quarta-feira, 4 de março de 2009

O Quarto

meus ombros doem e minhas mãos não param
quero estalar o pescoço e esticar a coluna
cansaço e calor
mesmo sem pressa, tudo passa rápido
e quando eu berro por agilidade, as horas se arrastam
é tudo tão confuso, tão difuso que no emaranhado 
de palavras soltas o pensamento se esquiva e foge
rumo a um lugar onde nunca estivera
e ali eu fico
repousada e inerte e tranquila
em casa

4 comentários:

Ock-Tock disse...

Outro título para esse texto poderia ser "realidades de uma noite de verão" :-)

Seu blog está a cada dia melhor, caríssima! Parabéns!

Laguardia disse...

Não sou jornalista nem escrito. Se quer escrevo bem. Sou aposentado. Meu imposto de renda é retido na fonte pelo INSS. Já nosso querido apedeuta tem sua receita de INSS como anistiado político acima do teto do INSS livre de IR.
Minha forma de lutar contra os desmandados implantados por este governo corrupto no Brasil é através de um blog http://brasillivreedemocrata.blogspot.com/
Gostaria de contar com a presença e dos comentários das pessoas de bem que não se conformam com a desonestidade, a falta de ética e a corrupção em nosso governo.
Um grande abraço

O Jornalista disse...

Olá Claudia,

Fico feliz que tenha descoberto o PAPO DE POLÍTICA, espero que tenha gostado. Talvez possamos fazer uma aliança blogueira e aumentar nossas forças =)

Sinta-se a vontade.

Bjs.

Inagaki disse...

Calor e cansaço minam qualquer produtividade. E seus versos inspirados me fizeram lembrar da definição preciosa cunhada por aquela canção do Lupicínio: "o pensamento parece uma coisa à toa, mas como é que a gente voa quando começa a pensar?" :) Um beijabraço!