polido (não sei bem a diferença) brilhe bem mais aos meus olhos. É um aparelho robusto, não transmite leveza ou fragilidade e isso para mim já faz uma super diferença. A tela é de 3 polegadas e é revestida por uma película que deixa quem o pega ela primeira vez na dúvida de qual é a frente do aparelho. Muito bonito o bichinho.

O preço (ou a ausência dele no meu caso) faz com que a câmera de 3.0 (sem flash) seja excelente assim como o Windows Mobile 6.1 que já vem instalado. Dá para se conviver com eles tranquilamente. Mais algumas coisas me incomodam muito:

1) Não consigo fazer com que ele só se conecte à rede de dados quando for solicitado (tenho a impressão de que isso faz a bateria evaporar);

2) Ele usa o Outlook para gerir contactos e compromissos, mas os aniversários armazenados em 'Contatos' não migram para o 'Calendário';

3) Não é Plug & Play. Precisa instalar o CD. Pra mim isso é "muquiranice", como diz meu Tio Oscar.

4) Não consegui me entender com o ActiveSync. Só quero um programa para fazer backups e transferir arquivos e parece que a sincronização de tudo (contatos, calendários, emails, arquivos) é levada muito a sério por aqui.

5) E o pior de tudo: não consegui configurar "I Feel Good" para ser meu despertador! Oh my God!!! Por que uma coisa tão simples não pode ser feita?

Tirando isso (e estou ciente de que algumas dessas coisas podem ser devidas simplesmente ao fato de que eu ainda não consultei o manual), tem sensor de movimento (ou acelerômetro para os iniciados - aprendi com a @happymoon) que é bem rápido (não no nível do iPhone, é claro), função de touchscreen - com caneta ou não - que funciona com bastante precisão (aliás, a caneta fica penduradinha dando um toque feminino a um aparelho até então bem ‘unisex’), slot para cartão microSD de até 8Gb e menus muito amigáveis. Vem com bastante coisa instalada, inclusive o MSN e o Google Maps com o tal A-GPS, que parece funcionar direitinho, mas isso eu ainda não testei.

Fico por aqui com meu primeiro pseudo-release tecnológico. Sigo futucando aqui meu brinquedinho novo e apanhando um pouco para me acostumar a tantas funcionalidades. Mas estou bastante satisfeita e acho que isso basta. Ou não?

terça-feira, 7 de julho de 2009

VI Metal Jam

Tocando os clássicos das maiores bandas do metal internacional, vem aí:



Dia 11 de Julho (Sábado) no América FC - Tijuca
Rua Campos Sales, 118 - Ao lado do Metrô ‘Afonso Pena’
Início: 18 horas

R$12.00 Antecipado
R$14.00 na hora com nome na Lista
R$16.00 no clube

+ INFORMAÇÕES:
http://www.metaljam.com.br/
http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=1573592

Agora adivinha: EU VOU!
\o/

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Tudo novo de novo, de novo

Então é isso. Tudo novo de novo. Um novo provisório, mas que nem por isso significa menos angustiante. Angustiante nem é bem a palavra. O que estou sentinto está mais para apreensão. Passada a primeira semana, já posso compartilhar algumas impressões. E muitas dúvidas.

Sair da avenida central do bairro para uma rua sem trânsito de ônibus ou caminhões me deu um presente que eu só esperava receber na aposentadoria: ouvir som de pássaros entrando pela janela do quarto. Sim! Em plena Tijuca, acreditem. Sair de casa cruzando com pessoas voltando da padaria com saquinho de papel com pães e crianças uniformizadas também é bem agradável.

Dividir apartamento é uma arte, ou seria uma técnica que deveria ser ensinada em curso específico. Não sei se faço barulho demais ou de menos. Se como ou ofereço comida. Se converso ou fico calada. O limiar de "o meu espaço termina quando começa o do outro" quando se divide apartamento é muito complicado de identificar. No sábado, por exemplo, eu queria aconpanhar o jogo entre Flamengo x Vitória e pedi para ligar o rádio. A resposta foi meio óbvia: "Claudinha, você agora mora aqui, não precisa pedir nada. Pode ficar à vontade. De verdade." Legal. Então eu, com medo de ficar espaçosa, estou ficando chata. Muito complicado isso.

Não sei bem como estou me saindo. Se peço um feedback vai parecer muito formal e continuaria sendo a chata. Resolvi escrever sobre o assunto e torcer para especialistas nessa arte leiam este pequeno relato inicial e me prestem um oportuno serviço de consultoria. É eu sou meio absada, sim. Será que tem jeito?

PS: Sem ilustração por enquanto. Como ainda não liguei meu PC, estou usando e abusando do note de minha roomie. ;-)

quinta-feira, 25 de junho de 2009

domingo, 7 de junho de 2009

Esse tal de Rock'n Roll

Sim, eu sou uma pessoa musicalmente eclética e sim, eu sou sambista e sou roqueira. Muita gente não entende bem como isso acontece, mas eu lhes garanto que essas duas Cláudias convivem tranquilamente entre si há muito tempo. Mas tenho que reconhecer que em 2009 a roqueira está aparecendo muito mais do que a sambista. Acho que é meio óbvio: receber Iron Maiden em março e Kiss em abril aqui na Cidade Maravilhosa, na Praça da Apoteose (que é praticamente no meu quintal) foi um presente dos Deuses da Guitarra para mim. Obviamente esses dois eventos foram os pontos altos do ano. Fiquei deslumbrada com a viagem no tempo que o Iron nos proporcionou com seu show Somewhere Back in Time. E me transformei numa criança alucinada, juntamente com muitas crianças de verdade, que acompanhadas dos pais foram assistir ao show do Kiss e todo o mise-en-scene que se esperava dos caras que, graças às suas máscaras, não envelhecem. 

Chegamos em maio e, para comemorar meu aniversário, mais rock'n roll: desta vez dos meus amigos do Elemento Surpresa que marcaram a data e o lugar do show praticamente por encomenda. De Alanis à Rush, passando por Legião e Bon Jovi, eles fizeram da minha festa um super show de rock! Conheci os rapazes do Elemento ano passado, quando faziam shows com mais frequência no Rio Rock & Blues Club - Lapa, lugar que virou um refúgio para a roqueira carioca um pouquinho carente que não tinha grandes opções para curtir um bom ambiente ao som das guitarras. Ali assisti de tudo um pouco em matéria de rock. Covers do Pink Floyd, Kiss, Scorpions, Lynard Skynard, entre outros. Vi até um show muito, mas muito legal do lendário Serguei. A Lapa ganhou mais um Rock Point ainda em 2008 com a inauguração, ao lado do Rio Rock, da Heavy Rock Pizzaria, do excelentíssimo Pamplona (gente boa com cara de mau), abrindo as portas para outras bandas se apresentarem entre os acessórios de motos espalhados por todo o lugar.

Voltei à 2008 porque o que está acontecendo agora no Rio só pode ser fruto da abertura e da subsequente estabilidade destas duas casas em pleno reduto carioca do samba. Não é que não houvesse "Rock in Rio", mas tínhamos que procurar muito. Uma festa aqui ou outra ali, normalmente em dias úteis. Mesmo com os mega-shows do Rio não ficando lotados como eu bem gostaria, parece que os roqueiros cariocas são em número suficiente e com tal paixão que faz valer o investimento dos empresários da noite no segmento. E, assim, parece que é a região da Tijuca que desponta como uma espécie de pólo roqueiro. São 3 opções na região: duas na Praça da Bandeira e uma nas proximidades da Praça Vanhargem. Isso sem falar da sexta edição de um festival bem aqui, no América.

Falar de Praça da Bandeira é falar do Garage e do Heavy Duty. E você pensa que vem coisa nova? Claro que não! O Garage está renascendo, preparando para julho a sua grande volta como reduto tradicional do cenário underground carioca graças a uma parceria (pelo menos foi isso que eu entendi) com o pessoal do Grupo Matriz. Muitas bandas em início de carreira tinham no minúsculo e quente palco do Garage sua primeira grande oportunidade. Costumava-se dizer que o Circo Voador era coisa de filhinho de papai e que banda de rock que prestasse tinha que passar pelo Garage e agradar seu exigente público. Pois é. Nas idas e vindas da casa mais underground do Rio, sua "remodelagem" deve mantê-la no clima "alternativo" das bandas independentes. Espero. O Heavy Duty Beer Club, que já conquistou há um bom tempo seu lugar entre metaleiros e, principalmente, motoqueiros cariocas, só deve lucrar com a volta do Garage como player nesse tabuleiro do Rock. São vizinhos que se completam e somos nós quem ganhamos nas calçadas da Rua Ceará.

E a Tijuca? Fecha um tradicional bar português, povo reclama, diz que as coisas não são mais as mesmas, tá tudo abandonado, blá-blá-blá. Mas no fim, ganhamos um Calabouço de presente! Muito bom pra ser verdade! A caçula das casas de rock da região é um lugar fantástico que conheci na esta semana. E vou virar habitué. Pôsters e fotos e telão e frases espalhadas pelas paredes sobre o que é ser metaleiro. Músicas e clipes e shows e filmes e sinuca e todo tipo de roqueiro e roqueira passando pelo lugar. E excelentes preços. Nessa primeira visita, nenhum ponto negativo. Pode ir sem medo! E a Tijuca recebe ainda, pela terceira vez, o festival Metal JAM, no América Football Club. O que começou como uma festa de aniversário agora é um tradicional evento com nada menos do que 50 bandas cariocas de heavy metal. É só pagar (baratinho) pra ver.

Pra encerrar o testemunho de que o som das guitarras está sobressaindo ao dos tambores este ano, compartilho com vocês a minha mais nova mania semanal: ouvir o Máquina do Tempo. Minha semana não começa enquanto Leandro Bulkool e Ocktock não liberam a edição da semana. Trata-se de um podcast viajante, que nos convida a viajar no tempo - com DeLorean e tudo - e visitar a evolução do Rock'n Roll do decorrer dos tempos, desde os anos 50 até os dias atuais. Pura Enciclopédia. Vai lá.

Além de tudo o que escrevi, se confirmados os rumores e cogitações, ainda podemos ter MettálicaACDC e Faith no More esse ano por aqui... Haja pescoço!

quinta-feira, 28 de maio de 2009

A ultima angústia que não passa

É isso
Fecho meus olhos e sinto seu cheiro e sinto seu gosto e ouço sua voz baixinha em meu ouvido
E quando eu os abro, não há ninguém além da lembrança da outra noite
E isso dói
É isso
Tem momentos que vejo um mundo inteiro nos seus olhos e no segundo seguinte uma neblina infinita
Porque você o esconde de mim e você se esconde de mim e some, instantaneamente, ainda que presente
E me olha mas não vê, fazendo-me transparente sem querer, eu sei, mas eu percebo o olhar distante
E como dói
É isso
Queria parar de chorar e ser feliz com o que temos e lhe ver como você me vê
Queria ter coragem
Aquela coragem quase insana necessária pra lhe falar o que sinto
Dividir o meu aperto e abrir o meu peito e expor minha jugular
Mas só de pensar em pegar seu rosto com minhas mãos e lhe obrigar me ver do jeito que quero...
E eu já lhe vejo abaixando o rosto e virando-se de costas e partindo e indo embora devagar e decididamente e não sei se posso lidar com isso
Porque isso dói
É isso
Hoje só me sinto uma idiota que percorre essas fatídigas quatro ruas pra se perder novamente
Que procura numa migalha a droga pra se enganar e que muda suas resoluções como lhe convém para conseguir conviver com essa dor
Ô inferno ingênuo esse que em seu emaranhado de rabiscos me enclausura mesmo sem saber!
E pior, do qual eu não consigo sequer saber se quero me libertar...
É isso

sexta-feira, 1 de maio de 2009

O meu mais triste 1º de maio

Não era a época da altíssima conectividade tal como vemos hoje. Meu 1º de maio de 1994 teve uma manhã normal, com reunião do Clube de Castores de São João de Meriti de 9 as 11 (único compromisso que me fazia perder a transmissão de uma corrida de Fórmula 1) e volta pra casa para o almoço de domingo com a família. Não tinha internet, celular, twitter, nada disso. Velhos tempos.

Assim, ao chegar em casa, meu pai me chamou com formalidade e me deu a notícia do acidente com Ayrton Senna. Seu tom era grave e sério como se estivesse se referindo a alguém da família. Eu olhava para ele e para a TV sem entender direito o que acontecia. Não podia ser verdade, não o Senna. E o choro que começou naquele instante só pararia dias depois – junto com o resto do país.

Não é novidade dizer que o Brasil parava para ver Ayrton Senna passar. O tricampeão tornou-se mais uma inspiração esportiva adotada pelo povo (e reforçado pela mídia) para resgatar em seus corações “o orgulho de ser brasileiro”. A “briga” eterna entre os fãs de Senna e Piquet rendia discussões quase tão acaloradas quanto aquelas que aconteciam entre torcedores de Flamengo e Vasco. São inúmeros os momentos inesquecíveis de Senna na memória do brasileiro. Não à toa ele virou o “o rei da rua”, “o rei da chuva”, “o ‘Rei’ de Mônaco”. Ele tinha o carisma que nenhum outro piloto conseguiu demonstrar desde então. O Brasil ensaiou adotar herdeiros deste carisma em outras categorias esportivas e quase conseguiu com Gustavo Kuerten. Digo quase porque no fundo não era a mesma coisa. Não que os novos ídolos não sejam merecedores, mas arrisco dizer que enquanto tivermos as corridas de Ayrton Senna tão vivas em nossa memória, nossos corações estarão subconscientemente fechados. Talvez daqui a mais uma ou duas gerações estejamos prontos para um novo ídolo.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

O Filme da Minha Vida

Uma dúvida passou a me atormentar desde o primeiro momento em que me dispus a participar da Blogagem Coletiva "O filme da minha vida" promovida pelo Blog Fio de Ariadne: qual é o filme da minha vida? Descobri simplesmente que eu não sei responder a essa pergunta. Tenho alguns muitos filmes que representam um tanto da minha vida, vocês podem ver isso caixinha aqui ao lado sb o título de Cine Paradiso. Mas qual deles eu poderia dizer que é O filme? Não sei. Resolvi então adotar um critério um tanto ilógico. Como vivemos na era do roteiro adaptado, resolvi escolher para este post o filme que, para mim, representa o maior desafio de adaptação de todos os tempos. Aquele que me permitirá dizer aos meus netos: "faço parte da geração que viu este Best-seller tornar-se um mega blockbuster sem decepcionar a maioria esmagadora dos fãs". Assim a escolha fica óbvia. Estou me referindo à trilogia de O Senhor dos Anéis.

Faço parte dos milhares de fãs dos contos de J.R.R. Tolkien. Li O Hobbit e na seqüência os três livros da trilogia literária, A Sociedade do Anel, As Duas Torres e O Retorno do Rei além de O Silmarillion, Contos Inacabados e As Aventuras de Tom Bombadil. Tornei-me consumidora de tudo o que se referia à Terra Média: livros, jogos, ilustrações, RPGs PBMs, etc. Assim, ao tomar conhecimento dos planos de Peter Jackson de levar a trilogia para o cinema, eu passei a acompanhar toda e qualquer notícia da produção e fiquei com um elefante, ou melhor, um olifante atrás das orelhas. O que iriam fazer com todo o mundo mágico que existia dentro da minha cabeça? Com todas as paisagens descritas no detalhe por Tolkien e que eu tinha tão claramente gravadas em minha memória literária. Pois Jackson conseguiu o que 99% dos fãs acharam que ele não conseguiria: ser fiel a Tolkien. É claro que três enormes volumes não poderiam ser levados impunemente às telonas, mas as escolhas dos cortes feitas por Jackson em nenhum momento comprometeram o cerne da estória.

Esqueça tempo e espaço tal qual o conhecemos e você se verá na Terceira Era, acompanhando o conflito contra o mal numa terra fantástica e única, chamada Terra-Média, onde um jovem hobbit recebe de presente de seu tio o Um Anel. Tal presente se transforma numa inesperada aventura para destruir o Um Anel e, consequentemente, assegurar a destruição de Sauron, a personificação do mal na Terra Média, senhor de Mordor e criador dos Anéis de Poder. Juntam-se a Frodo Bolseiro (Elijah Wood) oito companheiros, representantes dos vários povos da Terra Média, os humanos, hobbits, elfos, anões e um poderoso mago, que iriam auxiliá-lo na árdua tarefa e acompanhá-lo por uma jornada de perigo, medo, adversidades e encontros com criaturas bizarras e fantásticas. A "Sociedade do Anel" logo se fragiliza e se quebra, restando a Frodo continuar sua jornada acompanhado apenas por seu amigo fiel, Samwise Gamgee (Sean Astin), e pelo traiçoeiro Gollum (Andy Serkis), um dos antigos possuidores do "Um Anel". Ao mesmo tempo, o mago Gandalf (Ian Mckellen) e o humano Aragorn (Viggo Mortensen), herdeiro exilado do trono de Gondor, lutam para reconstruir a aliança entre os Povos Livres da Terra Média em uma guerra, a Guerra do Anel, contra Sauron.

Absorvi os filmes com a mesma voracidade com a qual havia devorado os livros anos antes. Fui para fila do cinema 3, 4 horas antes do início de cada um dos filmes. Me deslumbrei com a transformação da Nova Zelandia em Terra Média. Fiquei irritada com a erotização da Arwen e a mínima aparição de Galadriel. Mas fiquei fascinada como as diversas raças e povos foram cuidadosamente construídas, ganhando vida aos nossos olhos, desde os hobbits, anões e elfos até os orcs, nazgûl, olifantes, ents e, principalmente por que não, o asqueiroso e pegajoso Gollum.
.
É isso! Deixo os clássicos queridos para cinéfilos e cinéfilas mais versados e mais entendidos do que eu e fico com a trilogia que virou uma espécie de identidade. Alguns amigos comentam entre si: "quer saber de 'O Senhor...', fala com a Claudinha". Acho que foi a escolha mais acertada. E finalizo esta homenagem citando Gandalf e uma verdade que vale para o filme ou para vida real: "All we have to decide is what to do with the time that is given to us."

quarta-feira, 1 de abril de 2009

20 coisas que (quase) ninguém sabe sobre mim

  1. Falo sozinha o tempo todo.
  2. Tenho alergia a penicilina e a amendoim.
  3. Não gosto do meu nariz nem dos meus joelhos.
  4. Possuo um amor platônico.
  5. Me odeio quando perco a hora.
  6. Já ganhei um festival de música como letrista.
  7. Não sou fã de rosas vermelhas.
  8. Fiz figuração na novela A Gata Comeu.
  9. Demoro demais para perdoar.
  10. Me arrependo de não ter feito a pós em jornalismo que um professor sugeriu.
  11. Sou muito, muito, muito mais tímida do que aparento. 
  12. Não entendo nada de literatura brasileira (e me envergonho muito disso).
  13. Adoro jogar pocker.
  14. Nunca gosto de fotos minhas.
  15. Tenho um ótimo senso de direção.
  16. Muito dificilmente mudo minha primeira impressão de alguém.
  17. Sei fazer panquecas e virá-las no ar.
  18. Quando adolescente, queria ser engenheira química especializada em energia nuclear.
  19. Ainda choro quando vejo E.T.
  20. Adoro a penumbra mas tenho medo do escuro (e dos monstros do armário).

quarta-feira, 25 de março de 2009

O tamanho do "1 trilhão de dólares?

Toda essa conversa de "pacote de estímulos" e "salvamentos financeiros", Fala-se em 1 bilhão de dólares... 100 bilhões de dólares... 800 bilhões de dólares... 1 TRILHÃO de dólares...
O que isso significa?

Bem, vamos começar com uma nota de $100 dólares.
Atualmente, esta é a maior nota em circulação nos E.U.A. Muitas pessoas já viram uma delas, poucos possuem uma no bolso, e é garantia de fazer amigos onde quer que vá.

Um pacote de cem notas de $ 100 dólares é inferior a 1 / 2 polegada de espessura e contém $ 10.000 dólares. Encaixa facilmente no seu bolso e é mais do que suficiente para uma semana ou duas de diversão da pior (ou melhor) espécie.

Acredite ou não, esta pequena pilha abaixo é de US $ 1 milhão de dólares (100 pacotes de $ 10.000). Você poderia colocar esta quantia em um saco de papel de supermercado e passear por aí com ele facilmente.


Enquanto que a merreca de $ 1 milhão parece bem inexpressiva, $ 100 milhões de dólares é um pouco mais respeitável. Ele se encaixa perfeitamente em um palete de madeira padrão, veja:


e $ 1 bilhão de dólares... Agora parece que estamos chegando a algum lugar,10 paletes.


Em seguida, vamos olhar para um trilhão de dólares. Este número é o que temos ouvido nos últimos meses, nas notícias do mercado financeiro e sobre a crise mundial. O que é um trilhão de dólares? Trata-se de um milhar de milhões. É o número 1 seguido por 12 zeros. Está pronto para isto? É bastante surpreendente.

Senhoras e senhores... Eu lhes apresento o tamanho de $ 1 trilhão de dólares ...




(repare que os paletes são pilhas duplas)

Portanto, da próxima vez que você ouvir alguém falar por aí sobre "trilhões de dólares", é disso que eles estão falando. Este é o tamanho da conversa!!!

Recebido por e-mail.
PS: Alguém me arruma um saquinho de papel?

terça-feira, 10 de março de 2009

Os Manés e eu

Sexta-feira, 6 de março, 16:10, embaracava rumo à Ilha. Já conheço Florianópolis de outros carnavais, ou melhor, outras oportunidades, porque no carnaval mesmo eu nunca estive por lá. Mas já que apareceu a oportunidade, e viajar a lazer nunca é demais, lá fui eu. E deixo aqui alguns momentos memoráveis destes 3 dias e 3 noites um tanto inusitados.
  1. O hotel (Baía Norte Othon Classic) não era grande coisa mas deu pro gasto já que a intensão era só dormir por lá.
  2. Assegurei às minhas amigas que não havia problema algum em alugar um carro porque a cidade era totalmente sinalizada. Ao comprovar minha afirmação, Tati disse: "Nossa! Estou impressionada: como é bem sinalizada! Quem fez isso foi uma mulher, né?"
  3. Noite de sexta na Lagoa da Conceição é "fight" total como eu nunca vi na vida. No início eu pensei "nossa! como o povo é saidinho!!!", mas em pouco tempo me senti em uma enorme canteiro de obras. Rapazes atrevidos, esses manezinhos! Imagina se eu estivesse magrinha...
  4. Hermanos por todo lado!!! Cadê a crise? Na Argentina não tem crise?
  5. O sábado não era de sol, mas o tempo estava firme e fomos em direção às praias do norte da Ilha. Visitamos Daniela, Jurerê, Ponta das Canas, Canasvieiras, Lagoinha, Praia Brava, Ingleses e Santinho. Minha preferida, apesar das bandeiras vermelhas espalhadas, foi Santinho. Fiquei decepcionada com Jurerê: uma faixa de areia mínima, paisagem sem grandes destaques e sem o buxixo que eu imaginava haver 7 dias por semana, 24 horas no lugar.
  6. Como o domingo amanheceu chuvoso, colocamos o pé na estrada rumo ao Balneário Camboriú. Parada apenas para conhecer Bombinhas e seu cantinho no fim da praia que é o preferido dos mergulhadores. Fan-tás-ti-co!!!
  7. Chegamos ao Balneário perto das 14h e voltamos para almoçar no Recanto da Sereia, em Itapema. Uma anchova maravilhosa que custou R$ 22,00 já incluídos a bebida, a sobremesa e o serviço.
  8. Fim de tarde, voltamos para Camboriú e demos uma volta no Bondindinho (é assim mesmo que se escreve) para conhecer a cidade e, mais uma vez, nos vimos em uma filial de Buenos Aires. Pegamos o carro para comprar lembrancinhas no Centro e começou a chover. A chuva apertou e, quando estávamos no caminho de volta para a casa onde nos hospedaríamos, percebemos que a água subia muito rápido. Nunca dirigi com tanta água. Muito, muito medo. Carros na contra mão, motos cortando tudo e todos. ônibus que paravam do nada e, consequentemente, nosso carro afogado. Embicamos o carro numa calçada mais alta e esperamos. A chuva forte durou menos de 1 hora e demorou pouco mais de 2 horas para que toda a água das ruas escoasse. Graças ao bom humor dos funcionários de uma lanchonete esse tempo não foi de 100% mal-humor.
  9. Na manhã de segunda fomos conhecer o Píer e o Teleférico da cidade, o que defitnitivamente valeu a visita ao Balneário. Pena que a chuva não nos abandonou completamente e prejudicou um pouco o passeio que é formidável e que eu pretendo fazer novamente (à despeito de meu medo de altura).
  10. Na estação final do teleférico havia uma loja de camisetas com várias paródias de slogans famosos: o famoso "m" dourado que dizia - "mulheres - amo muito todas elas", ou um bonequinho redondinho com um copo na mão dizendo "vivo bêbado", ou uma camiseta azul vermelha e branca com a inscrição "tommy cerveja" e por aí vai... Como eu queria ter dinheiro. Todo mundo ia ganhar camiseta!
  11. Perdi o vôo das 17:20 e voltei só às 19:30 com direito a episódio toscamente dublado de The Big Bang Theory, a turbulência e a sobrevôo de mais de 30 minutos aguardando autorização para pouso no Tom Jobim.
  12. Ao ligar o pc em casa e dar uma lida de leve no O Globo foi que eu fiquei sabendo que a tal chuva forte em Camboriú era, simplesmente, um tornado.
That's all folks! Pra quem queria um fim de semana diferente, acho que não posso reclamar. =)

Nos idos de 73...




Enquanto Dalvinha estava em trabalho de parto na Maternidade Menino Jesus, as rádios tocavam e repetiam incessantemente o hit "You Are the Sunshine of My Life" com Stevie Wonder. Não sei como sobrevivi até hoje sem essa informação! Mas até que é divertido, já que eu não fazia a menor idéia do que encontraria ao tentar responder essa pergunta... E, na boa, acho que estou no lucro.

Peguei a dica no twitter @estupendo  que achou no Não Salvo. Se você quiser descobrir o que provavelmente sua mãe ouviu no elevador da maternidade quando lá chegava pra lhe dar a luz, selecione abaixo o mês de aniversário, em seguida o dia e poderá verificar seu hit na listagem pelo ano do seu nascimento. Deixe nos comentários o resultado para que eu saiba se tenho mais ou menos sorte do que vocês!

Janeiro - Fevereiro - Março - Abril - Maio - Junho - Julho - Agosto - Setembro - Outubro - Novembro - Dezembro

PS: Não sei se existe um site similar que nos indique a equivalente canção brasileira, se alguém souber é só complementar via comentários! =) 

Yes, I can!

Disseram que eu voltei obamarizada...


Faça o seu também aqui.

quarta-feira, 4 de março de 2009

O Quarto

meus ombros doem e minhas mãos não param
quero estalar o pescoço e esticar a coluna
cansaço e calor
mesmo sem pressa, tudo passa rápido
e quando eu berro por agilidade, as horas se arrastam
é tudo tão confuso, tão difuso que no emaranhado 
de palavras soltas o pensamento se esquiva e foge
rumo a um lugar onde nunca estivera
e ali eu fico
repousada e inerte e tranquila
em casa

Bibliotecando

Biblioteca Popular Municipal Alvaro Moreira, no bairro da Penha (subúrbio da Leopoldina no Rio) passa a disponibilizar internet gratuita e digitação de textos para jovens e adultos por seis horas em dias de semana e 3 horas aos sábados. 

Ainda sobre livros, as duas bibliotecas do Metrô Rio (Central e Copacabana-S.Campos) ultrapassaram o patamar de 6.000 sócios que foram responsáveis por mais de 48.000 empréstimos desde 2006. No total, são 9 bibliotecas do metrô espalhadas pelo Brasil totalizando mais de 43.000 sócios.

Procurando bem a gente também acha notícias interessantes nas páginas dos jornais. Para os partidários e defensores da inclusão digital e da educação que adoram alardear um discurso pseudossocial sem sair do ar-condicionado do seu quarto equipado com o melhor PC e banda larga disponíveis, esses são casos reais que espero ver divulgados e difundidos Brasil afora.

"O que você faria se só te restasse um dia?"


Vídeo com a movimentação do 2009 DD45 visto da Austrália

Levei um susto gigante quando vi no cantinho da primeira do O Globo, quase no rodapé: "Asteróide passa de raspão pela Terra." Normalmente começo lendo o jornal pelos esportes mas hoje fui direto para a tal reportagem entender essas seis palavrinhas tão fora de contexto. Não é que foi isso mesmo que aconteceu? O asteróide 2009 DD45 "tangenciou" o planeta na manhã da última segunda-feira passando a uma distância de 72.000 Km da superfície da Terra. Essa distância equivale ao dobro da altura dos satélites de comunicação da órbita terrestre e à um quinto da distância entre a Lua e a Terra. Com tamanho estimado entre 21 e 47 metros de comprimento, o 2009 DD45 seria similar àquele do Evento de Tunguska em 1908 na Sibéria, com efeito similar à 1000 bombas de Hiroshima, devastando uma área de 80 milhões de árvores e que, se tivesse caído 5 horas depois, teria destruído simplesmente a capital São Petersburgo. Juro por Deus que me arrepiei.

Imagino assim, o susto que não devem ter levado os astrônomos que identificaram o evento e monitoraram a rota do asteróide. Passei a imaginar também quanto tempo teríamos para uma operação de evacuação consderando que, se mal sabemos lidar com as águas março inundam o Rio, como atuaríamos frente a um problema desta natureza. Também me peguei refletindo em qual seria a minha prioridade. E não consegui pensar em mais nada além de procurar a companhia de meus pais. 

Mais notícias aqui, aqui e aqui. 

segunda-feira, 2 de março de 2009

Eu sou normal!!!

Estou copiando e colando estes testes que li no Cogumelo Louco que, por sua vez, leu aqui

1º Teste:

Foi descoberto que o nosso cérebro tem um Bug. Aqui vai um pequeno exercício de cálculo mental!

Este cálculo deve ser feito mentalmente e rapidamente, sem utilizar calculadora, nem papel e caneta, ok?

Seja honesto e faça os cálculos mentalmente.
Tens 1000, acrescenta-lhe 40. Acrescenta mais 1000. Acrescenta mais 30 e
Novamente 1000. Acrescenta 20.
Acrescenta 1000 e ainda 10. Qual é o total?

(resposta abaixo)

Teu resultado é 5000.
A resposta certa é 4100!

Se não acreditar, verifique com a calculadora. O que acontece e que a seqüência decimal confunde o nosso cérebro, que salta naturalmente para a mais alta decimal (centenas em vez de dezenas).

2º Teste:

Rápido e impressionante.
Conte quantas letras “F” tem no texto abaixo, sem usar o mouse:

FINISHED FILES ARE THE RE-
SULT OF YEARS OF SCIENTIF-
IC STUDY COMBINED WITH
THE EXPERIENCE OF YEARS

Contou?
Somente leia abaixo após ter contado os “F”. Ok?

Quantos? 3? Talvez 4?

Errado! São 6 (seis). Não é piada! Volte para cima e leia mais uma vez!

A explicação : O cérebro não consegue processar a palavra “OF”. Coisa do capeta, né?

Quem conta todos os 6 “F” na primeira vez é um “gênio”, 3 é normal, 4 é mais raro, 5 mais ainda e 6 quase ninguém.

3º Teste:

Sou diferente? Faça o teste.
Alguma vez já se perguntaram se somos mesmo diferentes ou se pensamos a mesma coisa?
Façam este exercício de reflexão e encontrem a resposta!

Siga as instruções e responda as perguntas uma de cada vez ‘mentalmente’ e o mais rápido possível, mas não siga adiante até ter respondido a anterior. E se surpreenda com a resposta!

Agora, responda uma de cada vez:

Quanto é:

15+6=

….21…

3+56=

….59…

89+2=

….91…

12+53=

….65…

75+26=

….101…

25+52=

….77…

63+32=

….95…

Sim, os cálculos mentais são difíceis. Mas agora vem o verdadeiro teste. Seja persistente e siga:

123+5=

….128…

AGORA RÁPIDO: PENSE EM UMA FERRAMENTA E UMA COR!

……

E siga adiante…

…….

Mais um pouco…

……..

Um pouco mais…

……..

Pensou em um martelo vermelho, não é verdade?

Se não, você é parte de 2% da população que é suficientemente diferente para pensar em outra coisa.
98% da população responde martelo vermelho quando resolve este exercício.


TdS: Não sei explicar o porquê da lógica do martelo vermelho. A teoria do autor do post lá no CL é de que "quando somos crianças adoramos pegar o martelo e encher de pregos em todos os cantos da casa e claro… nunca tivemos a P$%@ do martelo vermelho que sempre vimos em desenhos, acho que o martelo é uma das primeiras ferramentas que vimos e usamos na vida então é a ferramenta que vem logo na memória."

Resumindo: Sou meio gênio porque acertei as contas do primeiro e do terceiro teste sem dificuldade, mas sou normal porque não consegui pensar em nada além da p%$#@ do martelo vermlho mesmo sabendo que ia cair numa pegadinha desse tipo. Isso é bom ou ruim? Não sei! Cada um com suas próprias conclusões.